A futura Redenção, que seja rapidamente em nossos dias MaMaSh, tem uma condição não-negociável: que nenhum judeu pode ser deixado para trás na galut. “Vocês serão reunidos, um a um.”
Se todos os judeus tiverem sido reunidos, mas se restar um único judeu em alguma terra distante a Geulá não poderá se realizar. Se todos os judeus tiverem sido reunidos mas restar um judeu lá na extremidade do céu, a Torá diz que D-us fará todo mundo ficar esperando na galut, junto com a Shechiná exilada. Até que “vocês sejam reunidos um a um” e Ele trará aquele judeu que está na extremidade do céu ou no fim do mundo e o reunirá com os demais judeus, de modo que possamos sair todos juntos da galut para que a Gueulá verdadeira e completa possa acontecer.
Também temos aquela carta do Báal Shem Tov que ele escreve que escutou de Mashiach que Mashiach vai chegar quando “suas fontes se espalharem para fora.”
Por isso foi sugerido que a gente não espere até que as pessoas que estão “fora” cheguem para onde já há fontes e que digam que querem beber água. E sim, que “suas fontes (os ensinamentos do Báal Shem Tov) se espalhem para fora”. É por isso que foi pedido que onde quer que haja um único judeu, não podemos ficar todos esperando até que ele deseje a Redenção. Portanto devemos ir até lá, levar para ele as fontes, imprimir o Tanya, e após a impressão, estudar pelo menos algumas linhas de Tanya, desta maneira as fontes já estarão “chutsa” (fora) naquele lugar distante, que também estará pronto para receber nosso justo Mashiach.
O Baal Shem Tov ensinou que tudo o que vemos ou ouvimos deve ser utilizado no Serviço Divino.
Portanto, o que podemos aprender do jogo de futebol?
Qual é o objetivo do futebol? Lançar a bola no gol.
A bola representa a Terra, que é esférica.
E o gol representa o portão do Rei (D-us).
Portanto, nosso objetivo na vida deve ser derrotar o time adversário (o YêtserHará) e, por meio de Torá e mitsvot, lançar o mundo em direção ao gol (objetivo) de sua criação.
Henny Carmiel é uma educadora que mora em Kfar Chabad. Aqui vai um resumo e adaptação de seu depoimento:
Em 1975 eu estava para voltar ao trabalho após uma licença maternidade e fui convidada a ensinar numa classe especial em Tekumá. Era uma classe de meninos e meninas de 14 a 16 anos. Nenhum deles tinha condições de estudar em escolas “normais”. Vinham de lares problemáticos, de onde tinham sido resgatados. Alguns tinham tido passagem pela polícia, nem todos sabiam ler. Eram casos muito difíceis. Antes de mim, dois professores tinham fugido. Um professor e uma professora. Meu diretor tinha me indicado para ensinar aquela turma. Falei: “Mas além de diretor, tenho um Rebe, e preciso perguntar a ele.”
Telefonei para o Rebe lhe contei tudo.
O Rebe falou que eu aceitasse aquele trabalho e que, antes de tudo, contasse muitas histórias de tsadikim. E que influenciasse os alunos a cumprir mitsvot. Que os meninos colocassem Tefilin (que eu trouxesse alguém para orientá-los nesse sentido). Que as meninas acendessem velas de Shabat e Yom Tov, preces. Para todos: tsedaká.
O Rebe falou que “o que sai do coração penetra no coração”. Se eu me ligasse àquelas crianças e as amasse de verdade, como era necessário, conseguiria influenciá-las.
Consegui uma ligação pessoal com cada um deles. Meu marido me ajudou muito. Ele ensinava aos meninos. Foi uma época muito boa.
No final do ano 5735, nos mudamos, e também concluí o trabalho com aquelas crianças. Antes disso, conseguimos colocá-los em escolas religiosas. Era uma classe preparatória para o colegial. Exceto uma menina. Ela voltou para casa. A mãe dela vivia com um árabe. Não dava para fazer nada. Ainda tentei. Viajei a Beer Sheva na tentativa de tirar a menina de lá, com a ajuda da Aliat Hanoar. Mas o “pai”, o árabe me disse: “Sei onde você mora e vou lhe matar.”
Meu marido, então, falou para eu escrever para o Rebe. E foi o que fiz. O Rebe perguntou: “Você sabe a data de aniversário (judaico) dela?” Falei que sim, pois, por HashgacháPratit (Divina Providência), para ter uma ligação maior com as crianças, eu tinha me interessado em saber a data de aniversário de cada uma, e a gente comemorava os aniversários na classe. Depois daquela pergunta, o Rebe falou para eu falar o capítulo de Tehilim dela e saber quando mudar e que não me metesse mais no assunto.
Durante 14 anos, 14 anos, falei o Tehilim dela. E mudava o capítulo em cada aniversário. Pensei que faria isso o resto da vida. Depois de 14 anos, Amós, meu marido foi fazer uma atividade no Beit Chabad de Zichron Yaakov, antes de Shavuot. Uma mulher com uma menina da quarta ou quinta série se aproximou dele e falou que precisava falar com ele. Ele pediu que ela ficasse próxima ao palco que no final ele atenderia.
“O senhor é o marido da mora de Tekumá?” Perguntou. Meu marido não a reconheceu. Ela falou que estava me procurando há bastante tempo. Meu marido lhe deu nosso número do telefone e ela me ligou, depois. Falou que foi caindo, cada vez mais fundo até que Yad Laachim conseguiu salvá-la, e que tinham, inclusive cuidado para que ela casasse. Ela tem uma filha e eles são religiosos, cumprem Torá e mitsvot. Aí eu contei a ela sobre o capítulo de Tehilim que o Rebe me dissera para falar, que foi o que a salvou.
Depois disso, tomei a resolução de pegar as datas de aniversário (judaico) de todos os grupos com que lido. Antes de tudo, para saber e comemorar. A segunda coisa é: histórias chassídicas. Pois essas coisas aproximam e surtem efeito.
Numa panela de pressão, frite o dente de alho até dourar.
Acrescente os demais ingredientes (menos a água) e refogue um pouco. Em seguida acrescente a água, misture tudo e cozinhe durante 30 minutos na pressão.
Tuvia Bolton escreveu a seguinte história, que ele ouviu do Rabino Leibel Groner, secretário do Rebe:
Uma mulher da comunidade Chabad-Lubavitch do Brooklyn foi parada por um guarda de trânsito de Nova York por alguma infração. O guarda, parado ao lado da janela aberta do carro, percebeu uma foto do Rebe de Lubavitch na bolsa da mulher.
“Desculpe, a senhora é seguidora deste rabino?” Perguntou.
“Sou.” Respondeu ela.
“Bom, neste caso, não vou lhe dar multa.” Fechou o bloquinho de multas e continuou. “Sabe por quê? Porque este rabino”, apontou para a foto que ela estava, segurando, “fez um grande milagre para mim.”
“Bom, já que você não está me multando, tenho tempo de escutar sua história.” Disse a mulher, grata.
O policial sorriu e falou: “Esta é minha história predileta, mas não a contei a muitos judeus, na verdade, acho que a senhora é a primeira.” Os carros estavam passando rapidamente por trás dele, fazendo com que tivesse que levantar a voz. “A história é a seguinte:
“Fiz parte da escolta policial que, uma vez por semana, acompanhava o rabino ao Cemitério Montefiore (onde o sogro e antecessor do Rebe está enterrado). Fiquei conhecendo alguns dos jovens que acompanhavam o Rebe, a aprendi muitas coisas. São muito simpáticos, o que a senhora já deve saber, e conversávamos bastante, enquanto o rabino estava rezando lá dentro.
“Bem, certo dia, vi que todos eles estavam conversando muito empolgados, e perguntei o que tinha havido. Disseram que o rabino faz muitos milagres para as pessoas, mas naquele dia, tinha feito um milagre realmente extraordinário. Eu nem cheguei a perguntar qual foi o milagre, só perguntei se o rabino ajuda também não-judeus.
“‘Claro,’ disseram, ‘o Rebe ajuda qualquer pessoa que pede. Por quê? Você está precisando de alguma coisa?’ Aí contei que eu e minha esposa estávamos casados há nove anos e não tínhamos filhos, e na semana anterior os médicos nos disseram que não tínhamos a menor chance. Tínhamos gastado muito dinheiro com tratamentos e todo tipo de grandes especialistas, fazia seis ou sete anos que rodávamos como baratas tontas, e eles tinham acabado de nos dizer que já tinham tentado de tudo e que não havia chance. Vocês não podem imaginar como ficamos arrasados. Minha esposa não parava de chorar e eu comecei a chorar também.
“Aí um dos jovens me disse: ‘Escute, da próxima vez que você acompanhar o Rebe ao cemitério, fique perto da porta do carro dele, e quando ele sair, peça a ele uma bênção.’ E foi o que fiz. Na vez seguinte em que fiz parte da escolta, fiquei perto da porta e quando ele saiu perguntei: ‘Com licença, Rabino, o senhor só abençoa judeus ou não-judeus também?’
“E o Rabino olhou para mim como um bom amigo, impressionante, e disse que tenta ajudar todos que pode. Aí, eu lhe disse o que os médicos tinham falado, e ele disse que eu escrevesse num pedaço de papel meu nome e o nome de meu pai, bem como o nome de minha esposa e o do pai dela, que ele rezaria por nós. Foi o que eu fiz. Minhas mãos estavam tremendo tanto, que quase que eu não conseguia escrever, mas consegui, e sabe o que aconteceu? Minha esposa engravidou e nove meses depois teve um menino! Os médicos ficaram malucos, não conseguiam entender, só coçavam a cabeça e – Uau! Eu me senti como o campeão do mundo!
“Mas agora vem a melhor parte. Sabe que nome demos para nosso filhinho? Adivinhe! Mendel! Em homenagem ao Rabino. Inicialmente minha esposa não gostou do nome, porque não é um nome americano, mas eu disse: Não! Vamos chamá-lo de Mendel! Assim, cada vez que dissermos seu nome vamos nos lembrar que se não fosse pelo Rabino, este menino não estaria aqui.
“Mas quando nossos pais ouviram o nome, foram realmente contra. Disseram: ‘Com um nome assim todas as crianças vão pensar que ele é judeu e vão lhe chamar nomes e maltratá-lo. Por que fazê-lo sofrer sem motivo?’ É justamente o que eu quero’ eu lhes disse. ‘Quando ele chegar em casa dizendo que os outros meninos lhe chamaram nomes e lhe bateram porque ele tem um nome judaico, vou lhe dizer que quero que aprenda com esses meninos como não se comportar. Eles odeiam os judeus sem o menor motivo, mas você deve amar os judeus e ajudá-los. Diga-lhes que sem aquele rabino judeu chamado Mendel você nem estaria aqui, e talvez eles comecem a pesar diferente também!’”
“Quatro carroças e oito bois ele deu para os filhos de Merari”
(Bamidbar 7:8)
Essas carroças tinham que levar uma carga pesadíssima de material para o Santuário: pranchas de madeira enormes, parafusos, colunas, estacas para tenda, etc.
Por que, então, o peso não foi dividido em mais algumas carroças?
A resposta é que se tudo podia ser carregado em quatro carroças, não havia necessidade de mais.
Cada objeto do mundo precisa ser utilizado em todo seu potencial, uma vez que D-us não criou nada supérfluo em Seu mundo.”