ORDEM NO CAOS

BS’D

6 Tishrei é o yartseit da Rebetsin Chana Schneerson, mãe do Rebe.

Feivel S. relata o seguinte:

Imagino que eu deveria ter me sentido grato e com sorte por ter tido a oportunidade de me envolver com a reabilitação de judeus deslocados na Europa, após a guerra. Para mim, era difícil sentir otimismo, pois tinha perdido tudo no Holocausto. Um velho amigo me conseguiu um emprego no escritório do Vaad HaHatsalá (Organização de Socorro) em Paris. A carga de trabalho constante que meu serviço exigia ajudou a manter minha sanidade.

Sentado atrás de uma grande mesa abarrotada de papéis e formulários, encontrei consolo e dor: consolo por estar numa posição de ajudar outras pessoas a reconstruir a vida, mas uma dor constante ao escutar tantas histórias trágicas.

Certo dia, ouvi uma batida curta e suave na porta de meu escritório. Bem diferente das batidas nervosas dos sobreviventes perturbados a que eu estava acostumado.

“Pode entrar”, falei.

Um homem de barba, bem vestido, chegou-se a minha mesa. Desde o primeiro instante em que o vi, fiquei profundamente impressionado.

Suas características distintas irradiavam paz interior. Aquilo me impressionou, pois, na Europa do pós-guerra a paz interior era algo muito raro. Além disso, sua compostura calma era contagiante e, pela primeira vez em anos, senti-me à vontade.

“Em que posso ajudá-lo?” – Perguntei.

“Minha mãe, Rebetsin Chana Schneerson, chegou da Rússia. Vim para ajudar em sua emigração para os Estados Unidos. Poderia me dizer quanto tempo devo dedicar a esse procedimento? Eu gostaria de organizar meu cronograma.”

Eu não conseguia desviar os olhos desse homem de fala mansa. Foi a primeira pessoa a entrar no meu escritório com um senso de direção, expressando a vontade de calcular o tempo e utilizá-lo sabiamente. Naquela bagunça de uma Europa caótica, lá estava um homem que valorizava seus minutos.

Prometi ajudar em tudo o que estivesse a meu alcance, garantindo-lhe que eu tentaria processar os papéis necessários, de modo que ele pudesse usar seu tempo como bem lhe aprouvesse. Dei-lhe todos os formulários que tinham de ser preenchidos, e ele forneceu todas as informações necessárias. Em seguida, agradeceu-me e foi embora. Os poucos minutos que passou comigo me deixaram renovado e motivado.

Muitos anos se passaram. Casei, construí família e imigrei para os Estados Unidos. Certo dia, estava no Brooklyn, no carro, com um colega de trabalho.

“Vamos visitar o quartel-general de Lubavitch”, sugeriu ele.

“Por que não?” – Respondi. Dezessete anos tinham passado desde aquele incidente em Paris. Embora eu jamais tivesse ido ver o Rebe, tinha ficado sabendo que ele era o homem que estivera em meu escritório e aquele encontro ainda estava gravado em minha memória.

Chegamos no 770 no meio de um farbrenguen – uma reunião Chassídica com milhares de participantes. Fiquei encantado com o que vi: uma atmosfera de intensidade espiritual muito diferente do ambiente americano comum. Olhei lentamente em volta, alternando meu olhar entre o Rebe e os Chassidim.

De repente, captei o olhar do Rebe, ou foi ele que pegou o meu? Estava olhando direto para mim e depois fez um sinal para um de seus atendentes e lhe disse algo. Antes que eu pudesse perceber, o atendente estava perto de mim. “O Rebe está lhe chamando”, sussurrou. Fiquei simultaneamente surpreso e perturbado com a atenção inesperada.

Segui, trêmulo, o atendente e me vi face a face com o Rebe. Era a mesma voz calorosa e eloquente que ecoava em meus ouvidos, de dezessete anos antes.

“Yasher Koach (muito bem!) por seus esforços pela minha mãe há dezessete anos em Paris. Bênção e agradecimento por tudo o que você fez.”

De: “To Know and to Care”, R. Eliyahu e Malka Touger, publicado por Sichot in English.

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5767/939.htm#caption9

(Inglês)

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DE BALI PARA ISRAEL

BS’D

O avô de David fora um negociante têxtil que tinha imigrado do Iraque para Israel antes de 1948. Quando seus negócios se expandiram a nível internacional, resolveu se mudar com a família para Bali, Indonésia. Lá chegou com sua esposa e sua filhinha Chana.

Embora Chana tivesse crescido num lar judaico firme, não havia a menor chance de uma educação judaica em Bali. A Indonésia é um país muçulmano. Chana não tinha amigos judeus e acabou casando com um muçulmano. Tiveram três filhos. O mais velho era David. Chana queria que seus filhos soubessem que eram diferentes de seus vizinhos, de modo que os mandou para uma escola cristã, e não muçulmana.

Os anos passaram e David estava chegando à idade do Bar Mitsvá. Ela sabia que um menino precisa ter uma Bar Mitsvá e ser chamado à Torá aos treze anos. Sonhava com isso para seu filho, mas como poderia conseguir tal coisa?

Perto da casa deles havia uma pequena sinagoga, que abria apenas em Yom Kipur. O único símbolo identificando o lugar era uma Estrela de David na fachada. Na época, a religião judaica não era reconhecida em Bali e uma sinagoga oficial era proibida. (Atualmente há um Beit Chabad em Bali). Chana sentiu a necessidade de rezar para D-us e resolveu ir até a sinagoga. Ao entrar, viu que o lugar estava abandonado e empoeirado. Passou vários dias limpando o lugar até que ficou com aspecto respeitável. De repente, em uma das mesas, viu uma pequena foto do Rebe! Olhou para a foto e, do fundo do coração exclamou: “Rebe, todos sabem que você cuida do povo judeu do mundo inteiro. Eu lhe imploro, por favor, cuide de meu filho, David! Embora eu não mereça, meu filho não tem culpa das minhas decisões. Ele mal começou a vida. Por favor, ajude-me a lhe dar a oportunidade, se ele quiser, de ser um judeu, quando crescer.”

De noite, Chana saiu da sinagoga para voltar para casa. Trancou o portão e, quando se virou, viu algo que jamais vira na Indonésia. Na entrada da sinagoga estava um judeu com barba. Ele se apresentou como Rabino David Skurder. Ela não podia acreditar no que estava vendo.

O Rabino Skurder era um Chassid Chabad. Era um negociante de diamantes de Londres. Numa yechidut com o Rebe, o Rebe lhe dissera que quando quer que viajasse a negócios, deveria se interessar sobre o que poderia ser feito para fortalecer a comunidade judaica. Essa é a abordagem do Rebe. Um judeu é guiado por D-us para ajudar o próximo, onde quer que se encontre. Não viaja apenas para os negócios. De fato, D-us o está levando a um lugar onde você pode adquirir riqueza espiritual!

Tinha visto uma casinha com uma Estrela de David na fachada. Ao se aproximar, viu uma mulher que lhe pediu ajuda. O Rabino Skurder concordou em levar David para Londres e prepara-lo para o Bar Mitsvá, que aconteceu no Beit Chabad de Bagkok, Tailândia.

David continuou seu pregresso no judaísmo e se mudou para Israel, onde juntou-se à sinagoga Chabad de Chulon. O Rabino Shmuel Raskin, em sua cerimônia de casamento, anunciou: “Hoje, a presença do Rebe estará conosco, quando os noivos forem levados à chupá!”

O Rabino Raskin comentou: “David estabeleceu uma linda família judaica em Israel.”

(História contada pelo Rabino Shneor Ashkenazi para Parashat Vaerá 5784 – 10 de janeiro de 2024)

Adaptado de:

(Inglês)

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A DINÂMICA DO RESPEITO

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“Teu desejo será para teu marido…”

(Bereshit 3:16)

Certa vez, um judeu procurou o Rebe Tsêmach Tsêdek, dizendo que sua esposa o atormentava e mandava nele.

O Rebe respondeu:

– Realmente, há um versículo na Torá que diz: “Tu desejarás teu marido e ele te dominará.” Fique sabendo que se “ela desejar seu marido” então – “ele a dominará”. Caso contrário, será o contrário…

(Adaptado de

“Lêket Lakalá Velamadrichá”, pág. 184)

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SEGULOT PARA BERACHÁ

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Muitos anos atrás, no ano de 5547 (1786), o inverno chegou muito cedo. Em Sucot  já estava inusitadamente frio, e já começara a nevar. Por conseguinte, a maioria dos chassidim que chegaram a Liozna para Shemini Atsêret  e Simchat Torá estavam com os dedos das mãos e dos pés congelados, e muitos pegaram uma gripe muito forte. Quando o Rabi Schneur Zalman foi informado da terrível situação, ficou pensativo durante algum tempo e, em seguida, declarou: “Sobre a Torá consta, ‘é uma lei de fogo para eles’. Hoje é Simchat Torá! Todos devem ser trazidos para as hakafot, e que ‘o fogo consuma o fogo’ – o fogo de Simchat Torá consumirá o fogo da febre.”

         Antes das hakafot, Reb Pinchas Roizes de Shklov foi enviado a todas as hospedarias da cidade para convidar os visitantes, muitos dos quais estavam com febre altíssima. Quando os chassidim doentes e seus familiares ouviram as palavras animadoras, ficaram felicíssimos. Com fé completa, saíram na noite tempestuosa e se dirigiram à sinagoga, enfrentando o granizo, as chuvas torrenciais e os ventos bravios. Alguns, debilitados a ponto de não poder andar, tiveram de ser carregados, apesar do perigo mortal.

         A sinagoga, abarrotada de pessoas, era de dar pena. Ouviam-se tosses e gemidos por todos os lados, e o calor era insuportável. Alguns dos visitantes estavam tão fracos, que não podiam nem sentar-se nos bancos, tiveram de ser encostados contra as paredes.

         Todos os anos em Shemini Atsêret, o Rebe rezava as preces noturnas e liderava suas próprias hakafot com um minyan particular. Em seguida, ia fazer o kidush na sucá , e depois dirigia-se à grande sinagoga no pátio, para as hakafot. Esse ano, porém, algo inusitado ocorreu. Ao entrar na sucá, o Rebe chamou três chassidim idosos, um dos quais era um Kohen, o segundo, um Levi e o terceiro um Yisrael. “Vocês formam um tribunal rabínico de três membros”, disse-lhes o Rebe, “e deverão agora escutar meu kidush. Respondam ‘amen’ para cada uma das minhas bênçãos, com a intenção de que essa aprovação valha para todas as idéias espirituais e invocações que terei em mente.”

         A pedido do Rebe, vários recipientes grandes com vinho foram levados para fora da sucá. Após fazer o kidush,ele verteu o vinho que lhe sobrara no copo em um dos recipientes e nomeou os três membros de seu tribunal rabínico para serem os ‘emissários da cura’. Foram orientados para que misturassem o vinho com o vinho dos outros recipientes, e o distribuíssem entre os doentes, que o beberiam e ficariam totalmente curados. O Rebe também lhes pediu que subissem à ala das mulheres e servissem vinho para aquelas que não tinham sido abençoadas com filhos ou que tinham tido abortos.

         A notícia sobre o vinho do Rebe espalhou-se com a rapidez de um raio, e a sinagoga fervilhava de emoção. Quando os três chassidim idosos entraram na grande sinagoga com o vinho, um silêncio abafado caiu sobre todos os presentes. Os três subiram ao púlpito, e Reb Yaakov de Semilian, o Yisrael do tribunal rabínico, repetiu em voz alta as instruções do Rebe, letra por letra. Ao concluir, disse que gostaria de acrescentar algumas palavras de cunho próprio, que tinham pertinência especial à situação:

         “Há uma tradição aceita, transmitida entre os chassidim, de geração em geração, que para que a bênção de um tsadik se realize, duas condições têm de ser cumpridas: primeiro, a pessoa abençoada deve acreditar na bênção com fé simples, sem especulações externas; segundo, deve dedicar-se ao Rebe que dá a bênção, obedecendo a suas orientações a respeito de Serviço Divino, estudo da Torá e comportamento ético.”

         O vinho foi, em seguida, distribuído ordenadamente, com a ajuda de vários rapazes robustos, escolhidos para essa tarefa. Depois que todos receberam o vinho, o Rebe entrou na sinagoga e as hakafot tiveram início.

         No dia seguinte, todos falavam do milagre. De fato, Avraham, o médico, afirmou que para muitos dos pacientes idosos o fenômeno fora uma verdadeira ressurreição dos mortos. Sustentou que, do ponto de vista médico, não havia a menor esperança para eles, e sua recuperação dera-se, sem dúvida, graças a intervenção sobrenatural.

(Do livro “Once Upon a Chassid”, Michoel Green, Editora Kehot, Vaad L’hafatsat Sichot)

Com permissão do “Likrat Shabat” daYeshivá Tomchei Tmimim.

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UNIÃO NA DIVERSIDADE

BS’D

Arte by Michoel Muchnik

Um dos milagres que ocorriam quando os judeus faziam a peregrinação obrigatória para o Beit Hamikdash  nas três festas principais – Sucot, Pêssach e Shavuot – era que embora ao ficarem de pé lado a lado no Templo, fosse tão apertado que mal dava para se mexer, quando se prostravam diante de D-us havia bastante espaço.

A revelação de Divindade, porém não era óbvia apenas quando se prostravam.

A união e harmonia dos judeus reunidos no Templo Sagrado era inigualável. Além disso, quando chegava a hora de cada indivíduo se prostrar e servir a D-us de seu modo singular, havia bastante espaço para a individualidade de cada um.

(O Rebe de Lubavitch)

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5763/737.htm#caption8

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CENOURA COM ALHO E COMINHO

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Ingredienes:

4 cenouras grandes raladas ou fatiadas

2 dentes de alho

3 colheres de sopa de óleo

Sal e cominho a gosto

Modo de Fazer:

Frite o alho no óleo

Acrescente as cenouras e refogue um pouco

Acrescente os temperos e misture bem

Tampe a panela e cozinho em fogo brando até que as cenouras fiquem macias.

Lebriut!

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O QUE HASHEM PRECISA?

BS’D

No final de Yom Kipur, Rebe Levi Yitschak de Berditchev voltou-se para um Chassid e lhe disse:

– Vou lhe dizer para que você rezou no Yom Kipur. No começo você pediu a Hashem que lhe desse 1000 rublos em dinheiro, para que você pudesse se dedicar ao estudo da Torá sem preocupações. Depois, você mudou de ideia, pensando que se recebesse 1000 rublos, com certeza abriria uma loja e o negócio atrapalharia seus estudos, portanto, pediu que lhe desse em duas prestações de 500 rublos cada. Antes da reza de Neilá, achou que aquilo era atrevimento seu, de modo que pediu que Hashem dividisse a quantia em quatro partes: 250 rublos a cada três meses, para que você pudesse servir a D-us em tranquilidade. Mas não lhe passou pela cabeça que pode ser que Hashem não precise de seu Serviço Divino nem de seu estudo de Torá. Talvez Ele prefira seu esforço e suas preocupações…

Do livro: Sipurei Chassidim – Moadim

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Pag. 106

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BOLO DE MEL BAKOL MIKOL KOL

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Ingredientes:

4 ovos

3 maçãs

¼ de cenoura

1 xícara de passas

½ copo de óleo

1 xícara de mel

½ xícara de açúcar

3 xícaras de farinha

3 colherinhas de fermento para bolo

Canela a gosto

 10 ml de chá de cravo bem forte

Modo de Fazer:

Aqueça o forno.

Numa tigela, misture os ingredientes secos.

Bata no liquidificador os ovos, as maçãs, a cenoura, as passas, o óleo, e o mel.

Verta o líquido sobre os secos e misture bem.

Asse em forno médio até que um palito saia sequinho.

Lebriut!

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FÉ NATURAL

BS’D

Numa véspera de Rosh Hashaná, um aprendiz de barbeiro, passou perto da casa do Rebe Levi Yitschak de Berditchev. Esse aprendiz de barbeiro estava de cabeça descoberta e tinha um topete.

O tsadik o avistou pela janela e o chamou para entrar. O tsadik lhe perguntou:

– Por que você anda com este topete?

– Porque – respondeu – trabalho para os ministros e nobres que vêm cortar o cabelo, e preciso estar apresentável para eles.

– Escute – disse o tsadik – vou lhe dar um rublo para que tire este topete, pois se trata da “proibição de seguir os costumes dos outros povos” (Vayikrá 18:3)

– Não!  – Respondeu o rapaz.

– Então – acrescentou o tsadik – lhe dou três rublos para que o faça.

E o rapaz continuou recusando.

O tsadik foi subindo sua oferta, até chegar a vinte rublos. E nada de o rapaz concordar. Foi quando o tsadik falou:

– Se você tirar agorinha o topete, eu lhe prometo o Olam Habá (Mundo Vindouro).

Ao ouvir aquilo, o moço tirou uma tesoura do bolso e, num instante, cortou o topete.

O tsadik levantou-se e exclamou:

–Ribonô Shel Olam (Mestre do Universo), veja a grandeza e a força da fé dos judeus, até mesmo os mais simples! Quanto um homem desses precisa trabalhar e se esforçar para ganhar um rublo apenas. Mais ainda vinte rublos, que é uma quantia imensa para ele. E mesmo assim, o que se recusou a fazer por vinte rublos, fez por uma porção do Mundo Vindouro, embora jamais o tenha visto…

Do livro: “Sipurei Chassidim – Moadim”

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Pag. 18

(Hebraico)

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PARA TOCAR O SHOFAR

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Arte by Baruch Nachshon

Um ano, Rebe Levi Yitschak de Berditchev estava procurando alguém para tocar o shofar em Rosh Hashaná em sua sinagoga. Muitos pretendentes se apresentaram. Cada um deles demonstrou seus conhecimentos nas kavanot e sodot do toque do shofar de acordo com a kabalá,mas nenhum deles agradou ao tsadik.

Um dia, apareceu um báal tokea e Rebe Levi Yitschak de Berditchev lhe perguntou em que ele pensaria na hora de tocar o shofar. Ao que o homem respondeu:

Rabenu! Sou um judeu simples e não me ocupo com coisas ocultas. Tenho quatro filhas que chegaram à idade de casar e minha intenção nos toques de shofar é: Ribonó Shel Olam! Estou cumprindo Sua vontade, cumprindo Sua mitsvá de tocar o shofar. Então, cumpra minha vontade e me ajude a casar minhas filhas.

Rebe Levi Yitschak exclamou:

– É você quem vai tocar o shofar na minha sinagoga.

Do livro: Sipurei Chassidim – Moadim

Do Rav Shlomo Yossef Zevin

Pág. 30

(Hebraico)

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