O Midrash explica que todos os utensílios do Santuário poderiam ser feitos de outro metal se não houvesse ouro disponível, exceto os cherubim.
No caso dos cherubim, o único material aceitável era o ouro.
Os cherubim, que tinham rosto de crianças, simbolizam as crianças judias e a necessidade de lhes proporcionar uma educação judaica sem concessões.
De fato, a posição dos cherubim em cima da arca sagrada nos faz lembrar da prioridade de nossa obrigação. Pois quando se trata de ensinar Torá às crianças e patrocinar a educação judaica, é preciso dedicar o maior esforço possível.
Minha filha, Devorah e eu estávamos fazendo as últimas compras para seu novo apartamento. Ela estava para se casar em pouco mais de uma semana e ainda havia muita coisa para comprar e fazer.
Tínhamos verificado a lista Craig durante vários dias, tínhamos examinado o catálogo da IKEA e tínhamos ido a pelo menos meia dúzia de movelarias. Um vendedor muito simpático e comunicativo de uns trinta e poucos anos estava sendo muito paciente, gentil e engraçado.
No meio da conversa ele nos disse que embora seu nome fosse Peter, seu apelido era Cookie. “Podem imaginar um menino porto-riquenho grandalhão, que sempre tentava ser machão, ser chamado de Cookie, pela própria família?” Perguntou com um brilho nos olhos.
O preço que Peter estava nos cobrando por um sofá e uma mesa de copa com seis cadeiras parecia ser a melhor oferta que poderíamos encontrar. Deu-nos seu cartão e nele escreveu seu e-mail e número do celular. “Podem me ligar quando decidirem”, disse-nos.
Quando, finalmente, decidimos, Peter já tinha ido embora da loja. Mas, gentilmente, voltou até a loja e a abriu especialmente para nós, embora tivesse uma reunião de família naquela noite.
Peter escreveu a fatura. Antes de assinarmos eu disse: “Peter, você está vendo que nós duas não estamos muito por dentro de compra de móveis. Na verdade, somos bem ingênuas. Você está mesmo nos dando um bom preço?” Perguntei.
Como resposta, Peter disse: “Deixe-me lhes mostrar uma foto do meu anjo da guarda, e aí vocês vão confiar em mim.”
Peter pegou sua carteira e vimos a foto de duas crianças fofinhas. “Bem, esses são meus anjos da guarda, meus filhos. Mas quero lhes mostrar outra foto.”
E ele tirou uma foto do Rebe de Lubavitch. “Desde que coloquei a foto deste rabino sagrado na minha carteira, há dois anos, minha vida tem sido ótima.”
Devora e eu fomos pegas de surpresa. “Peter, onde você arranjou esta foto? E por que ela está na sua carteira?”
“Minha mãe é cristã e meu pai praticava o hinduísmo. Mas ele tinha um patrão judeu que lhe contou sobre o rabino sagrado e meu pai me contou sobre ele. Meu pai me ensinou a respeitar e reverenciar as pessoas santas de todas as religiões. Muitas vezes quando eu estava na filial do Brooklyn da nossa loja, eu via folhetos com a foto do sagrado rabino e me incomodava que às vezes estavam no chão. Eu via a foto do rabino por toda parte e comecei a ler sobre ele. Um dia, nem sei por quê, resolvi que sua foto deveria estar em minha carteira. Desde então, só me aconteceram coisas boas.”
Devorah e eu estávamos digerindo tudo o que Peter nos tinha dito e ele continuou.
“Comecei a conversar com os fregueses judeus sobre coisas judaicas, mas senti que tinham um sentimento de superioridade. De vez em quando eu tocava na Mezuzá da porta da loja ao entrar. As pessoas caçoavam de mim, mês estou acostumado com preconceito, pois sou porto-riquenho.
Comecei a pesquisar sobre a genealogia de minha família. Do lado de meu pai, meu bisavô era da Espanha. Um dos progenitores era judeu e outro, muçulmano. Ele era maçom. Para mim, era estranho que eu me sentisse tão atraído pelo judaísmo.
“Minha bisavó materna também era da Espanha e descobri que ela era judia.”
Estávamos atordoadas. “Peter, ela era avó de sua mãe ou de seu pai?” Perguntei.
“De minha mãe”, foi a resposta de Peter.
“E quem era filho dessa sua bisavó: o pai ou a mãe de sua mãe?” Continuei sondando.
“Era a mãe de minha mãe”, respondeu Peter, sem pestanejar.
“Peter, isso significa que você é judeu!” Eu lhe disse firmemente.
Peter pensou um pouco, e disse: “Eu estava querendo ir ao túmulo do rabinho sagrado para rezar antes do ano novo, mas acabei não indo.”
“Nunca é tarde demais, Peter. E quando for lá, diga ao pessoal lá que você é judeu e peça para eles lhe ajudarem a colocar Tefilin. Sabe o que são Tefilin?”
Peter fez que sim com a cabeça. “Tenho lido bastante sobre assuntos judaicos há uns dois anos. Sei o que são Tefilin.”
Eu disse a Peter: “Os ensinamentos judaicos ensinam que depois de 120 anos – 120 anos é a duração da vida de uma pessoa, de acordo com a Torá – se um homem judeu falece sem ter posto Tefilin nem uma vez na vida, bem, isso não é uma boa coisa, quando ele vai para o outro mundo. Peter, quando você for para o locar de descanso do Rebe, coloque Tefilin!”
A fatura foi preenchida e assinada. Estava tarde, mas não nos apressamos para ir embora, imersas que estávamos em nossos pensamentos. “Não sei por que me sinto tão atraído por coisas judaicas”, Peter disse baixinho.
“Por que você é judeu, Peter. Você tem uma alma judia. É o que você é!”
“É, deve ser isso”, disse Peter com um sorriso.
Falei com Peter algumas vezes desde nosso encontro na movelaria. Pedi-lhe permissão para escrever sobre nossa conversa e ele concordou. “Estou ansioso para me reconectar com meu lado judaico”, disse-me ele antes que desligássemos o telefone.
Certa vez, dois homens que se associaram para um negócio, foram ter com o Rav Meir de Premishlan za’l, e pediram sua berachá para que tivessem sucesso em sua sociedade.
Disse-lhes o tsadik:
– Vocês já escreveram uma escritura de parceria?
Eles disseram que não.
– Então – disse-lhes o tsadik – vou redigir a escritura para vocês.
Pegou uma folha de papel em brando e escreveu as quatro primeiras letras do alfabeto hebraico: alef, beit, guimel, dalet. Deu-lhes o papel, dizendo:
– Aqui está a escritura.
Os dois homens ficaram sem entender nada.
Percebendo seu espanto, o tsadik lhes disse:
– O segredo do sucesso está nessas quatro letras. Alef, beit, guimel, dalet. São as iniciais de:
“Emuná (fé, honestidade) – Berachá (bênção),
Gneivá (roubo) – Dalut (pobreza)”.
Se vocês negociarem com fé, lealdade e honestidade, haverá berachá (bênção) em seu trabalho, se, porém, conduzirem seus negócios com gneivá (roubo, desonestidade), a consequência será pobreza…
Forre uma forma retangular 18x28cm com papel manteiga.
Derreta o chocolate em forno BEM BAIXINHO, mexendo de vez em quando com um garfo até que fique quase todo derretido, retire do forno, misture bem com o garfo para mesclar os dois sabores. Acrescente os demais ingredientes e misture tudo.
Coloque a geladeira para esfriar. Em seguida, corte quadradinhos.
Uma conhecida de minha esposa estava se mudando para outro apartamento. Procurou minha esposa e lhe pediu ajuda para escrever uma carta para o Rebe, pedindo-lhe uma berachá para a mudança. Como ela não sabia nem yidish nem hebraico, pediu a minha esposa para escrever a carta.
“Escreva a carta em inglês”, disse-lhe minha esposa. “O Rebe entende inglês.”
A mulher escreveu a carta e, em seguida colocou-a num volume de Igrot Kôdesh que ela tinha retirado de nossa estante.
Minha esposa abriu o livro na página onde a carta havia sido colocada aleatoriamente, e traduziu a carta que havia naquela página.
Era uma carta para um casal que estava se mudando para um novo apartamento, abençoando-os para que tudo o que fosse relacionado com a mudança tivesse sucesso.
A mulher ficou satisfeita com a bênção, mas minha esposa notou que o livro que ela tinha retirado da estante era uma coletânea de cartas do Rebe Anterior, sogro do Rebe.
“É óbvio que o Rebe Anterior era um tsadik e um Rebe, mas eu ficaria mais segura tendo uma bênção do nosso Rebe, também”, disse a mulher.
Minha esposa lhe mostrou onde estavam os volumes de Igrot Kôdesh do Rebe, em outra prateleira.
A mulher escolheu um volume daquela prateleira e pôs sua carta aleatoriamente naquele livro. Entregou-o a minha esposa, e lhe pediu para traduzir a carta que estava naquela página.
Minha esposa leu:
“Estou surpreso que você está me consultando sobre um assunto que meu sogro já respondeu…”
O Rabino Moshe Meisels, discípulo do Alter Rebe, recebeu do Alter Rebe a missão de espionar o exército de Napoleão Bonaparte e transmitir tudo o que descobrisse para os comandantes do exército russo.
Ele era um homem muito culto, fluente em alemão, russo, polonês e francês. Conseguiu trabalho como tradutor para o alto comando francês. Conquistou, em pouco tempo, a confiança dos oficiais, conseguindo, assim, estar por dentro de seus planos mais secretos.
Foi Reb Moshe quem salvou o arsenal de armas russas em Vilna: alertou o comandante russo, e os que tentaram explodir o arsenal foram pegos no flagra.
Disse Reb Moshe: “O alef da chassidut salvou minha vida.”
[O alef da chassidut é o que o Rebe Schneur Zalman de Liadi, o Alter Rebe, escreve no Tanya que
“por sua própria natureza, a mente domina o coração.”
A história foi a seguinte:
Certa vez, Reb Moshe estava presente quando o alto comando do exército francês estava reunido, discutindo planos de guerra.
De repente, Napoleão entrou e, vendo Reb Moshe, que lhe era desconhecido, foi direto para ele, gritando: ‘Você é espião para a Rússia!’ E colocou a mão sobre o tórax de Reb Moshe para ver se as batidas de seu coração o denunciariam.
Mas o alef da chassidut o salvou. Sua mente controlou seu coração que continuou em ritmo totalmente normal, e ele respondeu firmemente: ‘Os comandantes de Sua Majestade o Imperador me contrataram como intérprete, uma vez que sou versado nos idiomas necessários para o cumprimento de seus deveres…’
Bata no liquidificador: os ovos, a baunilha, o óleo e as maçãs (descascadas e cortadas em pedaços)
Numa tigela, misture a farinha, o fermento, o açúcar e a canela. Acrescente a mistura liquidificada e misture. Asse em forno bem baixinho até que um palito saia sequinho.
No ano 5664 houve uma grande crise econômica na Rússia. Um dos chassidim do Rebe Rashab de Lubavitch era um grande empreiteiro e a crise abalou muito seus negócios. Foi falar com o Rebe e caiu no choro. “Fui empreiteiro de sucesso durante vinte anos. Dezenas de judeus trabalhavam para mim, conseguindo assim seu sustento. Agora, prefiro a morte”, falou.
O Rebe lhe respondeu: “Em Viena há uma roda gigantesca com pequenos vagões presos a ela. Há vagões que sobem, e há os que descem. Dizem nossos Sábios que no mundo há um ciclo que se repete. Quem está lá em cima está feliz e sorridente, mas não passa de um bobo, pois a roda está girando. Do mesmo modo, quem está na parte inferior da roda e está chorando, precisa saber que a roda continua a girar.
“Mande o desespero embora!” – Disse o Rebe. E dê continuidade a seus negócios. Com a ajuda de D-us, a roda vai girar, e você vai recuperar sua posição.”
Adaptado de: “Sichat Hashavua” (24/03/17) (Hebraico)
O Rebe contou o seguinte fato em Shabat Parashat Tavô, 5746 [Torat Menachem Vol. IV, pág. 370]:
Um judeu que mora em Yerushalayim me contou sobre um vizinho que o perturbava e importunava muito. E eis que de repente, antes de Yom Hakipurim, esse vizinho o procurou e lhe pediu “perdão” por todo o mal que tinha lhe causado.
O judeu, que conhecia o vizinho muito bem, sabia que mesmo após o “pedido de desculpas” ele ia continuar a agir do mesmo jeito, perturbando-o e o importunando. Mas por outro lado, há uma Lei no judaísmo que diz que quando alguém pede perdão – precisamos perdoar. Daí ele teve uma ideia, e respondeu o seguinte para o vizinho:
“Perdoo você com a mesma medida que você me pede desculpas…”
ORIENTAÇÃO DO REBE:
Às vezes a pessoa tenta inspirar e encorajar o próximo para fazer diversas ações – suas palavras, porém, não surtem efeito, e a pessoa não se inspira com suas palavras. Ele precisa saber que se o assunto realmente fosse importante para ele, as pessoas seriam inspiradas por suas palavras. Quando se fala só da boca para fora – não exercem a menor influência nem penetram no próximo.