PARA TOCAR O SHOFAR

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Arte by Baruch Nachshon

Um ano, Rebe Levi Yitschak de Berditchev estava procurando alguém para tocar o shofar em Rosh Hashaná em sua sinagoga. Muitos pretendentes se apresentaram. Cada um deles demonstrou seus conhecimentos nas kavanot e sodot do toque do shofar de acordo com a kabalá,mas nenhum deles agradou ao tsadik.

Um dia, apareceu um báal tokea e Rebe Levi Yitschak de Berditchev lhe perguntou em que ele pensaria na hora de tocar o shofar. Ao que o homem respondeu:

Rabenu! Sou um judeu simples e não me ocupo com coisas ocultas. Tenho quatro filhas que chegaram à idade de casar e minha intenção nos toques de shofar é: Ribonó Shel Olam! Estou cumprindo Sua vontade, cumprindo Sua mitsvá de tocar o shofar. Então, cumpra minha vontade e me ajude a casar minhas filhas.

Rebe Levi Yitschak exclamou:

– É você quem vai tocar o shofar na minha sinagoga.

Do livro: Sipurei Chassidim – Moadim

Do Rav Shlomo Yossef Zevin

Pág. 30

(Hebraico)

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Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Efraim Kopl ben Eliyáhu

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SERVIR A D-US COM ALEGRIA

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“Você irá para o lugar que o Eterno, seu D-us escolherá para fazer Seu nome habitar lá.”

Um judeu precisa saber que quando ele vai de um lugar para outro, não vai por si só, e sim, está sendo direcionado de Cima. E a intenção e o propósito disso é “fazer com que Seu Nome habite lá” – tornar D-us conhecido no local aonde ele foi Divinamente direcionado.

( O Báal Shem Tov)

“Já que você não serviu ao D-us, Seu D-us, com júbilo e alegria de coração…você servirá a seus inimigos”

Desse versículo aprendemos a importância da alegria em servir a D-us. O castigo severo de “você servirá a seus inimigos” – tornar-se-á escravo – não é causado por não servir a D-us, mas sim por servir a D-us sem alegria.

(Rabi Shneur Zalman)

Adaptado de: http://www.lchaimweekly.org/

http://www.lchaimweekly.org/lchaim/5779/1590.htm#caption7

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“Não ponha sangue em sua casa”

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“Não ponha sangue em sua casa”

(Devarim 22:8)

Certa vez, o Rav Menachem Mendel de Riminov recebeu de presente uma mesa muito boa e muito cara.

Seu filhinho começou a correr em volta da mesa com um amiguinho, como costumam fazer as crianças.

Quando o amiguinho estava correndo atrás do filho do tsadik, bateu a cabeça em uma das pontas da mesa e começou a chorar.

Embora tenha logo parado de chorar e tenha voltado a brincar alegremente, o tsadik mandou que cortassem as pontas daquela mesa cara, para que não houvesse mais perigos em sua casa.

Traduzido e adaptado do livro:

Sipurei Chassidim – Torá

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Pág. 524

(Hebraico)

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WAZE

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O QUE É TSHUVÁ, AFINAL DE CONTAS?

Quando o Rebe Anterior, Rebe Yosef Yitschak Schneersohn, o Rebe Rayats, chegou aos Estados Unidos, no início dos anos 40, ele tinha um médico que costumava ir a sua residência e lhe aplicar injeções para tratar sua paralisia. Ficaram amigos, e o médico costumava visitar o Rebe só para conversar.

Em uma dessas visitas, o médico percebeu um cinzeiro cheio de bitucas de cigarro. Naquela época, o Rebe anterior fumava muito. O médico, então, mencionou que uma pesquisa recente parecia indicar que fumar fazia mal à saúde. Isso aconteceu muito antes disso tornar-se conhecimento público.

Mas tarde, enquanto conversava, o médico, que era fumante, pegou um maço de cigarros e ofereceu um ao Rebe. O Rebe recusou, dizendo. “Não fumo.” O médico ficou surpreso, e o Rebe explicou. “Você me disse, há menos de meia hora, que não é saudável fumar. Portanto, não fumo.”

Teshuvá é isso. Ao perceber que era errado, acabou. Tornou-se de imediato, fora de questão. A partir daquele momento ele não fumava mais. Não houve “É mesmo? Tenho de parar? Não posso fumar nem mais um cigarrinho?” Ou “Talvez eu possa ir reduzindo aos poucos?”

Quando o Rebe falou: “Não fumo”, ele quis dizer: “Estou livre.”

Este é o verdadeiro significado de livre arbítrio: Posso me libertar. Sou livre para assumir qualquer identidade que eu quiser. Posso optar por me ver tendo o caráter e a capacidade que me façam bem.

Teshuvá não é ficar deprimido, achando-se um lixo.

Teshuvá é recalcular a rota, modificar nossa autoimagem – e com alegria!

Baseado no livro:

Creating a Life that Matters:

How to live and love with meaning and purpose

Do Rabino Manis Friedman e Rivka Goldstein

Pág. 192

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VEJA!

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Neste Shabat abençoamos o novo mês de Elul, um mês auspicioso que tem uma dimensão singular. Pois durante este mês, D-us está mais próximo de nós e nos proporciona uma capacidade extraordinária para a teshuvá – “retorno”.

Como toda porção do Torá tem relação com a época do ano em que é lida, vamos examinar a ligação entre o mês de Elul e a porção daTorá que lemos neste Shabat.

Parashat Reê inicia-se com as palavras: “Veja! Este dia Eu dou a vocês uma bênção e uma maldição.” Cada uma das palavras desse versículo contém uma alusão à natureza especial do Serviço do mês de Elul, e à ajuda Divina que recebemos para realizá-lo.

“Veja!”: A primeira coisa que um judeu deve fazer é abrir os olhos. Nosso sentido da visão nos proporciona uma verificação dos fatos muito mais definitiva que o sentido da audição. Quando um indivíduo vê algo com os próprios olhos, não pode ser dissuadido. O Serviço Divino de um judeu deve ser realizado com o mesmo nível de confiança e convicção.

Mas como podemos nós, meros seres humanos vivendo num mundo material, chegar a esse nível? D-us nos dá a resposta na palavra seguinte do versículo:

“Eu” (Anochi): A palavra “Anochi”está relacionada com a Essência de D-us, um aspecto da Divindade que é mais elevado que Nomes. O motivo pelo qual conseguimos atingir essas alturas espirituais é que a capacidade para isso origina-se nessas Fontes altíssimas. A Torá prossegue:

“Dou”: D-us nos dá esta ajuda Divina de acordo com o princípio de “Ele que dá, dá generosamente”; Suas dádivas são concedidas de boa vontade e em grande abundância.

“Para vocês” (“lifneichem”): Esta palavra está relacionada com a palavra em hebraico “penimiyut”, que significa “dentro” e “no interior”. O impulso especial que recebemos de D-us em Elul não é superficial, abrange a totalidade e a essência do judeu e o capacita a ligar-se com D-us no mais profundo dos níveis.

“Este dia”: Para que ninguém pense que essa assistência Divina só é concedida uma vez, a Torá nos diz que a ajuda de D-us é contínua, possibilitando-nos servi-Lo com forças renovadas em cada um dos dias do mês.

E como devemos utilizar adequadamente essa dimensão maior em nosso Serviço?

“Uma bênção e uma maldição”: Isso se refere ao cumprimento dos mandamentos positivos da Torá e evitar suas proibições.

Direcionar nossa maior capacidade de retornar a nossa fonte nessas duas direções trará, como resultado, um ano bom e doce e uma boa inscrição no Livro da Vida.

Adaptado de LIcutê Sichot, Vol. II.

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5767/982.htm#caption2

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SHANÁ TOVÁ

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Certo ano, quando o Tsêmach Tsêdek (Rabi Menachem Mendel de Lubavitch) concluiu seu discurso na véspera de Rosh Hashaná, disse para seus chassidim:

“Hoje precisamos nos preparar para nos dirigir a D-us, a Quem dirigimos nossas preces como ‘nosso Pai, nosso Rei’. Um pai gosta de ver um coração puro; um rei gosta de uma roupa limpa.”

Rebe em seguida explicou que a missão Divina adequada para a ocasião do Ano Novo era para que cada um purificasse seu coração e limpasse suas “roupas” – os três meios de expressão – pensamento, fala e ação. E continuou:

“Cada pessoa é acompanhada por dois anjos. Quando, após as preces da noite de Rosh Hashaná, os anjos escutam cada pessoa desejar sinceramente a seu próximo: ‘Que você seja inscrito e selado para um ano bom’, eles sobem e aparecem como advogados de defesa na Corte Celestial. Lá, pedem para que os que desejaram bons votos tenham um ano bom e doce.”

E o Rebe concluiu suas palavras com a bênção:

“Que todos vocês sejam inscritos e selados para um bom ano.”

http://lchaimweekly.org/

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CANJICA NORDESTINA

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Ingredientes:

4 espigas de milho debulhadas

1 vidrinho de leite de coco

½ vidrinho de água

2 colheres de sopa de açúcar (ou a gosto)

Canela em pau a gosto

Cravos a gosto

1 pitadinha de sal

Modo de Fazer:

Bata no liquidificador o milho, o leite de coco, a água o açúcar e o sal

Opcional: passe na peneira

Cozinhe em fogo baixo a massa batida, com a canela em pau e os cravos até engrossar.

Verta em um pirex e polvilhe com canela em pó

Pode servir quente ou em temperatura ambiente.

Lebriut!

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SEGULOT

Foto by P.M.

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Certo rabino importante disse ao tsadik R. Avraham de Stretin Za’L:

– Ouvi dizer que o senhor dá segulot, e que suas segulot funcionam, portanto, peço-lhe que me dê uma segulá para temor a D-us.

Ao que o tsadik respondeu:

– Não tenho segulá para temor a D-us. Só tenho segulá para amor a D-us.

Disse-lhe o rav:

Melhor ainda! Amor a D-us está em um nível mais elevado que temor a D-us. Então, por favor, dê-me uma segulá para isso.

E o tsadik respondeu:

– Uma grande segulá para amor a D-us é Ahavat Yisrael, quem tem ahavat Yisrael pode chegar facilmente ao amor a D-us.

Adaptado do livro:

Sipurei Chassidim, Torá

Pág. 443

(hebraico)

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PARA SAIR GANHANDO

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Foto by P.M.

Trecho de uma carta do Rebe para o farmacêutico Morris Milstein de Crown Heights:

“Quanto à questão da parnassá e a repercussão imediata no lucro da loja, quando ela ficar fechada no Shabat Yom Tov, o que importa… não é a quantia de dinheiro ganha e sim como ele será utilizado. Pois qualquer pessoa sensata preferiria ganhar menos, mas usar os rendimentos para coisas saudáveis e felizes, em vez de ganhar mais e gastá-lo, que D-us nos livre, para médicos e coisas assim, quando além da despesa há a aflição e a dor, que D-us nos livre. A conclusão é que se deve levar em conta que dinheiro ganho de um jeito que contraria a Lei Divina não pode ter uma finalidade útil, e o ganho aparente não passa de ilusão, ou coisa pior. Portanto qualquer que seja o aspecto considerado, religioso, moral, econômico, nada justifica manter sua loja aberta no Shabat e no Yom Tov, tampouco pode servir a seus melhores interesses. Por outro lado, respeitar a Lei Divina lhe trará mais bênçãos Divinas para boa saúde e prosperidade, materiais e espirituais.

Adaptado de:

http://www.collive.com/show_news.rtx?id=48789&alias=the-pharmacist-s-son

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SOPA DE FEIJÃO BRANCO

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Ingredientes:

½ copo de feijão branco

1 maidioquinha

1 dente de alho

2 colheres de sopa de óleo

1 pouco de talos de salsão

Sal a gosto e/ou pó de sopa parve

1 litro de água

Modo de Fazer:

Deixe o feijão de molho na véspera.

Frite o alho no óleo numa panela de pressão.

Acrescente os ingredientes secos e refogue um pouco.

Acrescente a água, misture e cozinhe na pressão durante 1 hora.

Amasse com um garfo a mandioquinha, parte do feijão e o alho, e os devolva à panela. Misture tudo.

Lebriut!

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