14 ANOS DE TEHILIM

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Henny Carmiel é uma educadora que mora em Kfar Chabad. Aqui vai um resumo e adaptação de seu depoimento:

Em 1975 eu estava para voltar ao trabalho após uma licença maternidade e fui convidada a ensinar numa classe especial em Tekumá. Era uma classe de meninos e meninas de 14 a 16 anos. Nenhum deles tinha condições de estudar em escolas “normais”. Vinham de lares problemáticos, de onde tinham sido resgatados. Alguns tinham tido passagem pela polícia, nem todos sabiam ler. Eram casos muito difíceis. Antes de mim, dois professores tinham fugido. Um professor e uma professora. Meu diretor tinha me indicado para ensinar aquela turma. Falei: “Mas além de diretor, tenho um Rebe, e preciso perguntar a ele.”

Telefonei para o Rebe lhe contei tudo.

O Rebe falou que eu aceitasse aquele trabalho e que, antes de tudo, contasse muitas histórias de tsadikim. E que influenciasse os alunos a cumprir mitsvot. Que os meninos colocassem Tefilin (que eu trouxesse alguém para orientá-los nesse sentido). Que as meninas acendessem velas de Shabat e Yom Tov, preces. Para todos: tsedaká.

O Rebe falou que “o que sai do coração penetra no coração”. Se eu me ligasse àquelas crianças e as amasse de verdade, como era necessário, conseguiria influenciá-las.

Consegui uma ligação pessoal com cada um deles. Meu marido me ajudou muito. Ele ensinava aos meninos. Foi uma época muito boa.

No final do ano 5735, nos mudamos, e também concluí o trabalho com aquelas crianças. Antes disso, conseguimos colocá-los em escolas religiosas. Era uma classe preparatória para o colegial. Exceto uma menina. Ela voltou para casa. A mãe dela vivia com um árabe. Não dava para fazer nada. Ainda tentei. Viajei a Beer Sheva na tentativa de tirar a menina de lá, com a ajuda da Aliat Hanoar. Mas o “pai”, o árabe me disse: “Sei onde você mora e vou lhe matar.”

Meu marido, então, falou para eu escrever para o Rebe. E foi o que fiz. O Rebe perguntou: “Você sabe a data de aniversário (judaico) dela?” Falei que sim, pois, por Hashgachá Pratit (Divina Providência), para ter uma ligação maior com as crianças,  eu tinha me interessado em saber a data de aniversário de cada uma, e a gente comemorava os aniversários na classe. Depois daquela pergunta, o Rebe falou para eu falar o capítulo de Tehilim dela e saber quando mudar e que não me metesse mais no assunto.

Durante 14 anos, 14 anos, falei o Tehilim dela. E mudava o capítulo em cada aniversário. Pensei que faria isso o resto da vida. Depois de 14 anos, Amós, meu marido foi fazer uma atividade no Beit Chabad de Zichron Yaakov, antes de Shavuot. Uma mulher com uma menina da quarta ou quinta série se aproximou dele e falou que precisava falar com ele. Ele pediu que ela ficasse próxima ao palco que no final ele atenderia.

“O senhor é o marido da mora de Tekumá?” Perguntou. Meu marido não a reconheceu. Ela falou que estava me procurando há bastante tempo. Meu marido lhe deu nosso número do telefone e ela me ligou, depois. Falou que foi caindo, cada vez mais fundo até que Yad Laachim conseguiu salvá-la, e que tinham, inclusive cuidado para que ela casasse. Ela tem uma filha e eles são religiosos, cumprem Torá e mitsvot. Aí eu contei a ela sobre o capítulo de Tehilim que o Rebe me dissera para falar, que foi o que a salvou.

Depois disso, tomei a resolução de pegar as datas de aniversário (judaico) de todos os grupos com que lido. Antes de tudo, para saber e comemorar. A segunda coisa é: histórias chassídicas. Pois essas coisas aproximam e surtem efeito.

Resumido e adaptado de:

https://he.chabad.org/multimedia/media_cdo/aid/3667959

(Hebraico)

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Eliyahu ben Aba

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Efraim Kopl ben Eliyáhu

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SOPA DE ERVILHA PARTIDA

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(Parve)

Ingredientes:

1 copo de ervilhas partidas

1 cenoura cortada em rodelas

1 dente de alho

1 colher de sobremesa rasa de pó parve para sopa

Sal a gosto

Salsão picado a gosto

2 colheres de sopa de aveia

Aproximadamente 1 litro de água.

Modo de Fazer:

Deixe a ervilha de molho na água durante a noite.

Numa panela de pressão, frite o dente de alho até dourar.

Acrescente os demais ingredientes (menos a água) e refogue um pouco. Em seguida acrescente a água, misture tudo e cozinhe durante 30 minutos na pressão.

Lebriut!

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A HISTÓRIA DO GUARDA DE TRÂNSITO

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Tuvia Bolton escreveu a seguinte história, que ele ouviu do Rabino Leibel Groner, secretário do Rebe:

Uma mulher da comunidade Chabad-Lubavitch do Brooklyn foi parada por um guarda de trânsito de Nova York por alguma infração. O guarda, parado ao lado da janela aberta do carro, percebeu uma foto do Rebe de Lubavitch na bolsa da mulher.

“Desculpe, a senhora é seguidora deste rabino?” Perguntou.

“Sou.” Respondeu ela.

“Bom, neste caso, não vou lhe dar multa.” Fechou o bloquinho de multas e continuou. “Sabe por quê? Porque este rabino”, apontou para a foto que ela estava, segurando, “fez um grande milagre para mim.”

“Bom, já que você não está me multando, tenho tempo de escutar sua história.” Disse a mulher, grata.

O policial sorriu e falou: “Esta é minha história predileta, mas não a contei a muitos judeus, na verdade, acho que a senhora é a primeira.” Os carros estavam passando rapidamente por trás dele, fazendo com que tivesse que levantar a voz. “A história é a seguinte:

“Fiz parte da escolta policial que, uma vez por semana, acompanhava o rabino ao Cemitério Montefiore (onde o sogro e antecessor do Rebe está enterrado). Fiquei conhecendo alguns dos jovens que acompanhavam o Rebe, a aprendi muitas coisas. São muito simpáticos, o que a senhora já deve saber, e conversávamos bastante, enquanto o rabino estava rezando lá dentro.

“Bem, certo dia, vi que todos eles estavam conversando muito empolgados, e perguntei o que tinha havido. Disseram que o rabino faz muitos milagres para as pessoas, mas naquele dia, tinha feito um milagre realmente extraordinário. Eu nem cheguei a perguntar qual foi o milagre, só perguntei se o rabino ajuda também não-judeus.

“‘Claro,’ disseram, ‘o Rebe ajuda qualquer pessoa que pede. Por quê? Você está precisando de alguma coisa?’ Aí contei que eu e minha esposa estávamos casados há nove anos e não tínhamos filhos, e na semana anterior os médicos nos disseram que não tínhamos a menor chance. Tínhamos gastado muito dinheiro com tratamentos e todo tipo de grandes especialistas, fazia seis ou sete anos que rodávamos como baratas tontas, e eles tinham acabado de nos dizer que já tinham tentado de tudo e que não havia chance. Vocês não podem imaginar como ficamos arrasados. Minha esposa não parava de chorar e eu comecei a chorar também.

“Aí um dos jovens me disse: ‘Escute, da próxima vez que você acompanhar o Rebe ao cemitério, fique perto da porta do carro dele, e quando ele sair, peça a ele uma bênção.’ E foi o que fiz. Na vez seguinte em que fiz parte da escolta, fiquei perto da porta e quando ele saiu perguntei: ‘Com licença, Rabino, o senhor só abençoa judeus ou não-judeus também?’

“E o Rabino olhou para mim como um bom amigo, impressionante, e disse que tenta ajudar todos que pode. Aí, eu lhe disse o que os médicos tinham falado, e ele disse que eu escrevesse num pedaço de papel meu nome e o nome de meu pai, bem como o nome de minha esposa e o do pai dela, que ele rezaria por nós. Foi o que eu fiz. Minhas mãos estavam tremendo tanto, que quase que eu não conseguia escrever, mas consegui, e sabe o que aconteceu? Minha esposa engravidou e nove meses depois teve um menino! Os médicos ficaram malucos, não conseguiam entender, só coçavam a cabeça e – Uau! Eu me senti como o campeão do mundo!

“Mas agora vem a melhor parte. Sabe que nome demos para nosso filhinho? Adivinhe! Mendel! Em homenagem ao Rabino. Inicialmente minha esposa não gostou do nome, porque não é um nome americano, mas eu disse: Não! Vamos chamá-lo de Mendel! Assim, cada vez que dissermos seu nome vamos nos lembrar que se não fosse pelo Rabino, este menino não estaria aqui.

“Mas quando nossos pais ouviram o nome, foram realmente contra. Disseram: ‘Com um nome assim todas as crianças vão pensar que ele é judeu e vão lhe chamar nomes e maltratá-lo. Por que fazê-lo sofrer sem motivo?’ É justamente o que eu quero’ eu lhes disse. ‘Quando ele chegar em casa dizendo que os outros meninos lhe chamaram nomes e lhe bateram porque ele tem um nome judaico, vou lhe dizer que quero que aprenda com esses meninos como não se comportar. Eles odeiam os judeus sem o menor motivo, mas você deve amar os judeus e ajudá-los. Diga-lhes que sem aquele rabino judeu chamado Mendel você nem estaria aqui, e talvez eles comecem a pesar diferente também!’”

Adaptado de:

(Inglês)

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Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

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CAUSA E CONSEQUÊNCIA

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“…Reflita sobre três coisas e você não pecará:

Saiba o que existe acima de você (mimchá)…

(Pirkê Avot 2:1)

De acordo com o Maguid de Mezritch,

este ensinamento pode ser interpretado da seguinte maneira:

“Saiba que o que está acima é de você – mimchá.”

Ou seja: saiba que tudo o que você recebe de Cima

é uma reação direta ao que você faz aqui neste mundo.

http://lchaimweekly.org/

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OTIMIZAÇÃO

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“Quatro carroças e oito bois ele deu para os filhos de Merari”

 (Bamidbar 7:8)

Essas carroças tinham que levar uma carga pesadíssima de material para o Santuário: pranchas de madeira enormes, parafusos, colunas, estacas para tenda, etc.

Por que, então, o peso não foi dividido em mais algumas carroças?

A resposta é que se tudo podia ser carregado em quatro carroças, não havia necessidade de mais.

Cada objeto do mundo precisa ser utilizado em todo seu potencial, uma vez que D-us não criou nada supérfluo em Seu mundo.”

(O Rebe)

http://www.lchaimweekly.org/lchaim/5772/1223.htm#caption8

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DICA DE AUTOAJUDA

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Como o Rebe fala:

Disse o Rebe Rashab:

“A origem de todas as taavot (desejos)

 é a taavá por comida.

Se a pessoa conseguir quebrar a taavá por comida,

conseguirá dominar todas as taavot.”

Adaptado de um shiur do R. Michael Tayeb,  em:

http://col.org.il/

(Hebraico)

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“NÃO CONSIGO APRENDER…”

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Certa vez, um estudante de yeshivá procurou o Chafets Chaim e desabafou:

“ Estudo há anos, mas simplesmente não consigo chegar a lugar nenhum! Em todo esse tempo, nem consigo entender direito uma única página do Talmud!”

O Chafets Chaim respondeu:

“D-us não nos ordenou ser gênios. Só nos ordenou que nos esforçássemos no estudo de Sua sagrada Torá, independente de nos tornarmos grandes sábios ou não…”

http://www.lchaimweekly.org/lchaim/5768/1021.htm#caption8

http://www.lchaimweekly.org/

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PÊSSACH SHENI E KELLOGS

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Foto by P.M.

A Kellogs, que hoje é uma das 10 maiores indústrias de alimentos do mundo e tem um lucro fabuloso, surgiu de um erro: cereal esquecido no forno que secou demais. Mas houve uma tremenda aceitação da “receita fracassada”. O erro transformou-se numa grande vitória.

O que faz com que o báal teshuvá atinja um nível que nem um justo perfeito consegue alcançar? Como é que pecados são transformados em mitsvot através da teshuvá verdadeira, por amor a D-us? É que o pecado, em si, tornou-se uma alavanca que impulsionou a  aproximar-se ainda mais de D-us. Tal qual o cereal ressecado  que se tornou campeão de vendas.

Baseado em aula do R. Shneur Zalman Ashkenazi (hebraico)

http://www.col.org.il/show_news.rtx?fromAdmin=yes&artID=92100

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O BABA SALI

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Ouvi a história abaixo contada pelo Rabino Paltiel, num vídeo:

O Baba Sali era um tsadik que previa o futuro. Não chegou a se encontrar com o Rebe pessoalmente, mas houve entre eles uma troca de correspondência muito pessoal.

O Baba Sali previa sempre que haveria uma guerra em Israel. Em 1976 ele previu que haveria uma guerra, e não houve guerra.

Daí, perguntaram-lhe:

“O senhor disse que haveria uma guerra e não houve… Será que o senhor está perdendo os ‘poderes’?”

E o Baba Sali respondeu:

“Deveria ter havido uma guerra mas, o Rebe de Lubavitch fez uma campanha para que as meninas e moças solteiras acendessem velas de Shabat e Yom Tov, e assim, ele empurrou a guerra para o norte, para o Líbano.”

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BÊNÇÃOS

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Aterrissamos no Aeroporto JFK, em NY e pegamos um taxi para o Ohel.

Quando acabamos, saímos lá fora e chamamos um Uber que nos levaria para Crown Hights. O motorista, pegou nossas malas e as acomodou no bagageiro. Comentou/perguntou:

– Vocês vieram aqui para pegar bênçãos?

Falou para a gente entrar no carro que ele voltaria logo. E entrou lá no Ohel.

Entramos no carro. Sobre o painel havia uma foto do Rebe. E, verdade seja dita, estava na cara que o homem não era judeu.

Daqui a pouco saiu comendo alguns “macarrons” kasher le Pêssach que havia no cantinho do café do Ohel.

Sentou no carro e deu partida. Curiosa, comentei:

– Você tem uma foto do Rebe em seu carro, com certeza tem uma história. Poderia nos contar?

– Sim:

E contou o seguinte:

“ Eu tinha um carro que só vivia quebrando, vivia no mecânico, o que me custava muito dinheiro, prejudicando muito meu sustento. Eu precisava de um carro novo, mas não tinha dinheiro. Tenho um amigo judeu que me disse que fosse ao Ohel e pedisse uma bênção ao Rebe, pedisse para o Rebe rezar por mim e eu teria um milagre. Em outubro de 2024 fui ao Ohel e pedi ao Rebe que rezasse para D-us para que eu conseguisse um carro novo. Passaram os meses de outubro e novembro, e em dezembro ganhei um cheque de $25.000 da minha filha, e comprei este carro aqui. Sou muito grato e, como trabalho aqui perto, sempre que estou por aqui dou uma entradinha. Domingo vim aqui, era o aniversário do Rebe, e até ganhei um grande sanduiche.”

Perguntei ao motorista se ele me permitiria divulgar sua história e ele permitiu. E aqui estou eu contando prá vocês.

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