Trecho de uma carta do Rebe para o farmacêutico Morris Milstein de Crown Heights:
“Quanto à questão da parnassá e a repercussão imediata no lucro da loja, quando ela ficar fechada no Shabat e Yom Tov, o que importa… não é a quantia de dinheiro ganha e sim como ele será utilizado. Pois qualquer pessoa sensata preferiria ganhar menos, mas usar os rendimentos para coisas saudáveis e felizes, em vez de ganhar mais e gastá-lo, que D-us nos livre, para médicos e coisas assim, quando além da despesa há a aflição e a dor, que D-us nos livre. A conclusão é que se deve levar em conta que dinheiro ganho de um jeito que contraria a Lei Divina não pode ter uma finalidade útil, e o ganho aparente não passa de ilusão, ou coisa pior. Portanto qualquer que seja o aspecto considerado, religioso, moral, econômico, nada justifica manter sua loja aberta no Shabat e no Yom Tov, tampouco pode servir a seus melhores interesses. Por outro lado, respeitar a Lei Divina lhe trará mais bênçãos Divinas para boa saúde e prosperidade, materiais e espirituais.
Na época do Alter Rebe (o Rav Schneur Zalman de Liadi, autor do Tanya e do Shulchan Aruch) houve uma mulher que durante mais de dois anos não conseguiu purificar-se. A sheeilá (“pergunta”), que ficou famosa, foi apresentada a muitos dos grandes rabinos da época e todos eles a consideraram impura.
Quando a sheeilá chegou diante do Alter Rebe ele disse:
“Embora de acordo com a Lei Judaica, atualmente não sejamos peritos em manchas de sangue, neste caso estou certo de que se trata de sangue de pombo.”
O Alter Rebe aconselhou ao pai da mulher que quando chegassem seus dias de purificação ela fosse morar em outro lugar, distante da família. E deveria ficar fechada em seu quarto. Ninguém poderia visitá-la, exceto seus pais. E ninguém deveria saber de seu paradeiro. E quando fosse ao mikvê, deveria ir com sua mãe, e numa hora em que não houvesse lá nenhuma outra mulher.
O pai da mulher seguiu à risca as instruções do Alter Rebe. E para grande espanto da mulher e de sua mãe, quando chegou a época de sua purificação tudo estava normal e ela imergiu no dia certo. Como, porém, seu marido era muito especial em Torá e temor a D-us, ficou desconfiado e resolveu esperar até o mês seguinte.
Naquele verão, teve início uma epidemia de cólera nos arredores de Mohilev e os rabinos divulgaram medidas para evitar que a epidemia se alastrasse e, de passagem, despertaram a população para a teshuvá e o arrependimento por pecados entre o homem e D-us e entre o homem e seu semelhante. Muitos dos habitantes da cidade ficaram com medo. E eis que uma mulher foi procurar o rabino e contou-lhe, arrependida e chorando muito, sobre o pecado que cometera contra aquela mulher, fazendo-a sofrer durante dois anos sem conseguir purificar-se.
E foi esse o teor de sua confissão: quando ela era jovem, foi-lhe sugerido um shiduch com o marido daquela mulher. Por motivos diversos, o shiduch não se realizou e ela acabou casando com um homem muito simples. Desde então, ficou com ódio daquela mulher e resolveu vingar-se dela. Para isso, fingiu ser sua amiga e, quando chegavam seus dias de purificação, matava uma galinha ou um pombo e sujava de sangue as roupas da mulher.
A futura Redenção, que seja rapidamente em nossos dias MaMaSh, tem uma condição não-negociável: que nenhum judeu pode ser deixado para trás na galut. “Vocês serão reunidos, um a um.”
Se todos os judeus tiverem sido reunidos, mas se restar um único judeu em alguma terra distante a Geulá não poderá se realizar. Se todos os judeus tiverem sido reunidos mas restar um judeu lá na extremidade do céu, a Torá diz que D-us fará todo mundo ficar esperando na galut, junto com a Shechiná exilada. Até que “vocês sejam reunidos um a um” e Ele trará aquele judeu que está na extremidade do céu ou no fim do mundo e o reunirá com os demais judeus, de modo que possamos sair todos juntos da galut para que a Gueulá verdadeira e completa possa acontecer.
Também temos aquela carta do Báal Shem Tov que ele escreve que escutou de Mashiach que Mashiach vai chegar quando “suas fontes se espalharem para fora.”
Por isso foi sugerido que a gente não espere até que as pessoas que estão “fora” cheguem para onde já há fontes e que digam que querem beber água. E sim, que “suas fontes (os ensinamentos do Báal Shem Tov) se espalhem para fora”. É por isso que foi pedido que onde quer que haja um único judeu, não podemos ficar todos esperando até que ele deseje a Redenção. Portanto devemos ir até lá, levar para ele as fontes, imprimir o Tanya, e após a impressão, estudar pelo menos algumas linhas de Tanya, desta maneira as fontes já estarão “chutsa” (fora) naquele lugar distante, que também estará pronto para receber nosso justo Mashiach.
O Baal Shem Tov ensinou que tudo o que vemos ou ouvimos deve ser utilizado no Serviço Divino.
Portanto, o que podemos aprender do jogo de futebol?
Qual é o objetivo do futebol? Lançar a bola no gol.
A bola representa a Terra, que é esférica.
E o gol representa o portão do Rei (D-us).
Portanto, nosso objetivo na vida deve ser derrotar o time adversário (o YêtserHará) e, por meio de Torá e mitsvot, lançar o mundo em direção ao gol (objetivo) de sua criação.
Henny Carmiel é uma educadora que mora em Kfar Chabad. Aqui vai um resumo e adaptação de seu depoimento:
Em 1975 eu estava para voltar ao trabalho após uma licença maternidade e fui convidada a ensinar numa classe especial em Tekumá. Era uma classe de meninos e meninas de 14 a 16 anos. Nenhum deles tinha condições de estudar em escolas “normais”. Vinham de lares problemáticos, de onde tinham sido resgatados. Alguns tinham tido passagem pela polícia, nem todos sabiam ler. Eram casos muito difíceis. Antes de mim, dois professores tinham fugido. Um professor e uma professora. Meu diretor tinha me indicado para ensinar aquela turma. Falei: “Mas além de diretor, tenho um Rebe, e preciso perguntar a ele.”
Telefonei para o Rebe lhe contei tudo.
O Rebe falou que eu aceitasse aquele trabalho e que, antes de tudo, contasse muitas histórias de tsadikim. E que influenciasse os alunos a cumprir mitsvot. Que os meninos colocassem Tefilin (que eu trouxesse alguém para orientá-los nesse sentido). Que as meninas acendessem velas de Shabat e Yom Tov, preces. Para todos: tsedaká.
O Rebe falou que “o que sai do coração penetra no coração”. Se eu me ligasse àquelas crianças e as amasse de verdade, como era necessário, conseguiria influenciá-las.
Consegui uma ligação pessoal com cada um deles. Meu marido me ajudou muito. Ele ensinava aos meninos. Foi uma época muito boa.
No final do ano 5735, nos mudamos, e também concluí o trabalho com aquelas crianças. Antes disso, conseguimos colocá-los em escolas religiosas. Era uma classe preparatória para o colegial. Exceto uma menina. Ela voltou para casa. A mãe dela vivia com um árabe. Não dava para fazer nada. Ainda tentei. Viajei a Beer Sheva na tentativa de tirar a menina de lá, com a ajuda da Aliat Hanoar. Mas o “pai”, o árabe me disse: “Sei onde você mora e vou lhe matar.”
Meu marido, então, falou para eu escrever para o Rebe. E foi o que fiz. O Rebe perguntou: “Você sabe a data de aniversário (judaico) dela?” Falei que sim, pois, por HashgacháPratit (Divina Providência), para ter uma ligação maior com as crianças, eu tinha me interessado em saber a data de aniversário de cada uma, e a gente comemorava os aniversários na classe. Depois daquela pergunta, o Rebe falou para eu falar o capítulo de Tehilim dela e saber quando mudar e que não me metesse mais no assunto.
Durante 14 anos, 14 anos, falei o Tehilim dela. E mudava o capítulo em cada aniversário. Pensei que faria isso o resto da vida. Depois de 14 anos, Amós, meu marido foi fazer uma atividade no Beit Chabad de Zichron Yaakov, antes de Shavuot. Uma mulher com uma menina da quarta ou quinta série se aproximou dele e falou que precisava falar com ele. Ele pediu que ela ficasse próxima ao palco que no final ele atenderia.
“O senhor é o marido da mora de Tekumá?” Perguntou. Meu marido não a reconheceu. Ela falou que estava me procurando há bastante tempo. Meu marido lhe deu nosso número do telefone e ela me ligou, depois. Falou que foi caindo, cada vez mais fundo até que Yad Laachim conseguiu salvá-la, e que tinham, inclusive cuidado para que ela casasse. Ela tem uma filha e eles são religiosos, cumprem Torá e mitsvot. Aí eu contei a ela sobre o capítulo de Tehilim que o Rebe me dissera para falar, que foi o que a salvou.
Depois disso, tomei a resolução de pegar as datas de aniversário (judaico) de todos os grupos com que lido. Antes de tudo, para saber e comemorar. A segunda coisa é: histórias chassídicas. Pois essas coisas aproximam e surtem efeito.
Numa panela de pressão, frite o dente de alho até dourar.
Acrescente os demais ingredientes (menos a água) e refogue um pouco. Em seguida acrescente a água, misture tudo e cozinhe durante 30 minutos na pressão.