BS’D
Os dois pontos básicos da Outorga da Torá estão ligados, de modo especial, à mulher-mãe judia:
1 – Quando Hashem veio dar a Torá, ordenou a Moshê Rabeinu que falasse inicialmente com as mulheres, e só depois, com os homens, como explicam nossos Sábios que “Ko tomar lebeit Yaakov – assim falarás à casa de Yaakov” – refere-se às mulheres, “Vatagued livnei Yisrael – e dirás aos filhos de Israel” – são os homens.
2 – A Torá só foi outorgada após os judeus terem aceitado a responsabilidade de que seus filhos garantiriam que a Torá e as mitsvot não seriam jamais esquecidas.
Os únicos fiadores que Hashem aceitou para a Torá foram as crianças: “baneinu arevim baadeinu”. Os judeus prometeram educar seus filhos (seja o filho “sábio” que dá nachas (satisfação) aos pais, seja o filho “que não sabe perguntar” cuja educação exige um esforço especial) de tal modo que para todos eles a Torá seja algo precioso e uma luz que lhes ilumina a vida diária. Quando todos os judeus falaram “naassê venishmá – faremos (cumpriremos, primeiro) e (depois) entenderemos” – só então a Torá foi outorgada.
Vemos, portanto, que a perpetuação da Torá e das mitsvot depende, em grande parte da mulher-mãe judia: a mulher pode e deve incentivar seu marido a estudar Torá, pode e deve garantir que sua casa será dirigida pelos ensinamentos da Torá e das mitsvot, com santidade e pureza. E como mãe, que fica mais tempo com as crianças – tem grande parte da responsabilidade de sua educação judaica.
(“El Neshei Ubnot Yisrael”
Baseado nos ensinamentos do Rebe de Lubavitch
– Rabino Zusha Wolf, pág. 345)
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