Archive for outubro, 2009

O Dilúvio, Mikvê e Mashiach

BS’D

O Mabul (Dilúvio), que lavou o mundo, teve função purificadora e limpou a Terra da imoralidade que nela brotara, dando origem a um novo mundo. Nossos Sábios comparam as águas do Dilúvio às águas purificadoras do mikvê. E, de fato, jorraram durante quarenta dias, tal qual o mikvê, que tem a medida de quarenta seá. Portanto, nossos Sábios explicam o passuk (versículo) que chama Êrets Yisrael de “terra não purificada” pelo fato de lá não ter descido o Dilúvio purificador.

A imersão no mikvê purifica de todas as coisas indesejáveis, mas só após o objeto que requer purificação ser totalmente mergulhado na água. A tevilá (imersão) só purifica uma pessoa se ela mergulhar por completo, inclusive os cabelos, conforme a interpretação de nossos Sábios sobre o passuk “e lavará na água toda sua carne” – “o supérfluo a sua carne, que são os cabelos”.

Quando se dá a purificação? O Rambam determina que a purificação só ocorre ao sair do mikvê: “o impuro só se purifica ao subir do mikvê, não quando ainda se encontra dentro do mikvê”. Neste caso, porém, não é necessário que seu corpo inteiro saia do mikvê. Basta que qualquer parte de seu corpo saia da água para que a purificação ocorra.

Há outra forma de purificação que é através do fogo. O fogo purifica até mesmo objetos de argila, que não podem ser corrigidos com a imersão em água. Quando se recoloca o objeto no forno da olaria – é purificado, porque “uma nova face chegou”.

O ser humano pode ser considerado um ‘objeto de argila’, uma vez que é “pó da terra”. Há coisas que podem ser purificadas através da imersão na água, e há coisas que não são purificadas pela imersão na água e requerem imersão no ‘fogo’. Isso refere-se  à teshuvá (arrependimento, retorno) originada de ‘um amor intenso como labaredas de fogo’, que transforma os pecados em méritos. Uma teshuvá assim, oriunda do amor, transforma o homem num novo ser humano, e é por isso que é proibido falar a um báal teshuvá: ‘lembra-te de tuas ações passadas’, pois ele já se transformou numa outra pessoa, por completo. 

E também nesse caso, a purificação é realizada no instante em que a pessoa começa a ‘sair do fogo’ (como ao subir das águas do mikvê). No instante em que começa a sair, até mesmo com uma partícula de si mesmo – já foi purificado de todas as coisas indesejáveis.

Os decretos e os sofrimentos da galut (exílio) são como uma ‘imersão no fogo’, que traz expiação e purificação para todo o povo judeu. Como, porém, o povo judeu é um ente indivisível, como se fosse um só corpo, no instante em que uma fração dele sai deste ‘fogo’ a expiação e a purificação efetua-se para o povo inteiro.

Portanto, quando judeus, em qualquer lugar do mundo, ocupam-se com o estudo da Torá com tranqüilidade, como se o mundo não perturbasse nem ocultasse – podem tirar o ‘corpo’ inteiro – todo o povo judeu – da ‘água’ ou do ‘fogo’ e levar todos os judeus a um estado de luz e folga. É esta a força que têm os judeus que se encontram justamente aqui, neste mundo material, de se redimir e trazer a redenção verdadeira e completa para todo o povo judeu.

“Torat Menachem’, Vol. XXVi, pág.. 108.

(Traduzido de “Sichat Hashavua”, www.chabad.org.il)

 

 

 

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Disse Rabi Yitschak

Rashi dá início a suas explicações sobre a Torá assim:

“Bereshit. Disse Rabi Yitschak: A Torá Só precisava começar a partir de ‘Este mês será para vocês’, que é a primeira mitsvá que foi ordenada aos judeus. E por que começou com Bereshit? Por que ‘Ele declarou o poder de Suas obras ao Seu povo (dizendo) que Ele lhe dará a herança das nações.’ Pois se os povos do mundo disserem a Yisrael: ‘Vocês são ladrões, pois conquistaram as terras dos sete povos’, respondem-lhes: ‘O mundo inteiro pertence a D-us, Ele o criou, e deu a quem achou por direito. Por Sua vontade lhes deu, por Sua vontade tirou-a deles e a deu a nós.’”

Rashi explica que o principal da Torá são as mitsvot que ela contém. A Torá, porém, não principia com mitsvot e sim, com “Bereshit bará – No início criou…”, para que tenhamos uma resposta a dar aos povos, que podem argumentar que somos ladrões, assaltantes, que roubamos sua terra e conquistamos Êrets Yisrael – a Terra de Israel – das mãos dos sete povos. Guerra e conquista não são consideradas roubos. Por que, então alegariam os goyim que somos ladrões, que roubamos sua terra?

Quando um objeto é transferido da posse de um indivíduo para a posse de outro, por venda, doação ou conquista, o objeto em si, que trocou de mãos, não se modifica. A mudança de donos não tem a menor influência sobre a essência do objeto. Ele não demonstra que pertence a determinada pessoa.

A conquista de Êrets Yisrael é algo totalmente diverso. Desde que o povo judeu tomou posse das terras dos sete povos, essa terra sofreu uma modificação fundamental. Anteriormente, era um país como qualquer outro, que pode pertencer a qualquer povo. Porém, desde que o povo judeu a conquistou, a terra, em si, passou a ser Êrets Yisrael. A terra toda transformou-se em uma terra judaica, para sempre! Desde que a terra foi conquistada pelos judeus, jamais poderá pertencer a outro povo.

No futuro, Êrets Yisrael não poderá mais ser tomada dos judeus. Até mesmo quando os judeus saíram para o exílio, disseram e dizem: “Fomos exilados de nosso país e fomos mandados para longe de nossa terra.” Até mesmo na época do exílio a terra nos pertence: “artsêinu”, o solo nos pertence: “admatênu”. É proibido a um goy fixar residência em Êrets Yisrael.

Os povos do mundo sabem que desde que os judeus tomaram posse da terra ela passou a lhes pertencer, para sempre será Êrets Yisrael, de modo que jamais poderá voltar a ser dos gentios. E é por isso que reclamam, dizendo: ‘vocês são ladrões!’ Não foi uma conquista comum, foi um roubo! Anteriormente, essa era uma terra comum, como qualquer outra, e vocês a roubaram!

E os judeus respondem: “O mundo inteiro pertence a D-us, Ele o criou”. É por isso que a Torá principia com “Bereshit bará – No princípio criou”, pois uma vez que D-us criou toda a realidade do Universo, é óbvio que o Universo inteiro Lhe pertence. Portanto, D-us tem todo o direito de transformar a característica essencial de Êrets Yisrael, de uma terra que era “uma terra de goyim” para uma terra que é “Êrets Yisrael, a terra dos judeus para todo o sempre.

(Baseado em “Likutê Sichot”, Vol. 5, págs. 7-9)

(Traduzido de “Maayan Chai”,

Vol. 6, Bereshit,págs.1-3)

 

Com permissão do Likrat Shabat on line

da Yeshivá Tomchei Tmimim Lubavitch

Ohel Mehachem Mendel

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As mulheres judias têm tudo a ver com Simchat Bet Hashoevá

BS’D

Em Massechet Sucá consta: “No término do primeiro Yom Tov da festa [de Sucot] foram à Ezrat Nashim [a parte do Bet Hamikdash reservada às mulheres] e fizeram um grande preparativo [uma grande reforma].” A Guemará explica que “grande reforma” foi essa. É que cercaram a ezrat nashim por uma guezuztra [varanda], para que as mulheres pudessem de lá ver simchat bet hashoevá.

Embora o objetivo da construção da guezuztra tenha sido a tsniut (o recato), o resultado foi a ampliação do Bet Hamikdash!

Vejam só o grande valor das mulheres judias: As mulheres conseguiram algo que todos os homens juntos não puderam fazer. Só as santas mulheres judias, pelo mérito de seu recato (para que pudessem ver simchat bet hashoevá tinham de ficar sobre a guezuztra) fizeram com que fosse construída para elas uma varanda especial!

O Rebe Rayat’s falou, em seu famoso discurso para as mulheres judias, em Riga, que quando da construção do Mishkan (Santuário no deserto) as mulheres justas se anteciparam e doaram mais que os homens. Acrescentou que o mesmo ocorreu no Bet Hamikdash, pois “Mishkan é chamado de Mikdash e Mikdash é chamado de Mishkan.”  

Portanto, além da participação das mulheres durante o ano inteiro no Bet Hamikdash, por terem participado de sua construção, as mulheres mereceram uma ampliação especial – na época especial de simchat bet hashoevá, período de acréscimo de luz e revelação, mas também época que requer cuidados adicionais com o recato. Tal cuidado foi implementado por meio de uma ampliação no edifício sagrado, “faze o bem”.

O motivo do valor especial das mulheres judias ter se expressado em simchat bet hashoevá é que há algo comum entre simchat bet hashoevá e as mulheres judias:

A vantagem das mulheres do povo judeu será revelada, principalmente, com a vinda de Mashiach, quando será perceptível que “uma mulher de valor é a coroa do marido”, que a esposa é mais elevada que o marido.

Simchat bet hashoevá também tem ligação com Mashiach Tsdikênu e a Gueulá (redenção), pois a primeira vez que aparece na Torá o assunto de simchat bet hashoevá é com referência ao Rei David, sobre quem foi dito: “David, Meu servo, será eternamente seu líder”, até nosso justo Mashiach.

Que seja AGORA – NOW!

(Do livro

“El Neshei Ubenot Yisrael”

– a mulher, a mãe e a menina judias

na visão do Rebe de Lubavitch,

R. Zusha Wolf, Editora Kehot)

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