Parashat Chayê Sara expressa a perfeição da vida de Sara, “cem anos e vinte anos e sete anos”, todos igualmente bons. A Parashá, porém, não nos conta todos os atos e ações de Sara durante toda sua vida. Pelo contrário, logo no início da Parashá consta seu falecimento, seu enterro, e outros assuntos que ocorreram depois.
Justamente o falecimento de Sara revela e enfatiza suas atividades durante a vida. Com seu falecimento todos os seus assuntos continuaram, sem interrupção. Mesmo após os 127 anos de sua vida neste mundo, todas as suas atividades continuaram. Deste modo sua grandeza foi mais reconhecida, ainda. Sua influência não foi temporária, apenas enquanto viveu, foi, uma influência contínua e constante, para sempre.
Após o falecimento de Sara, Avraham necessitou comprar um terreno de sepultura para ela, e foi assim que iniciou-se, na pratica, de fato, de forma visível, a conquista de Êrets Yisrael.
Embora a Terra de Israel tivesse sido prometida a Avraham e seus descendentes antes disso, e D-us lhe tivesse ordenado caminhar nela, os povos ainda não tinham reconhecido o fato de que a Terra de Israel nos pertence. Com o falecimento de Sara, quando a Caverna de Machpelá, em Chevron, foi comprada, todos viram que esse lote de terra pertence a Avraham, é sua propriedade e ele é seu dono. Avraham pagou pela caverna o preço total, e a transação ocorreu diante dos olhos de todos. Os povos do mundo também não podem objetar ao fato que Chevron é nossa. Nós a compramos!
Quando se fala com os goyim é preciso enfatizar, repetidamente, que Êrets Yisrael é “uma herança eterna” a um “povo eterno” de um “D-us eterno” de acordo com o que consta na “Torá eterna”. E os povos do mundo também acreditam na Torá. A promessa de D-us na Torá, no Brit Bein Habetarim, iniciou seu cumprimento em Chevron.
Não nos impressionemos com os poucos, entre os judeus, que ainda temem afirmar abertamente toda a verdade, que Êrets Yisrael nos pertence. Quando tais judeus acrescentarem em Torá e Mitsvot, sua ligação com D-us se fortalecerá e é óbvio que reconhecerão, também, que a Terra de Israel pertence ao povo judeu.
Devemos contar os fatos com toda a veemência, pois assim consta na Torá, e todos acabarão por entender e concordar que é impossível contestar nossa posse dessa terra.
Baseado em Sêfer Hasichot 5748, Vol. I, págs. 85-90.
(Traduzido de Maayan Chai, Vol. VI)
(Reproduzido com permissão do “Likrat Shabat on line”
da Yeshivá Tomchei Tmimim Lubavitch)
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