YOSSEF ERA BELO

Sobre Yossef foi dito: “Yossef  Hashem li ben acher (acrescente D-us para mim outro filho).” O Rebe Tsêmach Tsêdek (o terceiro Rebe de Chabad) explica que o Serviço de Yossef era fazer com que as pessoas fizessem teshuvá. Fazia do acher (outro), um ben (filho), aproximava a D-us os afastados, os estranhos, e os transformava em filhos de D-us, baalê teshuvá.

Consta em Parashat Vayeshev que Yossef era “Yefê  toar viifê mar’ê (formoso de porte e de semblante)”. Yossef era belo em todos os seus assuntos, tanto em suas mitsvot positivas quanto em suas mitsvot negativas, era “belo”.

O fato de ele mesmo ser “bonito”, em grau elevado, e perfeito em seus atos, outorgava-lhe as forças para agir e conseguir aproximar mais indivíduos, tornando-os baalê teshuvá.

Cada um tem a obrigação de ocupar-se, também, com o próximo, e não apenas consigo mesmo. Não deve satisfazer-se com o fato de ele próprio estar progredindo e melhorando. Deve preocupar-se, também, com o outro judeu, investindo esforços em prol do outro.

“Adorne-se antes de adornar os outros.” Do mesmo modo que Yossef conseguiu influenciar os outros em virtude ser “belo”, é dever de cada um ser “bonito”, a fim de poder influenciar o próximo.

Não é preciso, porém, esperar atingir a perfeição e só então sair para ocupar-se com os outros. Deve-se tentar influenciar todo judeu, sem levar em consideração sua situação pessoal. Deve-se agir sobre todo judeu, jamais adiar isso. Mas ao mesmo tempo deve-se lembrar de que tem a obrigação de trabalhar consigo mesmo. Tem a obrigação de corrigir as próprias faltas, esforçando-se para melhorar e progredir, e isso diz respeito ao próximo, também, pois se ele mesmo estiver mais perfeito, poderá, também, influenciar mais os outros.

Quando um judeu tem defeitos, e nada faz para corrigi-los, seu amigo percebe e torna-se impossível influenciá-lo. É difícil conseguir aproximá-lo assim. Portanto, grande é a responsabilidade de cada um, e é sua obrigação corrigir suas faltas, pois isso diz respeito às pessoas à sua volta, e não apenas a si mesmo. Cada um deve investir muito esforço para tornar-se “belo”, como aprendemos de Yossef.

Baseado em Likutê Sichot, Vol. I, págs., 78-79.

(Traduzido de Maayan Chai, Vol. VI)

Reimpresso com permissão do

“Likrat Shabat on line” da

Yeshivá Tomchei Tmimim

 

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