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A história abaixo apareceu no jornal “Dos Yiddishe Vort” nos anos 60 e aconteceu nos meados da década de 30.
Dorothy Schiff, editora do “Washington Post” e posteriormente do “New York Post” era uma mulher judia muito rica e influente. Entre os amigos da Sra. Schiff estava o Dr. Jacob Smithline, médico especialista em coração e pulmões, que era muito próximo ao Lubavitcher Rebe Anterior, Rabi Yossef Yitschak Schneersohn, o Rebe Rayats. De fato, há muitas cartas do Rebe Anterior para o Dr. Smithline nos volumes de cartas publicadas do Rebe Anterior.
Em uma dessas cartas ao Dr, Smithline, o Rebe Anterior pediu ao médico para fazer os maiores esforços a fim de divulgar a mensagem de taharat hamishpachá – as leis de pureza familiar.
O Dr. Smithline incumbiu-se dessa missão do Rebe Anterior e aproveitava todas as oportunidades para escrever e falar em público sobre o assunto. Também publicou folhetos em inglês, explicando, em detalhes, as leis dessa mitsvá e enviou muitas cópias ao Rebe Anterior, em Riga, a pedido do Rebe. Sempre que o Dr. Smithline falava a grupos de mulheres sobre assuntos de medicina, dava um jeito de “contrabandear” o assunto de taharat hamishpachá.
Em certa ocasião, o Dr. Smithline perguntou a Dorothy Schiff se ela gostaria de receber em sua casa um grupo de amigas, todas elas abastadas e influentes, a maior parte delas, judias – para que ele falasse sobre “assuntos de mulher”. A Sra. Schiff concordou e o Dr. Smithline foi o palestrante convidado.
Iniciou a noite com uma discussão sobre os avanços da medicina em assuntos femininos e em seguida falou sobre taharat hamishpachá. O médico abriu espaço para perguntas e houve uma animada discussão. Passaram-se alguns minutos e a Sra. Schiff pediu ao médico e às convidadas que a seguissem a outra parte da casa, pois ela tinha algo que gostaria de mostrar.
A Sra. Schiff levou os convidados através da casa, até um andar inferior. Parou diante de uma linda porta de madeira. Quando a Sra. Schiff abriu a porta, o Dr. Smithline ofegou. Para grande espanto de todos, atrás daquela porta havia um mikvê kasher (um mikvê é uma piscina construída de maneira especial, essencial ao cumprimento das leis de taharat hamishpachá).
A Sra. Schiff relatou como chegou a ter o mikvê particular, em casa. Seu pai, Jacob Schiff, era um sustentáculo da comunidade judaica americana. Ajudou incansavelmente aos judeus russos, principalmente durante a Primeira Guerra Mundial. Durante a vida, o Sr. Schiff fez tudo o que esteve ao seu alcance para preservar o judaísmo nos Estados Unidos, embora não fosse estritamente ortodoxo. Jamais pensou que o cumprimento da Torá e das mitsvot floresceria, devido ao clima que havia durante sua vida. Via apenas o declínio do judaísmo aqui, que D-us nos livre.
Desejava muito que seus filhos permanecessem comprometidos com o judaísmo. Incentivou, portanto, as três filhas a cumprir a mitsvá de taharat hamishpachá. Para isso ajudou cada uma delas a construir seu próprio mikvê em casa.
Dorothy Schiff concluiu dizendo que foi assim que chegou a possuir esse lindo mikvê em casa e cumpria as leis de taharat hamishpachá.
(Traduzido de L’Chaim Weekly, www.lchaimweekly.org)
Reimpresso com permissão do
“Likrat Shabat on line”
da Yeshivá Tomchei Tmimim

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