Archive for março, 2010

Pão de Queijo para Pêssach

BS’D

th

Ingredientes:’

1 kg de polvilho azedo

4 colheres de chá de sal (ou a gosto)

½ litro de água

170 ml de óleo

4 ovos (se o queijo for mais seco, acrescente mais ovos)

1 kg de queijo ralado (uso prato ou mussarela)

 

Modo de fazer:

Misture o polvilho com o sal.

Ferva a água junto com o óleo e em seguida verta sobre o polvilho, mexendo bem, para formar um “grude”.

Deixe esfriar um pouco, acrescente os ovos e o queijo, misture e forme bolinhas. Asse e bom apetite!

Comments (3) »

O que é liberdade?

BS’D 

O assunto principal de Pêssach é a liberdade – a libertação dos judeus dos opressores egípcios. A comemoração desta liberdade é de tal importância no judaísmo, que devemos vivenciar o Êxodo diariamente: “Em cada geração a pessoa deve considerar-se como se ela própria tivesse saído do Egito.” Mas que tipo de liberdade, exatamente, os judeus adquiriram quando saíram do Egito? Não retiramos o jugo do faraó apenas para substituí-lo por um jugo maior ainda? “Quando tirares o povo do Egito, ele deverá servir a D-us”, ouviu Moshê. D-us retirou todo o povo judeu da escravidão do Egito, apenas para que se tornasse submisso a Ele! Cumprir a Torá e seus 613 mandamentos é, de fato, um pesado jugo. Não é contraditório afirmar que os judeus foram libertos do cativeiro se, em seguida, encontraram-se sob um novo tipo de servidão? O conceito de liberdade é relativo, depende de muitos fatores. O que é liberdade para uma planta é bem diferente da liberdade necessária para um animal ou um ser humano. Uma árvore necessita de bom solo, muita chuva, ar e sol para florescer. Mas essas condições seriam o oposto de uma existência livre para um animal, que não está enraizado ao solo, e precisa de liberdade de movimentos, além de alimento e água. Quando subimos a escada de criação, percebemos que a liberdade que é suficiente para um animal, não é liberdade para um ser humano. Se satisfizéssemos a todas as necessidades físicas de uma pessoa, mas não permitíssemos que seu intelecto se satisfizesse, seria uma terrível privação. A liberdade, para o Homem, abrange o reconhecimento de que ele tem a necessidade de preencher seus anseios intelectuais, desenvolver todo o seu potencial, como ser humano. E mais, até mesmo a realização intelectual não é verdadeira liberdade para um judeu. Sua alma judia também tem de ser levada em consideração, essa “verdadeira partícula Divina” que é herança de cada membro da nação judaica. Mesmo quando sua alma está revestida num corpo físico, mantém sua conexão íntima com sua fonte Divina. Um judeu só pode encontrar a verdadeira liberdade e realização quando sua alma tem a oportunidade de fortalecer essa ligação com D-us, através da Torá e seus mandamentos. É por isso que nossos Sábios disseram: “Uma pessoa realmente liberada é quem se ocupa com o estudo da Torá.” Para um judeu, a Torá é vital, como a água para o peixe. A Torá não é um peso, é nossa própria vida. Tal como um peixe só pode viver na água, a Tora é o único habitat adequado para o judeu. Portanto, liberdade é o que possibilita a cada organismo do Universo atingir seu potencial pleno. Para um judeu, cuja alma é sua verdadeira essência, a verdadeira liberdade é a que lhe possibilita aproximar-se cada vez mais de D-us – estudar Torá e cumprir mitsvot (mandamentos).

Adaptado das obras do Rebe de Lubavitch.

(Traduzido de “L´Chaim Weekly”, www.lchaimweekly.org)

Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line” da Yeshivá Tomchei Tmimim.

Comments (2) »

Bolo de Pêssach

 

BS’D

É uma receita que aprendi com minha sogra, que o fazia com farinha de matsá. Faço-o com farinha de mandioca em flocos, só que antes a trituro no liquidificador até ficar bem fininha. A propósito, praticamente todas as receitas de farinha de matsá podem ser feitas com a farinha de mandioca. Ninguém nem percebe a diferença.  Publico-a para elevação da alma de Miriam bat David, minha sogra, que chamava este bolo de “cúvelo” que não sei em que língua é, mas suponho que signifique pão-de-ló.

 

Ingredientes:

Para cada ovo, uma colher de sopa rasa de farinha de mandioca e uma colher de sopa cheia de açúcar.

 

Modo de Fazer:

Bata as gemas com o açúcar e a farinha de mandioca até tornarem-se um creme bem clarinho. À parte, bata as claras em neve e as misture levemente ao creme das gemas.

 

Asse em forma untada e polvilhada com farinha de mandioca, até que um palito saia limpo.

 

Pode variar acrescentando cacau ou, se quiser, em vez de açúcar, ponha sal a gosto: torna-se um “keizel” (bolo salgado) delicioso que substitui o pão.

Comments (11) »

Pudim Parve Delicioso

 BS’D

Ingredientes para o Pudim:

2 vidrinhos de leite de coco

1 vidrinho (do leite de coco) com água

5 ovos

1 pitada de sal

1 copo faltando um dedo de açúcar

1 colher de café de baunilha

1 colher de sopa de amido de milho

 

Para o caramelo: 

¾ de copo de açúcar,

¾ de copo de água

sumo de ½ limão

 

Modo de Fazer:

Numa forma de buraco, faça o caramelo e o espalhe na forma.

Bata no liquidificador todos os ingredientes do pudim.

Asse no forno, em banho-maria.

Comments (1) »

Reb Gavriel Nossê-Chen

 BS’D

Relata o Rebe de Lubavitch:

 

Contarei, resumidamente, a famosa história sobre um dos primeiros chassidim do Alter Rebe: Reb Gavriel Nossê-Chen e sua esposa, Chana Rivka.

Reb Gavriel era um dos judeus mais ilustres de Vitebsk. Vinte anos após seu casamento, ele e sua esposa ainda não tinham filhos. Depois, devido a perseguições contínuas, empobreceu. Ficou muito chateado, portanto, quando lhe chegou um apelo do Alter Rebe para que participasse de um caso de Pidyon Shevuyim (resgate de prisioneiros)com uma contribuição considerável, como costumava fazer no passado, mas que agora estava além de suas posses. Quando sua esposa soube do dilema do marido, vendeu suas jóias e conseguiu o dinheiro necessário. Depois, esfregou e poliu as moedas até que brilharam intensamente e, com uma prece no coração para que o Mazal (sorte) deles também brilhasse, embrulhou as moedas numa trouxinha que entregou ao marido para que levasse para o Alter Rebe.

Quando Reb Gavriel chegou diante do Alter Rebe em Liozna, pôs a trouxinha com o dinheiro sobre a mesa. O Alter Rebe disse-lhe que a abrisse. As moedas apareceram brilhando intensamente.

O Alter Rebe concentrou-se em seus pensamentos e disse em seguida: “De todo o ouro, prata e cobre que os judeus doaram para o Mishkan (Santuário), nada brilhava mais que o Lavabo e seu Pedestal (que foram feitos com os espelhos de cobre doados pelas mulheres judias com desprendimento e alegria). Diga-me, onde conseguiu essas moedas?”

Reb Gavriel teve de revelar ao Rebe o estado de seus negócios e como sua esposa, Chana Rivka bat Beila, tinha conseguido o dinheiro.

O Alter Rebe pôs a cabeça sobre as mãos e ficou em Dveikut (profunda ligação com D’us) durante algum tempo. Em seguida, levantou a cabeça e concedeu a Reb Gavriel e sua esposa a bênção de filhos, vida longa, riquezas e uma graça extraordinária. Disse a Reb Gavriel que fechasse seu negócio em Vitebsk e começasse a negociar com pedras preciosas e diamantes.

A bênção do Alter Rebe cumpriu-se. Reb Gavriel Nossê-Chen (“de quem todos gostam”) tornou-se muito rico. Ele e sua esposa foram, também, abençoados com filhos e filhas. Viveu até a idade de 110 anos, e sua esposa viveu mais dois anos após o falecimento do marido.

(“Letters by the Lubavitcher Rebe Shlita, Rabbi M.M. Schneerson to N’shei uBnot Chabad, 1956-1980)

 

Comments (2) »