BS’D
O assunto principal de Pêssach é a liberdade – a libertação dos judeus dos opressores egípcios. A comemoração desta liberdade é de tal importância no judaísmo, que devemos vivenciar o Êxodo diariamente: “Em cada geração a pessoa deve considerar-se como se ela própria tivesse saído do Egito.” Mas que tipo de liberdade, exatamente, os judeus adquiriram quando saíram do Egito? Não retiramos o jugo do faraó apenas para substituí-lo por um jugo maior ainda? “Quando tirares o povo do Egito, ele deverá servir a D-us”, ouviu Moshê. D-us retirou todo o povo judeu da escravidão do Egito, apenas para que se tornasse submisso a Ele! Cumprir a Torá e seus 613 mandamentos é, de fato, um pesado jugo. Não é contraditório afirmar que os judeus foram libertos do cativeiro se, em seguida, encontraram-se sob um novo tipo de servidão? O conceito de liberdade é relativo, depende de muitos fatores. O que é liberdade para uma planta é bem diferente da liberdade necessária para um animal ou um ser humano. Uma árvore necessita de bom solo, muita chuva, ar e sol para florescer. Mas essas condições seriam o oposto de uma existência livre para um animal, que não está enraizado ao solo, e precisa de liberdade de movimentos, além de alimento e água. Quando subimos a escada de criação, percebemos que a liberdade que é suficiente para um animal, não é liberdade para um ser humano. Se satisfizéssemos a todas as necessidades físicas de uma pessoa, mas não permitíssemos que seu intelecto se satisfizesse, seria uma terrível privação. A liberdade, para o Homem, abrange o reconhecimento de que ele tem a necessidade de preencher seus anseios intelectuais, desenvolver todo o seu potencial, como ser humano. E mais, até mesmo a realização intelectual não é verdadeira liberdade para um judeu. Sua alma judia também tem de ser levada em consideração, essa “verdadeira partícula Divina” que é herança de cada membro da nação judaica. Mesmo quando sua alma está revestida num corpo físico, mantém sua conexão íntima com sua fonte Divina. Um judeu só pode encontrar a verdadeira liberdade e realização quando sua alma tem a oportunidade de fortalecer essa ligação com D-us, através da Torá e seus mandamentos. É por isso que nossos Sábios disseram: “Uma pessoa realmente liberada é quem se ocupa com o estudo da Torá.” Para um judeu, a Torá é vital, como a água para o peixe. A Torá não é um peso, é nossa própria vida. Tal como um peixe só pode viver na água, a Tora é o único habitat adequado para o judeu. Portanto, liberdade é o que possibilita a cada organismo do Universo atingir seu potencial pleno. Para um judeu, cuja alma é sua verdadeira essência, a verdadeira liberdade é a que lhe possibilita aproximar-se cada vez mais de D-us – estudar Torá e cumprir mitsvot (mandamentos).
Adaptado das obras do Rebe de Lubavitch.
(Traduzido de “L´Chaim Weekly”, www.lchaimweekly.org)
Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line” da Yeshivá Tomchei Tmimim.

chaia levaton said,
março 22, 2010 @ 11:13 pm
A foto ta mto fofa mami…e o artigo melhor ainda.
shkoiach continue assim para melhor!!
Judith Formigoni said,
março 24, 2010 @ 10:04 pm
Dona Flora,
concordo 100% com a Chaia. A foto está particularmente fofa e parabéns pelo texto. Pessach Kasher VeSameach. Beijinhos, Judith