Archive for abril, 2010

NUNCA É TARDE DEMAIS

BS’D

O conceito de Pêssach Sheni é que “nunca é tarde demais”. Sempre é possível corrigir e completar. Mesmo quem estava impuro, mesmo quem estava afastado, mesmo se [a impureza ou afastamento] foi “lachem” (para vós) – foi proposital; apesar de tudo, é possível consertar.

 Hayom Yom

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Bom dia, como será este dia?

BS’D

O Miteler Rebe ouviu de seu pai, o Alter Rebe:

“Toda a ordem da vida de um judeu depende do jeito como ele fala o “Modê Ani” quando acorda. O “Modê Ani” desperta a luz da neshamá (alma), que “sintam” o significado das palavras tal como a alma escuta no Gan Êden.

(Sêfer Hasichot Kaits 5700, pág. 123)

Do livro: “Otsar Sipurei Chabad”, R. Avraham Chanoch Glitsenstein,Vol. 5, pág. 30.

Nota da tradutora: “Modê Ani” é uma prece curta que se fala logo ao acordar de manhã, antes mesmo de lavar as mãos pois, segundo nossos Rebes, nada impurifica o “Modê Ani” de um judeu.

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“Se uma mulher conceber…”

BS’D

 

No início de Parashat Tazría, diz a Torá: “Se uma mulher conceber, e tiver um menino.”

De acordo com um dos comentários, esse versículo é uma alusão ao povo judeu e sua Redenção Final com Mashiach.

“Uma mulher” simboliza o povo judeu; “conceber” é uma alusão ao serviço dos judeus de mitsvot (mandamentos) e boas ações; “um menino” refere-se ao resultado final desse processo – o nascimento da Era Messiânica.

A Redenção Final é chamada de “homem” como símbolo de força, uma vez que após a redenção do Universo através de Mashiach não haverá mais possibilidades de exílios posteriores, e a época Messiânica perdurará para todo o sempre.

Esse mesmo conceito aparece num Midrash que se refere à décima canção, a canção final que o povo judeu cantará com Mashiach. A décima canção é chamada de “shir”, no masculino, ao passo que as nove canções que já foram cantadas são chamadas de “shirá” no feminino.

Para se entender o motivo de ser o povo judeu representado simbolicamente como uma mulher, precisamos analisar a palavra mulher em hebraico.

Eva (Chava) foi chamada de “ishá” (mulher) “porque foi do homem (ish) retirada.” A palavra “ishá”, portanto, expressa o relacionamento da mulher com seu marido, e mostra seu desejo inato de com ele reunir-se.

De modo semelhante, espiritualmente falando, D-us é “masculino”, ao passo que o povo judeu é “feminino”. Tal qual Chava (Eva) foi criada a partir de Adam (Adão), a alma de cada judeu é “retirada” do próprio D-us, e é “realmente uma partícula de D-us Acima.” Portando, o desejo inato de cada judeu é reunir-se com D-us, a fonte de seu ser. Riqueza material e prazeres físicos jamais podem satisfazer o anseio que um judeu sente por D-us; nem deleites espirituais podem saciar por completo esse desejo. Conscientemente ou não, um judeu busca, durante a vida, essa união com D-us; que é a força propulsora de sua existência.

Dando continuidade à metáfora da “semente”, esse desejo inato de unir-se com D-us deve ser plantado justamente no solo, expressando-se no cumprimento de mitsvot na prática.

Se uma semente for plantada no ar, jamais brotará; apenas boas intenções e sentimentos positivos para com o judaísmo jamais darão os resultados almejados. Só através do estudo da Torá e da prática das mitsvot, de modo real e concreto, pode o judeu cultivar a “semente” possibilitando-lhe crescer.  

É óbvio que o objetivo subjacente do serviço de um judeu no mundo é a suprema “germinação” – a Era Messiânica.

Traduzir os sentimentos positivos em ação – fazer mais uma mitsvá, mais uma boa ação para outro judeu – é o que trará a revelação de Mashiach e a redenção do mundo inteiro.

Adaptado de Likutê Sichot do Rebe, Vol. I.

(Traduzido de “L’Chaim Weekly”, www.lchaimweekly.org)

(Reimpresso com permissão do

“Likrat Shabat on line”

da Yeshivá Tomchei Tmimim)

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Sefirat Haômer

BS’D

 

 A mitsvá de Sefirat Haômer, de contar a partir da segunda noite de Pêssach 49 dias: sete semanas completas assemelha-se à mitsvá de contar sete dias “limpos” desde o final da menstruação até a noite da tevilá (imersão) no mikvê. Ambas as contagens são processos de purificação. A da mulher casada é um preparo para o mikve, ao passo que a contagem do Ômer precede a enorme revelação da Outorga da Torá.

A mulher só sai do estado de impureza ao concluir a contagem dos “sete limpos” e imergir num mikvê. Só então pode voltar a reunir-se com seu marido e “ser uma só carne”.

O mesmo ocorre com a contagem do Ômer. Durante os 49 dias da Sefirá o Serviço Divino é anular os assuntos indesejáveis, “afastar-se do mal”. Só após completar a contagem e a purificação vem o assunto de “fazer o bem” – a Outorga da Torá.

(Do livro “El Neshei Ubnot Yisrael” –

A mulher, a mãe e a moça judias

segundo o Rebe de Lubavitch.

Editor: Rav Zusha Wolf)

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