BS’D
A Torá fala dos quatro filhos a quem devemos contar a história de Pessach: “Um sábio e um perverso e um ingênuo e um que não sabe perguntar.”
Na Hagadá o filho perverso vem logo após o filho sábio, e com a conjunção aditiva “e”.
Ou seja:
a) Também há esperanças para o filho perverso, uma vez que Hashem lhe proporciona o filho sábio, que pode influenciá-lo e ajudá-lo a melhorar seu comportamento – desde que o que até agora era perverso junte-se ao sábio.
b) O sábio não deve dizer: “o que tenho a ver com o perverso?” – pois todos os judeus são responsáveis uns pelos outros. Mas o sábio tem de se lembrar sempre de que ele tem de influenciar o perverso, e não se deixar influenciar por ele.
c) O sábio precisa se lembrar sempre de que quanto maior um indivíduo, maior seu Yetser Hará (sua má inclinação) e ele precisa estar sempre de prontidão, ser minucioso consigo mesmo e pedir a Hashem que o ajude, pois só assim poderá com o perverso que se encontra dentro de si.
E se é preciso se esforçar para ajudar o perverso, mais ainda precisa ajudar o ingênuo e o que não sabe perguntar.
E quando o sábio refina e eleva o perverso e o ingênuo e o que não sabe perguntar, Hashem atende a nosso pedido de “abençoar todos nós como se fôssemos um”; como foi por ocasião da Outorga da Torá, quando o povo judeu acampou (no singular) – unido.
Pois o objetivo do Êxodo foi, justamente, a Outorga da Torá.
Com nosso trabalho agora, refinamos o mundo que foi corrompido pelo pecado, até que na Era Messiânica a materialidade do mundo e do corpo seja totalmente refinada e a honra do Eterno seja revelada.
Com a berachá de um Pêssach kasher e feliz.
Baseado em uma carta do Rebe de
11 do mês da gueulá, 5712
Igrot Kôdesh vol. 5, pág. 308-309
(hebraico)
Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu
Um brinde para vocês,
o nigun do Rabi Michele Zlotchover:
https://www.youtube.com/watch?v=sDUHsYcSr40&hd=1



