Archive for março, 2014

Os Quatro Filhos

BS’D

images

A Torá fala dos quatro filhos a quem devemos contar a história de Pessach: “Um sábio e um perverso e um ingênuo e um que não sabe perguntar.”

Na Hagadá o filho perverso vem logo após o filho sábio, e com a conjunção aditiva “e”.

Ou seja:

a) Também há esperanças para o filho perverso, uma vez que Hashem lhe proporciona o filho sábio, que pode influenciá-lo e ajudá-lo a melhorar seu comportamento – desde que o que até agora era perverso junte-se ao sábio.

b) O sábio não deve dizer: “o que tenho a ver com o perverso?” – pois todos os judeus são responsáveis uns pelos outros. Mas o sábio tem de se lembrar sempre de que ele tem de influenciar o perverso, e não se deixar influenciar por ele.

c) O sábio precisa se lembrar sempre de que quanto maior um indivíduo, maior seu Yetser Hará  (sua má inclinação) e ele precisa estar sempre de prontidão, ser minucioso consigo mesmo e pedir a Hashem que o ajude, pois só assim poderá com o perverso que se encontra dentro de si.

E se é preciso se esforçar para ajudar o perverso, mais ainda precisa ajudar o ingênuo e o que não sabe perguntar.

E quando o sábio refina e eleva o perverso e o ingênuo e o que não sabe perguntar, Hashem atende a nosso pedido de “abençoar todos nós como se fôssemos um”; como foi por ocasião da Outorga da Torá, quando o povo judeu acampou (no singular) – unido.

Pois o objetivo do Êxodo foi, justamente, a Outorga da Torá.

Com nosso trabalho agora, refinamos o mundo que foi corrompido pelo pecado, até que na Era Messiânica a materialidade do mundo e do corpo seja totalmente refinada e a honra do Eterno seja revelada.

Com a berachá de um Pêssach kasher e feliz.

Baseado em uma carta do Rebe de

11 do mês da gueulá, 5712

Igrot Kôdesh vol. 5, pág. 308-309

(hebraico)

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

Um brinde para vocês,

o nigun do Rabi Michele Zlotchover:

https://www.youtube.com/watch?v=sDUHsYcSr40&hd=1

 

 

 

 

Leave a comment »

Diferenciar o Puro do Impuro

BS’D

 images

Parashat Shemini  principia com a descrição do oitavo dia da consagração do Santurário, o dia em que a Presença Divina repousou lá pela primeira vez. O nome da Parashá – Shemini – significa “oitavo” e é uma alusão ao significado especial do número oito. Oito significa o que está acima das leis da natureza e das limitações de nosso mundo físico.

Apesar disso, encontramos na Parashá as diferenças entre os animais kasher e os não-kasher. Qual o motivo de um assunto tão mundano se encontrar numa porção da Torá que deveria tratar de um nível tão elevado de santidade?

Em muitos casos, existe uma linha muito fina que separa o kasher do proibido. A lei judaica prescreve que a traquéia e o esôfago de um animal kasher devem ser cortados mais que a metade com um só movimento da faca. Uma diferença de uma fração de centímetro pode determinar se a carne do animal é kasher ou não.

Na vida também acontece de termos de tomar decisões “da espessura de um fio de cabelo”. Para tais decisões, ajuda do Alto é necessária. O Yêtser Hará (a Má Inclinação) pode até fazer um pecado parecer uma mitsvá.

Como tomar as decisões certas? Aprendendo uma lição que é ensinada em Parashat Shemini. Os seres humanos são limitados. Mas quando nos entregamos a D-us e pedimos Sua ajuda para “distinguir o puro do impuro” podemos vencer o Yêtser Hará.

Quando um judeu faz uma mitsvá (mandamento) – liga-se a D-us. Mitsvá vem da palavra em hebraico que significa “conectar-se” e ao cumprir uma mitsvá o judeu se une com D-us, com uma força sobrenatural. Ele pode, assim, ver através da máscara da Má Inclinação, nos casos em que a decisão é muito delicada.

Adaptado das obras do Rebe de Lubavitch

Baseado em: http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Um brinde para você:

Uma música da banda “8th Day:

https://www.youtube.com/watch?v=3fXIMUyrw7s&hd=1

 

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

Leave a comment »

Lembrar, não esquecer

 

BS’D

download

Parashat Zachor é o preparo para Purim. Antes de Purim lemos sobre Amalek e apagamos sua memória.

“Que te esfriou (karchá) no caminho”.

Amalek ataca aquele judeu que anda no caminho da Torá, comporta-se como deve. É ele que Amalek tenta esfriar. Karchá – convence-o a servir a D-us com frieza, distância e indiferença. A palavra karchá também está ligada a mikrê (acaso, conicidência). Amalek cega os olhos da pessoa que reflete, para que não perceba a hashgachá pratit (Providência Divina). Atinge os que se encontram em situação inferior, “hanecheshalim achareichá (os fracos que se desgarraram atrás de ti).

Apagamos a lembrança de Amalek. Negamos toda sua essência. “Al tishkach” (não te esqueças!). Não se esquecer de quem é nem o que é Amalek, tomar cuidado com ele em todas as situações. Juntamente com isso, precisamos “zachor” (lembrar) e “lô lishkoach” (não esquecer) também no sentido positivo: a ligação de todo judeu com D-us está acima da compreensão e tem de estar gravada em sua memória sempre, de modo que nenhum esquecimento a atinja. Tal lembrança fará com que se comporte sempre como deve.

(Adaptado de “Likutê Sichot”,

5749, págs. 327-331)

Baseado em Maayan Chai, Vol. VII, págs. 110-111.

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

Leave a comment »

O Início da Educação

BS’D

images (2)

O costume judaico é que quando levamos uma criança judia à escola pela primeira vez, iniciamos seus estudos de Torá com o terceiro livro da Torá, Vayikrá. O livro Vayikrá também é conhecido como Torat Kohanim, pois lida, principalmente, com as responsabilidades dos Sacerdotes.

Poder-se-ia pensar que seria mais adequado começar a educação formal de uma criança judia “no princípio”, com o livro Bereshit. Ou, pelo menos, com a história de nosso povo, a partir de Avraham.

Este não é o caso. O Midrash diz que as crianças são “puras” e os sacrifícios (que os kohanim ofereciam) são “puros”. “Que os puros se ocupem com o que é puro”, diz o Midrash. O Midrash está se referindo à época em que a criança é tão pequena que, embora já comece a aprender sobre Torá e Mitsvot, não se pode exigir que ela se comporte de acordo com elas.

Precisamos iniciar a educação judaica da criança justamente quando ela é tão pequenininha que ainda não tem a capacidade de entender completamente o que está estudando, e nem mesmo tem ainda a obrigação de pôr em prática seus estudos. Mas sua neshamá (alma) pura deve se ocupar com a “pura” Torá.

Adaptado de um artigo do

Rabino Shmuel M. Butman

em

http://lchaimweekly.org/

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

Um brinde para você:

No link abaixo você poderá escutar o

Nigun Rostov – uma melodia chassídica.

https://www.youtube.com/watch?v=OvsmFoceqm8&hd=1

Leave a comment »