Archive for abril, 2014

Escravidão

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“Os Egípcios escravizaram os judeus com trabalho opressivo.”

O equivalente atual de “trabalho opressivo”, se seguirmos a definição do Rambam,é a obsessão que algumas pessoas têm por fazer dinheiro. É óbvio que busca da riqueza pode se tornar “uma tarefa sem fim”, que consome todo o tempo e não deixa espaço para outras atividades. Mas por que haveria de ser considerada uma “tarefa inútil”? Sem dúvida há lucros reais quando se investe mais tempo e mais energia para ganhar dinheiro.

A verdade, porém, é que nós, judeus, acreditamos que nossa renda para o ano em curso já foi decretada por D-us em Rosh Hashaná (o primeiro dia do ano). É óbvio que só com “o suor da testa comerás pão” (Bereshit 3:19), e é preciso muito esforço para poder descontar nosso “cheque” celestial. Mas na verdade, todo o empreendedorismo do mundo não vai ajudar a pessoa a ganhar nem um centavo a mais do que lhe tinha sido decretado para este ano.

Portanto, é inútil trabalhar demais. Não vai torná-lo mais rico.

Qual é a quantidade sensata de trabalho?

Muito simples. Primeiro, a pessoa tem de cumprir suas obrigações básicas. É lógico que tem de cuidar da saúde, o que significa comer e dormir o suficiente e seguir as orientações médicas. Também há as obrigações para com a família: investir tempo cuidando dos filhos e dando apoio à esposa. E, obviamente, há as obrigações religiosas: as preces diárias, estudar Torá regularmente, cumprir o Shabat e guardar as festas, etc.

Do tempo que sobra, pode-se dedicar quanto quiser para ganhar a vida, mas não mais do que isso. Roubar tempo de seus deveres indispensáveis para ganhar mais dinheiro é simplesmente inútil, pois você jamais ganhará mais do que D-us reservou para você e D-us não espera que você boicote as obrigações familiares e religiosas para obter ganho financeiro.

Portanto, feche sua loja em horário normal! Não passe as noites no escritório negando a atenção que sua família merece. Do seu horário apertado, reserve um tempo para rezar e estudar Torá. E não deixe de cuidar da saúde.

Já não estamos no Egito. O trabalho esmagador já acabou. Fazendo isso, sua carteira não sofrerá pois, afinal de contas, em Pessach comemoramos nossa liberdade.

(Baseado em Likutê Sichot, Vol. 3, pág. 848ff)

Adaptado de “The Kol Menachem Haggadah”

págs. 93-94.

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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Bolo de Mandioquinha

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INGREDIENTES:

500 gramas de mandioquinha crua descascada e cortada em pedaços.

1 pitada de sal.

3 ovos inteiros

1 copo descartável de açúcar.

MODO DE FAZER:

Bata tudo no liquidificador (jogando os pedaços de mandioquinha, aos poucos). E asse em fogo médio numa forma untada com óleo e salpicada de açúcar, até que um palito saia limpo – aproximadamente 1 hora.

A consistência fica semelhante à de um pudim.

Se preferir, pode usar batata doce, em vez de mandioquinha.

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Tapioca

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TAPIOCA

Ingredientes da massa:

2 xícaras de polvilho azedo

Água até dar o ponto, aproximadamente 3/4 de xícara.

Sal a gosto.

Recheio:

Pode ser qualquer coisa:

queijo, requeijão, salada, coco ralado,

doce de leite, manteiga…

Modo de Fazer:

Coloque o polvilho e o sal numa tigela e vá acrescentando água aos poucos, mexendo o polvilho. O polvilho deve ficar ligeiramente úmido, como uma farofa. Em seguida, peneire o polvilho.

Aqueça uma frigideira antiaderente (sem untar) e nela arrume uma camada do pó (mais ou menos 2 ou 3 milímetros). Quando a massa der liga (pouquíssimos minutos), vire-a com uma espátula. Pode fazer todas as panquecas, uma após a outra e em seguida recheá-las e se quiser, reaquecer na frigideira ou no forno quando estiverem prontas.

Agradeço a Bianca Kaufman pela idéia.

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Má Nishtaná

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Por que as perguntas das criança têm tanta importância em Pessach?

Porque o Êxodo foi o nascimento do povo judeu e é, portanto, época adequada para enfatizar a educação judaica.

De fato, o nome da própria Hagadá vem do versículo “E contarás (vehigadeta) a teu filho”. (Shemot 13:8; Pessachim 116b).

É interessante notar que de acordo com a Hagadá do Arizal, a primeira das Quatro Perguntas é sobre o costume de “mergulhar”. E o que chama a atenção é que as demais perguntas referem-se a exigências da Lei Judaica, enquanto  que a primeira pergunta refere-se a um mero costume. Isso demonstra a importância de fazer dos costumes judaicos uma prioridade na educação judaica.  

Como vivemos num mundo secular, não é nada fácil educar nossos filhos no caminho da Torá e das mitsvot. E como há um limite para as ordens e proibições que uma criança vai querer obedecer, um pai ou uma mãe podem ser tentados a escolher sabiamente suas batalhas e focalizar a educação da criança nas partes obrigatórias do judaísmo, como os preceitos bíblicos e a lei rabínica, deixando um pouco de lado os costumes, para não sobrecarregar a criança.

Isso seria um grave erro, como demonstra o Má Nishtaná. A primeira pergunta é sobre um costume judaico porque são justamente os costumes que mais despertam o interesse da criança. E falando de modo prático, os costumes enriquecem muito o “sabor” do judaísmo, e a ajudam a desenvolver uma identidade judaica sólida, que é tão importante para nos proteger do “complexo de inferioridade” de querer imitar os outros.

Os costumes fazem parte do judaísmo tanto quanto todas as outras leis, e há um valor pedagógico imenso em preservá-los, nos mínimos detalhes.

(Maamar de 11 de Nissan de 5740, s.v. ki yishalchá; Likutê Sichot Vol. 32, pág. 189, nota 32; Vol. 1, pág. 244ff)

Adaptado de Kol Menachem Haggadah, págs. 47, 48

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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