Archive for maio, 2014

Sefirat HaÔmer, Mulheres e Chinuch

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Uma carta do Rebe para a 21ª. Convenção Anual do Conselho Nacional Americano de Neshei uBnot Chabad

Brooklyn, N.Y.

Que D-us abençoe todas vocês!

Recentemente tem-se chamado a atenção para o assunto de chinuch (educação de Torá das crianças), e ligado a isso, o talento, o mérito e as responsabilidades especiais que foram dadas às mulheres nessa área vital.

Visto que a Convenção está acontecendo nos dias da Contagem do Ômer, também há ligação, no tempo, entre as mulheres e chinuch.

Os dias da Sefirá (contagem) ligam a Festa do Êxodo (nossa libertação do Egito) à Festa de Matan Torá (a Outorga da Torá no Sinai). Isso enfatiza o fato de que o objetivo da libertação do cativeiro no Egito foi receber a Torá. Como, de fato, D-us tinha dito a Moshê Rabênu, desde o início, que quando ele liderasse o povo para sair do Egito, os israelitas “serviriam a D-us (receberiam a Torá) nesta montanha.” Ao mesmo tempo, isso também enfatiza que só podemos obter liberação verdadeira através da Torá.

Nesses dois acontecimentos – a libertação do Egito e o recebimento da Torá – as mulheres judias tiveram um papel fundamental, como dizem nossos Sábios que foi pelo mérito das boas mulheres judias que fomos libertos do Egito; e antes mesmo de a Torá ser outorgada, e antes que pudéssemos recebê-la, as mulheres (“a Casa de Yaakov”) tiveram que ser abordadas primeiro, e só depois, os homens (“os Filhos de Israel”).

O significado de Torá (“ensinamento”) é que ela ensina ao judeu como se comportar em sua vida diária, desde a mais tenra infância e durante toda a vida. É justamente disso que trata o chinuch.

E exatamente como naquela época no Egito, que foi em grande parte por mérito das mulheres, esposas, mães e filhas judias que uma nova geração foi criada, que se elevou ao nível espiritual mais alto para receber a Torá com naassê venishmá (aceitação incondicional de primeiro fazer e depois compreender), assim é em todas as épocas, e principalmente na atualidade, quando as mulheres, esposas, mães e filhas judias têm um papel especial na educação das crianças, seus próprios filhos, bem como outras crianças na sua vizinhança.

Estou, portanto, confiante de que a Convenção aproveitará ao máximo a oportunidade de ocupar-se com o assunto de Chinuch e dos métodos e meios de fortalecer e promover uma educação fiel à Torá tanto em qualidade quanto em quantidade, ajudando a levar o que há de melhor em Chinuch de Torá para o maior número de crianças. Isso deve refletir-se numa ligação maior e numa dedicação maior à Torá, que é Torat Chayim (uma Torá de Vida), e suas mitsvot – que são a própria vida de nosso povo judeu.

Que D-us dê Suas benções para que a Convenção realize todas as suas expectativas e mais, tanto material quanto espiritualmente.

Com bênçãos de Hatslachá (sucesso) e boas notícias.

(Assinado: Menachem Schneerson)

Do livro: “Letters by the Lubavitcher Rebbe Slita

Rabbi M. M. Schneerson

To N’shei uBnot Chabad

1956-1980”

Págs. 48-49

(Inglês)

 

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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A Torá no Deserto

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A Torá foi outorgada no deserto. E não é conicidência que Parashat Bemidbar (No Deserto)é lida antes da festa da outorga da Torá Shavuot.

O que podemos aprender do fato de a Torá ter sido outorgada justamente no deserto?

A – Um deserto é um terreno sem dono, que pertence a todos por igual. Não é propriedade privada, como uma casa ou um jardim.

A Torá não pertence a um indivíduo. Pertence a todos por igual. A Torá é uma herança de todos os judeus, e todo judeu precisa e pode estudá-la.

B – No deserto só tem pó, terra e areia, não tem vegetação nem habitantes.

É como se estivesse nos dizendo:

Para receber a Torá é preciso ser como o pó, humilde, e não orgulhoso. Como disseram nossos Sábios: “Quem cumpre a Torá? Quem se considera um deserto.”

C – No deserto, não se encontram as necessidades básicas do ser humano, como água, alimento e vestimentas. Não há água – não chove. Não há comida – nada cresce lá. Nem mesmo roupas há no deserto para comprar.

Quando o povo judeu estava no deserto, confiou em tsadikim (justos), por cujo mérito Hashem lhe proveu essas necessidades básicas. Pelo mérito de Miriam – Hashem deu água ao povo judeu. Pelo mérito de Moshê – Hashem lhe deu alimento. Pelo mérito de Aharon – Hashem lhe deu as nuvens de glória, que passavam as roupas, que cresciam à medida que as pessoas iam crescendo.

Foi justamente num lugar assim que a Torá foi outorgada.

Para nos dizer que –

Devemos estudar Torá sem pensar primeiro em comida, água ou roupas. Nossa função é estudar Torá e cumprir mitsvot, e confiar em D-us que nos proverá dessas necessidades.

D – O deserto é um lugar de perigos, onde há animais ferozes, cobras e escorpiões. E foi justamente lá que a Torá foi outorgada.

Para nos dizer –

Um judeu que se encontra na galut  (exílio) – encontra-se em perigo. A cobra – o yêtser hará  (a má inclinação) – quer prejudicá-lo, fazê-lo tropeçar e pecar.

É justamente nessa situação que deve-se estar ligados com a Torá, estudá-la e cumprir suas mitsvot.

Adaptado de “Likutê Torá”, Vol. II, págs. 308-309

“Hitvaaduiot – 5745”, págs. 2113-2115 e 2135-2136

Baseado em “Maayan Chai”, Vol. IV, págs. 1-3

(hebraico)

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

 

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A Chave do Sucesso

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Quando o povo judeu saiu do Egito, Hashem ordenou que ao entrar na Terra de Israel, a terra deveria ser trabalhada durante seis anos e no sétimo ano deveria ser deixada de pousio. “A terra deverá, então, guardar um Shabat para D-us.” Este mandamento, é a mitsvá de shemitá (o ano sabático).

É interessante notar que na Torá a sequência dos anos vem na ordem inversa. Primeiro, o ano de shemitá é mencionado: “E a terra guardará um Shabat”, em seguida vêm os seis anos que o precedem: “Seis anos semearás teu campo.” O motivo da sequência invertida é a influência significativa que o ano sabático exerce sobre os primeiros seis. A verdade é que o ano de shemitá é a fonte de força de onde os outros anos adquirem sua vitalidade. Do mesmo modo, é do sagrado Shabat que adquirimos a capacidade para trabalhar durante os seis dias de trabalho da semana. O dia do Shabat exerce uma influência poderosa sobre os dias que o precedem.

Algumas pessoas acham difícil de entender como um judeu pode viver de acordo com a Torá num dia de semana normal. Como pode levar a vida com tantas restrições e mandamentos? O mundo inteiro à sua volta está cheio de não-judeus, para quem a Torá é um conceito estranho. Além do mais, a cultura dominante em que está imerso parece funcionar de acordo com princípios totalmente diversos. Como se pode esperar de um judeu que ele possa competir de modo realista com o mundo como um todo e aguente toda a pressão?

A resposta está em Parashat Behar. Os seis dias de semana começam com o conhecimento de que o sétimo dia é santificado, “um Shabat  para D-us”. A santidade do Shabat nos dá forças para superar todas as dificuldades e nos possibilita viver estritamente de acordo com os mandamentos da Torá. A verdade é que só somos bem sucedidos quando vivemos a vida de acordo com a Torá.

De modo semelhante, o ano sagrado de shemitá influencia os primeiros seis anos do ciclo, quando trabalhamos a terra. O judeu pode enfrentar o mundo como um todo por adquirir forças do sétimo ano – e justamente por meio de cumprir mitsvot.

Adaptado de Likutê Sichot, Vol. II.

Adaptado de  http://lchaimweekly.org/

(inglês)

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

 

 

 

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Rebes e Chassidim

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No ano 5658, disse o Rebe Rashab, nishmatô Êden:

Mesmo se procurarem em todos os países, não encontrarão a ahavat Yisrael (o amor) que sentem os rebes pelos judeus, nem a missirut nêfesh que os rebes têm pelos chassidim.

[Sêfer HaSichot 5705, págs. 94-95]

Otsar Siputei Chabad, Vol.X, pág.101

Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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Ricos e Pobres

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Certa vez, perguntaram ao Rebe Maharash: “Por que quando um pobre entra para yechidut (audiência particular) com o senhor, fica alguns minutos e sai logo, ao passo que  um rico fica na yechidut no mínimo meia hora?”

O Rebe Maharash respondeu:

“Quando um pobre entra para yechidut, logo conta qual é sua situação: que não tem parnassá (sustento), e eu o abençôo para que Hashem o ajude com sustento em abundância. Um rico, porém, quando entra para yechidut, começa dizendo que é rico e que tem vários negócios, e só depois de muita averiguação, descobre-se que ele tem muitas dívidas, maiores que o valor de todos os seus negócios, e que ele é, de fato, muito pobre. E até eu descobrir que ele não é rico demora no mínimo meia hora.

“Otsar Sipurei Chabad”, Vol.XVIII, págs. 127-128.

(hebraico)

Leilui Nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

 

 

 

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