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Quando o povo judeu saiu do Egito, Hashem ordenou que ao entrar na Terra de Israel, a terra deveria ser trabalhada durante seis anos e no sétimo ano deveria ser deixada de pousio. “A terra deverá, então, guardar um Shabat para D-us.” Este mandamento, é a mitsvá de shemitá (o ano sabático).
É interessante notar que na Torá a sequência dos anos vem na ordem inversa. Primeiro, o ano de shemitá é mencionado: “E a terra guardará um Shabat”, em seguida vêm os seis anos que o precedem: “Seis anos semearás teu campo.” O motivo da sequência invertida é a influência significativa que o ano sabático exerce sobre os primeiros seis. A verdade é que o ano de shemitá é a fonte de força de onde os outros anos adquirem sua vitalidade. Do mesmo modo, é do sagrado Shabat que adquirimos a capacidade para trabalhar durante os seis dias de trabalho da semana. O dia do Shabat exerce uma influência poderosa sobre os dias que o precedem.
Algumas pessoas acham difícil de entender como um judeu pode viver de acordo com a Torá num dia de semana normal. Como pode levar a vida com tantas restrições e mandamentos? O mundo inteiro à sua volta está cheio de não-judeus, para quem a Torá é um conceito estranho. Além do mais, a cultura dominante em que está imerso parece funcionar de acordo com princípios totalmente diversos. Como se pode esperar de um judeu que ele possa competir de modo realista com o mundo como um todo e aguente toda a pressão?
A resposta está em Parashat Behar. Os seis dias de semana começam com o conhecimento de que o sétimo dia é santificado, “um Shabat para D-us”. A santidade do Shabat nos dá forças para superar todas as dificuldades e nos possibilita viver estritamente de acordo com os mandamentos da Torá. A verdade é que só somos bem sucedidos quando vivemos a vida de acordo com a Torá.
De modo semelhante, o ano sagrado de shemitá influencia os primeiros seis anos do ciclo, quando trabalhamos a terra. O judeu pode enfrentar o mundo como um todo por adquirir forças do sétimo ano – e justamente por meio de cumprir mitsvot.
Adaptado de Likutê Sichot, Vol. II.
Adaptado de http://lchaimweekly.org/
(inglês)
Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu
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