BS’D
A Torá foi outorgada no deserto. E não é conicidência que Parashat Bemidbar (No Deserto)é lida antes da festa da outorga da Torá – Shavuot.
O que podemos aprender do fato de a Torá ter sido outorgada justamente no deserto?
A – Um deserto é um terreno sem dono, que pertence a todos por igual. Não é propriedade privada, como uma casa ou um jardim.
A Torá não pertence a um indivíduo. Pertence a todos por igual. A Torá é uma herança de todos os judeus, e todo judeu precisa e pode estudá-la.
B – No deserto só tem pó, terra e areia, não tem vegetação nem habitantes.
É como se estivesse nos dizendo:
Para receber a Torá é preciso ser como o pó, humilde, e não orgulhoso. Como disseram nossos Sábios: “Quem cumpre a Torá? Quem se considera um deserto.”
C – No deserto, não se encontram as necessidades básicas do ser humano, como água, alimento e vestimentas. Não há água – não chove. Não há comida – nada cresce lá. Nem mesmo roupas há no deserto para comprar.
Quando o povo judeu estava no deserto, confiou em tsadikim (justos), por cujo mérito Hashem lhe proveu essas necessidades básicas. Pelo mérito de Miriam – Hashem deu água ao povo judeu. Pelo mérito de Moshê – Hashem lhe deu alimento. Pelo mérito de Aharon – Hashem lhe deu as nuvens de glória, que passavam as roupas, que cresciam à medida que as pessoas iam crescendo.
Foi justamente num lugar assim que a Torá foi outorgada.
Para nos dizer que –
Devemos estudar Torá sem pensar primeiro em comida, água ou roupas. Nossa função é estudar Torá e cumprir mitsvot, e confiar em D-us que nos proverá dessas necessidades.
D – O deserto é um lugar de perigos, onde há animais ferozes, cobras e escorpiões. E foi justamente lá que a Torá foi outorgada.
Para nos dizer –
Um judeu que se encontra na galut (exílio) – encontra-se em perigo. A cobra – o yêtser hará (a má inclinação) – quer prejudicá-lo, fazê-lo tropeçar e pecar.
É justamente nessa situação que deve-se estar ligados com a Torá, estudá-la e cumprir suas mitsvot.
Adaptado de “Likutê Torá”, Vol. II, págs. 308-309
“Hitvaaduiot – 5745”, págs. 2113-2115 e 2135-2136
Baseado em “Maayan Chai”, Vol. IV, págs. 1-3
(hebraico)
Leilui nishmat Efraim Kopl ben Eliyáhu

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