Archive for junho, 2014

David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam

 

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Certa vez, um nobre polonês estava passando por um “shteitl” judaico, e viu judeus que estavam rezando na rua. “O que será que esses judeus estão gritando do lado de fora da sinagoga, numa noite fria de inverno?” – pensou. Pediu a seu cocheiro que parasse sua carruagem de quatro cavalos, e chamasse o líder do grupo.

“O que vocês estavam gritando?” – Perguntou.

“Que David, Rei de Israel, vive e perdura!” – Respondeu o judeu.

“O quê?” – Perguntou o nobre. “Não está escrito nas Escrituras: ‘E David repousou com seus ancestrais, e foi enterrado na cidade de David?’ (Reis I, 2:10)

O que se responde a um nobre polonês que te joga as Escrituras na cara?

Contudo, todos os Sidurim (livros de reza), trazem essa prece:

“David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam

(David , Rei de Israel, vive e perdura)”

Este conceito, portanto, além de estar na Halachá e nas fontes clássicas da Torá, foi incorporado nas preces ditas por todos os judeus até hoje! É importante notar que essas palavras são conhecidas pelos judeus de todas as origens – praticamente todos os judeus do mundo já ouviram as palavras:

“David Mêlech Yisrael Chai Vekaiam”!

Adaptado do livro (inglês):

“Countdown to Moshiach”

do Rabino Shmuel Butman

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi Halevi

Shemuel ben Aba

 

 

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Acima da Compreensão Humana

BS’D

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Rabi Yanai disse: “Não podemos entender nem a tranquilidade dos perversos nem os sofrimentos dos justos.” (Pirkei Avot 4:15)

Um dos alunos do Maguid de Mezritch perguntou-lhe como era possível aceitar o sofrimento com alegria. O Maguid o enviou a seu discípulo, Reb Zushya de Anapoli. Reb Zushya era pobre, sofria dificuldades físicas e passava por vários tipos de privações. Contudo, irradiava felicidade. Quando o aluno lhe disse o objetivo de sua viagem ele respondeu: “Não sei por que o Maguid o enviou a mim, jamais sofri nenhuma adversidade na vida.” Ignorar, no sentido positivo, é a chave. Quando a pessoa faz um compromisso com a Divindade, que não está limitado pela compreensão, consegue perceber que tudo o que D-us lhe dá é bom.

(Likutê Sichot, Vol. 4)

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Pinchas ben Moshê

Zeev ben Feigue

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O Erro dos Espiões

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Moshê Rabênu mandou os espiões percorrerem o país, e falou para que verificassem duas coisas principais: a) o povo que mora lá, “se é forte ou fraco”, b) a terra, em si, “se é boa ou má”.

Quando os espiões voltaram de sua missão, contaram sobre esses dois assuntos. Primeiro, contaram sobre a terra: “e fomos à terra aonde o senhor nos enviou, e dela emana leite e mel, e este é seu fruto”. Em seguida, contaram sobre o povo: “porém o povo é forte… e as cidades são muito fortificadas e grandes…”

Imediatamente, Calev fez calar o povo. Por que Calev calou os espiões? Afinal de contas, tinham cumprido sua missão com exatidão. Moshê lhes ordenara verificar o povo e a terra, e foi sobre isso que relataram.

O pecado dos espiões, porém, foi ter modificado a ordem. Moshê perguntou primeiro sobre a guerra e a conquista – sobre o povo. Pois o principal é o trabalho e o esforço da guerra. Só depois perguntou sobre a terra, em si – que é a recompensa e o lucro que vem após o esforço, a guerra e a conquista.

Os espiões, porém, responderam inicialmente sobre a boa terra e seus frutos. Falaram primeiro sobre a recompensa, pois para eles, isso era o principal. Seu trabalho era, apenas, com o objetivo de receber o ganho que seria resultado do trabalho. Quando Calev percebeu isso, calou-os.

Calev sabia que quando se trabalha apenas com o objetivo de obter lucros, começa-se a fazer cálculos de custo/benefício. Deste modo pode-se chegar à conclusão de que o trabalho é tão difícil, que nem dá para ser realizado.

Como o objetivo principal dos espiões era a recompensa, e foi no que focaram inicialmente; equivocaram-se, e não se comportaram exatamente como Moshê mandara, modificaram a ordem.

Há uma extensão de Moshê em cada geração. O Rebe é o Moshê Rabênu da geração. Da história dos espiões devemos aprender que não devemos mudar nada das palavras do Rebe, nem mesmo a ordem! Quando se começa por uma mudança pequena, pode-se chegar a um grave erro, como o pecado dos espiões.

Os espiões eram “líderes da congregação, pessoas importantes”, e se isso aconteceu com eles, se chegaram a pecar devido a uma pequena modificação, quanto mais pessoas simples como nós. Devemos, portanto, cumprir com exatidão todas as orientações do Rebe.

Adaptado em “Lilutê Sichot”, Vol. IV, págs. 1313-1314

Baseado em Maayan Chai, Vol.IX, págs. 44-46

Leilui nishmat

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shmuel ben Aba

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Iluminar

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Parashat Behaalotechá principia com as palavras: “Quando acenderes as velas”.

Aharon, o sumo sacerdote, tinha a obrigação de acender a menorá no Santuário diariamente. A menorá tinha de estar sempre acesa, como consta na Torá, “para que uma luz brilhe perpetuamente”.

Do mesmo modo que Aharon acendia a menorá no Santuário, cada judeu deve iluminar sua casa e suas redondezas com a sagrada luz da Torá.

Aharon era um kohen, mas também o é cada membro do povo judeu, como está escrito: “Sereis para Mim um reino de sacerdotes”. A outorga da Tora no Monte Sinai transformou cada judeu num “kohen”.

A menorá ficava no Santurário (e posteriormente no Bet Hamikdash em Jerusalém). Do mesmo modo, cada lar judeu é um “Santurário” para D-us. O versículo “habitarei no meio deles” significa que D-us mora dentro de cada judeu. Portando, cada lar judeu é uma moradia para a Divina Presença.

A luz que Aharon acendia era “perpétua”, e é assim que deve ser a luz de cada casa judaica: deve brilhar sempre. A luz de santidade da Torá tem de arder noite e dia, e preencher todos os cantos da residência judaica.

Todos os judeus, principalmente as crianças, têm o poder de dotar a casa de santidade. Como isso é feito? Expressando uma consciência de D-us em cada momento do dia.

Tão logo um judeu acorda de manhã ele diz: “Modê Ani” (Te agradeço); ao comer, diz as bênçãos apropriadas antes e depois. Durante o dia, comporta-se de acordo com as leis da Torá, e de noite, fala “Shemá Yisrael” antes de dormir.

A Torá e suas mitsvot são comparadas a luz: “Uma mitsvá é uma vela, e a Torá é luz.” De fato, a Torá e seus mandamentos são o meio através de que um judeu pode iluminar o “Santuário” de sua casa.

Acender a menorá também tem ligação com a Redenção Final com Mashiach:

A menorá que ficava no Santuário e no Bet Hamikdash tinha sete luzes, como consta: “As sete velas darão luz.”

Quando Mashiach chegar, os judeus que estão dispersos pelo mundo retornarão para Israel em sete caminhos, como está escrito no livro de Yishayáhu: “E [D-us] terá Sua mão sobre o rio… e o baterá em sete córregos.”

Assim, espalhar a luz da Torá e das mitsvot em nossa própria casa serve para apressar a vinda de Mashiach, com a Redenção Final, que seja agora.

Adaptado de “Licutê Sichot”, Vol. 23.

Baseado em: http://lchaimweekly.org/

(Inglês)

Leilui nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shmuel ben Aba

Zeev ben Feigue

 

 

 

 

 

 

 

 

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