Archive for setembro, 2014

Carta do Rebe para Rosh Hashaná

BS’D

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Dias de Selichot, 5715 (1954)

Na véspera de Rosh Hashaná transmito a todos os meus irmãos, cada judeu e cada judia, a consagrada saudação de “Shaná tová umetuká” – um ano bom e doce.

Nossa Torá ordenou que a comemoração de Rosh Hashaná, o início no ano, fosse no aniversário da Criação, mas não em seu primeiro dia, e sim no sexto dia da Criação, o dia em que foi criado o Homem.

A importância desse dia e desse acontecimento não está no fato de uma nova criatura ter sido acrescentada à Criação, uma criatura que está um patamar acima do restante do reino animal, do mesmo modo que o animal é superior ao vegetal e o vegetal ao mineral.

Sua importância está no fato de que a nova criatura – o Homem – era diferente, em sua essência, das demais.

Pois foi o Homem que reconheceu o Criador na Criação (e através dela) e, além disso, causou uma elevação em toda a Criação para esse reconhecimento e, portanto, para o cumprimento de seu desígnio e propósito Divinos. E o reconhecimento do criador (e a gratidão a Ele) é o maior objetivo da Criação.

Um dos aspectos principais que distinguem o Homem das demais criaturas é a dádiva Divina do livre arbítrio.

O ser humano pode utilizar esse presente de D-us em dois sentidos totalmente opostos. Pode, que D-us nos livre, escolher um caminho que leva à autodestruição e à destruição de tudo o que há à sua volta ou pode escolher o modo correto de viver, que pode elevá-lo, juntamente com toda a Criação ao mais alto nível de perfeição.

E para nos ajudar a reconhecer e optar pelo caminho certo recebemos a Torá, que é Divina e eterna, e, portanto, seus ensinamentos são válidos em todas as épocas e em todos os lugares.

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É impossível um ser humano conseguir fazer essa escolha sem ajuda, com seu intelecto, apenas, pois o intelecto humano é limitado. O intelecto pode servir apenas para descobrir e gerar a intuição e a fé interiores nas coisas que estão além e acima do intelecto; a fé e a intuição que são a herança de todo e qualquer judeu, e com elas iluminar todo o seu ser, guiando-o em sua vida diária para que seja inspirada pela Torá e pelas Mitsvot (mandamentos).

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Em Rosh Hashaná o Homem está diante do Julgamento Divino, mas também diante de seu próprio julgamento.

O veredicto de seu próprio julgamento, quanto ao futuro, tem de ser: que ele assuma cumprir seu dever, ou seja, trabalhar para a realização – em si mesmo e em seu ambiente – da convocação:

“Venham, vamos rezar, curvar-nos e nos ajoelhar diante de D-us nosso Criador”, uma convocação para uma submissão absoluta a D-us foi pronunciada pelo primeiro homem, Adam, no dia de sua criação, no primeiro Rosh Hashaná.

Pode-se chegar a isso única e exclusivamente através de uma vida inspirada e guiada pela Torá.

E (o veredicto de seu próprio julgamento, quanto ao futuro, tem de ser) também de que ele precisa, de uma vez por todas, abandonar o caminho inverso, que só leva à destruição e à ruína.

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Ninguém deve pensar: quem sou eu para ter tamanho poder para construir ou destruir?

Pois vimos, infelizmente, o que até mesmo uma minúscula quantidade de matéria pode fazer em termos de destruição, espalhando energia atômica. Se tanta força está contida numa pequena quantidade de matéria – para a destruição – negando o desígnio e o propósito da Criação, muito maior é o poder criativo de que cada indivíduo é dotado para trabalhar em harmonia com o propósito Divino. Pois neste caso, a Providência dá, também, habilidades e oportunidades especiais para atingir o propósito para que fomos criados: a realização de um mundo em que:

“Cada criatura reconhecerá que Tu a criaste, e cada alma que respira declarará: ‘D-us, o D-us de Israel, é Rei e seu reinado é supremo sobre tudo o que existe.’”

Com bênção de Ketivá vechatimá tová (uma boa inscrição e uma boa assinatura)

Baseado em:   http://lchaimweekly.org/

(inglês)

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Yaakov ben Eliyáhu

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Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

 

 

 

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O Estalajadeiro e o Rebe

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O Alter Rebe (Rabi Shneur Zalman de Liadi, fundador do chassidismo Chabad) esperava que todos os membros de sua família fossem econômicos em seus gastos. “Como minha família é sustentada pela comunidade, e nossos Sábios ensinam que a Torá desaprova o desperdício de dinheiro que pertence aos judeus, devemos viver com parcimônia”, explicava.

Certa vez, quando um de seus netos foi visitá-lo usando um cinto caro, o Alter Rebe lhe perguntou: “Você é rico a ponto de poder usar um cinto tão caro?”

O neto ficou em silêncio e o Alter Rebe continuou a questioná-lo a respeito de assuntos financeiros. “Diga-me, quanto dinheiro recebeu  de dote?”

“Dois mil rublos”, respondeu o neto.

“Quais são seus planos para este dinheiro?” – Perguntou o Alter Rebe.

“Pretendo entregá-lo a um comerciante de sucesso. Assim poderei ganhar alguma coisa.”

“Talvez”, retorquiu o Alter Rebe, “ele nem lhe devolva seu capital nem lucros?”

“Impossível” – argumentou o neto. “Este comerciante é muito rico e de confiança.”

“Que diferença faz se ele é rico agora?” Argumentou o Alter Rebe. “A roda da fortuna gira. E ele pode empobrecer.”

“O que o senhor sugere que eu faça com meu dinheiro?” Perguntou o neto, hesitante.

“Meu conselho” – disse o Alter Rebe gravemente – “é que você ponha todo o dinheiro nesta caixa.” E apontou para a uma caixinha de caridade.

O neto pensou que o avô estivesse brincando. Dois mil rublos eram muito dinheiro. Ele não achava que seu avô fosse de brincar com assuntos desses, mas mesmo assim…

“Estou falando sério. Sugiro que dê todo o dinheiro para caridade. Deste modo, tanto o ‘capital’ quanto os ‘juros’, permanecerão intactos. Receio que se você investir com algum comerciante rico acabe perdendo ambos.”

O neto ouviu o que o Rebe disse, mas mesmo assim resolveu investir seu dinheiro com um homem de negócios que era rico, de confiança e, além disso, um erudito. Alguns meses depois, porém, um incêndio destruiu tudo o que o negociante possuía e ele ficou reduzido à miséria.

Quando o Rebe perguntou ao neto, depois, qual o resultado do investimento, o jovem contou a desgraça que se abatera sobre o homem de negócios.

“Por que você não escutou meu conselho e depositou o dinheiro nesta caixinha de caridade?” – Repreendeu o Rebe. “Se você tivesse feito isso, o capital e os juros teriam ficado intactos. Por que meus chassidim não confiam no conselho de seu Rebe? Vou lhe contar uma história sobre a fé simples das pessoas de Volhynia.”

“Certa vez, num inverno extremamente frio, eu estava voltando para casa de uma visita ao meu Rebe, o Maguid de Mezritch. Eu estava quase congelado quando cheguei à estalagem de um judeu.

“‘Há quanto tempo mora aqui?’ – Perguntei ao estalajadeiro idoso.

“‘Há quase cinqüenta anos,’ – respondeu.

“‘E há outros judeus por aqui? Você tem um minyan com quem rezar? Pessoas com quem comemorar as Grandes Festas?’

“‘Só nas Grandes Festas vou a uma vila aqui perto para rezar com uma congregação.’

“‘Por que você não mora nessa vila para poder ficar junto de outros judeus?’ – Perguntei.

“‘Como vou me sustentar?’ – Ele me perguntou.

“‘Se D-us pode achar sustento para cem famílias, não acha que pode fazê-lo para mais uma?’ – Perguntei-lhe.

“Eu também lhe disse que eu sou discípulo do Maguid de Mezritch.

“Ele saiu da sala no mesmo instante. Meia hora depois, vi algumas carroças estacionadas na frente da estalagem, abarrotadas de mobília e objetos de casa. Vi o estalajadeiro perto das carroças e perguntei o que estava havendo.

“‘Vou me mudar para aquela cidadezinha’, respondeu simplesmente o estalajadeiro.

“Viu que fé poderosa o velhinho tinha no meu Rebe?” O Alter Rebe desafiou seu neto. “Eu só mencionei que era discípulo do Maguid de Mezritch e ele largou tudo imediatamente, inclusive sua casa e seu sustento de 50 anos. E ele não era nem um chassid. E você me ouviu falar duas vezes que devia colocar o dinheiro na caixinha de tsedaká, e mesmo assim não me obedeceu.

Baseado em:   http://lchaimweekly.org/

(inglês)

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Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

 

 

 

 

 

 

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Nada de Preocupações

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“Quando saíres à guerra contra teus inimigos e o Eterno, teu D-us, os entregar em tuas mãos, e deles levares cativos” (Devarim 21:10)

Além de D-us nos estar assegurando de que seremos vitoriosos sobre nossos inimigos, está nos prometendo que os espólios saqueados pelas nações serão totalmente restaurados ao povo judeu. De acordo com Maimônides (o Rambam), uma das primeiras coisas que Mashiach fará é “travar as guerras de D-us e prevalecer”. Tudo o que foi roubado injustamente dos judeus durante o exílio será devolvido, principalmente o principal alvo de seu ódio, o Templo Sagrado, que foi duas vezes destruído. Quando Mashiach chegar e reconstruir o Bet Hamikdash, ele será finalmente redimido do cativeiro das nações onde esteve durante quase dois mil anos.

(O Rebe, Parashat Tetsê 5750)

Baseado em:   http://lchaimweekly.org/

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