BS’D

Uma cidade estava precisando de um rabino, e as pessoas de lá haviam escolhido um jovem que transbordava de conhecimentos. Como estavam subordinados ao Rebe Maharash (R. Shemuel, o quarto Rebe da dinastia Chabad), pediram ao homem que trouxesse um diploma de rabino do Rebe Maharash. O jovem viajou até Lubavitch, e quando se encontrou com o Rebe, este o enviou a um dos grandes rabinos dos mitnagdim na cidade de Shklov, dizendo-lhe que se aquele Rav lhe desse semichá, ele também daria. Aquilo muito espantou os chassidim.
O rapaz viajou a Shklov para encontrar-se com aquele Rav e lhe contou o motivo de sua visita, que o Rebe Maharash o enviara a ele, para que o testasse e lhe desse semichá. O Rav também estranhou aquilo. Que negócio era aquele que o Rebe de Lubavitch lhe mandasse um jovem a quem tinham pedido que conseguisse semichá justamente do Rebe Maharash, e o Rebe em vez de lhe dar semichá o enviou primeiro a ele? Em todo caso, pensou que o Rebe o mandara procurá-lo por ser ele um rabino muito importante.
O Rav o testou e viu que ele tinha plenos conhecimentos de tudo o que lhe perguntou e que era merecedor da semichá. Sentou-se, portanto, para escrever o diploma. Mas quando se lembrou de como tudo aquilo era muito curioso, seu coração se negou a escrever e adiou o assunto para a noite. Quando o rapaz voltou, de noite, testou-o novamente, e comprovou-se que em virtude de seus conhecimentos ele merecia a semichá. Quis escrever o diploma e mais uma vez lembrou-se do fato de ser muito estranho que o Rebe Maharash o tivesse enviado para ele, e que deveria haver algum motivo para isso. Adiou, portanto, o assunto para o dia seguinte.
De noite, o Rav não conseguiu dormir, pois não estava conseguindo entender o significado de tudo aquilo, e o que o Rebe Maharash tinha a ver com ele. Lembrou-se, então, que poucos dias antes estava numa certa cidade, e queria viajar de lá para outra localidade. Contratou um cocheiro com a condição que não levasse mais nenhum passageiro além dele. O cocheiro assim prometeu. Quando estavam fora da cidade, um homem estava parado na beira da estrada e implorou que o levassem também na carroça, pois chovia torrencialmente. O cocheiro gritou que não podia levá-lo, pois assim o rabino tinha exigido. Mas o homem implorou tanto, que ele acabou concordando.
Mais adiante, na beira da estrada encontraram mais um, este trajando uniforme militar, que também implorou que o levassem na carroça. O cocheiro gritou que não podia fazer isso. No final, o Rav permitiu que o levasse também. Foi só quando o soldado sentou-se na carroça que ele percebeu que embora estivesse com farda do exército, na verdade era uma mulher. O primeiro homem se aproximou dela e começaram a conversar, o homem e a mulher, uma conversa tão sem-vergonha que o Rav ficou enojado. E ficou muito angustiado. Se não tivesse chovendo tanto ele teria descido da carroça.
E de repente, pareceu ao Rav que o jovem que estava querendo semichá era aquele homem que estivera com ele na carroça conversando com a mulher.
No dia seguinte, quando o jovem foi buscar seu diploma, o Rav lhe perguntou: “Por acaso você viajou de tal a tal cidade há tantos e tantos dias?” E o rapaz respondeu: “Sim.”
E o Rav falou: “Agora já sei! Já não vou lhe dar semichá nenhuma!”
Adaptado do livro: Sipurei Chabad , Vol. XVIII, págs. 82-83 (hebraico), R. A. Ch. Glitsenshtein.
Leilui Nishmat:
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Efraim ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D