BS’D

O Rabino Zushe Silberstein contou a seguinte história:
Alguns anos atrás, um primo meu, Aharon David, contou-me a história abaixo. Meu primo é um chassid, mas não um chassid Chabad. É um empresário bem sucedido e colaborou com as diversas instituições dirigidas por seu rebe, arrecadando dinheiro para as instituições durante suas viagens de negócios.
Certa vez, meu primo estava em Los Angeles a negócios. Andando pela rua, avistou alguém que lhe pareceu familiar, embora não se lembrasse de onde. Lembrou-se, então, que tinham sido parceiros de estudo na yeshivá muitos anos atrás. Conversaram um pouco de amenidades e o amigo a quem não via há tantos anos anunciou: “Agora sou chassid do Rebe de Lubavitch.”
Meu primo lhe perguntou: “Como foi que isso aconteceu?”
– “Escute minha história e você vai entender. Depois de meu casamento, continuamos morando na comunidade do Brooklyn onde tínhamos crescido. Uns seis meses depois ofereceram-me um emprego em Los Angeles e resolvemos nos mudar para cá, embora não conhecêssemos ninguém aqui.
“Certo dia, minha esposa se sentiu mal. E como parecia ser grave fomos ao pronto-socorro. Após algumas horas de exames e espera, o médico saiu muito sério e conversou em particular comigo. ‘Pelos exames que fizemos, parece que a doença de sua esposa é complicada. Pelo que vemos, a doença dela está muito avançada. Sugiro que você não diga nada a ela para não amedrontá-la. Vá para casa. Durma um pouco. Amanhã volte aqui, e enquanto isto cuidaremos dela para que se sinta bem.’
“Eu não sabia o que fazer, nem a quem pedir ajuda. Fui para casa, rezei e disse Salmos do fundo do coração. De repente lembrei-me: sou um chassid! Comecei a gritar: ‘Rebe, por favor me ajude! Salve minha esposa! Ajude-me!’
“Poucos minutos depois o telefone tocou! Naquela hora, no meio da noite! Pensei que talvez fosse alguém do hospital para me dar boas notícias. Mas quando atendi, era um homem falando em yidish. Disse: ‘Sou Hodakov. Estou ligando porque o Rebe me disse para lhe telefonar e dizer que de manhã você deve tirar sua esposa do hospital e ir ao Dr. -. O Rebe deu sua bênção de que tudo ficará bem.’ Depois, aquele tal de Hodakov disse: ‘Escutou o que eu disse?’ Eu devo ter dito ‘sim’ pois a ligação foi concluída.
“Fiquei lá sentado pensando: ‘Será que realmente recebi esse telefonema? De onde conheço Hodakov? Talvez eu esteja sonhando e escutando vozes? Talvez tenha sido uma fantasia? Sei o que ouvi, mas quem é Hodakov?’
“Eu não sabia quem era Hodakov, mas achei que era alguém ligado ao Rebe de Lubavitch. Lembrei-me de que havia um chassid Chabad, um emissário do Rebe de Lubavitch aqui em Los Angeles chamado Rabino Shmuel Dovid Raichik. Jamais o vira, mas era conhecido como alguém que está sempre ajudando aos outros. Diziam que ficava acordado a noite inteira dizendo o Shemá de antes de dormir.
Procurei seu número no catálogo. Eram 3:30 da madrugada, mas telefonei mesmo assim. O Rabino Raichik atendeu. Contei-lhe o que acontecera com minha esposa e sobre o telefonema do Rabino Hodakov. O Rabino Raichik me disse que R. Hodakov era o secretário particular do Rebe de Lubavitch. ‘Portanto, faça o que ele lhe disse para fazer!’ Disse simplesmente R. Raichik. Expliquei que eu tinha ficado tão surpreso com o telefonema que não tinha muita certeza do que R. Hodakov tinha me dito para fazer. R. Raichik me deu o número do telefone do escritório do Rebe. Embora fossem 6:30 da manhã em Nova York, ele insistiu para que eu ligasse para o escritório do Rebe para me certificar do que eu deveria fazer. Telefonei imediatamente e R. Hodakov atendeu.
Pedi-lhe para repetir o que tinha me dito: ‘O Rebe me disse para telefonar para você e dizer que de manhã, tire sua esposa do hospital e vá ao Dr. – e o Rebe deu sua bênção de que tudo ficará bem.’ Perguntei-lhe: ‘Por que você me ligou?’ R. Hodakov disse: ‘Porque o Rebe me pediu para fazê-lo.’ Espantado, perguntei: ‘Mas eu não telefonei para o Rebe, portanto, por que o Rebe lhe disse para me ligar?’ R. Hodakov disse: ‘Não sei. Isso é entre você e o Rebe.’
Fiz o que o Rebe me falou para fazer. Na manhã seguinte fui ao hospital e disse ao médico que ia levar minha esposa embora. Tive de assinar um monte de documentos assumindo a responsabilidade por ela. Descobri o endereço do médico que o Rebe indicara. Liguei para o consultório e a secretária me disse que só tinha hora para dali a um ano! Tentei explicar que era urgente, mas de nada adiantou. Resolvi levar minha esposa direto para o médico. Fomos ao consultório sem ter hora marcada. Quando avistei o médico, disse-lhe, em desespero, que ele tinha de examinar minha esposa. Ele ficou desconcertado com meu atrevimento, mas disse que isso só seria possível com hora marcada. Disse-lhe que a secretária dissera que só tinha hora para dali a um ano. O médico reafirmou que não nos poderia receber. Disse-lhe: ‘O Rebe de Lubavitch me mandou para o senhor.’
Ao ouvir isso, ele disse: ‘Não sei quem é o Rebe de Lubavitch, mas sua história é tão incomum que me interessa. Entre no meu consultório, quero ouvir mais.’ Minha esposa e eu entramos no consultório e lhe contamos tudo. E ele acabou concordando em tratá-la.
Meu primo Aharon David estava durante todo esse tempo parado na rua em Los Angeles conversando com seu velho amigo. Seu amigo concluiu: “Você deve estar querendo saber o que aconteceu… Graças a D-us, minha esposa se recuperou! Fomos abençoados com cinco filhos, e tudo está bem!”
Mas meu primo ainda não estava entendendo. Perguntou a seu velho amigo: “Mas por que você se tornou um chassid do Rebe de Lubavitch?” Seu amigo respondeu: “No meio da noite, quando gritei ‘Rebe, por favor me ajude!’ Foi o Rebe de Lubavitch quem me atendeu!”
Por Rabino Zushe Silberstein
Revista Beis Moshiachach
Adaptado de: http://lchaimweekly.org/
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