BS’D
Parashat Vayikrá, que é a primeira do Chumash Vayikrá, fala do serviço das oferendas e dos sacrifícios que eram levados ao Santuário e aos Templos Sagrados. Embora hoje em dia não possamos levar sacrifícios materiais, a Torá é eterna e vale para todas as épocas. De fato, cada judeu é comparado a um santuário, cujo objetivo também é atrair Divindade para o mundo. Podemos, portanto, aplicar as lições que aprendemos desses sacrifícios para nos guiar em nosso Serviço Divino.
O sacrifício “tamid” (perpétuo) era a fundação do todo o serviço diário, pois era o primeiro a ser oferecido de manhã e o último a ser levado no final do dia. O tamid era relativamente barato. Era composto de um carneiro, um pouco de azeite e uma porção de farinha e sal. O tamid não era trazido por indivíduos: todos os judeus contribuíam anualmente com uma pequena quantia de dinheiro para que com ele fossem comprados os itens necessários. Esse sacrifício trazia as bênçãos de D-us para todos os judeus, onde quer que estivessem.
Disso aprendemos que D-us não nos pede que abdiquemos de todos os nossos bens materiais, sem nada deixar para nosso próprio uso. O que se pede, porém, é que o que oferecemos seja dado de todo o coração e com sinceridade. Qualidade é mais importante que quantidade, e nosso Serviço a D-us deve ser feito com alegria e entusiasmo.
Outra lição a ser aprendida é que embora o tamid fosse ofertado apenas duas vezes por dia, era chamado de oferenda “perpétua” porque sua influência era sentida durante todo o restante do dia.
A mesma coisa acontece em nossa própria vida. A maioria de nossas tarefas diárias são dedicadas a assuntos mundanos e necessários, e muitas vezes estamos ocupados demais para sentar e meditar sobre Divindade o dia inteiro. É por isso que assim que abrimos os olhos pela manhã, trazemos nosso próprio “sacrifício perpétuo”, para expressar a mesma dedicação total a D-us que era expressa pelo tamid:
“Modê ani lefanecha, Mêlech chai vekayam, shehechezarta bi nishmati bechemlá rabá emunatecha – Dou graças a Ti, Rei vivo e eterno, pois Tu misericordiosamente restauraste minha alma dentre do mim. Tua fidelidade é grande.”
Com esta declaração, além de agradecer a D-us por ter restaurado nossa alma, O designamos como nosso Rei, cuja autoridade aceitamos de bom grado.
Falar o “Modê ani” leva apenas um momento, mas dá o tom certo para o restante do dia. Deste modo trazemos nosso próprio sacrifício tamid, inclusive atualmente, possibilitando nossa conexão com a Divindade mesmo quando estivermos ocupados com nossos assuntos diários e assegurando que todos os nossos esforços sejam abençoados com sucesso.
Adaptado de: http://lchaimweekly.org/ (inglês)
Leilui Nishmat:
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Efraim ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

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