Archive for junho, 2016

O Canal se Abriu

BS’D

Harvest

O Rebe contou a seguinte história:

Certa vez, um negociante judeu foi ter com o Rebe Rayats. Naquela época, o Rebe Rayats queria publicar a coleção de livros “Sheelot Uteshuvot” do Tsêmach Tsêdek, e pediu ao homem de negócios que assumisse pagar as despesas da publicação dos livros.

O negociante perguntou ao Rebe Rayats qual a quantia necessária e o Rebe lhe respondeu. Era uma quantia muito      alta que, absolutamente, não estava dentro das possibilidades daquele negociante. Para grande surpresa, porém, o negociante disse ao Rebe que assumiria financiar a publicação dos livros.

Ao ouvir isso, o Rebe Rayats abençoou o empresário para que, pelo mérito dessa decisão, “novos canais” lhes fossem abertos lá de Cima, de modo que pudesse realizar sua decisão.

Nos depósitos do empresário se encontrava, há muito tempo, uma mercadoria da qual ele não conseguia se livrar, pois não havia demanda para ela. Não havia a menor possibilidade de vendê-la, jamais. Para seu grande espanto, assim que regressou para sua cidade, encontrou um comprador que adquiriu toda a mercadoria e por um preço muito bom!

O que ganhou desse ótimo negócio deu para pagar a publicação dos livros do Tsêmach Tsêdek e ainda lhe sobrou dinheiro!

Muito tempo depois, o empresário se encontrou novamente com o comprador. E este lhe disse: “Fique sabendo que até hoje ainda não entendo o que me deu na cabeça de comprar uma mercadoria tão ruim, e por um preço tão alto. A mercadoria não vale, absolutamente, o preço que paguei! Foi uma coisa totalmente ilógica tê-lo procurado e me oferecido para comprá-la, e até paguei à vista!”

O empresário ficou tão admirado, que correu a contar isso ao Rebe Rayats. Ele, porém, não ficou nem um pouquinho impressionado! Ao que parece, o Rebe estava acostumado a milagres…

A lição que nosso Rebe nos ensina dessa história:

Tanto com a mitsvá de tsedaká quanto com os demais assuntos de Torá e mitsvot: quando um judeu faz uma decisão que está acima de suas possibilidades – “novos canais” lhes são abertos para que consiga cumprir sua decisão. Apesar de que em sua situação atual lhe seja impossível – mas a boa decisão, em si, faz com que lhe seja possível realizá-la!

Do livro:

“Má Shesiper li haRabi” (hebraico) Vol. III, págs. 154-155.

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

 

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ATÉ QUE A CHAMA SUBA SOZINHA

BS’D

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Uma das explicações que Rashi traz sobre o acendimento da Menorá que era realizado por Aharon Hakohen é que ele deveria acendê-la até que “a chama suba por si só”. O que isso nos ensina? O que isso tem a ver com chinuch (educação)? O que é que a inauguração (chanuká) do Mizbeach tem a ver com chinuch?

Chanuká e chinuch estão etimologicamente ligados. Têm a mesma raiz, em hebraico. O que todos nós, pais e educadores queremos? Que nossos filhos e alunos sigam no caminho que lhes indicamos, mesmo quando já estiverem longe de nós, fora de nosso controle. Ou seja, que a chama suba sozinha, por si só.

Como se consegue isso? O que é, afinal de contas educar?

De acordo com Rashi e o Rambam, educar é formar hábitos.

O Alter Rebe vai além (Tanya, Chinuch Katan), dizendo que educando a criança no temor e amor a D-us, mesmo quando ela amadurecer, não se desviará do caminho. Como? Entusiasmando a criança, atraindo seu coração.

Falando em termos práticos, aprendemos do Lubavitcher Rebe algumas dicas práticas.

Presentes, recompensas e estímulos positivos, incentivam e estimulam as crianças, principalmente no início. Daí as balas (do anjo Michael) e o mel quando levamos a criança ao cheider, pela primeira vez.

Jamais devemos rotular as crianças, principalmente com rótulos negativos, tipo você é teimoso, malcriado ou outros, pois a criança acaba por incorporar em si essas características.

Se a crítica for necessária, ela deve elevar a criança, como, por exemplo: tal comportamento não combina com você, não lhe fica bem. Jamais despertar na criança o sentimento de impotência e desespero. Sempre mostrar e demonstrar que ela pode superar suas dificuldades com força de vontade.

Chinuch é elevar, atrair a criança com estímulos positivos – atrair o coração.

Até em momentos de falha, lembrar-lhe que não lhe fica bem, que esse não é seu verdadeiro eu, “não reflete o que você é, de fato”. Consequentemente, isso não vai refleti-lo, de fato.

E o principal: educar é ser exemplo. A criança aprende mais de observar o comportamento dos pais do que de ouvir o que os pais dizem.

Além disso, o Rebe fala que é importantíssimo que a mãe conte para os filhos histórias da Torá, histórias chassídicas, com entusiasmo, de modo que as histórias tomem vida diante dos filhos. É assim que as crianças recebem uma educação verdadeira que terá influência sobre elas durante toda a vida. E também, a mãe e o pai falarem, com sentimento, palavras de Torá na mesa de Shabat.

Assim podemos ficar certos de que a chama subirá por si só, mesmo quando não estivermos por perto.

Baseado num shiur do R. Shneor Ashkenazi:

http://www.col.org.il/show_news.rtx?fromAdmin=yes&artID=97628

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

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Eliyáhu ben Yaakov

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Como se combate terrorismo?

BS’D

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Parte de um discurso do Rebe – (em 1969)

Quando se sabe que alguém está tentando matar você, a solução não é esperar que todas as outras nações – os 119 representantes na ONU – façam uma votação e decidam se você tem o direito de retaliar, e só depois disso convocar uma reunião do Ministério para ver se ele concorda com os 119 representantes. Esta não é a maneira de lidar com alguém que veio para matar você. A única coisa que precisamos fazer é nos certificar de que ele está, de fato, tentando matar você.

Como podemos saber isso?

Isso é semelhante aos antigos egípcios, alguns dos quais eram tementes a D-us. Alguns desses representantes podem até sair para rezar todo domingo, e dizem que aprenderam que “quando alguém te bate numa face, deve-se oferecer a outra”. Mas isso se refere apenas aos judeus, não a eles. Eles dizem: “Vocês querem retaliar, querem desforra? Onde está seu senso de justiça e moralidade? Como vocês podem fazer uma coisa dessas? Primeiro, levem o caso diante da ONU, e ela vai decidir a posição legal do atacante, e depois vai mandar vocês seguirem suas instruções…”

A Torá nos ensina:

“Não! Não é assim.” Além de essa abordagem ser errada para os judeus, acaba sendo prejudicial para os próprios atacantes. Quando o inimigo está tentando matá-lo, e sua reação é apresentar uma queixa: “Desculpe-me Sr. Cossaco, como você está a fim de matar judeus, fique sabendo que isso viola o estatuto da ONU. Então, você tem de, primeiro, convocar uma reunião e pedir permissão… A verdade é que ontem você atacou sem permissão, portanto já foi… mas você pode mudar seu comportamento de agora por diante!”

As conseqüências disso são inevitáveis: eles não vão parar nos judeus. Uma vez que levaram avante seus ataques a judeus, atacarão não-judeus também. Vão acionar o alarme quando isso acontecer? Por que não protestaram quando estavam atacando os judeus?

“Quando alguém vem matar você” não é hora para debates. Ele tem de ver que você “levanta cedo para matá-lo”. O Midrash não está dizendo que você tem de matá-lo, de fato. Não vai se chegar a tal situação. Quando ele vir que você madrugou com uma demonstração de força, e que se ele tentar atacar, você está preparado para atacar primeiro, ele não vai nem tentar. Essa é a única abordagem que eles respeitarão.

Você pode apresentar queixas, mandar representantes, pode falar sem parar… Todos esses métodos foram tentados e isso custou muitas vidas. E de nada adiantou. Pelo contrário, só piorou a situação. Eles vêem que podem atacar uma vez, duas, três, quatro vezes, e uma quinta vez, e nada acontece. Mas quando você “acorda cedo para matá-lo”, só precisa madrugar e ficar de prontidão. E de fato, isso é para o bem do inimigo, também.

Vide vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=IWOACDZHwwk

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Por que o Rebe Rayats riu?

BS’D

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O Rebe contou a seguinte história:

Aconteceu quando o Rebe Rayats se encontrava em Varsóvia.

Certo dia, um grande milionário foi visitá-lo. Quando ele saiu, meu sogro me contou, rindo, que acontecera uma grande tragédia ao ricaço.

Fiquei muito espantado: se o Rebe estava contando que acontecera uma grande desgraça ao milionário, qual o motivo do riso?!

O Rebe Rayats continuou dizendo que aquele ricaço perdera uma fortuna, mencionou a quantia e continuou rindo. Espantei-me novamente.

Foi quando o Rebe me explicou:

“Se o abastado tivesse doado parte de seu dinheiro para tsedaká – teria tido um prejuízo menor. Só lhe aconteceu essa desgraça porque ficou com todo o dinheiro para si.” (Em outro lugar há outra versão: “Se ele só tivesse, desde o começo, a quantia que lhe restou após a ‘tragédia’, não estaria se queixando. Só está chateado porque antes ele tinha mais.”)

E nosso Rebe nos dá o seguinte ensinamento que pode ser obtido dessa história:

As pessoas pensam que estão fazendo um favor ao Rebe quando dão tsadaká para as instituições do Rebe. Mas não é assim: o Rebe, na verdade, está lhes fazendo um favor por lhes dar o mérito de dar tsadaká. O Rebe quer que as pessoas participem de seu trabalho sagrado contribuindo financeiramente, pois isso é bom para os próprios doadores. Tal como dizem nossos Sábios sobre o passuk asser teasser“asser bishvil shetitasher = dê maasser para que você fique rico”

Do livro:

“Má shesiper li haRabi” (hebraico) Vol. III, págs. 152-153.

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

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