O Casamento Secreto

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A Rebetsin Chana, mãe do Rebe, relata em suas memórias:

Numa noite, no ano 5695 (1935), ouvimos uma batida na porta quase meia-noite. Abri a porta e vi uma mulher. Ela parou e examinou a sala para certificar-se de que não havia estranhos. Em seguida, aproximou-se do Rav e disse baixinho:

Rabi, estou chegando de uma cidade distante, cujo nome não posso revelar. Dentro de uma hora, à meia-noite, minha filha e seu noivo também chegarão. Ambos têm altos cargos no governo, de modo que é muito arriscado para eles vir até aqui. Na verdade, só aceitaram ser casados por um rabino, de acordo com a Lei Judaica, depois que chorei e implorei muito. Mas impuseram uma condição: a cerimônia teria de ser realizada pelo senhor (e nenhum outro rabino), e teria de acontecer em sua casa (e em nenhum outro lugar).”

Exatamente à meia-noite, o casalzinho apareceu. Imediatamente, cobri-lhes o rosto, para que não pudessem ser reconhecidos, e os levei para outra sala, onde não podiam ser vistos.

O Rav deu início aos preparativos para a cerimônia. Inicialmente era preciso encontrar um minyan, eram necessários outros oito homens de confiança, que pudessem “ver e não ser vistos”, e que pudéssemos ter certeza de que não iriam nos dedurar. Dentro de meia-hora, nove homens tinham chegado. Só faltava um para completar o quórum.

Um dos moradores de nosso prédio era um jovem que era o supervisor do edifício, nomeado pelo governo. Uma de suas “funções” era anotar o número de pessoas que entrava em nosso apartamento e verificar se lá estava havendo alguma cerimônia religiosa. O Rav mandou buscá-lo para ser o décimo!

O homem chegou imediatamente para ver por que tinha sido chamado. Quando o Rav lhe explicou que queria que ele completasse o minyan, para que um casamento judaico pudesse ser realizado, exclamou espantado: “Eu?” Em seguida, correu para as janelas e fechou as persianas, trancou as portas do apartamento por dentro e foi para o lugar que lhe tinha sido determinado!

A ketubá foi escrita e assinada, e o jovem casal foi chamado lá do seu esconderijo, na outra sala. O rosto da kalá ficou coberto o tempo todo. Eu trouxe uma toalha de mesa que se parecia um pouco com uma chupá. Os quatro homens mais altos a seguraram pelas pontas por sobre a cabeça do chatan, da kalá e do Rav.

A cerimônia teve início. Velas não puderam ser acesas devido à apreensão do jovem casal. A noiva deu sete voltas em torno do noivo, de acordo com o costume judaico. Ele era alto e trajava um casaco longo de couro. Lá de pé, parecia um comissário – talvez o fosse. Assim mesmo, disse as palavras: “Com este anel, tu és consagrada a mim conforme a lei e Moshê e Israel” E fez tudo o que o Rav lhe disse para fazer.

Uma e meia da manhã, os recém-casados partiram rapidamente. Dois dos que tinham participado, foram até o Rav e, sem conseguir conter a emoção, exclamaram: “Agora que estamos em sua presença, Rabi, não podemos nos separar do senhor. Tudo isto” – e lhe mostraram a carteirinha de membro do Partido Comunista – “não vale nada para nós, quando estamos em sua presença!”

Adaptado do livro:

“A Mother in Israel”

The Life and Memoirs of Rebbetzin Chana Schneerson

(Inglês)

Págs.: 29-31

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

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