BS’D

Parashat Bereshit é a primeira poção da Torá. Fala sobre a Criação do Universo e da função de Adam e Chava no mundo.
É um tanto paradoxal que desde o início, estando ainda no cenário utópico do Gan Êden, Adam tenha sido logo posto a trabalhar. Jamais teve a oportunidade de curtir repouso ou relaxamento completo, sem deveres nem responsabilidades. Isto é bem diferente do conceito popular. Mesmo antes de desobedecer à ordem Divina, a raison d’etre de Adam era “trabalhar e vigiar” ( o Jardim do Êden). A vida de Adam no Gan Êden, porém, é considerada o epítome da “boa vida”. É óbvio, portanto, que trabalho duro não é incompatível com vida boa. De fato, o trabalho duro torna a vida boa, como veremos.
Poderíamos perguntar: Será que D-us, Todo Misericordioso, não poderia ter sido mais generoso ainda, criando um mundo perfeito onde nada faltasse, trabalho fosse supérfluo e a labuta fosse desnecessária? Onde o Homem vivesse apenas de Sua benevolência, e pudesse viver “tranqüilo”, em vez de trabalhar para se sustentar?
Aprendemos que o Homem foi criado no final para que encontrasse todas as suas necessidades satisfeitas. Por que, então, essa obrigação de trabalhar? Se são necessários trabalho e melhoramento do mundo, é porque a Criação ainda não está perfeita. O Todo Poderoso, porém, parecia estar satisfeito com esse estado de coisas, pois cada passo sucessivo dos primeiros seis dias da Criação é chamado de “bom”. Isto é um sinal claro de que essas imperfeições e falhas – que tornam necessários trabalho e melhoria – são parte do bem definitivo.
D-us não quis cobrir a humanidade de felicidade não merecida. Pelo contrário, quis deixar espaço para que as pessoas trabalhassem e exercessem sua criatividade. D-us quis nos dar uma sensação de realização, sucesso, de algo que pudéssemos considerar nosso. Damos mais valor ao que obtemos com nosso próprio trabalho do que ao que ganhamos de mãos beijadas. De fato, o Talmud nos diz que as pessoas preferem um único alqueire de sua própria produção agrícola a nove alqueires recebidos como doação.
É óbvio que a vida seria mais fácil se recebêssemos tudo numa “bandeja de prata”, sem que precisássemos nos esforçar. Mas isso seria comer “o imerecido pão da vergonha” como diz o Zohar.
Há um provérbio que diz: “é difícil ser judeu”, uma minoria numa sociedade alheia (quando não hostil), onde a vida é dura, desanimadora e difícil. Tudo o que conseguimos é com grande esforço, mas isso é para nosso próprio bem. Só o que obtemos com trabalho persistente nos dá verdadeira satisfação, uma sensação de vitória só vem após um desafio. Se a vida fosse mais fácil e as dificuldades fossem eliminadas, poderíamos conseguir muito mais. Mas as notas das “provas” da vida são dadas pelo esforço mais do que pelo resultado.
Baseado nos ensinamentos do Rebe de Lubavitch
Adaptado de: http://lchaimweekly.org/
(Inglês)
Leilui Nishmat:
Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Efraim ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Todas as vítimas do terror HY’D





