BS’D

A Rebetsin Rivka, esposa do Rebe Maharash (Rebe Shemuel, o quarto Rebe da dinastia Chabad) fazia geléias de frutas, além de muitas outras boas ações. Seus doces eram famosos na região, pois além de gostosos, tinham a segulá de curar diversas doenças.
No final do verão, a Rebetsin Rivka trabalhava durante longas horas na cozinha, preparando as geléias, pois no inverno não havia frutas frescas em Lubavitch devido ao frio intenso. Descascava as frutas, retirava as sementes, cozinhava as frutas com açúcar e especiarias, para que se conservassem durante os frios meses de inverno.
Quando a Rebetsin envelheceu, contratou uma empregada judia de lar humilde, que foi morar com ela, para ajudá-la nos trabalhos domésticos e em todos os atos de bondade que praticava. Miriam era o nome da moça.
Certa vez, no final do inverno, uma mulher que morava na outra extremidade de Lubavitch bateu à porta da Rebetsin dizendo que um dos seus filhos estava muito mal da garganta e se encontrava acamado. E pediu geléias para o filho.
A Rebetsin pediu a Miriam que pegasse de todos os tipos de geléia que havia na cozinha e desse para a mãe, acrescentando: “E com a ajuda de D-us que sirvam para a recuperação completa do coitadinho.”
Miriam preparou porções generosas de todos os doces (como a Rebetsin costumava fazer), e as entregou à mãe do menino enfermo. A mãe agradeceu, pegou rapidamente os potinhos e foi embora.
A Rebetsin retornou a sua leitura de Tehilim, mas Miriam não ficou sossegada. Algo no jeito daquela mulher fez com que desconfiasse. Não se comportara como todas as mães cujos filhos estavam doentes. Não parecia preocupada, e estava com muita pressa de ir embora, como se escondesse algo.
As horas passaram. Ao anoitecer, Miriam não conseguiu se controlar mais. Vestiu seu casaco de inverno e foi lá paro o outro lado da cidade ver o que estava acontecendo na casa daquela mulher.
Já de longe avistou a casa toda iluminada e, ao aproximar-se da janela, viu que havia muitos convidados em volta da mesa, bem como o menino “doente”, que estava muito bem obrigado. E todos tomavam chá e comiam das geléias que tanto trabalho deram à Rebetsin. Percebeu que tivera razão em desconfiar.
A fiel serviçal ficou irada. Que chutspá (atrevimento)! Mentir que o menino estava doente para servir aos convidados das geléias curativas da Rebetsin!
Miriam voltou e contou, indignada, à Rebetsin, tudo o que vira.
A reação da Rebetsin, porém, foi surpreendente. Seu rosto iluminou-se e falou com a maior alegria:
“Nu, Baruch Hashem! O que importa é que o menino está bem! Eu estava tão preocupada, agora estou muito feliz em saber que ele está em perfeita saúde!”
E acrescentou:
“Obrigada, Miriam, por ter ido até o outro lado da cidade para me dar a boa notícia que o menino está bem, Graças a D-us…”
Adaptada do livro:
Harabaniot – Harabanit Rivka
(Hebraico)
Por: Menachem Mendel Hershkovits
Págs.: 101-105
Leilui Nishmat:
Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Efraim ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Todas as vítimas do terror HY’D





