Archive for novembro, 2017

O CONSELHO DO CHASSID

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Quando as autoridades governamentais chegaram à casa do Rabi Shneur Zalman (o Alter Rebe), fundador da Chassidut Chabad, para prendê-lo pela primeira vez, ele escapou pela porta dos fundos e se escondeu nos campos, evitando, desta maneira, ser preso, ao menos temporariamente. Como a polícia não o encontrou em casa, foi embora. Pouco tempo depois, o Alter Rebe voltou para casa.

Reb Shmuel Munkes refletiu sobre a situação e resolveu que precisava falar com o Alter Rebe. Bateu na porta de seu escritório e se identificou. O Alter Rebe permitiu que ele entrasse e perguntou a Reb Shmuel se estava sabendo da gravidade da situação. Reb Shmuel começou, contando a seguinte história:

O Rebe Menachem Mendel de Horodok tinha um cocheiro judeu que costumava contratar para transportá-lo. Houve uma época em que o Rebe Menachem Mendel passou vários meses sem viajar. O cocheiro e sua família sofreram com a falta dessa renda. Até que o cocheiro resolveu vender seu cavalo e sua carroça e comprar uma vaca leiteira. E o antigo cocheiro conseguiu sobreviver.

Algum tempo depois, o Rebe Menachem Mendel chamou o homem, de repente, e lhe pediu para levá-lo numa jornada.

“Mil desculpas, Rebe”, explicou o homem, “Mas vendi meu cavalo e minha carroça e comprei uma vaca leiteira para poder sustentar minha família.”

“Venda a vaca e compre um cavalo e uma carroça”, orientou o Rebe Menachem Mendel. “Preciso partir o quanto antes.”

Sem pestanejar, o homem fez o que o Rebe pediu. Durante a viagem, o Rebe pressionou o cocheiro: “Estou com muita pressa, precisamos ir mais rápido.”

O cocheiro chicoteou os cavalos e a carruagem saiu correndo, desembestada. Quando começaram a descer uma ladeira, estavam indo tão rápido que o cocheiro mal conseguia controlar os cavalos. Horrorizado, viu que estavam indo direto para um palacete situado no final do declive. Não conseguiu frear os cavalos e a charrete atravessou o jardim e só parou após quebrar uma janela da casa.

O pôrets, dono da mansão, ficou irado e avançou para a carruagem com o rifle apontado para o cocheiro. “Você é o culpado!” – Gritou.

“Não, não! Não fui eu!” – Gritou o homem, aterrorizado. “Não é minha culpa! A culpa é dele!” Disse, apontando para o Rebe Menachem Mendel, que estava sentado atrás dele meditando, alheio a todo o incidente.

O pôrets apontou o rifle para o Rebe. Mas quando já ia atirar, ficou paralisado, sem poder mexer nenhum membro do corpo. Seus familiares, que tinham saído correndo de casa, ao verem o pôrets paralisado, imploraram o perdão do Rebe e lhe pediram para retirar a maldição.

“Se ele prometer jamais fazer mal a um judeu, ficará curado”, respondeu o Rebe.

O pôrets assentiu com um leve movimento de cabeça, e seus movimentos voltaram. Mais tarde, quando continuaram a viagem, o Rebe Menachem Mendel perguntou a cocheiro: “Como você fez uma coisa dessas? Por pôs a culpa em mim? Por pouco o pôrets não me matou!”

Rebe, respondeu o cocheiro com a maior sinceridade e o maior respeito, “quando o senhor passou meses sem viajar, aceitei.   Quando me mandou vender a vaca, obedeci imediatamente. Embora minha família tenha ficado sem renda, confiei que o senhor era um Rebe e tinha seus motivos para pedir aquilo. Quando me mandou ir mais rápido, obedeci, embora nenhum cocheiro permita que seus cavalos corram colina abaixo.

“Então, quando o pôrets saiu, pensei: se o senhor for um Rebe de verdade, ele não vai conseguir lhe fazer mal. E se não for, teria merecido tudo o que lhe acontecesse. Pois como poderia deixar uma família inteira passando fome?”

Ao concluir a história, Reb Shmuel Munkes disse ao Alter Rebe: “Se o senhor é um Rebe, nada tem a temer se for preso. Se não for, que direito teve de privar milhares de chassidim de curtir os prazeres deste mundo?”

“Early Chassidic Personalities” do Rabino Sholom Ber Avtson

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5776/1398.htm#caption9

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Lea bat Hersh

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A GUEMATRIA DA ESCADA

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“Uma escada estava apoiada no chão e seu topo chegava até o Céu.” (Bereshit 28:12)

Sulam – escada em hebraico – tem o mesmo valor numérico de dinheiro – mamon.

Isso nos ensina que o dinheiro é como uma escada que pode ser utilizada para subir e se aproximar dos Céus, ou com ela se pode descer às profundezas.

Tudo depende de como o usamos e para que objetivo.

(O Báal Shem Tov)

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Lea bat Hersh

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

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QUINOA COM SALSÃO

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Ingredientes:

1 copo de quinoa examinada

1 colher de chá de sal

¼ de colher de chá de cúrcuma

1 dente de alho

4 talos de salsão lavados e fatiados

1 pitada de pimenta

2  copos de água

2 colheres de sopa de óleo de girassol

Modo de Fazer

Cate a quinoa e reserve.

Frite o alho no óleo até dourar.

Acrescente o salsão e refogue.

Acrescente a quinoa e refogue mais um pouco.

Acrescente a pimenta, o sal, a cúrcuma e a água.

Misture tudo e cozinhe em fogo baixo até secar a água. Deixe abafado durante mais uns 10 minutos e sirva.

Lebriut!

 

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DOIS TIPOS DE DELÍCIAS

BS’D

índice

“E essas são as gerações de Yitschak… e o primeiro saiu… e chamaram seu nome Essav. (Bereshit 25:19,25)

Essav simboliza as forças do mal e da impureza, que foram criadas para que o judeu as transforme em bondade e luz. (De fato, é este o motivo profundo de a Torá se referir a Essav como “as gerações de Yitschak”.)

O nome Yitschak em hebraico está relacionado com a palavra riso.

Quando Essav é transformado em bom, D-us “ri” por assim dizer, e tem muito prazer com essa transformação.

(Sêfer HaMaamarim 5738)

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

(Inglês)

AS DUAS DELÍCIAS

O Alter Rebe explica no Tanya que há dois tipos de “delícias” para D-us.

O primeiro é o Serviço Divino de um tsadik que já não tem as tentações do Yêtser Hará. Assemelha-se a um alimento doce.

O segundo é o Serviço de pessoas como nós, cuja vida é uma luta constante. A cada passo precisamos nos esforçar para não tropeçar. A vida inteira é uma batalha sem fim contra o Yêtser Hará (a má inclinação) e, ao vencê-lo, o prazer que Hashem tem conosco assemelha-se a alimentos picantes ou azedinhos, que, quando bem preparados, são deliciosos e restauram a alma.

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Lea bat Hersh

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

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BROWNIES PARA SHABAT

 

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Ingredientes:

6 colheres de sopa de cacau

1 ½ copos de açúcar

3 ovos

¼ de copo de aveia em flocos finos

¾ de copo de farinha de trigo

½ copo de óleo

Algumas gotinhas de baunilha

¾ de colher de chá de fermento em pó

½ colher de chá de sal

½ colher de chá de canela em pó

Uma pitada de cúrcuma

2 punhados de passas de uvas

Modo de Fazer:

Aqueça o forno.

Misture todos os ingredientes secos e, em seguida, acrescente os ovos e o óleo. Misture bem. Acrescente as passas e misture.

Asse em forma untada e polvilhada, em forno médio, durante 20 minutos.

Lebriut!

 

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FAZER O BEM

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20 de Cheshvan é o aniversário do Rabi Shalom Dovber, o quinto líder de Chabad, conhecido (por suas iniciais) como o Rebe Rashab.

No verão de 1960, o Lubavitcher Rebe visitou o acampamento Gan Israel, no norte do estado de Nova York. Nessa visita, contou uma história pouco conhecida sobre o Rebe Rashab.

Ao que parece, certa vez o Rebe Rashab viajou de Lubavitch, na Rússia, até Viena, para ser tratado por médicos.

Quando estava em Viena, o Rebe Rashab avisou, de repente, que desejava visitar uma vila que ficava a 100 quilômetros de distância. Antes de ir, foi até uma loja e comprou roupas e vários outros artigos.

Ao chegar à cidadezinha, tentou localizar a casa de uma viúva (e suas duas filhas). Deu-lhe as coisas que tinha comprado e dinheiro, dizendo-lhe que era para ajudá-la a casar suas filhas. De fato, a viúva era pobre demais para poder fazê-lo.

Disse o Lubavitcher Rebe:

“Parem e pensem: numa cidadezinha distante, a 100 quilômetros de Viena, o Rebe achou uma oportunidade de causar nachas (satisfação) a D-us. De fato, o Rebe tinha feito aquela longa viagem exclusivamente para esse fim. E ele próprio foi à loja para fazer as compras, para que uma noiva pobre pudesse casar.

“Esta é, portanto, a lição que devemos aprender: onde quer que estejamos, devemos procurar uma boa ação para fazer. Pois com certeza encontraremos uma, e daremos prazer a D-us.”

Que tenhamos o mérito de comemorar o aniversário do Rebe Rashab este ano junto com ele e com todos os grandes tsadikim (justos) de todas as gerações, liderados por nosso Justo Mashiach.

Adaptado de artigo do Rabino Shmuel M. Butman

em:

http://lchaimweekly.org/

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

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Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

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Efraim ben Motl Halevi

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COMO ERRADICAR OS DESEJOS

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Disse o Rebe Rashab:

“A origem de todas as taavot (desejos) é a taavá por comida. Se a pessoa conseguir quebrar a taavá por comida, conseguirá dominar todas as taavot.”

Adaptado de um shiur do R. Michael Tayeb,  em:

http://col.org.il/

(Hebraico)

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Lea bat Hersh

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

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AS RAIZES JUDAICAS DE BERYL

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Amazing mountain landscape with fog and a haystack

A história que vou contar é verdadeira. Os nomes não foram modificados, seja para proteger alguém ou por qualquer outro motivo.

Na noite da terça-feira, 23 de Shevat de 5775 (Janeiro de ’95), em Níjni Novgorod (Rússia) houve uma enorme tempestade de neve. Meu parceiro, Simcha Backman, estava em Moscou organizando um seminário para o Shabat seguinte. Quando abri os olhos e vi toda aquela neve, resolvi dormir mais um pouco antes de me levantar e ir à sinagoga. Foi quando o telefone tocou e meu dia começou. E que dia!

“Oi, aqui é Nina (a cozinheira do shul). Três tzyganers acabam de entrar no shul. Disseram que o pai deles morreu e eles querem fazer um enterro judaico.”

“Nina”, perguntei, ainda tentando aperfeiçoar meu russo, pensando que ela estava falando de tartarugas, sei lá, “o que são tzyganers?”

“Não dá para explicar por telefone. Se vier para cá vai entender.”

Quando cheguei no shul, vi um tzyganer prá lá de bêbado com seu filho e seu cunhado. Ele era alto e robusto e estava muito bêbado. Disse-me que na noite anterior fora o casamento de seu filho. Depois do casamento, seu pai sentiu-se mal e mais tarde devolveu a alma ao Criador. “Meu pai só queria uma coisa”, disse o bêbado, cujo nome era Paska, “ser enterrado exatamente de acordo com a lei judaica.”

Procurei a palavra tzyganer em meu dicionário russo-inglês. Significa cigano!!! Esses caras morenos, que eu tinha pensado que eram da Georgia ou vizinhanças eram CIGANOS?!

Perguntei: “Mas por que seu pai quer um enterro judaico?”

“Ele era judeu! Seu nome era Beryl, seu pai, Asher, e sua mãe, Rachel. Seu sobrenome era Tzyerulnik.”

Disse-lhes que primeiro eu tinha de rezar e tomar café da manhã. Depois eu iria com eles. Enquanto isso, eles deveriam encontrar um cemitério na cidade que lhes cedesse um lote.

Em Níjni Novgorod há vários cemitérios judaicos, mas são reservados para familiares. Aquele cara não era pobre e disse que estava disposto a gastar cinco limões (gíria russa que significa cinco milhões de rublos) se lhes dessem um lote.

Rezei rapidamente, tomei meu café da manhã e fui com eles para o cemitério. Como as ruas estavam cobertas de neve, levamos uma hora e meia para fazer, de carro, um percurso de meia hora. E nem com todo seu dinheiro conseguiram um lote. Disse-lhes que eu não ia me arrastar com eles para os outros quatros cemitérios judaicos da cidade. E que devíamos ir até sua casa, onde eu faria a tahará (purificação ritual do corpo), e em seguida eles poderiam ir sozinhos procurar um lote.

O costume russo, quando morre alguém, é beber até não poder mais. (Esse também é o costume russo em muitas outras ocasiões). E era isso, exatamente que aquele cara estava fazendo em todo o caminho para o cemitério e para sua casa. Também falou muito. A história que ele me contou me esclareceu sobre a amplidão do exílio, em geral e do exílio russo em particular.

Seu pai, Beryl, nasceu numa família judaica chamada Tzyerulnik, na cidade ucraniana de Charkov. Seus pais pouco sabiam de seu judaísmo tendo, portanto, transmitido muito pouco a seu filho. Durante a Segunda Guerra Mundial, mudaram-se para o Cazaquistão, onde seus pais faleceram. Beryl, por não saber nada sobre ser judeu, apaixonou-se por uma cigana e se casou com ela. Tiveram oito filhos. Vinte e sete anos antes tinha se mudado para Gorky (atualmente Níjni Novgorod e foi lá que descobriu que era judeu.

Conheceu um dos poucos anciãos da cidade, que lhe disse que ele era judeu. E até chegou a levá-lo a um dos minyanim secretos da cidade. Essa foi toda a sua vivência judaica, mas suficiente para despertar aquela alma judia que vivera entre os ciganos, pelo menos para dizer a seu filho que ele queria um enterro judaico.

Fomos até sua casa, no outro extremo da cidade, o que demorou uma hora e meia. Fiquei chocado, novamente, pelo que vi. Dez ciganas e cinco ciganos, vestidos em seus trajes típicos, estavam sentados em torno do pai falecido e comendo frango, bebendo vodka e outras iguarias. Mais um costume russo!

Eu lhes disse que, de acordo com a Lei Judaica, aquilo era uma vergonha para o falecido. Antes que eu pudesse piscar um olho, retiraram tudo. Fiz a tahará e eles me levaram de volta para o shul.

Na sexta-feira de manhã, foram me buscar e fomos para o cemitério. Eles queriam fazer tudo direitinho, de acordo com a lei, de modo que só judeus se ocupariam do enterro. Nada de ciganos. Isso quis dizer que eu e o judeu que estava comigo teríamos de fazer tudo sozinhos. Carregamos o corpo e dissemos todas as rezas apropriadas. Em seguida o enterramos.

De modo que um judeu que durante a primeira parte de sua vida nem sabia que era judeu, e na segunda metade viveu entre ciganos, foi enterrado de acordo com a Lei Judaica. Provavelmente aquela foi a primeira mitsvá que ele cumpriu. Se isso não for exílio, então o que é? Que a memória de Beryl ben Asher seja uma bênção para todos nós.

Que Hashem olhe para Seus filhos com piedade e veja a pureza de uma alma judaica, e nos leve à Redenção, quando veremos a realização de “os que repousam no pó se levantarão e cantarão.”

Por Eliyahu Schusterman

N’Shei Chabad Newsletter

Adaptado de:

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