BS’D

O rabino Alter Bukiet de Lexington, Massachusetts, contou a seguinte história:
Lag Baômer 1984.
Devido aos preparativos para a parada a ao grande movimento em frente ao 770, decidiu-se que os casais que quisessem receber bênçãos do Rebe não deveriam ficar na frente do 770 como de costume. Em vez disso, deveriam esperar às 10h da manhã na porta da residência do Rebe no número 1304 da President Street, onde haveria mais tranqüilidade e privacidade.
Como muita gente aguardaria lá, uma comissão foi nomeada para manter a ordem. Essa comissão era controlada pelos jovens do Kolel, de que eu fazia parte.
Como não era do meu temperamento mandar nas pessoas nem empurrá-las, pedi para ficar encarregado da área ao lado da porta do carro do Rebe para abri-la assim que o Rebe chegasse e fechá-la assim que o Rebe estivesse sentado, para que o motorista pudesse dar partida sem atraso. Jamais me esquecerei daquela cena.
Havia muitos casais. Pessoas de Chabad e aquelas que não eram Chabad. Também havia vários casais Satmar esperando que o Rebe saísse de casa.
O Rebe saiu às 10 da manhã e só chegou ao carro às 10:20. Levou 20 minutos para chegar até o carro. Havia choros e gritaria. Houve quem o Rebe abençoou, e os que o Rebe “não escutou”. A cena era de arrepiar.
O Rebe chegou ao carro e sentou-se, e eu comecei a fechar a porta quando, de repente, alguém enfiou a cabeça no carro e disse ao Rebe que estava casado há vários anos e não tinha filhos e deu ao Rebe seu nome e o nome de sua esposa. Percebi que esse homem era um chassid Satmar. A pressão na porta aumentava e eu tentava, com toda a força, manter a porta aberta, para que o homem não fosse esmagado.
O Rebe lhe deu uma berachá e, de repente, ouvi o Rebe usar uma expressão muito incomum.
O Rebe olhou para o Satmar e disse algo como: “A criança vai precisar ter alguém com quem brincar.” O cara não entendeu nada do que o Rebe estava tentando dizer. O Rebe lhe disse: “Diga Amen!” finalmente, caiu a ficha e o homem gritou bem alto: “Amen!” e se afastou do veículo. Fechei a porta e o carro do Rebe se afastou.
Passaram-se anos. Mudei-me para Boston, em shelichut e a vida continuou.
A história continua:
24 de Menachem Av, 6 de agosto de 1999.
24 de Menachem Av é o aniversário do pai do R. Alter, o Rav Hachassid, R. Chaim Meir Bukiet, A”H. Nesse dia, em 5759, R. Alter resolveu visitar seu túmulo, que fica próximo ao Ohel, no Cemitério Montefiore,. Decidiu sair de Boston após a meia noite, para chegar entre 4 e 5 da manhã, para visitar seu pai, bem como o Ohel do Rebe, e estar de volta em Boston às 9 da manhã para começar seu dia de trabalho normal.
5h da manhã.
Alter Bukiet estava no Ohel lendo Maanê Lashon, quando viu um chassid Satmar entrar com dois meninos. Achou estranho que estivessem lá naquela hora. Ficou mais espantado ainda quando, após todos eles terem lido o Maanê Lashon, o pai falou para os meninos “tirarem o maamar”. Foi quando eles tiraram folhas do maamar que é tradicionalmente falado pelos meninos Chabad quando chegam à idade de Bar Mitsvá, e os dois meninos leram todo o maamar no Ohel. Ao sair do Ohel, R. Alter os encontrou de novo na tenda, perto bancada do café. Não conseguiu se segurar e abordou o homem para matar sua curiosidade. R. Alter perguntou o que o trouxera lá naquela hora. O chassid Satmar respondeu: “Estes são filhos do Rebe. Nasceram de uma berachá do Rebe.” E contou que estava casado há vários anos e não tinha tido filhos, e um dia foi pedir uma berachá ao Rebe e “o Rebe me abeçoou. E em seguida me disse: ‘a criança precisa ter alguém com quem brincar… Diga Amen!’ E por esse mérito minha esposa deu à luz estes gêmeos, como você pode ver.”
Bukiet, todo emocionado, perguntou: “Diga-me, quando, exatamente isso aconteceu? Será que foi em Lag Baômer de 5744, na frente da casa do Rebe?”
– “Sim, sim. Em Lag Baômer em 5744, na frente da casa do Rebe em President Street, no carro do Rebe!” – Exclamou o chassid Satmar.
– “Não acredito”… – disse R. Bukiet. – “Foi eu quem segurou a porta aberta com toda a força para que a porta não fechasse em cima de você.”
“Sim, claro!” – Disse o chassid Satmar olhando bem para ele, para ver se conseguia se lembrar de seu rosto após tantos anos. – “E agora você está vendo o circuito completo, pois estes são meus gêmeos, que nasceram pelo mérito da berachá do Rebe, dois anos após aquele Lag Baômer. E hoje é o Bar Mitsvá deles. São os únicos filhos que tenho. Não temos outros. São filhos do Rebe.
Adaptado de um WhatsApp do grupo de Tanya.
Leilui Nishmat:
Neche bat Shlomo
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Todas as vítimas do terror HY’D