Archive for dezembro, 2019

A MENORÁ PACIENTE

BS’D

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Certa manhã, durante Chanuká do ano 5773 um grupo de adolescentes, entre eles Shmuel Lipsch da Yeshivá Ketaná Chabad de Tsfat, partiu para o Golan, para levar a luz de Chanuká e outras mitsvot para os residentes das muitas pequenas comunidades espalhadas por lá. Após uma longa tarde e uma longa noite de trabalho duro, e muito sucesso, começaram a voltar. Já eram quase dez da noite.

Quando se aproximaram da saída da estrada que leva à cidade de Hatsor – a 15 minutos de Tsfat – resolveram fazer um desvio para um grande Shopping Center que fica perto daquela saída, onde as lojas ainda ficavam abertas naquela hora, para espalhar a luz de Chanuká lá também. Foram de loja em loja, e numa delas viram uma menorá de Chanuká arrumada numa prateleira com o número correto de velas para aquela noite, mas que ainda não tinha sido acesa. Como se estivesse à espera deles.

Os estudantes entraram juntos. Imediatamente a lojista foi ao encontro deles muito feliz. “Eu estava rezando para que vocês viessem. Sei que as luzes de Chanuká trazem bênçãos para minha loja. Faço questão de que a menorá seja acesa todas as noites” – disse entusiasmada.

Os rapazes ficaram intrigados. “Já é bem tarde. Por que a senhora esperou tanto até que alguém chegasse? Por que não acendeu as velas?”

“Porque”, sorriu, “não sou judia.”

“Sou drusa”, continuou. “Moro na vila drusa de Tuba az-Zanghariyya.”

Além de surpresos pela resposta dela, ficaram mais confusos ainda. “Por que dá tanta importância às luzes de Chanuká se não é judia?”

Ela lhes contou detalhadamente e com muita sinceridade porque o acendimento da menorá de Chanuká era tão importante para ela. Os rapazes entenderam que além de “ajudar” nos negócios dela, ela tinha plena consciência de que o cumprimento de um mandamento tinha como conseqüência um relacionamento maior com o Comandante, com o Criador de Tudo.

E a sensibilidade espiritual dela fez com que os meninos desconfiassem de que talvez ela tivesse uma ligação com o judaísmo que ia além da mitsvá de Chanuká. E começaram a lhe perguntar sobre sua família e seu passado.

Em menos de um minuto ficaram sabendo do que já estavam desconfiando: ao responder a primeira pergunta sobre sua família ela, inocentemente, revelou que sua mãe era judia! (No mundo muçulmano, a religião vem do pai, de modo que ela jamais pensara que fosse judia de acordo com a lei da Torá.)

Os rapazes explicaram para ela que ela também tinha uma alma Divina judia, que recebera de sua mãe sendo, portanto, 100% judia.  Vai ver que esse forte compromisso de acender a menorá nas oito noites de Chanuka se originava de sua alma-neshamá judia, que buscava se expressar, acrescentaram os meninos.

Ela ficou super feliz. Perguntou se suas irmãs e seus irmãos eram judeus também. Muito emocionada, falou que contaria aos irmãos que ela é judia e eles também. E agradeceu muito aos meninos.

Naquela noite, a menorá da loja foi acesa e as benções foram ditas por uma judia orgulhosa de sua tradição, e que acabara de se conscientizar de que fazia parte do povo judeu.

Traduzido para o inglês e adaptado por Yerachmiel Tilles de um artigo do R. Yitschak Lipsch (pai de um dos meninos), publicado em “Lubavitch”: a newsletter semanal da comunidade Chabad de Tsfat (12 de dezembro de 2012)

Source: Translated and adapted by Yerachmiel Tilles from an article by Rabbi Yitzchak Lipsch published in “Lubavich“: the weekly newsletter of the Chabad community in Tsfat (Dec. 12, 2012).

Traduzido com permissão de:

http://ascentofsafed.com/

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=1044-13

Weekly Chasidic Story #1044 (s5778-13/ 23 Kislev 5778)

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

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O PRESENTE DE CHANUKÁ

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Nechama Berenshtein relatou o seguinte:

Era Chanuká e eu estava no Shopping. Estava com pressa, mas não para fazer as compras de última hora. Para falar a verdade, não sou lá muito consumista. Eu tinha levado um grupo de estudantes de Crown Heights, Booklyn, a um shopping Center em New Jersey para distribuir kits de menorá de Chanuká. Por sermos Chassidim Chabad-Lubavitch, estávamos à cata de oportunidades para incentivar outros judeus a acenderem as velas da Festa das Luzes.

O percurso até New Jersey demorara mais do que o esperado e precisávamos voltar 45 minutos após termos chegado. Eu tinha de voltar para o Brooklyn para dar uma palestra e estava na entrada do shopping para poder reunir as meninas a tempo.

Após olhar para o relógio pela milésima vez, percebi uma rodinha de cadeiras no meio da praça de alimentação. Lá estava um grupo de mulheres de todas as idades, sentadas conversando, rindo, comendo ou bebendo. “Vai ser fácil”, pensei, quando percebi que muitas das moças e mulheres pareciam judias.

Havia um jovem sentado sozinho na rodinha de cadeiras, mas estava na cara que não era judeu. Nem tanto por seu cabelo pintado de roxo e verde, nem pelos piercings que tinha nas orelhas e em outras partes do corpo. Ele simplesmente não tinha cara de judeu. Como o Rebe de Lubavitch sempre incentiva mulheres a abordarem mulheres (e homens a abordarem homens), fiquei tranqüila de que eu não seria indelicada se não oferecesse um kit de Chanuká ao rapaz.

Passei pelas mulheres e moças, perguntando se eram judias e se queriam kits de menorá de Chanuká. As mulheres judias reagiram positivamente e ficaram contentes de receber os kits. Algumas até me perguntaram se eu também tinha folhetos de acendimento das velas de Shabat.

Após falar com a última das mulheres, olhei para o relógio e vi que os 45 minutos estavam no fim. Comecei a andar rápido para a entrada do shopping para me encontrar com minhas alunas.

Dei alguns passos e ouvi alguém dizendo: “Nechama, volte.”

Não costumo ouvir vozes. Mas lá veio de novo: “Nechama, volte.”

“Me deixe em paz”, respondi para a voz. Mas ela não me desistiu.

“Nechama, volte a pergunte se ele é judeu.”

Resolvi voltar pro rapaz, que estava lanchando.

“Com licença, você é judeu?” – Perguntei-lhe.

No instante seguinte eu estava coberta de refrigerante, ketchup e mostarda. O jovem tinha se surpreendido tanto com minha pergunta que tinha largado tudo. Depois de se desculpar muito, ele me perguntou:

“Poderia me dizer por que me perguntou se sou judeu?”

Até hoje não sei por que essas palavras me vieram à mente, mas eu disse, com muita firmeza: “Você parece judeu!”

Foi quando ouvi um soluço, vindo do que só poderia ser o fundo de seu coração. O jovem começou a chorar e disse: “Diga isso de novo, por favor.”

“Você parece judeu”, eu disse novamente. Mais uma enxurrada de lágrimas. Mas ele se segurou mais uma vez e perguntou: “Por favor, diga isso de novo.” E eu disse.

Depois que se acalmou, o jovem me contou o seguinte:

“Minha mãe era judia, mas meu pai, não. Embora minha mãe não ligasse para religião – comemoravam em casa todas as festas não-judaicas – ela fez questão de que eu freqüentasse uma escola judaica.

“Todo dia, na escola, as outras crianças caçoavam de mim. Não por que não comemorávamos as festas judaicas em casa. Elas não sabiam disso. Era por que eu era a cópia exata de meu pai. As crianças da escola diziam: ‘Por que você está aqui? Não tem cara de judeu. Por que está de tsitsit e kipá, você não parece judeu.’ E é verdade. Eu não pareço nada judeu. As crianças mangavam de mim dia após dia. E eu voltava prá casa chorando. Meu pai pediu a minha mãe prá ela me deixar mudar de escola. ‘Não está vendo como ele está infeliz?’ Até que, após alguns anos de zombarias e tortura, minha mãe concordou com meu pai e me deixou ir estudar numa escola pública.

“Lembro até hoje as zombarias.” Disse, angustiado o jovem. “Hoje, quando eu estava sentado aqui vendo você falar com todas as mulheres e moças judias perguntando se eram judias, eu disse: “D-us, não tenho culpa de não está fazendo nada judaico. Olhe, essa moça vai abordar todos os outros, mas não vai se aproximar de mim para me perguntar se sou judeu. Não pareço judeu! Quando você chegou ao fim da rodinha, levantei os olhos para D-us e disse: ‘Vou até lhe mostrar que tenho razão. Mas se essa moça me perguntar se sou judeu, vou Lhe dar mais uma chance.’ Quando você foi embora eu disse: ‘Ahá. Tá vendo, D-us?’

E aí você voltou na minha direção. Bem, acho que agora vou ter que dar a D-us mais uma chance.”

Dei ao jovem um kit de menorá de Chanuká e o número do telefone do Beit Chabad daquela localidade. E nos despedimos.

Não sei se ele chegou a contatar o Beit Chabad. Mas sei que aquela luzinha que existe em cada um de nós, mesmo que não estiver sendo cuidada, ou se, D-us nos livre for zombada, brilha eternamente dentro de todo judeu.

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5767/949.htm#caption2

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

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Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CHEVRON SHELANU

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Baruch Nachshon, o famoso artista, e sua esposa Sara, uma heroína moderna, estavam entre os primeiros judeus que voltaram para Chevron.

Em 1975, após a fundação de Kiryat Arba, numa colina acima da cidade velha de Chevron, os Nachshons festejaram o nascimento de um filho. Resolveram fazer o Brith Milah na Caverna de Machpelá, em Chevron – onde estão enterrados: Avraham e Sarah, Yitschak e Rivka, Yaakov e Lea e, de acordo com a tradição, Adam e Chava. O bebê recebeu o nome de Avraham-Yedidya.

Três meses depois, Sara encontrou Avraham-Yedidya morto no berço. A jovem mãe ficou profundamente angustiada. Por que seu filhinho (que tinha entrado no pacto de Avraham Avínu na cidade mais antiga do povo judeu na Terra de Israel) tinha sido levado com apenas três meses de idade? Tudo neste mundo tem um objetivo. Qual era o desígnio de seu filhinho de três meses?

Sara decidiu que Avraham-Yedidya seria enterrado no antigo cemitério judaico de Chevron. O cemitério não tinha sido utilizado desde que os 67 judeus massacrados no pogrom de 1929, de Chevron, foram lá enterrados. Está a minutos de distância dos túmulos tradicionais de Ruth e Yishai. E tem vista para a Caverna de Machpelá. Sara pensou que talvez tivesse sido esse o propósito do bebê: o de participar da renovação da Chevron judaica. Depois de quase cinqüenta anos de oposição árabe, o cemitério judaico de Chevron seria novamente utilizado como último local de repouso para judeus.

A procissão fúnebre partiu de Kiryat Arba no final da tarde, rumo ao antigo cemitério judaico de Chevron. De repente, os enlutados encontraram soldados e obstáculos! Os carros tiveram de parar. Soldados começaram a vasculhar o local, abrindo as portas dos carros, procurando alguma coisa. “Não, vocês não podem seguir para o cemitério.” Foram as ordens dos soldados para os enlutados. “O cemitério está inacessível.”

A porta de um dos carros se abriu. Uma mulher saiu com um pacotinho nos braços.

Falou para os soldados: “Estão me procurando? Procurando meu bebê? Meu nome é Sara Nachshon. Aqui está meu bebê em meus braços. Se não permitirem que a gente vá de carro até o cemitério, vamos a pé!”

Homens com pás e lanternas e muitas mulheres passaram caminhando por Chevron antiga ao cair da noite. Passaram pela Caverna de Machpelá. Passaram pela sinagoga de 450 anos de idade de Avraham Avínu, que ficou em ruínas, destruída pelos conquistadores jordanianos em 1948. Passaram pelas ruas árabes. Os bloqueios erigidos para barrar a multidão foram empurrados. Oficiais superiores davam ordens pelos walkie-talkies: “Precisam detê-los, não permitam que prossigam!” Mas os soldados, dominados pela cena, responderam pelo rádio: “Não podemos barrá-los. Se querem detê-los, vão ter de vir aqui e fazê-lo.”

A procissão continuou. Passou por Beit Romano, Beit Shneerson, casa de Menucha Rachel Shneerson-Slonim, neta do Báal HaTanya, subiu a colina íngreme rumo ao antigo cemitério. A lua iluminava a área. Sara Nachshon liberou o corpo de seu filhinho, Avraham-Yedidya, que foi depositado no túmulo recém-cavado há poucos metros da vala comum de 1929.

Não foi sem esforço que Sara falou:

“Nosso Patriarca Avraham comprou Chevron há quatro mil anos para o povo judeu, e enterrou sua esposa, Sara, aqui. Hoje Sara está readquirindo Chevron para o povo judeu, enterrando seu filho Avraham aqui.”

[Adaptado por Yerachmiel Tilles de WWW.hebron.co.il]

Traduzido com permissão de:

ascentofsafed.com

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=318-09

#318 (s5764-09/ 24 Cheshvan)

(Inglês)

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Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

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Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

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Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

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Eliyáhu ben Yaakov

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SALVAÇÃO EM TORONTO

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R. Shlomo, o rosh yeshivá, andava prá lá e prá cá em seu escritório, quebrando a cabeça, tentando encontrar uma solução para um problema grave.

Há três meses os professores não recebiam salário… havia altos débitos referentes a alimentos… o aluguel do semestre ainda não tinha sido pago.

Olhava e voltava a olhar para todas as dívidas crescentes da yeshivá.

Convocou uma reunião para, pela primeira vez, discutir abertamente a situação.

Desviando o olhar, falou: “Vocês estão sentindo o grande problema financeiro da yeshivá. Estou fazendo tudo o que posso, mas durante este ano obtivemos menos doações, muitos pais não podem pagar as mensalidades e a situação não está nada boa.”

Os funcionários ouviam atentos, à espera da próxima frase. O que fariam?

R. Shlomo pigarreou e disse: “Por falta de opção, vou ter de fazer uma viagem de três meses aos Estados Unidos para levantar fundos. Nunca arrecadei dinheiro. Jamais bati nas portas para pedir doações, mas…” Havia um tremor em sua voz. “A realidade está me obrigando a isso. Minha viagem está marcada para a próxima semana. Espero ter sucesso. Rezem e continuem trabalhando dedicadamente como sempre fizeram.”

R. Shlomo passava pelas mansões de um bairro chique dos Estados Unidos. Porém, não conseguia apreciar a beleza do lugar. Tinha uma lista de pessoas abastadas que moravam ali. Esperava conseguir generosas doações daqueles palacetes luxuosos.

Descreveu, constrangido, diante do primeiro ricaço da lista, a situação difícil da yeshivá. O homem tirou uma nota de 50 dólares da carteira e lha entregou.

“Só?” – Exclamou decepcionado. O homem aquiesceu e apontou para a porta.

Não era um bom começo. Quantias pequenas como aquela não dariam nem para começar a pagar as dívidas monumentais.

Para sua infelicidade, as coisas continuaram daquele jeito. Já tinha passado por toda a lista de doadores em potencial. Tinha visitado todos eles, mas não obtivera muitos resultados.

Caminhava desanimado pela rua. Dali a dois dias deveria voltar. O que diria aos funcionários? Como poderia encará-los?

Um leve toque no ombro o despertou de seus pensamentos. “Shalom aleichem, R. Shlomo, meu amigo. Que bom encontrar você! O que o traz aqui? Uma simchá na família?” Perguntou o amigo.

“O motivo de minha visita não é alegre. A situação financeira não está nada boa. A yeshivá está com dívidas enormes e vim para levantar fundos. Volto daqui a dois dias, mas não tenho boas notícias. Não tive sucesso.”

Seu amigo era um Chassid Lubavitch. Olhou para o rosto desanimado de R. shlomo e disse em tom animador: “Vá ver o Rebe. Ele é o único que poderá ajudá-lo. Muitos foram ajudados com suas bênçãos.”

R. Shlomo não era um Chassid Chabad e jamais tinha visitado o Rebe. Mas aceitou a sugestão. Não tinha nada a perder.

Seu amigo conseguiu marcar uma yechidut para ele para o dia seguinte. Na yechidut, R. Shlomo contou ao Rebe sobre a situação difícil da yeshivá.

“Quando está pensando em voltar para Êrets Yisrael? – Perguntou o Rebe.

– “Amanhã”, respondeu.

O Rebe olhou para ele e disse: “Por que não vai por Toronto?”

R. Shlomo pensou: “Que idéia… Passei três meses viajando pelos Estados Unidos e Canadá, inclusive Toronto. Por que haveria de voltar lá?” Mas por respeito, não disse nada.

Quando saiu do escritório do Rebe, seu amigo estava lá fora esperando, impaciente, querendo saber o que o Rebe lhe dissera. R. Shlomo lhe contou e fez com a mão, um gesto de desdém.

“Não despreze o que o Rebe disse! Você precisa ir a Toronto. O Rebe nunca erra. Se ele está mandando você para lá, é lá que vai encontrar ajuda.”

Shlomo não tinha nem dinheiro para modificar a passagem, mas seu amigo lhe ofereceu a quantia necessária e R. Shlomo aceitou.

No dia seguinte, R. Shlomo pegou um avião para Toronto. Tentou se acomodar confortavelmente no assento apertado, na esperança de dar um cochilo, mas não conseguiu. Um jovem judeu estava ao seu lado. Começaram a bater papo. O rosh yeshivá contou a seu companheiro de vôo o motivo de sua viagem, e o jovem falou: “Trabalho numa firma de seguros e meu patrão é judeu. Ele não costuma fazer doações para caridade, mas não custa tentar.”

R. Shlomo viu nisso um sinal do Céu e aproveitou a oportunidade como um náufrago se apega a um colete salva-vidas.

O jovem marcou um encontro com seu patrão e quando R. Shlomo entrou, começaram a discutir as dificuldades financeiras da yeshivá.

“De quanto dinheiro o senhor está precisando?”- Perguntou o patrão.

“Nossa dívida é de US $22.000.” – Disse, esperando que o homem tirasse da carteira alguma nota de pouco valor. Para sua surpresa, porém, o homem pegou o talão de cheques e passou um cheque de toda a quantia!

“Você deve estar brincando! Não pode ter sido convencido a fazer uma doação tão generosa em apenas cinco minutos!” – Disse, surpreso, R. Shlomo, tentando descobrir se o homem estava falando sério.

“Falo sério, e o cheque é verdadeiro. Vou lhe contar o motivo de eu estar dando uma contribuição tão grande. Ontem à noite, meu pai me apareceu num sonho e disse: ‘Se quiser fazer algo de bom para mim, por favor, dê tsedaká.

“O sonho foi tão vívido, que prometi a meu pai que o faria. E agora o senhor chegou e me pediu tsedaká. E disse que precisava de $22.000. Hoje é o aniversário de falecimento de meu pai. Sabe há quantos anos ele faleceu? Vinte e dois. Quer um sinal mais claro do que este?”

Adaptado de

Nechama Bar

em:

http://beismoshiachmagazine.org/

http://beismoshiachmagazine.org/articles/salvation-in-toronto.html

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

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BOLO ZEBRA

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Ingredientes:

2 copos de farinha

1 copo de açúcar

1 copo de óleo

1 copo de suco de laranja

4 ovos

4 colheres de sopa de chocolate em pó

3 colheres de chá de fermento em pó

1 colher de chá de baunilha

1 pitada de sal

Modo de Fazer:

Bata os ovos, óleo, sal, baunilha e açúcar.

Acrescente, alternando, o suco e a farinha.

Batendo sempre.

Acrescente o fermento e misture bem.

Divida a massa em duas porções iguais.

Em uma delas, misture o chocolate.

Numa forma untada e polvilhada, vá despejando, sempre no meio, alternadamente as duas massas.

Asse em forno moderado até que um palito saia seco.

Lebriut!

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