BS’D

Um dos problemas mais comuns de nossa geração é o problema da concentração e atenção. A agitação, e até mesmo a turbulência, da vida, nos distrai ininterruptamente.
Esse problema, comum em crianças, atinge atualmente cada vez mais adultos. A verdade é que todos nós temos áreas em que sofremos de déficit de atenção, em maior ou menor grau.
A vida é tão intensa e rápida e há tanta distração tecnológica que é difícil, muito difícil mesmo, hoje em dia, manter a concentração. Mas até mesmo nessas épocas de desafios, precisamos concentrar nossas energias e atenção. Chabad exige pnimiut. Chitson é um termo depreciativo para os Chassidim.
Contam que os Chassidim do Rebe Rashab estavam, certa vez, num farbrenguen e entre uma sichá e um maamar cantaram o Nigun de Hachaná. Mas cantaram apressados, pensando que quanto mais rápido acabassem de cantar, mais rápido escutariam o maamar.
Mas o Rebe não gostou disso, e se queixou a seu filho, o Rebe Rayats, que na época era o reitor da Yeshivá. Disse que era um comportamento de um chitson. Um Chassid pnimi precisa mergulhar totalmente no que está fazendo naquele momento, sem pensar no instante seguinte. Se estão cantando, toda a atenção tem de estar focada no nigun.
Esta é uma idéia fundamental para chinuch. A pessoa precisa se acostumar a se concentrar totalmente no que está fazendo e não deixar sua mente divagar.
Na nossa geração isso é muito mais difícil.
Alguém se queixou ao Rebe de não ter tempo para estudar, pois era constantemente perturbado por telefonemas. O Rebe lhe disse que quando se sentasse para estudar deveria tratar o telefone como se fosse Shabat!
O Shabat é uma ilha de normalidade na turbulência da vida material. As halachot do Shabat nos ensinam a neutralizar e remover todas as coisas que nos afastam do ponto central de nossa existência e elas nos levam a nos concentrar no que é realmente importante.
As pessoas que tiveram o privilégio de visitar a Rebetsin Chaya Mushka, esposa do Rebe de Lubavitch, elogiaram sua hospitalidade calorosa, em que a Rebetsin fazia suas visitas se sentirem como se fossem a coisa mais importante daquele momento. Isso era comunicado em cada detalhe de como ela recebia: desde o cuidadoso planejamento com que o lanche era servido à atenção que dava aos convidados, conversando com eles, escutando de verdade, tendo empatia e com eles se identificando.
Quando a Rebetsin conversava com alguém, estava completamente presente.
Dr. Weiss, o cardiologista que foi chamado de Chicago para tratar o Rebe após o ataque cardíaco em 1977, disse: “Quando cheguei, a Rebetsin me recebeu. Insistiu para que eu fizesse kidush e comesse alguma coisa antes de examinar o Rebe. Eu disse que tinha vindo para cuidar do Rebe. Ela respondeu: ‘Seu colega, Dr. Tishholtz está com o Rebe agora, e tudo está sob controle. Por favor, primeiro faça kidush e coma alguma coisa e só depois vá ver o Rebe.’
“Por falta de opção, concordei. Aquele foi meu primeiro encontro com a Rebetsin Schneersohn, a esposa do Rebe, gentil e impressionante, que sempre me tratou com interesse e cuidado.
“Percebi de imediato que era uma personalidade singular, de qualidades marcantes. Levava muito a sério seu papel de anfitriã.
“Além dos três secretários do Rebe, que me mantinham informados sobre a situação do Rebe, minha maior aliada era a Rebetsin. Conversávamos quase toda noite, para que eu pudesse estar atualizado sobre a saúde do Rebe, pois ainda estávamos antes da era da internet. Ela era tão sábia, tão perceptiva, de modo que eu sempre sabia o que estava acontecendo.
“Ao mesmo tempo, a Rebetsin estava por dentro do que estava acontecendo do outro lado da linha telefônica. Quase sempre sabia dos resultados da última partida do Chicago Cubs. Ela sabia que eu era um fã muito entusiasta desse time de baseball e ela sabia quando eles tinham perdido ou ganhado. Conseguia me compreender no outro lado do telefone.
“A Rebetsin amava o Rebe com todo o seu coração e o Rebe estava ligado à Rebetsin com todo o seu coração.
“O Rebe tinha muita consideração e cuidado para com a Rebetsin. Sempre me falava, após cada consulta, para lhe fazer a gentileza de dizer à Rebetsin que tudo estava bem, para que ela não ficasse tão preocupada.
“A Rebetsin tinha grande respeito e admiração pelo Rebe e o Rebe dava muito valor ao tempo que dedicava a tomar chá com a Rebetsin. Disse-me, certa vez, que considerava aquele encontro diário para tomar chá tão importante quanto pôr tefilin, e estava falando sério! A Rebetsin lhe era muito preciosa.”
Nossa Rebetsin era assim: perceptiva, recatada, sábia e pnimiutdik, totalmente focada no que estava fazendo com seriedade, responsabilidade e cuidado.
Certa vez, perguntaram à Rebetsin: “Qual foi o momento mais feliz de sua vida?” E ela respondeu: “Este é o momento mais feliz.”
Esta é a resposta de um pnimi, alguém que vive o presente com chayut e intensidade completas, com a compreensão e, além disso, a internalização de que este é o instante mais feliz e mais significativo. Estar realmente aqui e agora é um nível muito elevado. Que possamos todos alcançar muitos momentos assim felizes em nossa vida.
Adaptado de:
http://beismoshiachmagazine.org/articles/the-happiest-moment-in-the-rebbetzins-life.html
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
David ben Avraham (Curico)
Neche bat Shlomo
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Todas as vítimas do terror HY’D