BS’D

Reb Arieh, chassid do Alter Rebe (Rabi Shneur Zalman, fundador do chassidismo Chabad), tinha sido nomeado, pelas autoridades, como “burgomestre” de sua cidade. Como juiz supremo e tabelião oficial, Reb Arieh era o responsável pelo cartório onde eram registrados todos os casamentos, nascimentos e mortes (que D-us nos livre) da comunidade judaica.
Certa vez, houve um caso em que um não-judeu da cidade se converteu ao judaísmo. Naquela época e lugar isso era um grave delito. Qualquer suspeita, por menor que fosse, de colaboração no processo de conversão estava sujeita a duras penas. Por isso, pediram a Reb Arieh para que desse um jeitinho de “esquecer” de registrar o óbito de certo judeu que falecera recentemente. O convertido tinha aproximadamente a mesma idade do falecido e assumiria legalmente a identidade dele.
Era um plano astuto, e teria dado certo, não fosse pelo dedo-duro que levou o caso à tona. O burgomestre foi pego e foi marcada uma data para o julgamento.
Reb Arieh estava realmente em apuros. Como era um chassid de verdade, foi ter com o Alter Rebe e lhe expôs seu dilema. O Rebe o aconselhou a adiar o julgamento, e ele foi reagendado para uma data posterior.
Quando a segunda data do julgamento foi se aproximando, Reb Arieh voltou a procurar o Alter Rebe. Mais uma vez, o Rebe o aconselhou a adiá-lo de novo. Isso aconteceu várias vezes, até que chegou uma hora em que Reb Arieh já não conseguiu mais adiá-lo. Finalmente o burgomestre seria julgado por seu “crime”. O chassid pediu ao Alter Rebe que o salvasse.
Por estranho que pareça, a resposta do Alter Rebe foi convidar Reb Arieh para o casamento de sua neta, que seria na cidade de Zlobin. Seria uma união entre duas dinastias rabínicas. Uma neta do Alter Rebe ia se casar com um neto do Rabi Levi Yitschak de Berditchev. “Por que não vai e conta seu problema ao Rabi Levi Yitschak?” Sugeriu o Alter Rebe. “Tenho certeza de que ele pode ajudá-lo.”
Reb Arieh viajou para Zlobin, mas era muito difícil conseguir se encontrar com o Rabi Levi Yitschak, pois milhares de pessoas tinham ido para lá com a mesma idéia. Reb Arieh foi persistente. Resolveu voltar no meio da noite e esperar na porta do Rabi Levi Yitschak. Deste modo, na manhã seguinte seria o primeiro da fila.
Naquela noite, Reb Arieh postou-se na porta do quarto do Rabi Levi Yitschak e deu uma espiadinha para dentro. Viu algo muito estranho! De um dos lados da cama do tsadik estava um gabai com um volume de Mishná; do outro lado estava um segundo gabai com o sagrado Zohar. Ambos estavam lendo alto – e ao mesmo tempo – e o Rabi Levi Yitschak parecia dormir. Mas quando um gabai errava alguma palavra, o tsadik se virava e reclamava, “Nu! Nu!” Umas duas horas depois, Rabi Levi Yitschak acordou de seu “cochilo” e Reb Arieh pode entrar.
A primeira coisa que o Rabi Levi Yitschak perguntou a Reb Arieh foi quem o tinha enviado.
“Meu Rebe”, respondeu Reb Arieh.
“E quem seria ele?”
“O Alter Rebe”, respondeu Reb Arieh.
“Ah, ele!” Exclamou Rabi Levi Yitschak. “Meu consogro é seu Rebe? Que tsadik e erudito que ele é, um homem sagrado de D-us!” E durante algum tempo continuou a falar assim, elogiando o Alter Rebe até as alturas. “Diga-me, então”, falou carinhosamente, “o que posso fazer por você?”
Reb Arieh explicou que era o burgomestre de sua cidade. “Um burgomestre?” Repetiu o tsadik. “O que é isso?”
O Chassid descreveu suas obrigações e responsabilidades.
“Quer dizer que um judeu é responsável por toda a cidade?” Rabi Levi Yitschak perguntou, impressionado. “Como pode ser?”
“Prá falar a verdade”, respondeu Reb Arieh, “só aceitei esse cargo porque o Alter Rebe insistiu que eu o fizesse.”
“Oh!” Declarou enfático o tsadik. “Meu consogro – o sábio, o santo, o erudito, o justo – o aconselhou a aceitar esse cargo. Neste caso, você não tem nada com que se preocupar. D-us vai ajudar e vai proteger você de todo o mal.”
Reb Arieh voltou pro Alter Rebe e contou a conversa que tivera com o Rabi Levi Yitschak. “O que acha?” Perguntou o Alter Rebe. “Não lhe dei um bom conselho?” E repetiu a pergunta. “Lhe dei um bom conselho, não?”
Na véspera do dia marcado para o início do julgamento, um incêndio irrompeu no tribunal. Todos os documentos importantes que estavam no prédio foram reduzidos a cinzas – inclusive a acusação oficial contra Reb Arieh. Por não haver outro registro, o caso foi descartado, e não houve mais acusação.
Adaptado de:
http://lchaimweekly.org/lchaim/5770/1106.htm#caption8
(Inglês)
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