BS’D

Dr. David Weiss foi um dos principais cientistas na área de imunologia do câncer e imunoterapia. Foi professor em Berkeley até 1966, quando se mudou com a família para Israel.
Relatou o seguinte:
Após obter um Ph.D. em Ciências Biológicas e estudar medicina em Oxford, fui nomeado professor assistente no Departamento de Imunologia e Bacteriologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. Quando assumi esse posto, em 1957, mudei-me com minha família para a região de São Francisco. Lá, fiz amizade com o Rabino Shlomo Cunin, emissário do Rebe na Califórnia, e acho que foi o Rabino Cunin quem falou ao Rebe sobre mim.
A primeira e única vez em que encontrei o Rebe foi após uma viagem que fiz à União Soviética em 1965, quando o Rebe pediu para me ver.
Naquele ano, os soviéticos tinham organizado seu primeiro simpósio de ciência moderna e convidaram vinte e cinco cientistas do exterior, bem como vinte e cinco cientistas de lá mesmo. Foi um simpósio muito seleto, e fui um dos que tiveram a honra de ser convidados.
Eu, porém, não estava me sentindo muito honrado. Sabia muito bem da opressão aos judeus na União Soviética, de modo que recusei o convite. Mas Avraham Harman, embaixador de Israel nos Estados Unidos, apareceu na minha porta e me convenceu a ir. Contou-me sobre a terrível situação em que os judeus da URSS se encontravam – muitos tinham sido presos por ofensas menores, tais quais acumular farinha às escondidas para poder assar matsot para Pessach. Falou que o pessoal da Embaixada de Israel em Moscou estava sendo vigiado dia e noite, e não podia entrar em contato com a comunidade judaica para ajudá-la, mas eu teria uma oportunidade que eles não tinham. Estava indo para a Rússia como um VIP, com imunidade especial, com um carro e motorista à disposição, com liberdade de locomoção. Assim convencido, aceitei o convite e fui.
Os israelenses me disseram o que eu deveria fazer quando estivesse na URSS: deveria solicitar uma visita a Babi Yar; deveria ir até o cemitério em Moscou e perguntar por que não havia mais espaço para túmulos judaicos (uma vez que havia lugar); eu deveria sempre parecer um judeu religioso e pedir comida kasher, para que os judeus “ocultos”, por assim dizer, confiassem em mim e aparecessem. Foram coisas assim que me pediram para fazer, não espionagem.
Essas táticas funcionaram. Certa vez, quando eu estava fora da sala, um dos cientistas soviéticos que participavam da conferência, rabiscou no meu caderno: “sou judeu” em pequenas letras hebraicas. Fizemos amizade e, acabei conseguindo tirá-lo da União Soviética.
Também encontrei muitos judeus que praticavam o judaísmo escondido. Viviam em tal desespero, que me cortou o coração. Encontrei um minyan de 25 a 30 pessoas por trás de portas fechadas. Achei uma comunidade de judeus da Geórgia que se encontravam num prédio abandonado; essas pessoas saíram da toca para me mostrar que ainda estavam lá e viviam de acordo com a Torá, e foi uma experiência tão emocionante que me marcou para toda a vida.
Quando voltei de viagem, o Rebe me convidou a vê-lo. Levei meu filho mais velho, Hillel, que na época tinha sete anos. A audiência foi tarde da noite, e ele não conseguiu ficar acordado. Entrei no escritório do Rebe e me sentei, com meu filho cochilando no meu colo.
Quando o Rebe viu isso, deu a volta na sua mesa e o pegou. E durante todo o tempo em que conversei com o Rebe, Hillel dormiu no colo do Rebe.
A audiência deveria ter durado vinte minutos – é isso o que o secretário me dissera. E depois de vinte e cinco minutos, a porta se abriu um pouquinho, e um par de olhos me fitou, nada satisfeito. Mas o Rebe levantou a mão e a porta se fechou. A audiência durou cerca de duas horas e meia ou três horas. Não sei ao certo, mas o fato é que cheguei lá cerca de 10 da noite, e saí após 1 da manhã. O Rebe queria saber de todos os detalhes de minha viagem à Rússia.
Quando acabamos de conversar sobre a Rússia, o Rebe falou: “Gostaria de conversar sobre o que você faz em ciência.” E começou a me perguntar sobre uma teoria chamada “imunologia de trauma”, que na época era muito nova, e que desde então se tornou muito famosa. Esta teoria afirma que uma vez que o sistema imunológico reconhece vírus, bactérias e células cancerosas como estranhos, e trabalha para rejeitá-las, talvez as pessoas fiquem com câncer pelo fato de o sistema imunológico deixar de funcionar adequadamente devido a algum trauma. É uma teoria bem complicada, e achei impressionante a compreensão profunda do Rebe sobre ela.
No final da audiência, eu estava tão impressionado que disse ao Rebe: “Não sou tão rigoroso no cumprimento da Torá como algumas outras pessoas. Rezo três vezes ao dia, mas nem sempre com um minyan. Nem sempre sou tão cuidadoso no cumprimento dos mandamentos como seus emissários. Mas gostaria de saber quem pode se considerar um de seus chassidim.”
Ele respondeu: “É muito simples… Quem no fim do dia pode dizer que está um pequeno degrau mais alto que no início do dia, eu consideraria meu chassid.”
Essa afirmação tinha uma mensagem muito forte. E desde então, eu tento – embora nem sempre com sucesso – ser o tipo de pessoa que pode olhar prá trás, no fim do dia, e dizer: “Hoje subi um pequeno degrau.”
Baseado no livro:
“One by One” – Stories of the Lubavitcher Rebbe
(da série: Here is my Story)
(Págs. 133- 136)
(Inglês)
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
David ben Avraham (Curico)
Neche bat Shlomo
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Todas as vítimas do terror HY’D
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