BS’D
Há muito tempo que se sabe que todos os que rezam sinceramente no túmulo de Rabi Shimon bar Yochai em Meron em Lag Baomer, seu yahrtseit, terão suas preces atendidas. E todos os anos, centenas de milhares de judeus vão lá. Muitos casais conseguiram realizar o sonho de ter filhos, pois consta no Talmud que “o Portão das Lágrimas está sempre aberto” e que “pode-se confiar em Rabi Shimon bar Yochai em épocas de emergência.”
Embora quase todos nós tenhamos conhecimento da história de como Rabi Shimon e seu filho passaram treze anos numa caverna em Peki’in, onde lhe foram revelados os segredos místicos que se tornaram conhecidos como “o Zôhar”, são poucos os que sabem da história de seus virtuosos pais e dos dramáticos eventos que culminaram com seu nascimento.
Yochai, da tribo de Yehudá, era uma pessoa importante em sua geração. Erudito, abastado e respeitado. E próximo ao palácio real. Sua esposa, Sara, descendia dos líderes oficiais do povo judeu nas gerações anteriores, através de Hilel, o Velho.
Durante muitos anos, Sara não teve filhos. Após muitos anos, o justo Yochai pensou que deveria se divorciar dela e se casar novamente, na esperança de ter filhos. Pediu a um shadchan para procurar uma mulher recatada, honesta e virtuosa que estivesse disposta a ser sua esposa. Pouco tempo depois, sua esposa descobriu que ele estava querendo se divorciar dela. Nada lhe disse, mas jejuou bastante, deu mais tsedaká e rezou mais intensamente ainda. Em prantos, implorou a D-us para que a salvasse do divórcio, permitindo-lhe ter filhos.
E na noite de Rosh Hashaná, seu marido teve um sonho.
Viu-se numa ampla floresta repleta de árvores, até onde a vista alcançava. Algumas eram frescas e davam frutos, enquanto outras eram secas. Yochai recostou-se a uma árvore seca e virou a cabeça. De repente, viu um sábio de aspecto impressionante, carregando uma jarra de água no ombro. Andava por toda a floresta e aguava algumas das árvores secas. Mas passava por outras sem molhá-las.
O sábio aproximou-se de Yochai, pegou uma garrafinha de água pura de sob suas vestes, aguou a árvore sobre a qual Yochai estava encostado e o abençoou. Yochai viu que havia uma bênção naquela diminuta porção de água, que subiu e regou toda a área em volta da árvore em que estava encostado. Imediatamente, a árvore deu frutos: grandes maçãs exóticas, rodeadas por folhas frescas. A árvore começou a florescer, criando novos brotos, galhos e frutas, que exalavam um perfume tão forte que dava para se sentir de longe. Yochai ficou muito contente com a visão de seu sonho e acordou, de repente, cheio de alegria.
Contou o sonho à esposa, dizendo-lhe: Tive um sonho, e sua interpretação, acho, é óbvia. A floresta é o mundo e as árvores são as mulheres. Há as que dão frutos, e há aquelas que são estéreis, como as árvores secas. Em Rosh Hashaná é decidido quem vai ter filhos e quem vai continuar estéril. Você, minha querida, é a árvore em que me recostei, e foi regada por uma fonte de bênçãos para ter filhos justos e sábios. Só há uma coisa que não entendi na interpretação de meu sonho: por que todas as outras árvores foram regadas com a jarra, ao passo que a árvore em que me apoiei foi regada com a garrafinha. Por que nada (nem antes nem depois) foi regado pela mesma garrafinha, nenhuma das outras árvores, mas todo o conteúdo da garrafinha foi vertido sobre a árvore sobre a qual me apoiei?
Sua esposa lhe disse: De fato, é surpreendente. Permita-me ir visitar Rabi Akiva e lhe contar o sonho. Ele o interpretará para nós.
Ele respondeu: Boa ideia! Nós dois iremos juntos lhe contar o sonho. E ele, por Inspiração Divina com que D-us o abençoou, nos dirá a interpretação.
Depois de Rosh Hashaná, o casal foi junto ter com Rabi Akiva. Yochai lhe contou o sonho, que o grande sábio interpretou exatamente igual a Yochai. E em seguida, Rabi Akiva explicou por que aquela tinha sido a única árvore que fora regada unicamente com a água da garrafinha. Saiba, Yochai, que seu sonho é uma metáfora para as mulheres que têm filhos e as que são estéreis. Sua esposa, Sara, está entre as estéreis. É impossível que ela tenha filhos. Foi só através das preces e das lágrimas que ela derramou diante de D-us que ela mereceu se transformar de estéril em fértil.
A garrafinha que você viu é a garrafinha das lágrimas dela. Foi com elas que foi regada e tornou-se merecedora ter filhos. Foi por isso que nenhuma outra árvore foi aguada por essa garrafinha, só a árvore em que você se recostou, que representa sua esposa.
Rabi Akiva disse então a Sara: Este ano você vai engravidar e ter um filho que iluminará todo Israel com sua sabedoria e feitos!
Yochai e Sara ficaram muito felizes ao ouvir aquelas palavras e voltaram para casa em paz. Em Shavuot, o dia em que a Torá foi outorgada a Israel, foram abençoados com um filho, e seu lar encheu-se de luz. Esplendor e brilho o envolviam. Todos que o viam sabiam que ele era abençoado e que ele traria uma grande luz para Israel. Seus pais estavam encantados com ele. Louvaram a D-us e deram caridade e fizeram um grande banquete no dia do seu brit milá. Eles o chamaram Shimon, que significa que D-us ouviu (shamá) as preces de sua mãe e o som de seus prantos.
A partir daquele dia, o vigiaram muito e o criaram em santidade e pureza. A partir do momento em que começou a falar, o treinaram para falar apenas assuntos sagrados. Eles o enviaram para a yeshivá dirigida por Raban Gamliel em Yerushalayim. Ele era como uma fonte borbulhante e trasbordante.
Desde muito pequeno fez perguntas aos maiores sábios da geração, Rabi Yehoshua ben Chanina e Raban Gamliel, sobre a lei da Torá. Rabi Shimon bar Yochai tornou-se um dos maiores da quarta geração de sábios da Mishná. Faleceu no ano 3890 a partir da Criação do Mundo, 63 anos após a destruição do Segundo Templo.
Como consta no Zôhar, naquele dia ele revelou extraordinários segredos místicos, “que eram desconhecidos no mundo desde os Sete Dias da Criação”, para garantir que o dia de seu falecimento, Lag Baomer, fosse um dia de luz e comemoração para as gerações posteriores.
Translated from Nachalat Avot 8:3 by an accomplished writer and published author who wishes to remain anonymous (with some additions by the Ascent editor in the first and last paragraphs).
Yrachmiel Tilles is co-founder and associate director of Ascent-of-Safed, and editor of Ascent Quarterly and the AscentOfSafed.com and KabbalaOnline.org websites. He has hundreds of published stories to his credit.
Adaptado de:
http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=393-36
(Inglês)
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Neche bat Shlomo
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Todas as vítimas do terror HY’D





