BS’D
Shmuel Blizinsky contou o seguinte:
Quando servi no Exército da Defesa de Israel, fui um dos 12, apenas, recrutas cumpridores da Torá, na Brigada Givati, que na época tinha uns três mil soldados.
Tínhamos alimentação kasher – porque de acordo com a lei israelense, toda a comida nas instituições nacionais tem de ser kasher – mas não tínhamos nada além disso. Não tínhamos uma sinagoga onde rezar (hoje em dia há uma em cada base), nem um Rolo de Torá de onde ler. Mas tentávamos nos virar do jeito que dava.
Certa sexta-feira, quando o Shabat estava para chegar, procurei os outros rapazes religiosos e lhes disse: “Venham hoje à noite à minha tenda e vamos rezar juntos. Vamos ter nosso próprio jantar de Shabat. Podemos cantar e comemorar, e vai parecer um Shabat de verdade.”
Eles gostaram da ideia. E foi isso o que fizemos. Pegamos comida do refeitório e a levamos para minha tenda, onde fizemos Shabat. Só nós doze. Rezamos, cantamos, comemos. Foi lindo. E ninguém nos atrapalhou.
Mas um novo comandante assumiu o comando de nossa base – o famoso general de brigada Abrashah Tamir. Circulava inspecionando tudo e, certa sexta-feira de noite, entrou na minha tenda e nos encontrou lá cantando.
“O que está havendo aqui?” – Perguntou. “Por que vocês não estão comendo junto com todos os outros rapazes no refeitório?”
Expliquei para ele que estávamos guardando o Shabat, e por isso estávamos comendo separados.
Ele não disse nada naquele instante mas, duas semanas depois, quando o Shabat estava entrando, fui chamado e avisado que o General Tamir queria que comêssemos junto com todos e – além disso – estava me pedindo para fazer Kidush para todos os soldados.
Fiquei satisfeito e me senti lisonjeado e disse: “Ótima ideia!” Mas quando fui chegando perto do refeitório, ouvi uma banda tocando lá dentro. Isso era uma violação do Shabat e parei. Não dava para entrar. De modo que eu disse para o oficial que estava me acompanhando, “Deixa prá lá.”
Poucos minutos depois, o oficial voltou dizendo que agora havia uma ordem oficial do General Tamir de que tínhamos de ir. Recusei-me a obedecer a ordem. Disse que eu tinha ordens de uma Autoridade Superior. Que eu não violaria o Shabat e não iria. Os demais concordaram comigo e ficamos onde estávamos.
O resultado foi que meus colegas foram presos e eu fui levado ao escritório do General Tamir. Quando entrei, ele tirou seu paletó com a insígnia de comandante e me disse: “Converse comigo como se eu não fosse seu comandante. E, por favor, explique por que fez isso! Por que me envergonhou diante de todos os soldados?”
Eu não estava entendendo aonde ele queria chegar. E disse: “O que lhe fiz? Você mesmo pode fazer o Kidush, por que eu tenho de fazer?”
E foi quando ele me contou o que aconteceu:
Depois que ele nos tinha visto pela primeira vez – quando estávamos cantando e comemorando o Shabat – achou que aquela experiência seria boa para todo o acampamento. E trouxe a banda para alegrar ainda mais o evento. Desconhecia totalmente que é proibido tocar instrumentos musicais no Shabat!
Quando entendi isso, disse: “Se você fizer a banda parar de tocar, podemos entrar sem problemas.”
Ele concordou e, cinco minutos mais tarde, nos juntamos aos outros. Eu fiz o Kidush e todo mundo ficou feliz.
Poucos dias depois, fui chamado pelo comandante do quartel general da divisão que – para grande espanto meu – pediu desculpas. Falou: “Peço desculpas em nome de toda a base pelo que aconteceu. Ninguém tem o direito de fazer vocês violarem o Shabat.” Foram essas suas palavras.
Em seguida perguntou: “O que vocês precisam?”
“Precisamos de uma sinagoga, um lugar adequado onde rezar. E de um rolo de Torá.”
“Não se preocupe.” Ele disse. “Vamos providenciar.”
E de fato, designaram para nós um lugar onde rezar e trouxeram uma Torá com escolta militar e uma banda do exército.
Aquilo foi simplesmente incrível, e escrevi para o Rebe contando toda a história.
A resposta do Rebe chegou dentro de pouco tempo. E foi uma resposta que transformou minha vida.
A carta do Rebe tinha a data do dia 16 do mês judaico de Elul de 5711 – 17 de setembro de 1951 – duas semanas antes de Rosh Hashaná. Dizia o seguinte:
“Gostei muito de receber sua carta… em que você descreve seu serviço militar e suas atividades fortalecendo o judaísmo entre seus camaradas… A grandeza do que você está fazendo não pode nem ser descrita em palavras… mas posso dizer com certeza que se você tivesse se alistado no exército apenas por isso, já teria sido suficiente.”
Aquilo me tocou tanto. E o Rebe me pediu para fazer algo para ele:
“Meu pedido sincero é que você transmita minha bênção para cada soldado, não apenas para os “religiosos” como você a eles se refere em sua carta.”
E prosseguiu explicando:
“Meu sogro, o Rebe [Anterior] costumava dizer: ‘Um judeu nem quer nem pode se separar da Divindade’ portanto, todos os seus camaradas são religiosos.”
Eu tinha a atitude de que havia doze soldados religiosos numa brigada de três mil homens. Mas para o Rebe, todos os três mil eram religiosos – só que eles não sabiam ainda.
Como o Rebe escreveu:
“É, simplesmente, que alguns deles não têm conhecimento suficiente de judaísmo. Mas não vão permanecer distantes, e vão perceber que eles também acreditam em D-us e em Sua Torá. Por favor, transmita a todos eles minha bênção – para que sejam inscritos e selados para um ano bom e doce.”
Disse-me para dizer a cada soldado que eu encontrasse – todos eles – que o Rebe de Lubavitch os está abençoando para um ano bom e doce!
Essa mensagem foi uma perspectiva totalmente diferente sobre como olhar para um judeu. Até então, eu colocava as pessoas em categorias – religiosos e não religiosos – e obviamente eu me considerava parte do grupo religioso. Mas o Rebe me mostrou como eu estava errado, porque todos os judeus são religiosos – alguns, simplesmente, não sabem disso ainda.
Adaptado de:
https://www.chabad.org/therebbe/article_cdo/aid/4808768/jewish/Jews-Uncategorized.htm
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Neche bat Shlomo
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
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Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
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Yaakov ben Eliyáhu
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Chana Liba bat Tuvia
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Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Todas as vítimas do terror HY’D







