BS’D
[“…ele chegou a Chevron…”]
(Bamidbar 13:22)
[Calev foi lá para rezar nos túmulos dos Patriarcas – Rashi.]
Um jovem e honesto negociante precisou, certa vez viajar de sua cidade, Vilkomir, para comprar estoque de tabaco em Niezhin. Embora não fosse um chassid, era muito amigo do famoso chassid, Reb Yaakov Kaidaner. De modo que, antes de partir, visitou Reb Yaakov, que lhe disse:
“Meu amigo, embora você não pertença à comunidade chassídica, gostaria de lhe pedir para visitar o túmulo de um tsadik ilustre, que está enterrado em Niezhin: Rebe Dov Ber de Lubavitch, filho do Rebe Shneur Zalman de Liadi.”
O jovem deu sua palavra, despediu-se, e partiu numa viagem que deveria durar seis meses, pois naquela época ainda não havia nenhum trem que percorresse toda a distância de Vilkomir, na Lituânia até Niezhin, na Rússia Branca.
Enquanto ele estava distante, tentando fazer negócios, sua esposa adoeceu tão gravemente, que os médicos já tinham até perdido as esperanças de conseguir salvá-la. Certa noite, ela perdeu a consciência e, embora três especialistas estivessem à sua cabeceira a noite inteira, nada puderam fazer para ajudá-la. Até que, às dez da manhã, sua enfermidade abrandou, e ela começou a recuperar as forças. Dentro de um mês, sem ajuda nem de médicos nem de remédios, estava totalmente recuperada. Seus amigos estavam espantados, mas os médicos estavam mais surpresos ainda.
Quando, finalmente, o marido voltou, mal pôs a cara na porta, e saiu correndo para a casa de seu amigo, Reb Yaakov, sem nem ao menos tirar o casacão.
“Eu lhe pergunto” – disse Reb Yaakov – “é assim que se faz? Esteve mais de meio ano fora de casa, e não ficou lá nem um pouquinho, para alegrar o coração de sua esposa e filhinhos. Saiu logo correndo para me cumprimentar. Deve haver algo por trás de seu comportamento, algo extraordinário.”
“De fato” – disse – “algo extraordinário e maravilhoso me trouxe aqui. Veja: meus negócios lá furaram e, além de perder tudo o que eu tinha, fiquei endividado, devido a todo tipo de acontecimentos infelizes no caminho. Prá piorar as coisas, durante todo o tempo, estive apreensivo: tinha a sensação de que minha esposa estava gravemente doente. Quando cheguei a Niezhin, lembrei-me da promessa que tinha feito a você. Fui para o mikvê de lá para imergir, em preparação para visitar o sagrado lugar de repouso do tsadik. Embora em todo o meu caminho até lá minhas roupas quentes tivessem me guardado do frio intenso, assim que me aproximei de onde ele se encontrava, fui tomado por um medo terrível, que jamais sentira antes. Fiquei de cabelo em pé e, apesar das roupas quentes, tremia descontroladamente. Pensei até em sair correndo daquele lugar medonho, mas refleti: ‘Nada de mal vai me acontecer em virtude do tsadik que está aqui. Por que deveria eu fugir da presença do tsadik?
“Comecei, então, a ler as citações do Zôhar, e os capítulos dos Salmos, e outros trechos de Maavar Yabok, que estão inscritos num cartaz na parede que circunda o túmulo. E ao ler, chorei rios de lágrimas. Em seguida, escrevi dois bilhetes de “redenção de alma” contendo meu pedido especial – um, continha uma prece pelo bem estar de toda minha família e a outra, era para minha esposa, em particular, pois meu coração estava inquieto. No instante em que coloquei os dois bilhetes sobre o túmulo, fui possuído de uma alegria tremenda, que jamais sentira antes. Era como imagino que seja o sabor do Jardim do Êden. Era uma felicidade tão grande que só duas horas depois consegui sair de lá, alegre e em paz.
“Aquela alegria me acompanhou durante todo o caminho de volta para Vilkomir e, quando cheguei, soube de toda a história de tudo o que minha esposa passou, inclusive o que aconteceu naquela noite muito, muito longa, que só acabou às dez da manhã. Perguntei em que data foi. E soube que foi no mesmo dia em que eu, às dez horas da manhã, coloquei os bilhetinhos sobre o local de repouso do tsadik. Portanto, não precisa se admirar por eu ter vindo correndo lhe contar sobre os caminhos maravilhosos do Céu, antes mesmo de tirar o sobretudo.
“Só tenho uma coisa a acrescentar. Se seus Rebes são tão vivos e resplandecentes após terem partido deste mundo, devem ter sido maiores ainda durante a vida.”
“Não é bem assim” – respondeu Reb Yaakov. – “Pois nossos Sábios ensinaram: ‘Tsadikim são maiores após a morte do que em vida.’”
[From A Treasury of Chassidic Tales (Artscroll), as translated by the incomparable Uri Kaploun.]
Baseado em:
http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi
http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=191-38
R. Yerachmiel Tilles
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Neche bat Shlomo
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Todas as vítimas do terror HY’D
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