TRASNCENDENDO O CONFLITO

BS’D

O Rabino Menachem Porush era representante do Agudat Yisrael no primeiro Knesset em 1948. Permaneceu no posto durante quase 35 anos, durante dez Knessets. Um mês antes de falecer, em fevereiro de 2010, aos 93 anos de idade, relatou, numa entrevista, o seguinte acontecimento, que ocorreu durante o primeiro mandato do Knesset.

Logo após o estabelecimento do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948, as disputas entre as diversas facções judaicas se intensificaram. Uma delas era particularmente acirrada: o estado decretara que a educação seria compulsória até certa idade e se negava a reconhecer que as escolas primárias ashkenazi-charedi na língua yidish atendiam a essa exigência, alegando que a carga horária de matérias seculares, como matemática, inglês, história e geografia era insuficiente. Os administradores das escolas religiosas afirmavam que seus alunos aprendiam o programa necessário dessas matérias em menos tempo.

As discussões presenciais, conversas telefônicas e correspondências escritas foram se tornando mais acaloradas por ambos os lados. Ninguém queria ceder.

Quando as coisas estavam nesse pé, o Rabino Porush estava de partida para uma visita aos Estados Unidos. Pouco antes de partir, recebeu um telefonema particular de outro  jerusalemita, o Rabino Yitschak-Zev (“Velvyl”) Soloveitchik, Rosh Yeshiva de Brisk.

– “Rabino Porush, como o senhor está sabendo, essa polêmica sobre as escolas pode chegar a dividir o país. Quando estiver em Nova York, precisa ir visitar o Lubavitcher Rebe  [Rabi Yossef Yitschak Schneersohn – o Rebe anterior].”

– “O Brisker Rav quer que eu vá ter com o Lubavitcher Rebe em seu nome?” Interrompi espantado. [Brisk é uma das mais importantes yeshivot dos judeus lituanos, que são considerados opositores ao método dos Chassidim, especialmente chassidim Lubavitch].

– “Sim! Vá visitá-lo e diga-lhe que ele tem de mandar Shazar legalizar nossas escolas de língua yidish.

Na época, explicou o Rabino Purush, Zalman Shazar era o Ministro da Educação. E como ele vinha de uma família Lubavitch da Rússia, o Brisker Rav tinha esperanças de que, embora Shazar já não vivesse no modo de vida chassídico, o Lubavitcher Rebe ainda pudesse ter influência sobre ele.

De modo que, quando o Rabino Porush chegou a Nova York, marcou um encontro com o Rebe Rayats de Lubavitch. O secretário do Rebe acompanhou o visitante politicamente importante até o escritório do Rebe, e disse: “Este é o Rabino Porush, de Israel.”

Embora na época, o Rebe Rayats tivesse dificuldades para falar, resultado indireto da tortura que sofrera nas mãos dos guardas e interrogadores da prisão comunista, respondeu de modo claro e preciso:

“Para Porush há muitos peirushim (significados). Pode significar Purush de Agudat Yisrael, Purush do Partido Nacional Religioso, ou Porush de Naturei Karta. Que tipo de Purush é você?”

Obviamente, o Rabino Porush poderia ter respondido, simplesmente que era de Agudat Yisrael, mas preferiu uma resposta mais íntima: “Sou o filho do Porush que foi a primeira pessoa a visitar o Rebe em Riga.” [Capital da Letônia, primeira parada do Rebe Rayats ao ser deportado da Rússia em 1927].

“Neste caso”, disse o Rebe com um largo sorriso, “Shalom Aleichem. Bem vindo.”

O Rabino Porush explicou a missão que o Brisker Rav lhe confiara. O Rebe Rayats ficou visivelmente espantado. “O Brisker Rav o mandou a mim? A mim? Foi mesmo?” E o Rabino Porush respondeu todas as vezes com sim ou com um aceno de cabeça.

O Rebe concentrou-se em seus pensamentos durante alguns minutos. “Bem, então, quando voltar para Êrets Yisrael, por favor, procure o Senhor Shazar  e lhe diga que ele deve atender ao pedido do Brisker Rav. Diga-lhe também que eu disse que o Senhor Shneur Zalman Shazar-Rubashov não deve envergonhar a família Lubavitch Shazar-Rubashov da Rússia. E o Todo Poderoso o abençoará.”

Quando regressou a Jerusalém, o Rabino Porush foi, logo no dia seguinte, para o Knesset, que na época era em Tel Aviv, para falar com Shazar. Quando o encontrou, David Ben-Gurion, o Primeiro Ministro, estava no outro lado da sala.

Quando o Rabino Purush acabou de dizer a Shazar o que o Rebe Rayats tinha lhe dito para dizer, Shazar, empolgado, chamou Ben-Gurion. “Escute isto! Porush nos trouxe uma mensagem do Lubavitch Rebe, do Brooklyn.”

“É mesmo?!” – Exclamou Ben-Gurion, aproximando-se rapidamente. “Você viu o Lubavitch Rebe? Esteve em sua corte? Ele mandou mesmo um pedido para Shazar aqui?”

E o Rabino Porush concluiu suas reminiscências de mais de 60 anos antes: “E aquele foi o fim do conflito.” O Ministro da Educação, Shazar, com a aprovação tácita do Primeiro Ministro Ben-Gurion, rapidamente reconheceu todas as escolas charedi e yeshivot do país. As brigas e divergências acabaram!” Tudo em virtude do tremendo respeito que tinham pelo Lubavitcher Rebe anterior.”

Source: Transcribed and adapted and changed to third-person perspective by Yerachmiel Tilles from the JEM (Jewish Educational Media) weekly “Living Torah” video, which was distributed for the week of Yud-Beit Tammuz, 2009 (2010?), the anniversary of the miraculous liberation in 1927 of the Rebbe Rayatz at age 47. (To the best of my knowledge, JEM has not [yet] published its own transcript of its interview with Rabbi Porush.)

Adaptado de:

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=656-41

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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