A haftará do primeiro dia de Rosh Hashaná conta a história de Chana, que não tinha filhos e foi ao Santuário rezar. Pelo mérito de suas preces foi abençoada com um filho – o profeta Shemuel.
Eli, o sumo sacerdote, vendo Chana tão imersa em preces e indiferente a tudo o que acontecia à sua volta, desconfiou que ela estivesse bêbada, não de vinho, mas do próprio ato de rezar.
“Não estou bêbada”, explicou Chana. “Estou vertendo minha alma diante de D-us.” Através da prece, a alma de Chana estava se unindo com D-us.
Em Rosh Hashaná pedimos a D-us para preencher nossas necessidades. Nossos pedidos são espirituais e materiais: pedimos que D-us nos abençoe com filhos saudáveis, vida longa e sustento em abundância.
Rosh Hashaná é o dia da coroação de D-us como Rei, como dizemos: “Reina por sobre todo o Universo em Tua glória.”
Como aceitamos a soberania de D-us? Anulando-nos em Sua presença. Quando estamos totalmente anulados diante do Rei, não temos percepção de nossos desejos individuais, conscientes, apenas, de estar na Presença de D-us.
Isso nos põe diante de uma aparente contradição. Se Rosh Hashaná caracteriza-se por uma ausência de auto percepção, como podemos, simultaneamente, rezar pela realização de nossos pedidos pessoais?
Quando um judeu reza para D-us em Rosh Hashaná, sua prece é um prolongamento do processo de coroação. Superficialmente, pode estar pedindo bênçãos materiais. Sua verdadeira intenção, porém, consciente ou subconsciente, é o desejo de espalhar a idéia do reinado de D-us no mundo. Ao rezar por bênçãos materiais, o judeu está apenas pedindo ajuda Divina para cumprir sua missão na Terra.
Era este o conceito que Eli, o sacerdote, não estava entendendo. Seu argumento era que quando um judeu reza, não há lugar para pedidos pessoais; a percepção de estar na Presença de D-us deveria ser tão intensa, a ponto de excluir tudo o mais. Quando Eli viu Chana rezando por um filho, chegou à conclusão equivocada de que ela tinha se esquecido da Presença de D-us. Mas Chana respondeu que não era assim. Seu anseio por um filho não era um desejo pessoal. Era a vontade de cumprir uma missão maior na vida. Isso fica claro na promessa que fez de que se D-us a abençoasse, a criança seria dedicada a uma vida de total Serviço a D-us. Chana não estava pedindo a D-us que realizasse seu desejo pessoal; estava rezando para que D-us realizasse Suas Próprias “necessidades”!
O mesmo ocorre conosco em Rosh Hashaná. Embora nossos pedidos tenham um foco pessoal, a verdadeira essência de nossa prece é a união com D-us.
Adaptado para “Maayan Chai” de “Licutê Sichot, Vol. 19.
Quando o Miteler Rebe tinha cinco anos de idade, estudava com o melamed Reb Ber, na casa de Reb Avraham, o médico.
Certa vez, ouviu Reb Avraham se queixando:
“Já estamos em Elul e ainda nem preparei as sanguessugas!”
Na época, as sanguessugas eram utilizadas para fins medicinais, e só eram encontradas durante os meses quentes de verão.
Quando o Miteler Rebe voltava para casa, após o cheder, costumava passar o tempo na companhia dos chassidim que estavam na sala próxima ao escritório do Alter Rebe. Certo dia, viu que estavam sentados conversando quando, de repente, começaram a rir. Ao ouvi-los, o menino os repreendeu:
“Já estamos em Elul, e vocês nem prepararam ainda as sanguessugas, e ficam aí rindo!”
E saiu da sala. Os chassidim pensaram que o menino ouvira essa frase de seu pai, o Alter Rebe, e deram início a uma reflexão profunda sobre o significado dela. Chegaram à conclusão de que tal qual as sanguessugas, que são utilizadas para retirar o sangue enfermo ou superaquecido do paciente, durante o mês de Elul o indivíduo deveria dar um basta a seus desejos negativos, preparando-se para Rosh Hashaná.
Quando aquele debate chegou aos ouvidos do Alter Rebe, ele disse:
“Este é o método do Báal Shem Tov – aprender uma lição em avodat Hashem de toda e qualquer coisa material que se vê ou ouve. Quem segue esse caminho e utiliza todas as coisas materiais para servir a D-us, inculcará em si mesmo e em seus descendentes um brilho de inspiração em sua avodat Hashem.”
Os chassidim contam que naquele Rosh Hashaná o chão ficou encharcado de lágrimas, do impacto das palavras do Miteler Rebe. E em Simchat Torá, os sapatos dos chassidim ficaram gastos e rasgados pelas danças que tinham sido inspiradas pala promessa do Alter Rebe.
O chassid, Reb Ozer Winikorsky za’l, precisava passar pelas sete fogueiras do Guehenom, por onde tinham de passar todos os que se apresentavam para o serviço militar. Apresentou-se cinco vezes diante das autoridades de convocação, e cada vez que precisava aparecer diante do departamento médico, ficava tenso e apavorado.
Procurou o Rabi Levi Yitschak (pai do Rebe) e pediu sua bênção e orientação, para salvar-se das garras dos que conspiravam contra ele. Percebendo a aflição e o sofrimento do chassid, Rabi Levi Yitschak deu-lhe uma orientação detalhada do que deveria fazer a fim livrar-se de seus problemas. Falou-lhe o dia exato em que devia apresentar-se, a hora, e a rua por onde deveria chegar, que capítulos de Tehilim deveria dizer antes de ir, e quantas moedas deveria dar para tsedaká. Disse-lhe, inclusive, que ao chegar à porta do escritório do Serviço Militar, pensasse no Nome de D-us, e só depois se apresentasse. Deu-lhe sua bênção e sua promessa de nada de mal lhe ocorreria. Pediu-lhe também que depois voltasse a vê-lo, para contar tudo o que ocorrera.
“Quando lá cheguei” – relatou Reb Ozer – “após fazer tudo conforme a orientação do Rabi Levi Yitschak, entrei na grande sala onde havia várias mesas ordenadas. Ao lado de cada mesa estava sentado um médico, cada médico tinha sua especialidade, e sua função era examinar o candidato, única e exclusivamente na área de sua especialização. Cada médico estava encarregado de uma área da medicina, de modo que o candidato deveria passar por todos aqueles doutores, para que não pudesse enganar quanto a seu verdadeiro estado de saúde.”
“Fui cuidadosamente examinado por todos aqueles médicos, e cada um escreveu seu relatório. Quando, finalmente, cheguei ao funcionário que deveria me dar o resultado final – fiquei surpreso quando ele me olhou penalizado e perguntou: ‘O que há com você, infeliz? Cada um dos médicos encontrou uma doença!’”
“Deste modo saí de lá como inapto, e fui dispensado do Serviço Militar!” –Reb Ozer concluiu seu relato do milagre pessoal que lhe ocorreu pela berachá de Rabi Levi Yitschak.
(Do livro “Toledot Levi Yitschak”, Vol. I)
Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line” da Yeshivá Tomchei Tmimim
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Arie Leib ben Yaakov
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
O Rabino Lebl Groner, membro do secretariado do Lubavitcher Rebe, contou a seguinte história:
Um aluno de yeshivá teve uma yechidut (audiência particular) com o Rebe. Entregou ao Rebe um tsetel (bilhete), em que escrevera diversas coisas, inclusive que ele gostaria de uma berachá (bênção) do Rebe para encontrar sua alma-gêmea. Após olhar o bilhete, o Rebe disse ao jovem que ele tinha se esquecido de assinar seu nome. “Vá lá fora e peça uma caneta emprestada. Assine seu nome e, em seguida, volte com o tsetel”, disse o Rebe.
O jovem saiu e pediu uma caneta a um homem que lá encontrou. Assinou seu bilhete e voltou ao escritório do Rebe.
O Rebe abençoou o jovem para que “D-us lhe envie um shiduch assim que possível.”
Pouco depois, a pessoa que emprestara a caneta ao estudante teve uma audiência com o Rebe. Entre outras coisas, contou ao Rebe que tinha uma filha em idade de se casar e que estava pedindo ao Rebe uma berachá para encontrar um noivo adequado para ela. “O aluno de yeshivá que me pediu uma caneta emprestada me causou uma ótima impressão. Será que devo pensar nele para minha filha?” – Perguntou.
“Por que você acha que eu o mandei sair para pegar uma caneta?” – Respondeu o Rebe.
Os dois jovens se encontraram e acabaram noivando e casando.
Desta história entendemos que não só o Rebe pode enxergar além das quatro paredes de seu escritório, ele também sabia a quem o jovem pediria uma caneta emprestada.
Reb Noach era um dedicado chassid do Báal Shem Tov. Embora fosse casado há muitos anos, ainda não tinha filhos. Frequentemente pedia ao Báal Shem Tov que rezasse por ele para que tivesse uma criança saudável; mas o Báal Shem Tov mudava de assunto.
Certo dia, o Báal Shem Tov chamou R. Noach e lhe disse: “Saiba que este é um momento propício. Posso rezar por você agora, para que D-us lhe dê um filho. Mas antes preciso lhe informar de que há uma condição que você precisa concordar em cumprir. Durante seus primeiros seis anos de vida, o menino não pode ficar só nem por um instante. Vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, ele jamais pode ficar sozinho. Aceita isso?”
Gotas de suor surgiram na testa de R. Noach. Estava tão feliz e empolgado de que finalmente seria pai, após todos aqueles anos. Mas por outro lado, como poderia garantir que conseguiria manter a vigilância que o Báal Shem Tov estava pedindo?
Ficou em silêncio durante vários minutos, perdido em pensamentos. Finalmente, levantou os olhos, olhou diretamente para o Báal Shem Tov e exclamou: Aceito! Assumo a responsabilidade de fazer exatamente o que o senhor está dizendo. Quero tanto ter um filho, que aceito qualquer preço e qualquer condição.”
O Báal Shem Tov gostou da resposta do chassid. Prometeu-lhe que, com a ajuda de D-us, dentro de um ano ele e sua esposa seriam abençoados com um filho.
Antes que um ano se passasse, o feliz casal teve um filho. É óbvio que R. Noach não se esqueceu da condição que o Báal Shem Tov impusera, e cuidou para que houvesse supervisão constante sobre o bebê. Sua esposa, é óbvio, estava feliz de ficar com a criança todo o tempo de que dispunha. Ele também cuidava do neném uma parte do tempo. Para o pouco tempo em que eles não podiam cuidar pessoalmente da criança, contrataram uma babysitter.
Após a emoção inicial, a vida continuou na rotina durante quatro anos. Até que um dia, o circo chegou à cidade. Era um grande circo, que desfilou pelas ruas da cidade com grande alarde. E despertou a curiosidade da babysitter, que estava de plantão.
Ela resolveu ir até a rua ver que barulho era aquele. “Vou só um minutinho e volto logo.” Pensou.
E foi. Mas quando voltou para dentro de casa, poucos minutos depois, seu coração disparou. O menininho tinha desaparecido. Aonde poderia ter ido em tão breve intervalo? Em pânico, procurou na casa toda. A criança não estava lá!
O alarme espalhou-se rapidamente pela comunidade judaica, mas ninguém conseguiu achar a criança desaparecida. R. Noach sentiu que o peso do mundo inteiro se abatera sobre ele. Como num torpor, foi cambaleando pelas ruas da cidade, procurando em cada canto e em cada buraco, mas sem resultados.
Queria pedir ajuda a seu grande Rebe, mas o Báal Shem Tov já tinha falecido. Não sabia a quem pedir ajuda. No final, resolveu que iria consultar Udel, a filha do Báal Shem Tov. Talvez ela pudesse ajudar.
Udel escutou a história toda e depois disse que iria rezar no túmulo de seu sagrado pai. Só depois poderia aconselhá-lo sobre o que fazer.
Quando ela voltou do cemitério, mandou chamar R. Noach e lhe disse: “Papai disse que você deve sair da cidade para procurar. E que deve ir em direção ao sul. Não fique mais de uma noite em nenhum lugar, e onde quer que vá, pergunte aos habitantes do local sobre seu filho. E que D-us o ajude.”
Tão logo escutou suas palavras, R. Noach foi correndo para casa. Rapidamente, fez uma malinha, com seu talit e tefilin e mais uns poucos itens necessários, e partiu.
Passaram-se dias. E passou por muitas cidades e vilas. Em todas elas perguntava a várias pessoas que lá moravam se tinham visto seu filho desaparecido.
Os dias se estenderam em semanas. No final da décima semana, antes de deixar o lugar onde pernoitara na noite anterior, perguntou ao estalajadeiro judeu se ele sabia de alguma coisa sobre um menino de quatro anos perdido. Como sempre, deu-lhe uma descrição acurada.
Ao escutar os detalhes da aparência da criança desaparecida, as sobrancelhas do anfitrião se elevaram em surpresa. “Que impressionante!” Exclamou. “Sua descrição corresponde ao menininho que nosso pôrets adotou recentemente. Esse nobre, que é o proprietário de tudo por aqui, nunca teve filhos e há poucas semanas levou para casa um menino para criar como filho. Dizem os rumores que é um menino judeu. Portanto, é muito possível que seja seu filho desaparecido.”
R. Noach sentiu que seu coração parou. Era a primeira vez, em sua longa viagem que tinha tido alguma pista sobre o desaparecimento misterioso de seu filho. Com lágrimas nos olhos, pediu ao estalajadeiro que o ajudasse a recuperar seu filho único.
O estalajadeiro não sabia o que dizer. É claro que queria ajudar, mas o que poderia fazer? O pôrets dominava toda a região. Todos, até mesmo a polícia, o temiam e faziam todos os seus caprichos.
Após pensar um pouco, o estalajadeiro disse lentamente a R. Noach: “Não sei como posso ajudar mas uma coisa vou fazer: irei até a mansão do pôrets e tentarei descobrir mais detalhes sobre o menininho de lá. Talvez algo aconteça que possa ser a chave da salvação.”
O estalajadeiro cumpriu sua palavra. Esteve ausente durante várias horas. E ao voltar, fez sinal para R. Noach de que queria conversar com ele em particular. “Posso lhe assegurar de que o menino que o pôrets adotou é seu filho desaparecido. Outra coisa que lhe posso dizer é que o arcebispo de toda esta região foi convidado a realizar a cerimônia de batismo do menino, e ele chegará amanhã.” Acrescentou tristemente. “Todas as pessoas da jurisdição do pôrets estão convidadas para a cerimônia e para as festividades que haverá em seguida.”
R. Noach ficou branco. Chorando muito, implorou ao estalajadeiro: “Você tem de me ajudar a salvar meu filho! Não sei como, mas como foi você quem descobriu que ele está vivo, e seu paradeiro, deve ser que você é o enviado do Céu para libertá-lo e trazê-lo de volta para mim. Por favor, por favor, me ajude!”
O estalajadeiro ficou muito sério, tentando pensar em alguma maneira de ajudar seu hóspede desesperado. Após alguns momentos de introspecção, disse para R. Noach: “Olhe, tive uma ideia. É meio estranha, e talvez até insana. Mas não estou conseguindo pensar em nada melhor.”
“Nu? O que é?” – Perguntou R. Noach.
O estalajadeiro deu de ombros. “Ouvi dizer que o arcebispo é um homem decente e bondoso. Talvez você consiga dar um jeito de encontrá-lo antes que ele chegue na casa do pôrets. Aí você conta prá ele a história toda de seu filho perdido. Ele pode ajudar. Quem sabe ele ajude? Sugiro que fique a sua espera nos arredores da cidade.”
R. Noach resolveu tentar. Levantou cedo, na manhã seguinte e foi se postar na entrada da cidade. Lá, esperou num pé e noutro, durante várias horas. Finalmente, lá na distância, conseguiu vislumbrar uma nuvem de poeira, e a luxuosa carruagem do bispo apareceu.
Quando ela se aproximou, R. Noach atirou-se ao chão para que a carruagem não passasse por ele. No último momento, o cocheiro percebeu que alguém estava deitado em seu caminho e com grande esforço, fez com que os cavalos parassem, a poucos centímetros de R. Noach.
Este levantou-se de um pulo e correu para onde o bispo estava sentado, contando-lhe a história toda com grande emoção. O bispo escutou atentamente e quando R. Noach acabou, respondeu que tentaria ajudá-lo a recuperar seu filho perdido. Disse-lhe que fosse para a entrada da propriedade do pôrets e o esperasse lá, com uma carruagem pronta para partida imediata.
R. Noach apressou-se em seguir as instruções do bispo. Enquanto isso, a casa do pôrets já estava transbordando de gente, que viera para o batismo do menino adotado. O pôrets estava no jardim, segurando a mão do menininho e esperando, ansioso, a chegada do bispo.
Quando o bispo chegou, foi direto em direção ao pôrets e começou a gritar com ele, para espanto da multidão:
“Bobo! Que imbecil você é! Acha mesmo que com este menino você achou um herdeiro e alguém para preservar seu nome após sua morte? Não entende que um menino judeu jamais, jamais lhe será fiel?”
O pôrets estava incrédulo. Como podia o bispo falar assim? E por que estava tão bravo? O pôrets ficou em silêncio, mas o bispo podia sentir que ele estava cético.
“Vou lhe provar que tudo o que eu disse é verdade. O menino já está com você há algumas semanas, certo? Você o cobriu de afeição e todos os presentes que ele poderia desejar, certo? Pois eu lhe digo: No momento em que ele avistar um judeu, alguém de seu povo, ele vai abandonar você e fugir com esse judeu. Venha. Você vai ver.”
O bispo começou a se aproximar do portão, com o pôrets a segui-lo, meio que arrastando o menino pela mão. Ao se aproximarem do portão, o bispo mandou o pôrets soltar a mão do menino. O menino avistou seu pai e saiu correndo em sua direção, pulando em seus braços.
O bispo gritou: “Fora daqui! Rápido! Jamais ouse aparecer por aqui novamente.”
R. Noach colocou o menino na carruagem e ordenou ao cocheiro que fosse embora o mais rápido possível.
Após chegar em casa com seu filho, R. Noach foi visitar a filha do Báal Shem Tov para lhe contar sobre a salvação de seu filho. Assim que ele entrou, ela falou: “Fique sabendo que Papai teve que sair de seu lugar no Paraíso para se disfarçar naquele bispo e lhe devolver seu filho.”
R. Noach também escreveu uma carta de agradecimento ao estalajadeiro. Ele respondeu que no dia seguinte o bispo chegou, desculpando-se pelo atraso. “Agora vamos batizar o menino.” O pôrets teve de chamar várias testemunhas que contaram o que acontecera no dia anterior. Enquanto o bispo afirmava que ele não tinha vindo no dia anterior, e que jamais perderia tal oportunidade…
Adaptado de:
Yerachmiel Tilles
[Traduzido e livremente adaptado por Yerachmiel Tilles (e inicialmente publicado em Kfar Chabad Magazine – Inglês) de Shemu Vitachi Nafshechem #261.