Archive for setembro, 2022

INOCENTE E ANALFABETO

BS’D

Antes da grande onde de imigração para Israel após 1948, muitos judeus marroquinos desejavam se mudar para a Terra Santa. Mas naquela época, pouquíssimas famílias conseguiram fazer aquela viagem longa e cansativa.

Antes de concluir seus preparativos para a viagem, todos os que queriam se mudar da grande comunidade judaica de Tafilalet para Êrets Yisrael iam pedir permissão ao Rabi Meir Abuhatseira (“Baba Meir” – o filho mais velho e sucessor espiritual de Baba Sali). Quando estavam com tudo quase pronto para viajar, chegavam à casa de Baba Meir para se despedir. Ficavam lá durante quatro ou cinco horas, com lágrimas jorrando como água, e com soluços que ecoavam pela casa toda. Os filhos de Rabi Meir não entendiam por que os judeus a caminho de Jerusalém estavam chorando. Quando perguntavam, os emigrantes diziam que estavam prestes a iniciar uma viagem difícil e perigosa. A família de Rabi Meir se acostumou ao fato de todos os que estavam de mudança para Israel passarem metade de um dia em sua casa, chorando.

Certo dia, chegou à casa de Rabi Meir, em Arpud, um homem que ele conhecera em outra cidade (onde morara anteriormente). O homem era muito inocente, sendo sua ingenuidade sua maior virtude, bem como sua maior limitação. Não entendia nada do que acontecia no mundo à sua volta. Tinha, porém, uma fé pura e sincera no Criador e nos tsadikim que Ele pusera neste mundo. Tinha resolvido se mudar para a Terra Santa e tinha chegado para se despedir de Rabi Meir. Lembrava-se, da época em que morava em Midelt, do costume de ir à casa de Baba Meir e chorar, antes de partir. O homem queria fazer o mesmo. Sabia que tinha muito motivo para chorar. Um mar de lágrimas começou a jorrar. E soluçou como alguém que acaba de perder um ente querido. Rabi Meir, percebendo que chorava muito mais que a média das pessoas, perguntou-lhe o motivo. O homem respondeu: “Baba Meir, o senhor me conhece há muito tempo, e sei que o senhor sabe que não sou instruído. Não reconheço nenhuma letra do alfabeto e jamais li um livro. Até agora consegui me sustentar negociando com os gentios. Mas o que o futuro me reserva? A população de Êrets Yisrael é composta de professores e eruditos. Quem vai se dar ao trabalho de olhar para um ignorante como eu? Sou tão ignorante que nem sei dizer se a página branca dentro da capa de um livro é a primeira ou a última página! Como vou conseguir ganhar a vida e o que vou fazer o dia todo?” Ele parou de falar, mas continuou a soluçar.

Rabi Meir lhe disse: “Escute! Sua inocência e ignorância vão ser justamente o que o ajudará a se virar em Êrets Yisrael. O fato de você não saber ler nem escrever vai sustentá-lo a vida inteira!”

Ao ouvir isso, os olhos do homem se iluminaram. Suas lágrimas secaram e deram lugar a um sorriso. Fez uma mesura e despediu-se de Baba Meir, feliz da vida com a berachá que recebera.

A partir daquele instante, até a hora de viajar, transmitia para todos os vizinhos sua alegria pela bênção que recebera. Depois, no navio, os demais passageiros, que temiam o futuro, perceberam sua tranquilidade. E ele lhes explicava, sorrindo: “Nada tenho a temer, pois trago na mochila a berachá do tsadik Baba Meir. Ela me dará sustento a vida inteira. “É justamente o fato de eu ser um bobo inocente e ignorante que me dará sustento.”

Os demais viajantes viam em suas palavras a comprovação de sua ingenuidade e burrice.

O homem chegou em Êrets Yisrael e fixou residência em Kfar Ata, na costa do Mediterrâneo entre Haifa e Akko. Seus filhos se destacaram, tanto nos estudos religiosos, quanto nos seculares. E se davam bem em tudo o que faziam. Um dos seus filho conseguiu emprego no “Instituto 3”, que fazia parte da “Rede de Desenvolvimento de Armas”, onde caiu nas boas graças de um dos principais engenheiros de mísseis, que o nomeou seu assistente pessoal.

Certo dia, o engenheiro comentou com seu assistente sobre um problema antigo do instituto. Diariamente eram traçados esboços de muitos projetos secretos de possíveis mísseis. Ao final do dia, como a maioria deles não seriam utilizados, esses projetos teriam de ser destruídos. Os armários dos engenheiros estavam abarrotados. E os engenheiros, já assoberbados de trabalho, não tinham tempo de lidar com aquilo.

O jovem se ofereceu para destruir os documentos, mas o engenheiro deixou muito claro que ele não tinha permissão de olhar para eles, pois eram papéis secretos.

“Meu pai é analfabeto” – disse o jovem. “Talvez seja a pessoa ideal para o cargo.”

O engenheiro não acreditou. “Será possível que exista alguém, em toda a Terra de Israel, que não saiba ler e escrever?”

O jovem respondeu: “Meu pai.”

O engenheiro não podia acreditar. Como era possível que um ignorante desses fosse o pai de um filho tão instruído? Apesar do ceticismo, passou a sugestão para os diretores da fábrica. Esses, animados, solicitaram uma investigação de segurança.

Inicialmente investigaram o background do suposto analfabeto imigrante do Marrocos. Quando ficaram certos de que ele não tinha nenhuma ligação com nenhum inimigo do país, resolveram ir visitá-lo, para ver que tipo de pessoa era.

Quando chegaram a sua casa, em Kfar Ata, encontraram-no andando na varanda, simplesmente, olhando para o nada. Conversaram um pouco com ele e viram que era simples, como seu filho dissera. Deram-lhe um jornal e ele o segurou de cabeça para baixo. Perguntaram como rezava, já que não sabia ler. Ele disse que aprendera as preces de cor, na juventude e, simplesmente, murmurava as palavras.

Os investigadores de segurança deram toda a informação a seus superiores. Percebendo que ele era a pessoa ideal para o trabalho, ofereceram-lhe o cargo de “Destruidor de Documentos Secretos” de todo o Instituto 3. Deram-lhe um escritório, onde ele ficava o dia todo rasgando e queimando. No fim do mês, ganhava um bom salário.

Ao final de trinta anos, teve de se aposentar devido à idade. Apesar da excelente aposentadoria e da ótima indenização, estava chateado. Viajou até a costa para falar com o filho de Baba Meir, Rabi David-Chai Abuhatseira, o rabino chefe de Naharia (ao norte de Akko). E lhe disse, triste: “Seu pai me prometeu trabalho para a vida toda. E agora eles deram fim ao meu emprego.”

Em menos de uma semana, os diretores do instituto o procuraram e perguntaram se ele concordaria em voltar ao trabalho, pois “não tinham conseguido encontrar ninguém qualificado para substituí-lo!”

O homem trabalhou lá ainda muitos anos, enquanto teve condições, e nada lhe faltou. Tudo o que Baba Meir dissera décadas antes se realizou.

Source: Adapted by Yerachmiel Tilles from Abir Yaakob: The Lives & Times of the Saintly Grand Rabbis of the Abichazira Dynasty (vol 2.) by Chaonch Regal…who heard the story from Rabbi David-Chai Abuhatzeira, son of Baba Meir and currently still the Chief Rabbi of Nahariya, israel.

Fonte: Adaptado por Yerachmiel Tilles de Abir Yaakob: As Vidas e Tempos dos Santos Grandes Rabinos da Dinastia Abichazira (Vol. 2) por Chaonch Regal… que escutou essa história do Rabino David-Chai Abuhatzeira, filho de Baba Meir e atualmente ainda Rabino Chefe de Nahariya, Israel.

Traduzido e adaptado de:

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=824-02

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

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Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

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É SIMPLES

BS’D

Consta no Talmud que quem pensa em Teshuvá torna-se um tsadik gamur, independente do que ele era um instante antes disso. Ou seja, a teshuvá é como recalcular a rota do Waze. Mudar de direção.

Baseado em:

mymaor.org

+1718-687-8900 (BrightenmyDayRebe – whatsapp daily video)

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Ki Tavô – Chai Elul

BS’D

Arte by Michele Enkin @menkin_art

Chai Elul, aniversário das duas grandes luminárias, o Báal Shem Tov e o Alter Rebe, sempre cai perto do Shabat Parashat Ki Tavô (ou no próprio Shabat). São conhecidas as palavras do Shelá que todas as festas estão aludidas nas parashiot da semana em que caem. Há, portanto, uma ligação entre Chai Elul Parashat Ki Tavô.

A palavra ‘tavô’ significa entrar inteiramente. Como dizem nossos Sábios: “Entrar parcialmente não é entrar.” Esta é a lei para a imersão de um utensílio no mikvê, de que foi dito: “Será introduzido (iuvá) na água … e será purificado.” Daí se aprende que uma pessoa também tem de imergir totalmente na água. Se um fio de cabelo ficar boiando, a pessoa não ficou pura.

“E quando entrares na terra que Hashem teu D-us te dá… e a herdares e te fixares nela.” Entrar na terra é só quando entrar definitiva e inteiramente, após herdá-la e assentar-se nela.

Torá da Chassidut, revelada pelo Báal Shem Tov e pelo Alter Rebe, é o “tavô” – a entrada no Serviço Divino. Cumprir a Torá e as mitsvot de maneira penetrante – imersão completa no Serviço Divino, realizando-o com perfeição. Nem mesmo um detalhe pode ficar sem Torá mitsvot.

Do mesmo modo que na entrada em Êrets Yisrael há dois assuntos: entrar na terra, de modo geral – “tavô”, e os detalhes – “herdá-la e assentar-se nela”, em Chai Elul há também esses dois aspectos: a chassidut geral, fundada pelo Báal Shem Tov e a chassidut Chabad, fundada pelo Alter Rebe. O Báal Shem Tov mostrou como precisamos servir a D-us de modo geral – “tavô”. O Alter Rebe mostrou como cada um de nós pode ser alguém que serve a D-us, como chegar a um Serviço Divino de fato, nos detalhes – “herdar e assentar-se nela”.

A revelação dos ensinamentos da chassidut é uma preparação para a chegada de Mashiach. Quando o Báal Shem Tov perguntou a Mashiach: “Quando o senhor vai chegar?” Mashiach respondeu: “Quando tuas fontes se espalharem para fora.” – Quando os ensinamentos da chassidut, a parte íntima da Torá, forem divulgados em todo o mundo e chegar a todos.

Consta nos livros de kabalá que até a chegada de Mashiach, todas as revelações do mundo são superficiais. Portanto um judeu pode cumprir Torá mitsvot de modo que ele e a Torá sejam duas coisas separadas.

chassidut exige que o judeu revele seu íntimo, a chassidut mostra a todo judeu como relevar seu interior.  Todo judeu é, sem exceção, no íntimo, unificado com a Torá e as mitsvot, é esta sua vitalidade. Do mesmo modo que é impossível separar a vitalidade de um ser humano, é impossível separar um judeu da Torá e das mitsvot. chassidut revela o verdadeiro interior de um judeu.

Portanto, o estudo da chassidut é um preparativo para a chegada de Mashiach, quando tudo se revelará tal como é, no íntimo.

(Adaptado de “Likutê Sichot”, Vol. 19, págs. 244-249)

Baseado em “Maayan Chai”, Vol.10, págs.102-104.

Ketivá Vechatimá Tová!

Shaná Tová Umetuká!

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CAMINHOS TORTUOSOS

BS’D

Arte by: Michele Enkin @menkin_art

Li a seguinte história desculpem, mas não me lembro onde:

Um não-judeu escreveu um livro em que relata suas viagens pelo mundo. Entre suas aventuras, conta:

Certa vez, eu andava pelas ruas de Manhattan com um amigo judeu. Fomos abordados por um jovem judeu ortodoxo, de barba e chapéu, que nos perguntou:

– Excuse-me, are you Jewish? (Com licença, vocês são judeus?)

Meu amigo judeu falou:

– Eu não sou, mas meu amigo (e apontou para mim) é.

O jovem começou a insistir para eu pôr tefilin. Eu tentei me esquivar, mas não admiti que não sou judeu, para que meu amigo não passasse por mentiroso. Após muita insistência, eu, o não-judeu, coloquei tefilin. Voltamos para casa e eu já nem me lembrava do ocorrido. Meu amigo, porém, não conseguia se perdoar. Com a cabeça entre as mãos, lamentava-se:

– Como fui fazer isso com ele? Como pude fazer com que fosse contra os próprios princípios, colocando tefilin num goy? E não conseguia se acalmar. Acabou indo procurar aqueles rapazes e o fim da história é que meu amigo acabou tornando-se religioso e hoje em dia é um daqueles que ficam na rua e perguntam: – Excuse-me, are you Jewish? – E faz com que os passantes judeus ponham tefilin.

D-us escreve direito por linhas tortas… 

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BOLO DE MEL CHALOM

BS’D

O bolo de mel que é “um sonho”

Ingredientes:

3 ovos

1 copo de açúcar

¾ de copo de óleo

1 copo de mel

2 colheres de chá de café solúvel dissolvidas em o copo de água quente

3 copos de farinha

1 colher de sobremesa de canela

1 ½  colhere de chá de fermento em pó

1 colher de chá de bicarbonato de sódio

Modo de Fazer:

Aqueça o forno.

Unte e polvilhe uma forma de buraco e uma de bolo inglês.

Na batedeira, bata os ovos, o óleo, o mel, o açúcar e a canela até obter uma mistura bem homogênea.

Acrescente, alternando, o café e a farinha, batendo sempre.

Por fim, o fermento e o bicarbonato.

Verta a massa nas duas formas e asse em forno médio, durante uns 10 minutos, depois, baixe o forno e continue assando os bolos até que um palito saia sequinho. O bolinho inglês assa mais rápido.

Lebriut!

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