Rabi Shlomô ibn Gabirol escreve em seu livro “Tikun Midot Hanêfesh” (Correção das Midot da Alma) que a cada um dos sete sentidos correspondem quatro midot – duas boas e duas más.
O sentido do paladar tem as midot:
alegria e ansiedade,
serenidade e remorso.
A primeira midá que está contida no sentido do paladar é a alegria, e seu oposto é a preocupação ou ansiedade. Daí conclui-se que para corrigir a ansiedade é preciso corrigir o sentido do paladar, começar a se alimentar bem e beber bem, fazer um pouco de “lechaim”, como disseram nossos Sábios que “só há alegria com carne e vinho” (Pessachim 109, 1).
De modo que nosso Patriarca alegre, Yitschak, gostava de comidas gostosas, e por isso pediu a seu filho, Essav, “faça para mim delícias como eu gosto”.
Por meio da comida e bebida boas o ser humano chega à alegria, e poderá cumprir com capricho o final do Shulchan Aruch Órach Chaim (“tudo segue a conclusão”):
“Vetov lev mishtê tamid”!
(O coração contente tem um banquete contínuo)
Do livro:
“Marbin BeSimchá Kol Hashaná”
Do Rav Yitschak Ginsburg
Pág. 28
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Arie Leib ben Yaakov
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Em tempos idos, os judeus da Alemanha eram famosos por terem uma estrutura comunitária e social muito organizada. Ser escolhido para algum cargo em uma dessas comunidades era um posto de honra, e tinha de passar pela aprovação de diversos comitês. Uma vez escolhido, o candidato passava a gozar de uma influência considerável na vida comunitária.
O processo de seleção dos líderes religiosos era igualmente rigoroso. Ser rabino de uma comunidade judaica alemã era uma posição de prestígio, e havia muita competição.
Rabi Refael Cohen, o rav de Pinsk, era uma das maiores autoridades religiosas de sua geração. Aos dez anos fora aceito na famosa yeshivá Sheagat Ariê, e aos dezenove, já a liderava. Antes de Pinsk, fora rav em Posna e Minsk. Não foi surpresa, portanto, ter sido convidado a ser o rabino de Hamburgo, uma das maiores comunidades judaicas da Alemanha. O rabino partiu para Hamburgo, a fim de se encontrar com seus líderes e iniciar o processo oficial de nomeação.
Na época, os ventos do Iluminismo (Haskalá) já tinham começado a soprar na Alemanha. O objetivo declarado de seus defensores era “modernizar” o judaísmo, conservando suas tradições milenares. Na prática, porém, seu desígnio oculto era remover todas as barreiras que separavam o judeu do não-judeu até a assimilação do povo judeu na família das nações. Rabi Refael, nativo da conservadora Lituânia, jamais encontrara nenhum dos maskilim, como eram chamados, e esse conceito lhe era estranho.
Moisés Mendelssohn era um dos maiores defensores do Iluminismo na época, em Berlin. Para muitos judeus, era um visionário, cujas opiniões e ideologia muito os influenciavam. Dentre os que o viam assim estavam vários dos líderes comunitários de Hamburgo, que eram responsáveis pela escolha do rabino. Seu candidato ideal deveria possuir bons conhecimentos de Torá, mas também deveria ser “progressista” o suficiente para acompanhar os modismos e as tendências da época.
Quando Rabi Refael compareceu diante do comitê de seleção, este ficou profundamente impressionado diante de seu conhecimento e sabedoria óbvios. Suas opiniões e crenças pessoais, porém, permaneceram desconhecidas. A comissão decidiu que a melhor pessoa para julgar o caráter de Rabi Refael seria o próprio Moisés Mendelssohn.
Só disseram a Rabi Refael que se ele quisesse concluir o processo de seleção o mais rápido possível, deveria viajar a Berlin, para se encontrar com “o maior pensador judeu de todos os tempos”, Rabi Moisés Mendelssohn. Se obtivesse sua recomendação, o posto de rabino seria dele.
Rabi Refael, em sua ingenuidade, pensou que ia se encontrar com um sábio da Torá, e partiu rumo a Berlin. Enquanto isso, a comissão enviou uma carta urgente para Moisés Mendelssohn explicando a situação e lhe pedindo para avaliar a fibra moral do rabino lituano. Será que estava qualificado para ser o rabino da comunidade “progressista” de Hamburgo?
Rabi Refael entrou na casa de Moisés Mendelssohn e encontrou o “sábio da Torá” sentado à sua mesa, com a cabeça descoberta, folheando uma Bíblia hebraica. Ficou tão espantado que perdeu a fala, durante alguns instantes. Além do choque, achou que também tinha sido deliberadamente enganado e ludibriado.
Quando Mendelssohn levantou a cabeça e cumprimentou seu visitante com “Shalom”, Rabi Refael respondeu com uma citação de Isaías: “‘Não há paz, diz D-us.’ Como puderam me mandar a um herege?”- Bradou. “Prefiro ter que pedir esmolas a obter recomendação de uma pessoa que estuda a sagrada Torá com a cabeça descoberta!” Dizendo isso, deu meia-volta e saiu.
Antes de ele chegar de volta a Hamburgo, porém, chegou uma carta de Moisés Mendelssohn notificando à comissão suas conclusões. “Não tive tempo de avaliar o caráter do rabino lituano” – escreveu. “Pois assim que ele me viu, me chamou de herege e saiu fazendo muito barulho. Por quê? Porque minha cabeça estava descoberta enquanto eu estava olhando uma Bíblia. Recusou-se a aceitar minha recomendação e disse que preferia mendigar a necessitar de minha aprovação.”
Os membros da comissão pensaram que Mendelssohn estava dizendo que Rabi Refael não estava qualificado para a posição. Mas não! O final da carta continha uma surpresa: “Portanto, recomendo que os senhores o nomeiem como rav, pois ele é um homem sincero. Tenho certeza de que uma pessoa assim será sempre imparcial, até mesmo se uma espada estiver suspensa sobre seu pescoço…”
No fim, Rabi Refael foi nomeado rav de Hamburgo, e serviu nessa função durante muitos anos. Durante toda a vida continuou sendo um ferrenho opositor ao Iluminismo e ao próprio Mendelssohn, com cuja recomendação obtivera o emprego.
Um dos motivos por que os judeus receberam o mandamento de doar meio Shekel para o Santuário foi para expiar pelo pecado do bezerro de ouro.
O fato de a quantia ser meia moeda nos ensina que por mais pecador que um judeu seja, apenas metade de seu ser pode ser danificada por seus delitos. A outra metade, sua alma Divina, existe num nível mais alto e é, de fato, parte do Próprio D-us, e jamais pode se tornar impura.
Tudo o que um judeu precisa fazer é buscar perdão para a metade que foi pelo mau caminho, e todo seu ser torna-se íntegro!
Todos os anos, em Shabat Parashat Beshalach, o Maharal de Praga orientava os professores para que reunissem seus alunos (e os pais) no pátio da sinagoga, para lhes contar a história de como os pássaros cantaram e dançaram durante a abertura do Mar.
Como consta no Midrash, as crianças judias colheram frutas dos galhos das árvores que brotaram dos dois lados, e alimentaram os pássaros com essas frutas.
Depois de contar a história, distribuía-se kasha (trigo sarraceno) para as crianças para que espalhassem para os pássaros e galinhas, em comemoração a esse evento.
Em seguida, o Maharal abençoava as crianças e seus pais para que os criassem para uma vida de Torá e boas ações, e os levassem à chupá .