BS’D

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Nos séculos XVIII e XIX, na Rússia, os Czares implementaram uma lei que obrigava os meninos judeus a servir no exército russo durante 25 anos, a fim de que fossem russificados. Lá, ensinavam-lhes a ser soldados cristãos ortodoxos russos orgulhosos, e a dedicarem a vida à pátria.
Dentre os convocados judeus, alguns meninos conseguiram manter seu judaísmo, apesar das torturas, espancamentos e pressão psicológica. Mas foram poucos. A maioria morreu ou se converteu.
Eli Leib Itzkovitz fez parte da maioria. Foi recrutado com 12 anos de idade. Fraco, solitário e amedrontado. O padre parecia tão caloroso e amigável ao falar sobre a igreja (e tão amedrontador quando falava sobre os que não aceitaram o deus cristão), que Eli se converteu facilmente.
Mudou seu nome para Sasha e foi subindo na hierarquia do exército. Quinze anos depois estava prestes a se tornar oficial. Em virtude se sua dedicação ímpar, ele e alguns outros receberam dez dias de folga.
Um dos soldados disse que iria visitar sua família, e os demais concordaram que era uma boa ideia. De repente, uma lembrança dos olhos de sua mãe, da voz de seu pai e de seu lar, passaram pela cabeça de Eli.
É claro que o exército era seu “verdadeiro” lar, e a Rússia e o Czar eram seus pais. Mas, afinal de contas, tinha uma semana pela frente, sem planos, e todos os demais estavam indo prá casa. Por que ele não?
Após uma viagem de trem de 10 horas, Eli encontrou-se diante da porta de sua velha casa, e bateu na porta. Uma mulher atendeu. Será que aquela era sua mãe? Mal a reconheceu. E ela, tampouco o reconheceu. Tratou-o como um soldado russo de visita, convidando-o a entrar e lhe preparando um copo de chá.
Contou-lhe que seu marido falecera de cólera e seu filho único tinha sido levado para o exército 15 anos antes. Agora estava só. Eli estremeceu, só de pensar que jamais tornaria a ver seu pai. Fazia muito tempo. Passara mais tempo no exército do que em casa. Mas, em algum lugar profundo dentro de si, a criança ainda existia. Finalmente, Eli olhou nos olhos de sua mãe e disse baixinho: “Mamãe, sou eu! Eli!”
Quando se acalmaram e enxugaram os olhos, Eli contou a sua mãe sobre o exército e tudo o que fizera nos últimos 15 anos, inclusive que tinha sido batizado. “O judaísmo é coisa do passado”, disse-lhe. “Os mandamentos são velhos.” Repetiu muito dos dogmas que aprendera com o padre.
Sua mãe lhe implorou para que fosse judeu. Contou-lhe sobre a dedicação de seu pai, sobre Avraham e os milhares de anos do auto-sacrifício dos judeus pela Torá. Mas de nada adiantou. Ela, portando, mudou de assunto.
Eli ficou com ela uma semana. Quando chegou a hora de voltar para a base, ela lhe implorou: “Por favor, não quero perde-lo de novo. Não quero que seja morto. Na cidade de Liadi há um grande rabino, com o nome de Rebe Shneur Zalman. Vá até ele e lhe entregue este bilhete e lhe peça uma bênção.”
Eli queria recusar, mas o olhar suplicante de sua mãe lhe derreteu o coração. Poucas horas depois estava na casa do Rebe, no final de uma fila. Os chassidim tinham ordens para não deixar os soldados esperando e ele foi passado na frente da fila.
A porta do escritório do Rebe abriu-se. Quando Eli entrou, foi envolto por um sentimento de temor e respeito que jamais antes sentira. Foi pego totalmente de surpresa. Olhou nos olhos do Rebe e sentiu o olhar penetrante do Rebe.
Entregou o bilhetinho de sua mãe. O Rebe lhe fez algumas perguntas sobre ele e sobre o exército e, finalmente, disse: “Que o Todo-Poderoso lhe dê sucesso em tudo o que você fizer.”
Eli conseguiu ter coragem de pedir uma moeda para ter consigo, para boa sorte e proteção, mas o Rebe respondeu: “D-us o protegerá sem moeda, e lhe dará entendimento para escolher o caminho certo.”
Quando Eli saiu da casa do Rebe, sentiu-se diferente. Sentiu-se reconectado a algo vivo e infinito que havia perdido. No dia seguinte quando voltou a sua base, um anúncio foi afixado na porta do refeitório dizendo que por ordem do czar, quem quer que desejasse voltar para a religião de seus pais poderia fazê-lo.
Eli imediatamente apresentou-se a seu comandante. Pediu para que seu nome voltasse a ser Eli Leib e que fosse registrado como judeu. Em instantes, um padre e diversos comandantes o chamaram para uma conversa particular. Eli tinha sido um soldado destacado, com um futuro brilhante, e não queriam perde-lo. Deram-lhe todas as razões possíveis para que continuasse um gentio e não voltasse a ser judeu. O padre lhe explicou como ele estaria condenado, perderia a bênção eterna e a redenção. Os oficiais lhe disseram que perderia sua posição no exército, bem como seus amigos e seu futuro. Mas Eli olhara nos olhos do Rebe. Esperou que terminassem de falar e em seguida falou.
Disse calma mas firmemente: “O primeiro judeu, Avraham esteve só. O mundo inteiro estava contra ele, mas estou com ele.” Em seguida, voltou-se para o padre e disse: “Não posso debater com o senhor, mas tenho certeza de que o Rebe de Liadi conhece todos os seus argumentos e estou certo de que ele também está do lado de Avraham.”
Eli foi rebaixado a soldado e seus benefícios foram apagados. Quando acabou o serviço militar, voltou para sua mãe e a primeira bênção do Rebe, de que D-us lhe daria sucesso em tudo o que fizesse realizou-se: encontrou um bom trabalho e uma ótima esposa. Viveu para ver três gerações de descendentes. E, pelo menos, uma vez por ano, reunia sua família e repetia a história de como só de ver o rosto do Rebe lhe deu a vontade e a força para viver como judeu.
Rabino Tuvia Bolton de www.OhrTmimim.org
http://www.weeklylchaim.com/lchaim/5769/1070.htm#caption9
Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Arie Leib ben Yaakov
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Todas as vítimas do terror HY’D
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