BS’D

Há mais de cem anos, na cidade de Belz, havia um Rebe muito santo chamado Rav Shalom de Belz. Tinha milhares de chassidim, e seu nome era famoso em grande parte do mundo judaico.
Certo ano, na primeira noite de Selichot (preces penitenciais que são ditas antes de Rosh Hashaná), em vez de ir para a grande sinagoga para assinalar o início das preces, Rav Shalom pediu a seu ajudante para aprontar a carruagem, pois iriam para a floresta.
O espantado ajudante pensou nos milhares de Chassidim que estavam esperando o Rebe chegar na sinagoga para iniciar as preces. Mas sabia que não devia fazer perguntas, e foi aprontar a carruagem.
Depois de viajarem durante uma meia hora, o Rebe fez sinal para o assistente para que ficasse na carruagem enquanto ele foi andando por uma trilha estreita. Na distância havia uma cabana.
O Rebe foi até a janela da cabana e olhou para dentro. Lá estava sentado um Chassid idoso, sozinho, perto de uma mesinha. Sobre a mesa havia uma garrafa de vodca e dois copinhos: um diante dele e o outro, diante de uma cadeira vazia na sua frente.
Através da janela o Rebe viu o Chassid levantar seu copo de dizer “lechaim” (à vida) e beber a vodca. Em seguida viu o Chassid beber o segundo copo também. Repetiu isso mais duas vezes. Depois disso o Rebe voltou rápido para a carruagem. E voltou para Belz com seu ajudante.
Quando as portas da sinagoga se abriram e o Rebe entrou, a congregação ficou em silêncio. Todos os olhares acompanharam o Rebe até seu lugar na frente da sinagoga e o salão irrompeu em preces dando início às Selichot.
Quando as Selichot foram concluídas, o Rebe voltou-se a seu assistente e disse: “Tem um Chassid idoso que chegou atrasado e com certeza vai acabar depois que todos foram embora. Por favor, espere ele acabar e lhe diga que quero que ele venha a meu escritório.”
Cerca de meia hora depois, Zelig estava, trêmulo, diante de Rav Shalom. “Quero que me diga o que você fez em sua casa, antes de vir para cá, hoje à noite”, começou o Rebe. “Por que você estava com dois copos de vodca e com quem fez lechaim?”
“O Rebe está sabendo disso!?” Perguntou, com os olhos arregalados de espanto.
“Estive na sua casa e vi o que aconteceu. Mas quero entender o que você fez lá”, explicou o Rebe.
“Sou pobre, Rebe, não tenho filhos e minha esposa faleceu há anos. Vivo só, com meus poucos animais, quer dizer, até poucos meses atrás. Minha vaca adoeceu e eu rezei para D-us curar a vaca. ‘Afinal de contas’, eu disse para D-us ‘Você criou o mundo inteiro e tudo o que há nele, com certeza pode curar uma vaca!’
“Mas a vaca piorou. Então eu disse: ‘Escute, D-us, se Você não curar essa vaca, não vou mais para a sinagoga!’ Achei que se D-us não liga prá mim, quer dizer, não é nada para Ele curar uma vaca velha! Então por que devo ligar? Mas a vaca morreu e eu fiquei bravo e… parei de ir à sinagoga.
“Aí minha cabra ficou doente. Eu disse para D-us: ‘O quê? Não bastou? Acha que estou blefando? Se esta cabra morrer não vou mais colocar tefilin!’ A cabra morreu e eu parei de botar tefilin.
“Aí minhas galinhas adoeceram e eu disse a D-us que se elas morressem eu não iria mais guardar Shabat. Uma semana depois eu fiquei sem galinhas e D-us ficou sem meu Shabat.
“Bom, aguentei mais de uma semana até que, de repente, percebi que a época das Selichot estava chegando. Pensei; ‘Zelig, você não vai dizer Selichot com o Rebe? Tá louco!?? Mas por outro lado, eu estava bravo com D-us e não estava indo na sinagoga.
“Então me lembrei que certa vez, eu discuti com Shmerel, o açougueiro. Durante cerca de um mês a gente nem falava ‘oi’. Até que uma noite, ele veio até minha casa com uma garrafa de vodca e disse: ‘Vamos esquecer o passado e voltar a ser amigos. Nós, judeus, já temos muitos inimigos.’ Aí falamos “lechaim” três vezes, apertamos as mãos e até dançamos um pouco juntos, e ficamos amigos de novo.
“Pensei que poderia fazer o mesmo com D-us. Eu O convidei para sentar na minha frente, servi dois copos e disse: ‘Escute, D-us, Você esquece minhas falhas e eu esqueço as Suas. Tudo bem?’
“Bebi meu copo e entendi que D-us queria que eu bebesse o d’Ele. E depois que fizemos isso mais duas vezes, me levantei e dançamos juntos! Aí me senti melhor e vim para as Selichot.”
O Rebe ficou muito sério. Olhou intensamente para os olhos inocentes de Zelig e disse: “Escute, Zelig. Antes de começarmos as Selichot, vi que no Céu havia um decreto terrível sobre nossa sagrada congregação. O motivo era que os Chassidim estavam dizendo as palavras do livro de reza, mas não estava rezando para D-us com sinceridade. Mas você, Zelig, conversou com D-us como se Ele fosse seu amigo. Seu coração simples salvou toda a comunidade!”
Adaptado de www.ohrtmimim.org/torah
adaptado de:
http://www.lchaimweekly.org/lchaim/5763/787.htm#caption9
(Inglês)
Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
David ben Avraham (Curico)
Arie Leib ben Yaakov
Miriam bat Yaakov
Chava bat Libi
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Isaac ben Luzer
Libe bat Tzipora
Avraham Duvid ben Eliezer
Tzipora bat Zalman
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Todas as vítimas do terror HY’D
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