Archive for novembro, 2024

OS POÇOS DE YITSCHAK

BS’D

Um judeu procurou o Rav Yitschak Eizik de Zidichov e lhe contou que um nobre tinha uma estalagem para alugar. E a localização era boa, pois por lá passavam negociantes de gado. Só que tinha uma desvantagem: lá não havia água que os rebanhos pudessem beber. Por isso os mercadores de gado eram obrigados a fazer um desvio, e ir por um caminho mais longo, onde havia um poço. Se houvesse água perto da estalagem, os negociantes poderiam ir por aquele caminho, que era muito mais curto e a estalagem teria muito lucro.

– Alugue a estalagem e cave um poço. Depois que cavar alguns metros, venha passar um Shabat aqui comigo.

O judeu assim fez e, quando chegou para passar o Shabat com o tsadik, este lhe disse para cavar mais um pouco e pegar um papelzinho e escrever nele:

“Os servos de Yitschak cavaram um poço e foram lhe dizer: ‘encontramos água’”.

E que jogasse o bilhetinho dentro do poço.

O homem fez o que o tsadik mandou e no poço começou  a subir água, até que encheu-se por completo. Os não-judeus da aldeia ficaram muito felizes, pois havia água para eles e para seus animais. Os negociantes começarem a passar por aquela aldeia com seus rebanhos. E o homem enriqueceu daquela estalagem que alugara. Pois o nobre a alugara barato, já que ninguém quisera alugá-la antes.

Outro judeu procurou o nobre da aldeia, e lhe disse que o aluguel da estalagem estava muito baixo, e o arrendatário estava enriquecendo. Portanto, ofereceu-lhe um aluguel bem mais alto, até que o nobre alugou a estalagem para ele, ficando o primeiro inquilino sem parnassá (sustento). Ele logo correu para Zidichov e contou ao tsadik seu problema. O tsadik lhe disse para escrever num papelzinho as seguintes palavras:

“E todos os poços que os servos de Avraham, seu pai, cavaram os plishtim tamparam e encheram de terra.”

E que jogasse o bilhetinho no poço.

O judeu fez o que o tsadik mandou, e o poço secou. Quando os não-judeus da aldeia viram que a água secara, foram se queixar ao nobre: eles tiveram água durante todo o tempo de permanência do primeiro inquilino, e agora, desde que alugara o negócio a outro, a água tinha secado. O nobre, então, chamou o primeiro arrendatário e lhe ofereceu a estalagem de volta. O judeu respondeu que primeiro precisava se aconselhar com seu rabino, o tsadik. Foi a Zidichov e o tsadik lhe disse que se o nobre lhe cobrasse o mesmíssimo aluguel, sem nenhum acréscimo: alugasse. E novamente jogasse um bilhetinho no poço, e escrevesse no bilhete:

“E cavou outro poço e por ele não brigaram, e o chamou Rechovot (espaços largos), querendo dizer que agora Hashem nos fez espaço e podemos ser frutíferos na terra.”

O nobre concordou em lhe alugar pelo preço anterior. O judeu jogou o bilhetinho no poço e a água voltou a subir, como antes. Naquela estalagem moraram o judeu, seus descendentes e os descendentes de seus descendentes. E não houve concorrentes, e se sustentaram com fartura e de modo honroso.

Baseado no livro: Sipurei Chassidim

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Torá. Págs. 79-80

(Hebraico)

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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

U

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SALADA SUMMER DREAM

BS’D

Ingredientes:

Alface, talos de salsão, laranja picada, sementes de girassol, chia, azeite de oliva, sal, limão.

Modo de Fazer:

Misture tudo e…

Lebriut!

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O NASCIMENTO DO REBE RASHAB

BS’D

Lubavitch

Conta sua mãe, a Rebetsin Rivka, esposa do Rebe Maharash (Rebe Shemuel, quinto rebe da dinastia Chabad):

No dia 10 de Kislev de 5620 sonhei que vi minha mãe (Rebetsin Sara, filha do Miteler Rebe) e meu avô, o Miteler Rebe, e ambos estavam com o rosto iluminado.

Minha mãe me disse:

– Rivka, você e seu marido escrevam um Sêfer Torá.

E meu avô, o Miteler Rebe, disse:

– E vocês terão um filho bom, e não se esqueçam de lhe dar meu nome.

E minha mãe acrescentou:

– Rivka, você está ouvindo o que meu pai está lhe dizendo.

E eu acordei.

O dia inteiro fiquei preocupada com o sonho, mas com meu marido, o Rebe Maharash, não falei nada nem lhe contei sobre o sonho.

Dois ou três dias depois, minha sogra ficou com febre, e eu cuidei dela. De noite a febre passou e de manhã ela melhorou.

Depois da reza meu sogro, o Rebe Tsêmach Tsêdek, entrou no quarto de minha sogra para visitá-la, e ela lhe contou que tinha sonhado um sonho, de noite. Meu sogro disse: “Consta na Guemará (Berachot 55,2) que sonhar é bom para os doentes. E sobre sonhos há duas opiniões, uma delas acredita em sonhos e a outra não acredita neles.” E voltou-se para mim e disse:

“Um bom sonho, é óbvio que é preciso realizá-lo…”

Quando meu sogro saiu e refleti no que havia dito sobre os sonhos, e suas últimas palavras sagradas, de que um bom sonho é óbvio que é preciso realizá-lo, refleti sobre a visão do sonho que tive em 10 de Kislev, e resolvi contar o sonho a meu marido.

Porém, quando cheguei em casa encontrei nossa filha Devora Léa com dor de garganta e febre alta, e durante alguns dias estive tão ocupada que me esqueci do assunto. Depois de uns três dias a febre passou e Devora Léa ficou boa.

Na noite de Yud Tet Kislev sonhei novamente que vieram ter comigo minha mãe, a rabanit, meu avô, o Miteler Rebe e mais um homem idoso.

Minha mãe me disse:

– Rivka, você e sue marido devem escrever um Sêfer Torá.

Meu avô, o Miteler Rebe, disse:

– E vocês terão um filho bom.

O homem idoso falou:

– Amen, assim fale Hashem.

E minha mãe concluiu:

– Vovô (o Alter Rebe), dê-lhe uma berachá. E ele me abençoou.

Meu avô, o Miteler Rebe, e minha mãe responderam amen e eu também falei amen em voz alta, e acordei.

Meu marido, o Rebe Maharash, já tinha acordado, mas ainda estava no quarto, e me perguntou o que foi aquilo, que ele me ouviu falar amen. Fiz netilat yadayim e lhe falei que tive um sonho e que iria a seu escritório uma hora depois para contar-lhe.

Contei para meu marido sobre o sonho de 10 de Kislev palavra por palavra, bem como o sonho da noite anterior. Disse-me meu marido: “É um sonho bom, por que você não me contou logo que sonhou em 10 de Kislev?Sonhos assim são sobre coisas muito elevadas.

E expressou seu desejo de que o Sêfer Torá fosse escrito em pergaminho de couro de animais em que foi feita shechitá kesherim.

Um pergaminho assim não é fácil de encontrar, e umas cinco semanas se passaram até que foram conseguidas algumas folhas de pergaminho.

Meu sogro, o Tsêmach Tsêdek, disse a meu marido que o Sêfer Torá deveria começar a ser escrito secretamente, apenas com a presença de seu irmão, e que o começo da escrita seria em seu escritório. E no dia 15 de Shevat teve início a escrita do Sêfer Torá discretamente no escritório de meu sogro.

Meu marido apressou o sofer, e no mês de Elul, o Sêfer estava quase pronto. Meu marido pensou que um dia depois de Yom Kipur, que caiu numa quinta-feira, seria a conclusão, para mazal tov, e meu sogro concordou.

Eu estava grávida e não pude participar dos preparativos para a refeição de mitsvá da conclusão, pois meu marido queria fazer uma grande refeição, e meu sogro concordou, e contrataram um homem especial para organizar tudo.

Em Rosh Hashaná e nos Dez Dias de Arrependimento foi divulgado que um dia depois de Yom Kipur seria o siyum (conclusão) do Sêfer Torá, e vários dos hóspedes que tinham vindo para Yom Kipur ficaram para o siyum.

No dia seguinte a Yom Kipur, de manhã bem cedo, meu sogro chamou meu marido e lhe disse: “Hoje haverá uma grande refeição, eu também estarei presente na seudá e falarei chassidut, mas o siyum não será hoje.” Não explicou o motivo.

Na segunda-feira, 13 de Cheshvan, meu sogro chamou meu marido e lhe disse:

“Hoje à noite, chame o sofer para meu escritório e chame sua mãe e vamos fazer o siyum do Sefer Torá discretamente.

Eu costurei a capa do Sêfer Torá, e quando levei a capa para o escritório de meu sogro, ele me disse: “Mazal Tov, que Hashem realize a berachá que lhe deram meu sogro (o Miteler Rebe) e meu avô (o Alter Rebe).”

Na segunda-feira, 20 de Cheshvan de 5621 às 9:00 da manhã, dei à luz meu filho, para mazal tov  e para longos dias e anos.

(“Otsar Sipurei Chabad”, Vol IX, págs.3-6)

(Hebraico)

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PERFEITO AUTOCONTROLE

BS’D

Quando o Rebe Anterior, Rebe Yosef Yitschak Schneersohn, o Rebe Rayats, chegou aos Estados Unidos, no início dos anos 40, ele tinha um médico que costumava ir a sua residência e lhe aplicar injeções para tratar sua paralisia. Ficaram amigos, e o médico costumava visitar o Rebe só para conversar.

Em uma dessas visitas, o médico percebeu um cinzeiro cheio de bitucas de cigarro. Naquela época, o Rebe anterior fumava muito. O médico, então, mencionou que uma pesquisa recente parecia indicar que fumar fazia mal à saúde. Isso aconteceu muito antes disso tornar-se conhecimento público.

Mas tarde, enquanto conversava, o médico, que era fumante, pegou um maço de cigarros e ofereceu um ao Rebe. O Rebe recusou, dizendo. “Não fumo.” O médico ficou surpreso, e o Rebe explicou. “Você me disse, há menos de meia hora, que não é saudável fumar. Portanto, não fumo.”

Teshuvá é isso. Ao perceber que era errado, acabou. Tornou-se de imediato, fora de questão. A partir daquele momento ele não fumava mais. Não houve “É mesmo? Tenho de parar? Não posso fumar nem mais um cigarrinho?” Ou “Talvez eu possa ir reduzindo aos poucos?”

Quando o Rebe falou: “Não fumo”, ele quis dizer: “Estou livre.”

Este é o verdadeiro significado de livre arbítrio: Posso me libertar. Sou livre para assumir qualquer identidade que eu quiser. Posso optar por me ver tendo o caráter e a capacidade que me façam bem.

Teshuvá não é ficar deprimido, achando-se um lixo.

Teshuvá é recalcular a rota, modificar nossa autoimagem – e com alegria!

Baseado no livro:

Creating a Life that Matters:

How to live and love with meaning and purpose

Do Rabino Manis Friedman e Rivka Goldstein

Pág. 192

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POBRES E RICOS

BS’D


“Houve fome na terra [de Canaã]” (Bereshit 12:10)

“Na fome nos alimentou na saciedade nos sustentou.”

(prece de Shabat)

Um grupo de negociantes de cereais abastados foi procurar o Rav David’le de Talna za’l, a fim de lhe pedir conselho e berachá: Como no ano anterior tinha havido uma seca, o preço dos cereais tinha subido muito. Diante disso, pensaram que neste ano também, os cereais fossem estar em alta. Por isso, no início do ano não quiseram vender sua mercadoria, e esperaram que o preço subisse mais. Mas acontece que o preço foi descendo cada vez mais e eles iam ter muito prejuízo.

O tsadik lhes respondeu:

Quem alimenta e sustenta os pobres num ano de fome, alimentará e sustentará os ricos no ano de fartura…

Do livro: Sipurei Chassidim – Torá

Do Rav Shlomo Yossef Zevin, pág. 46

(Hebraico)

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