“E sua alma está ligada à alma dele.” (Bereshit 44,30)
Um dos grandes chassidim do Rav autor do Tanya, R. Pinchas Roizes (filho do gaon – gênio – R. Henich Shik de Shklov), costumava viajar ao Rav em quatro dos meses do ano – Elul, Tishrê, Nissan e Sivan. E aconteceu que certa vez, adoeceu no mês de Tishrê e não pôde viajar. Em Shemini Atseret, quando R. Pinchas estava sentado na Sucá comendo, emocionou-se, de repente, no meio da refeição, levantou-se e exclamou: “Oy Rebe!”. E aos que estavam sentados à mesa falou: “O Rebe está se lembrando de mim, agora”. E o Rav, no meio de sua refeição em Shemini Atseret, falou aos que estavam à mesa: “Pinchas Roizes está precisando agora de cura para o corpo. Não posso lhe dar o que não está ao meu alcance, mas lhe dou cura para o corpo.” Os chassidim de Shklov que estavam presentes junto ao Rav na ocasião, quando voltaram para casa, após a festa, logo foram visitar R. Pinchas e pediram que lhes servisse mashke (bebida). Serviu-lhes bebida e relataram o que aconteceu na refeição do Rav. Em seguida ficaram sabendo que na mesma hora que o Rav falou dele, R. Pinchas exclamou: “Oy Rebe!”, e começaram a zombar dele: “O que deu em você? Está se considerando uma pessoa muito elevada?” R. Pinchas respondeu: – Não é eu! Na primeira vez que estive em yechidut (audiência particular) com nosso Rebe, entreguei-lhe minha nêfesh, quando estive com ele pela segunda vez entreguei-lhe a ruach e da terceira vez que estive com ele entreguei-lhe minha neshamá. E, uma vez que minhas nara’n (nêfesh, ruach e neshamá – três níveis da alma) estão totalmente entregues e cedidas a nosso Rebe, não é eu quem sabe, nem é eu quem sente…”
(Harav Shlom Yossef Zevin – Sipurei Chassidim) (Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line” da Yeshivá Tomchei Tmimim)
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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
Miriam bat Yaakov
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Era Chanuká e eu estava no Shopping. Estava com pressa, mas não para fazer as compras de última hora. Para falar a verdade, não sou lá muito consumista. Eu tinha levado um grupo de estudantes de Crown Heights, Brooklyn, a um shopping Center em New Jersey para distribuir kits de menorá de Chanuká. Por sermos Chassidim Chabad-Lubavitch, estávamos à cata de oportunidades para incentivar outros judeus a acenderem as velas da Festa das Luzes.
O percurso até New Jersey demorara mais do que o esperado e precisávamos voltar 45 minutos após termos chegado. Eu tinha de voltar para o Brooklyn para dar uma palestra e estava na entrada do shopping para poder reunir as meninas a tempo.
Após olhar para o relógio pela milésima vez, percebi uma rodinha de cadeiras no meio da praça de alimentação. Lá estava um grupo de mulheres de todas as idades, sentadas conversando, rindo, comendo ou bebendo. “Vai ser fácil”, pensei, quando percebi que muitas das moças e mulheres pareciam judias.
Havia um jovem sentado sozinho na rodinha de cadeiras, mas estava na cara que não era judeu. Nem tanto por seu cabelo pintado de roxo e verde, nem pelos piercings que tinha nas orelhas e em outras partes do corpo. Ele simplesmente não tinha cara de judeu. Como o Rebe de Lubavitch sempre incentiva mulheres a abordarem mulheres (e homens a abordarem homens), fiquei tranqüila de que eu não seria indelicada se não oferecesse um kit de Chanuká ao rapaz.
Passei pelas mulheres e moças, perguntando se eram judias e se queriam kits de menorá de Chanuká. As mulheres judias reagiram positivamente e ficaram contentes de receber os kits. Algumas até me perguntaram se eu também tinha folhetos de acendimento das velas de Shabat.
Após falar com a última das mulheres, olhei para o relógio e vi que os 45 minutos estavam no fim. Comecei a andar rápido para a entrada do shopping para me encontrar com minhas alunas.
Dei alguns passos e ouvi alguém dizendo: “Nechama, volte.”
Não costumo ouvir vozes. Mas lá veio de novo: “Nechama, volte.”
“Me deixe em paz”, respondi para a voz. Mas ela não desistiu de mim.
“Nechama, volte e pergunte se ele é judeu.”
Resolvi voltar pro rapaz, que estava lanchando.
“Com licença, você é judeu?” – Perguntei-lhe.
No instante seguinte eu estava coberta de refrigerante, ketchup e mostarda. O jovem tinha se surpreendido tanto com minha pergunta que tinha largado tudo. Depois de se desculpar muito, ele me perguntou:
“Poderia me dizer por que me perguntou se sou judeu?”
Até hoje não sei por que essas palavras me vieram à mente, mas eu disse, com muita firmeza: “Você parece judeu!”
Foi quando ouvi um soluço, vindo do que só poderia ser o fundo de seu coração. O jovem começou a chorar e disse: “Diga isso de novo, por favor.”
“Você parece judeu”, eu disse novamente. Mais uma enxurrada de lágrimas. Mas ele se segurou mais uma vez e perguntou: “Por favor, diga isso de novo.” E eu disse.
Depois que se acalmou, o jovem me contou o seguinte:
“Minha mãe era judia, mas meu pai, não. Embora minha mãe não ligasse para religião – comemoravam em casa todas as festas não-judaicas – ela fez questão de que eu frequentasse uma escola judaica.
“Todo dia, na escola, as outras crianças caçoavam de mim. Não por que não comemorávamos as festas judaicas em casa. Elas não sabiam disso. Era por que eu era a cópia exata de meu pai. As crianças da escola diziam: ‘Por que você está aqui? Não tem cara de judeu. Por que está de tsitsit e kipá, você não parece judeu.’ E é verdade. Eu não pareço nada judeu. As crianças mangavam de mim dia após dia. E eu voltava prá casa chorando. Meu pai pediu a minha mãe prá ela me deixar mudar de escola. ‘Não está vendo como ele está infeliz?’ Até que, após alguns anos de zombarias e tortura, minha mãe concordou com meu pai e me deixou ir estudar numa escola pública.
“Lembro até hoje as zombarias.” Disse, angustiado o jovem. “Hoje, quando eu estava sentado aqui vendo você falar com todas as mulheres e moças judias perguntando se eram judias, eu disse: “D-us, não tenho culpa de não está fazendo nada judaico. Olhe, essa moça vai abordar todos os outros, mas não vai se aproximar de mim para me perguntar se sou judeu. Não pareço judeu! Quando você chegou ao fim da rodinha, levantei os olhos para D-us e disse: ‘Vou até lhe mostrar que tenho razão. Mas se essa moça me perguntar se sou judeu, vou Lhe dar mais uma chance.’ Quando você foi embora eu disse: ‘Ahá. Tá vendo, D-us?’
E aí você voltou na minha direção. Bem, acho que agora vou ter que dar a D-us mais uma chance.”
Dei ao jovem um kit de menorá de Chanuká e o número do telefone do Beit Chabad daquela localidade. E nos despedimos.
Não sei se ele chegou a contatar o Beit Chabad. Mas sei que aquela luzinha que existe em cada um de nós, mesmo que não estiver sendo cuidada, ou se, D-us nos livre for zombada, brilha eternamente dentro de todo judeu.
Em Skole, cidade da Galícia, vivia um homem chamado Guedália Heilprin. Era muito respeitado, e líder da comunidade. Tinha um contrato com o governo, de fornecer folhas de tabaco para uma fábrica de fumo que estava localizada numa aldeia chamada Winiki. O homem costumava subornar o funcionário da fábrica encarregado de receber sua mercadoria, e dentro dos muitos sacos de tabaco que levava para a fábrica, colocava um pouco de terra, pedras e coisas semelhantes, e por cima, punha muito tabaco, para que não percebessem a falsificação, e deste modo “ganhava” muito dinheiro, obviamente.
Certo dia, o funcionário mandou um mensageiro avisar ao fornecedor que da capital, tinha sido enviado um fiscal, a fim de fazer uma vistoria na fábrica, e com certeza descobriria que estava faltando muito tabaco da quantia que estava registrada na contabilidade. Haveria, portanto um processo criminal. Guedália assustou-se, sem saber o que fazer. Viajou a seu rabino, Rabi Meir de Premishlan za’l. Isso aconteceu numa sexta-feira, véspera de Shabat, e ele só conseguiu chegar lá muito próximo da entrada do Shabat. Na noite do Shabat, depois da reza, Rabi Meir’le costumava dar Shalom aos que não tinham conseguido receber Shalom durante o dia. Portanto, Reb Guedália também entrou para receber Shalom do tsadik após a reza da noite, sem nada falar sobre o assunto que o preocupava.
Na manhã seguinte, na reza de Shacharit de Shabat, na hora da leitura da Torá, o tsadik chamou Reb Guedália para subir para a Torá. Era o Shabat da Parashá Vayeshev. O costume do tsadik era que ele próprio era o chazan e ele também lia a Torá. Reb Guedália foi chamado para a sexta aliá, que é considerada muito importante. Reb Guedália ficou contente pensado que o rabi estava lhe dando uma honra… Mas pouco durou sua alegria. Quando o tsadik leu o passuk: “E o patrão de Yossef o pegou e o colocou na prisão, lugar onde ficavam os prisioneiros do rei e ele ficou lá na prisão”, acabou a leitura, embora ainda faltassem três psukim até o final da leitura, e fez sinal para que Reb Guedália falasse a berachá que se fala após a leitura da Torá. Reb Guedália percebeu que o tsadik estava lhe dando o veredicto de que ele seria preso. Portanto, não quis fazer a berachá. Afinal de contas, o final da leitura não era ali. Quando o tsadik viu que Reb Guedália ficou calado e não estava fazendo a berachá, disse-lhe:
– Nu!…
Quer dizer: por que você não está falando a berachá?
Reb Guedália respondeu:
– Nu, nu!…
Quer dizer: Desculpe-me Rabi, mas poderia, por favor, continuar a leitura?
O tsadik teve de continuar a leitura até o sétimo, no passuk final da sexta leitura que termina: “D-us lhe dava sucesso em tudo o que ele fazia.”
Em motsaei Shabat, Reb Guedália foi ter com o tsadik, e este lhe disse:
– Guedália é mais esperto que Meir-le… mas diga-me, Guedália, você não merece tal castigo? Como pode se permitir, alguém como você, homem afluente e abastado, fazer tal mutreta? Mas como, com certeza, seu coração já se quebrou dentro de você, e está arrependido do que fez, lhe dou uma berachá para saia de sua aflição, desde que de agora por diante não faça mais coisas dessas.
Quando Reb Guedália chegou em casa, soube que aquele fiscal enviado da capital adoeceu, de repente na fábrica, e estava em perigo de vida. Reb Guedália chamou imediatamente um médico especialista, de uma cidade grande, algo que lhe custou muito dinheiro, e ele próprio cuidou do doente sem descanso, até que ficou curado. O fiscal, vendo toda a dedicação do judeu para com ele, apagou o assunto todo e mandou um relatório para a capital dizendo que estava tudo na mais perfeita ordem na fábrica.
Adaptado do livro:
Sipurei Chassidim, Torá
Rav Shlomo Yossef Zevin
Págs.117-118
(Hebraico)
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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
Miriam bat Yaakov
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Venho de dinastias chassídicas, tanto do lado de meu pai, quanto do lado de minha mãe. O lado de meu pai era de Chernobyl e o lado de minha mãe era de Sanz, e também éramos descendentes do Mitteler Rebe de Lubavitch.
Eu me formei em rabino e trabalhei como tal durante alguns anos em Milwaukee, antes de me tornar psiquiatra e me mudar para Pittsburgh.
Depois de ter trabalhado durante vários anos como rabino, senti que não estava realizado em meu trabalho, e após me aconselhar com o Steipler Gaon – fui para a faculdade de medicina para me tornar psiquiatra. Em 1960, quando tinha começado meu treinamento em psiquiatria, tive meu primeiro contato pessoal com o Rebe de Lubavitch.
Quando me encontrei com o Rebe, ele me perguntou o que eu estava fazendo. Contei-lhe e ele disse: “Quando acabar seu treinamento em psiquiatria, mude-se para Nova York. Há muitas pessoas que eu gostaria de enviar a um psiquiatra porque precisam de tratamento psiquiátrico, mas não posso manda-las para alguém que vai dizer que religião é uma neurose, e que eles têm de abandonar a religião.”
Naquela época não era como hoje em dia – não havia psiquiatras religiosos em Nova York. E eu, sendo um jovem que acabara de se formar em psiquiatria, não queria ficar sobrecarregado. Portanto, eu disse ao Rebe: “Se eu fizer isso, se eu me tornar o único psiquiatra religioso de Nova York, que tem tantos judeus religiosos, não vou conseguir dar conta. Vou ter de trabalhar noite e dia, sete dias por semana. E não vou conseguir estudar nem um pouquinho de Torá. Nunca mais vou poder abrir um livro judaico.”
Mas o Rebe disse: “Quando há uma mitsvá que ninguém mais pode fazer, e você é o único que pode, essa mitsvá tem prioridade sobre o estudo da Torá.”
Eu disse: “Isso quer dizer que eu teria de abdicar do estudo. E isso eu não poderia fazer, a não ser que o Próprio D-us me disse para fazê-lo.” Ao que o Rebe respondeu: “O que você quer? Que um anjo com duas asas venha lhe dizer?”
Eu disse: “Um rabino que se pareça com um anjo seria suficiente.” Sei que foi chutspá (atrevimento) de minha parte falar assim, mas o Rebe não se ofendeu – apenas sorriu.
Depois ele me perguntou se eu tinha lido as obras de Victor Frankl, o psiquiatra que sobrevivera aos campos de concentração e fundou a escola de psicologia conhecida como logoterapia, que é compatível com o judaísmo.
Eu ainda não tinha lido Frankl, na época, e o Rebe sugeriu que eu o fizesse. Também sugeriu que meditação pode ser muito terapêutica, mas que precisávamos desenvolver uma meditação de acordo com o judaísmo, e não baseada em religiões orientais.
Falei para o Rebe que ainda estava no início de meu treinamento em psiquiatria, e não tinha conhecimento de meditação, mas que pesquisaria o assunto quando tivesse oportunidade. Depois recebi do Rebe uma carta de três páginas sobre meditação.
Aquela foi minha primeira audiência com o Rebe e fiquei muito impressionado. Quando ele me ouvia, eu sentia que ele estava, realmente, escutando cada palavra que eu dizia, e ele pensava, antes de responder.
Depois daquele primeiro encontro, meus encontros com o Rebe foram muito curtos – eu ficava na fila junto com as multidões, para receber um dólar e uma berachá dele – mas mesmo assim, eu sentia que tinha uma ligação especial com ele.
Esse sentimento foi reforçado pelo que aconteceu certo Hoshana Rabá. Na época, eu tinha amizade com um chassid Chabad de Pittsburgh, Rabino Shalom Posner, que costumava ir visitar o Rebe. Pedi-lhe, quando ele foi, para conseguir para mim um pedaço de lekach, o bolo de mel que o Rebe distribuía durante o mês judaico de Tishrei. E foi o que ele fez – ele disse ao Rebe que queria um pedaço de bolo parao Doutor Twerski e o Rebe lhe deu. Mas em seguida, o Rebe o chamou de volta e lhe deu mais um pedaço, dizendo: “Este pedaço é para o Rabino Twerski.”
Para mim, aquilo era uma indicação de como o Rebe me considerava.
O Rebe também me mandava pacientes. Quer dizer, costumava dizer às pessoas para irem a um rofê yedid – um médico que é amigo do paciente – e eu era considerado o rofê yedid, ou um deles.
Eu também mandava pacientes para o Rebe, porque eu via a influência psicológica que ele tinha sobre as pessoas. Não sei se ele tinha estudado especificamente psicologia, mas o Chazon Ish jamais estudara medicina e podia orientar os cirurgiões sobre como operar –tinha obtido todo o seu conhecimento da Torá. O mesmo acontecia com o Rebe. Tinha conhecimento neste campo, e talvez o houvesse adquirido da Torá, que é a fonte definitiva.
Minha intuição era que ele tinha um jeito de fazer as pessoas se sentirem especiais porque ele realmente acreditava que eram especiais.
Isso me faz lembrar de uma história sobre minha neta, que escreveu para o Rebe quando ela tinha uns nove anos de idade. Todas as meninas da classe dela acendiam velas de Shabat, mas na nossa família, a tradição era que uma menina só começava a acender velas partir do Bat Mitsva, aos doze anos.
Então ela teve a iniciativa de escrever para o Rebe: “Querido Rebe, todas as meninas da minha classe acendem uma vela antes do Shabat mas meu zeide (avô) diz que na nossa família nós só o fazemos a partir do Bat Mitsvá. O que devo fazer?”
Ora, você bem sabe com quantas perguntas o Rebe era bombardeado dia e noite. Mas mesmo assim, dois dias depois chegou uma carta dele: “Faça o que seu zeide diz para fazer.”
Ela veio me ver, e eu vi como ela queria tanto fazê-lo portanto, concordei. Mas fiquei tão impressionado pelo Rebe ter utilizado seu tempo para responder à pergunta de uma criança de nove anos, quando ele tinha o mundo inteiro lhe perguntando sobre assuntos da maior importância.
Isso mostra como cada um era especial para ele, e também mostra que ele entendia o que significaria para uma criança receber uma reposta pessoal do Rebe.
Rabino Dr. Abraham J. Twerski (1930-2021) foi um psiquiatra e autor, fundador do Gateway Rehabilitation Center, com base em Pittsburgh, Pennsylvania. Foi entrevistado em Teaneck, New Jersey, em janeiro de 2012.
Do livro: One by One – Stories of the Lubavitcher Rebbe
Págs. 169 -172
(Inglês)
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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
Miriam bat Yaakov
Efraim Kopl ben Eliyáhu
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Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
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Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
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Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Estava a dirigindo, rumo a meu trabalho sagrado de balanit. Fim de ano, trânsito impossível! Um calor!
No aperto do movimento, uma moto, em sua pressa, me cortou e bateu em meu espelho retrovisor do lado do passageiro. E o virou. Eu, só no carro, no assento do motorista, no meio do movimento, não tinha como reposicionar o espelho.
Vindo do nada, outro motoqueiro passou pela mesma trilha. Delicadamente, recolocou o meu espelho na posição e seguiu seu caminho. Ainda consegui gritar para ele: “obrigada!” E ele desapareceu no meio do tráfego.
Sabe o que senti, naquele momento? Fiquei tão feliz com aquele gesto tão pequeno, mas que mostrou cuidado, empatia, consideração por outro ser humano. Senti que Hashem estava comigo. Estava cuidando de mim, através daquele mensageiro.
Será que sempre aproveitamos as oportunidades que nos aparecem para ajudar outra criatura de D-us? Há gestos pequenos que podem ser muito preciosos.
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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
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Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
Miriam bat Yaakov
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
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