ESCUTE SEU ZEIDE

BS’D

O Rabino Dr. Abraham Twerski relata o seguinte:

Venho de dinastias chassídicas, tanto do lado de meu pai, quanto do lado de minha mãe. O lado de meu pai era de Chernobyl e o lado de minha mãe era de Sanz, e também éramos descendentes do Mitteler Rebe de Lubavitch.

Eu me formei em rabino e trabalhei como tal durante alguns anos em Milwaukee, antes de me tornar psiquiatra e me mudar para Pittsburgh.

Depois de ter trabalhado durante vários anos como rabino, senti que não estava realizado em meu trabalho, e após me aconselhar com o Steipler Gaon – fui para a faculdade de medicina para me tornar psiquiatra. Em 1960, quando tinha começado meu treinamento em psiquiatria, tive meu primeiro contato pessoal com o Rebe de Lubavitch.

Quando me encontrei com o Rebe, ele me perguntou o que eu estava fazendo. Contei-lhe e ele disse: “Quando acabar seu treinamento em psiquiatria, mude-se para Nova York. Há muitas pessoas que eu gostaria de enviar a um psiquiatra porque precisam de tratamento psiquiátrico, mas não posso manda-las para alguém que vai dizer que religião é uma neurose, e que eles têm de abandonar a religião.”

Naquela época não era como hoje em dia – não havia psiquiatras religiosos em Nova York. E eu, sendo um jovem que acabara de se formar em psiquiatria, não queria ficar sobrecarregado. Portanto, eu disse ao Rebe: “Se eu fizer isso, se eu me tornar o único psiquiatra religioso de Nova York, que tem tantos judeus religiosos, não vou conseguir dar conta. Vou ter de trabalhar noite e dia, sete dias por semana. E não vou conseguir estudar nem um pouquinho de Torá. Nunca mais vou poder abrir um livro judaico.”

Mas o Rebe disse: “Quando há uma mitsvá que ninguém mais pode fazer, e você é o único que pode, essa mitsvá tem prioridade sobre o estudo da Torá.”

Eu disse: “Isso quer dizer que eu teria de abdicar do estudo. E isso eu não poderia fazer, a não ser que o Próprio D-us me disse para fazê-lo.” Ao que o Rebe respondeu: “O que você quer? Que um anjo com duas asas venha lhe dizer?”

Eu disse: “Um rabino que se pareça com um anjo seria suficiente.” Sei que foi chutspá (atrevimento) de minha parte falar assim, mas o Rebe não se ofendeu – apenas sorriu.

Depois ele me perguntou se eu tinha lido as obras de Victor Frankl, o psiquiatra que sobrevivera aos campos de concentração e fundou a escola de psicologia conhecida como logoterapia, que é compatível com o judaísmo.

Eu ainda não tinha lido Frankl, na época, e o Rebe sugeriu que eu o fizesse. Também sugeriu que meditação pode ser muito terapêutica, mas que precisávamos desenvolver uma meditação de acordo com o judaísmo, e não baseada em religiões orientais.

Falei para o Rebe que ainda estava no início de meu treinamento em psiquiatria, e não tinha conhecimento de meditação, mas que pesquisaria o assunto quando tivesse oportunidade. Depois recebi do Rebe uma carta de três páginas sobre meditação.

Aquela foi minha primeira audiência com o Rebe e fiquei muito impressionado. Quando ele me ouvia, eu sentia que ele estava, realmente, escutando cada palavra que eu dizia, e ele pensava, antes de responder.

Depois daquele primeiro encontro, meus encontros com o Rebe foram muito curtos – eu ficava na fila junto com as multidões, para receber um dólar e uma berachá  dele – mas mesmo assim, eu sentia que tinha uma ligação especial com ele.

Esse sentimento foi reforçado pelo que aconteceu certo Hoshana Rabá. Na época, eu tinha amizade com um chassid Chabad de Pittsburgh, Rabino Shalom Posner, que costumava ir visitar o Rebe. Pedi-lhe, quando ele foi, para conseguir para mim um pedaço de lekach, o bolo de mel que o Rebe distribuía durante o mês judaico de Tishrei. E foi o que ele fez – ele disse ao Rebe que queria um pedaço de bolo parao Doutor Twerski e o Rebe lhe deu. Mas em seguida, o Rebe o chamou de volta e lhe deu mais um pedaço, dizendo: “Este pedaço é para o Rabino Twerski.”

Para mim, aquilo era uma indicação de como o Rebe me considerava.

O Rebe também me mandava pacientes. Quer dizer, costumava dizer às pessoas para irem a um rofê yedid  – um médico que é amigo do paciente – e eu era considerado o rofê yedid, ou um deles.

Eu também mandava pacientes para o Rebe, porque eu via a influência psicológica que ele tinha sobre as pessoas. Não sei se ele tinha estudado especificamente psicologia, mas o Chazon Ish jamais estudara medicina e podia orientar os cirurgiões sobre como operar –tinha obtido todo o seu conhecimento da Torá. O mesmo acontecia com o Rebe. Tinha conhecimento neste campo, e talvez o houvesse adquirido da Torá, que é a fonte definitiva.

Minha intuição era que ele tinha um jeito de fazer as pessoas se sentirem especiais porque ele realmente acreditava que eram especiais.

Isso me faz lembrar de uma história sobre minha neta, que escreveu para o Rebe quando ela tinha uns nove anos de idade. Todas as meninas da classe dela acendiam velas de Shabat, mas na nossa família, a tradição era que uma menina só começava a acender velas partir do Bat Mitsva, aos doze anos.

Então ela teve a iniciativa de escrever para o Rebe: “Querido Rebe, todas as meninas da minha classe acendem uma vela antes do Shabat mas meu zeide (avô) diz que na nossa família nós só o fazemos a partir do Bat Mitsvá. O que devo fazer?”

Ora, você bem sabe com quantas perguntas o Rebe era bombardeado dia e noite. Mas mesmo assim, dois dias depois chegou uma carta dele: “Faça o que seu zeide diz para fazer.”

Ela veio me ver, e eu vi como ela queria tanto fazê-lo portanto, concordei. Mas fiquei tão impressionado pelo Rebe ter utilizado seu tempo para responder à pergunta de uma criança de nove anos, quando ele tinha o mundo inteiro lhe perguntando sobre assuntos da maior importância.

Isso mostra como cada um era especial para ele, e também mostra que ele entendia o que significaria para uma criança receber uma reposta pessoal do Rebe.

Rabino Dr. Abraham J. Twerski (1930-2021) foi um psiquiatra e autor, fundador do Gateway Rehabilitation Center, com base em Pittsburgh, Pennsylvania. Foi entrevistado em Teaneck, New Jersey, em janeiro de 2012.

Do livro: One by One – Stories of the Lubavitcher Rebbe

Págs. 169 -172

(Inglês)

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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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