“E que haja escuridão… mais que a escuridão da noite.”
(Shemot 10:21)
Certa vez, um homem “invadiu a fronteira” (hessig gvul) de seu amigo, e alugou seu negócio. Rabi Chaim de Tsanz o repreendeu sobre isso. O que tinha passado a perna no amigo respondeu:
– Ora, aquele homem é um perverso e pecador, e é mitsvá enterrá-lo.
O Rav de Tsanz respondeu-lhe:
– Quem lhe disse que existe uma mitsvá de enterrar o perverso? Vou lhe dar uma prova da Torá que isso não é mitsvá. Sobre a praga da Escuridão que D-us fez abater-se sobre o Egito, consta no Midrash, que foi porque havia muitos perversos no povo judeu, e eles morreram nos três dias de escuridão, para que os israelitas os enterrassem de modo que os egípcios não vissem, e não dissessem que os judeus também estavam sendo castigados. Vemos, portanto, que os judeus enterraram os perversos, e no final, Rashi escreveu sobre o passuk “e será para vós observado” (Shemot 12:6): “chegou o juramento que jurei a Avraham que redimirei seus filhos, e eles não possuíam mitsvot com que se ocupar para que fossem redimidos, conforme consta: e estavas nua e despida, e lhes deu duas mistvot, o sangue de Pêssach e o sangue da Milá.” Se enterrar os perversos fosse uma mitsvá já teriam muitas mitsvot, pois tinham enterrado muitos perversos. Portanto, temos de admitir que não existe mitsvá de enterrar o perverso… e agora – concluiu o Rav de Tsanz – trate de devolver o quanto antes o negócio daquele homem, caso contrário, se arrependerá.
Adaptado do livro:
“Sipurei Chassidim – Torá”
Do Rabino Shlomo Yossef Zevin
Págs: 177-178 (Hebraico)
& & &
Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
Hershel ben Moishe
Moishe ben Aba
Miriam bat Yaakov
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Na época do Alter Rebe (o Rav Schneur Zalman de Liadi, autor do Tanya e do Shulchan Aruch) houve uma mulher que durante mais de dois anos não conseguiu purificar-se. A sheeilá (“pergunta”), que ficou famosa, foi apresentada a muitos dos grandes rabinos da época e todos eles a consideraram impura.
Quando a sheeilá chegou diante do Alter Rebe ele disse:
“Embora de acordo com a Lei Judaica, atualmente não sejamos peritos em manchas de sangue, neste caso estou certo de que se trata de sangue de pombo.”
O Alter Rebe aconselhou ao pai da mulher que quando chegassem seus dias de purificação ela fosse morar em outro lugar, distante da família. E deveria ficar fechada em seu quarto. Ninguém poderia visitá-la, exceto seus pais. E ninguém deveria saber de seu paradeiro. E quando fosse ao mikvê, deveria ir com sua mãe, e numa hora em que não houvesse lá nenhuma outra mulher.
O pai da mulher seguiu à risca as instruções do Alter Rebe. E para grande espanto da mulher e de sua mãe, quando chegou a época de sua purificação tudo estava normal e ela imergiu no dia certo. Como, porém, seu marido era muito especial em Torá e temor a D-us, ficou desconfiado e resolveu esperar até o mês seguinte.
Naquele verão, teve início uma epidemia de cólera nos arredores de Mohilev e os rabinos divulgaram medidas para evitar que a epidemia se alastrasse e, de passagem, despertaram a população para a teshuvá e o arrependimento por pecados entre o homem e D-us e entre o homem e seu semelhante. Muitos dos habitantes da cidade ficaram com medo. E eis que uma mulher foi procurar o rabino e contou-lhe, arrependida e chorando muito, sobre o pecado que cometera contra aquela mulher, fazendo-a sofrer durante dois anos sem conseguir purificar-se.
E foi esse o teor de sua confissão: quando ela era jovem, foi-lhe sugerido um shiduch com o marido daquela mulher. Por motivos diversos, o shiduch não se realizou e ela acabou casando com um homem muito simples. Desde então, ficou com ódio daquela mulher e resolveu vingar-se dela. Para isso, fingiu ser sua amiga e, quando chegavam seus dias de purificação, matava uma galinha ou um pombo e sujava de sangue as roupas da mulher.
Sêfer Toldot Admor Hazaken
(Baseado em “Leket Lakalá Velamadrichá”, pág. 87)
& & &
Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
Hershel ben Moishe
Moishe ben Aba
Miriam bat Yaakov
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D
Bernard Hillstein (o nome foi mudado) finalmente admitira que já não podia viver sozinho e teria de ir para uma casa geriátrica.
Sempre gostara de clima ameno.
De modo que, quando Bernie encontrou um “lar de velhos” no sul da Flórida, que tinha uma sinagoga e era totalmente ShomerShabat, logo assinou o contrato.
Percebeu as letras miúdas só após ter pago o sinal e ter “desalugado” seu apartamento em New Jersey.
Ethel, com quem fora casado durante 56 anos, falecera há seis anos. Foi quando os médicos de Bernie o aconselharam a receber Oakley em sua casa.
Bernie adquiriu Oakley, um pastor alemão, cão-guia de serviço, para ajudá-lo a se virar sizinho.
Há seis anos Oakley era o companheiro constante de Bernie.
Sem Oakley, Bernie não sabe como teria sobrevivido à Covid.
Ele e Ethel não tiveram filhos e sua visão estava falhando. Sem Oakley no apartamento Bernie teria sofrido a maior das tristezas: solidão completa.
Como dá para imaginar, Bernie ficou preocupado quando viu, nas letras miúdas, que aquela residência para idosos não permitia animais de estimação, nem mesmo os de serviço.
Imediatamente Bernie veio ao meu escritório e me pediu para conseguir alguma exceção ou dispensa na proibição dos “pets”.
Bernie não conseguia se imaginar vivendo sem seu querido Oakley.
Escutei Bernie e telefonei para o “lar”.
O diretor me ouviu calma e educadamente, porém foi firme, explicando que a cláusula da proibição dos “pets” significava: nada de “pets”. Ponto final. Não havia dispensa nem exceções.
Telefonei para o rabino, capelão do lugar, e ele também, explicou que estava de mãos atadas. Não tinha influência nem autoridade para permitir que Bernie levasse Oakley para lá. Bernie estava à beira do desespero. Já tinha se desligado do apartamento de New Jersey e já pagara o sinal para a Flórida.
O pensamento de abandonar Oakley, o que significava viver só, lhe parecia uma sentença de morte.
Dei mais telefonemas e, finalmente, o diretor da casa geriátrica, já irritado, disse: “Essas são as regras. Se quiser, ligue para o Sr. Hertzler. Ele é o dono, e só ele pode lhe dar permissão. Porém, ele e um chassidishe yid bem idoso. Duvido muito que esteja interessado em ter um cão em sua propriedade.”
As coisas foram arranjadas como só Hashem pode fazer. O Sr. Hertzler, que raramente saía da Flórida, estaria em Nova York para uma festa de família. E consegui marcar um encontro com ele para a noite daquele domingo.
Quando cheguei na casa onde ele estava hospedado, em Boro Park, não tinha grandes esperanças de sucesso.
O Sr. Hertzler, que se sentia melhor falando em Yidish do que em inglês, era um judeu chassídico. Quando lhe apertei a mão, não pude deixar de perceber os números azuis em seu antebraço.
Percebi que seria uma missão inútil, pois que sobrevivente do Holocausto de 95 anos permitiria que um pastor alemão fosse hóspede em sua propriedade?
Com tudo isso, depois de ter dado tantos telefonemas para marcar esse encontro e ter viajado de Passaic até Brooklyn, eu tinha de fazer meu apelo. E se (ou mais provavelmente, quando) ele dissesse não, eu saberia que tinha feito tudo o que estava ao meu alcance.
O Sr. Hertzler foi extremamente hospitaleiro, ofereceu-me um delicioso kokush (rocambole) e chá forte e doce.
Depois de conversar um pouco sobre meu shul, fui direto ao ponto, e expliquei a situação e por que Bernie precisava de Oakley. Enfatizei que Oakley era tudo o que Bernie tinha na vida e a grande mitsvá que seria permitir que Oakley morasse com ele.
O Sr. Hertzler escutou pacientemente e em seguida respondeu citando um passuk, “Lo Yecherats Kelev Leshonô” (“Mas para todos os filhos de Israel, nenhum cão aguçará sua língua.” – Shemot 11:7).
Pensei que, talvez, o Sr. Hertzler não estivesse prestando atenção ao que eu dissera.
Repeti meu pedido, e ele repetiu o passuk.
Em seguida, ele olhou para mim e disse, com um sorriso.
“Esperei você durante setenta e oito anos. É óbvio que seu amigo pode levar o cachorro. De fato, eu mesmo pagarei por tudo de que o cachorro precisar.”
O Sr. Hertzler deve ter percebido minha confusão, e explicou:
“Em 1945, lá pro final da guerra, os nazistas estavam evacuando o lager (campo de concentração). Como eu sabia que os Russos deveriam chegar em poucos dias, resolvi me esconder debaixo das barracas, agachado. Os nazistas pegaram seus pastores alemães para encontrar todo e qualquer judeu, pelo faro. Sempre que um cachorro farejava um judeu, começava a latir. Quando o nazista e seu cão se aproximaram de meu esconderijo, rezei, repetidamente, com todo o coração: “Ulechol Benei Yisrael Lo Yechratz Kêlev Leshono.”
Para meu espanto, o cachorro passou bem perto de mim. Dava para sentir seu hálito. Contudo, o cão não fez o menor ruído, e seguiu adiante.
Foi quando fiz uma promessa a Hashem.
Do mesmo modo que Hashem recompensou os cães por não terem latido no Êxodo, eu também retribuiria a um pastor alemão por não ter latido na hora de minha própria YetsiatMitsrayim.
Finalmente, chegou o dia que tanto esperei.
“Diga a seu amigo que ele e Oakley serão meus hóspedes de honra.”
Fiquei mudo de espanto.
O Sr. Hertzler colocou mais um pedaço de kokush no meu prato e disse alegremente: “Você pensou que estava vindo me pedir um favor. Mas na verdade, é o oposto: Hashem o mandou aqui para que eu pudesse pagar minha dívida de setenta e oito anos. Por favor, vamos fazer juntos um lechaim para agradecer a Hashem por sua bondade.”
“Se não agora, quando?” – Hilel
(Ron Yitschak Eisenman –
Rav da Congregation Ahavat Israel –
Passaic, NJ)
(Recebi por WhatsApp)
“Vocês deverão ser pessoas santas para Mim. Não comam carne dilacerada no campo; atirem-na aos cães”
(Shemot 22:30)
D-us não fica devendo nada a ninguém.
No relato de Êxodo consta:
“Mas para todos os filhos de Israel, nenhum cão aguçará sua língua.” (Shemot 11:7).
Disse o Santo, Bendito Seja:
“Dêem a ele sua recompensa.” (Mechilta)
Rashi
& & &
Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.
Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.
Pela cura dos feridos.
Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.
Que as famílias atingidas tenham consolo.
“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”
Pela vinda do nosso Justo Mashiach.
Leilui Nishmat:
Eliyahu ben Aba
Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel
Moshe Haim ben Kaila z’l
Hershel ben Moishe
Miriam bat Yaakov
Efraim Kopl ben Eliyáhu
Chaim Shemuel ben Aba
Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi
Miriam bat Yaakov Kopl Halevi
Beile (Berta) bat Refael
Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas
Pinchas ben Moshê
Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi
Lea bat Hersh
Efraim Shlomo ben Motl Halevi
Eliyáhu ben Yaakov
Yaakov ben Eliyáhu
Miriam bat David
Chana Liba bat Tuvia
Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D