Archive for junho, 2025

PUREZA E IMPUREZA

BS’D

“Esta é a chuká da Torá…

uma vaca totalmente vermelha (Bamidbar 19:2)”

Por que a Torá chama as leis da vaca vermelha de “o estatuto da Torá”, em vez de “o estatuto da vaca vermelha”, que aparentemente seria mais lógico?

Para nos ensinar que o conceito de pureza é central ao judaísmo, é a base de uma autêntica vida de Torá.

Não é simplesmente uma das 613 mitsvot. É a base e o ponto de partida para todas as outras.

(Peninei Torá)

http://www.lchaimweekly.org/lchaim/5758/525.htm#caption8

http://www.lchaimweekly.org/

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Eliyahu ben Aba

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O DIA EM QUE PAREI DE REZAR POR “MIM”…

BS’D

… E COMECEI A SERVI- “LO”

Michael Elimelech conta o seguinte:

Cresci e fui educado numa das melhores yeshivot lituanas daquela época (1983). Minha educação foi bem “anti-Chabad”.

Por natureza, eu era alguém que procurava propósito. Procurei em várias yeshivot de diversas linhas, procurei kabalistas, mestres de mussar, procurei muito, nas mais diversas linhas do judaísmo, mas não estava encontrando o que procurava. Estava muito decepcionado.

Certo dia, eu estava muito deprimido e entrei numa sinagoga. E por Hashgachá Pratit, vi um panfleto de ensinamentos do Rebe chamado Likrat Shabat rasgado. Olha, eu realmente agradeço ao indivíduo que o rasgou. Rasgou e jogou lá na sinagoga Anshei Yerushalayim em Kiriat Sêfer.

Pensei: “Se é de Chabad, vai ver que tem alguma fofoca interessante aí.”

Olhei, e foi quando tive o choque de minha vida! Abri o livro, o “Likrat Shabat”. Comecei a ler e… alguma coisa não fazia sentido. Era de uma genialidade: por um lado, uma simplicidade incompreensível. Por outro, tamanha profundidade! Quando li o trecho de ensinamentos do Rebe sobre Chassidut, eu não conseguia captar que o Rebe era uma pessoa assim. Para mim, não fazia sentido. Eu sempre tinha pensado no Rebe como alguém que faz mivtsaim (campanhas). Um comandante de mivtsaim: tefilin, tsedaká, os 12 Psukim que as crianças devem dizer, reuniões de Shabat para crianças… Coisas assim. Agora, quando a gente vê o Rebe explicando Torá, percebi que não é quem eu pensava que é.

Atualmente, quando falo sobre o Rebe, preciso respirar fundo. Mencionar o nome do Rebe agora é algo totalmente diferente. Para mim, o Rebe e seus ensinamentos transformaram toda a minha vida. Melhoraram meu casamento. Me deram satisfação na vida.

Hoje, sem estudar uma sichá ou maamar do Rebe não há propósito.

Até ali, eu estava no centro. D-us me ajudava. Vou usar expressões duras aqui. Quando eu rezava a Amidá, minha intenção era: “me dê, me dê, me dê” da manhã à noite.

Chassidut ensina que você não tem a menor importância, você não é nem um parafusinho. Há um “Mestre do Universo” e você é Seu sheliach (emissário) para realizar alguma coisa. De modo que toda a direção de sua vida se transforma. Hoje, quando rezo, não é como antigamente. Hoje, quando digo “Modê Ani”, não é o mesmo “Modê Ani” de antes.

E por tudo isso, agradeço ao Rebe.

Adaptado de: rebbestory.org

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MORDECHAI E HAMAN

BS’D

R. Baruch de Mezibush, neto do Báal Shem Tov, dizia:

Do mesmo modo que “em cada geração cada um de nós deve se considerar como se ele próprio tivesse saído do Egito” (Pssachim), precisamos entender que em cada geração há um Mordechai e um Haman, mas quem lê a Meguilá apenas lemafrea (retroativamente), ou seja, como se fosse um milagre que ocorreu apenas no passado, não cumpriu sua obrigação.

Do livro: “Sipurei Chassidim – Moadim”

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Pág. 248

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“POR ACASO O CONCEBI?”

BS’D

Arte by Yoram Raanan

(Bamidbar 11:12)

O filho de certo chassid procurou o tsadik de Gur, autor do “Sefat Emet”, e queixou-se de seu pai, que não o ajudava na parnassá.

Quando o pai do chassid visitou o tsadik, este lhe perguntou por que não ajudava o filho. E ele respondeu que não tinha condições de fazê-lo. Ao que o tsadik lhe respondeu:

– Está escrito: “De onde vou conseguir carne… por acaso o concebi? Por acaso o dei à luz?” (Bamidbar 11: 12-13). A questão é complicada: como já tinha dito: ‘de onde vou conseguir carne?’ O que isso tinha a ver com ter ou não concebido, já que ele não tinha mesmo carne? Isso prova que se ‘eu o concebi e o dei à luz’ o argumento de que ‘não tenho’ não é suficiente. Precisa dar um jeito para ajudar na parnassá do filho.

Do livro: Sipurei Chassidim

do Rebino Shlomo Yossef  Zevin , Torá

pág, 360

(Hebraico)

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RUACH HAKÔDESH OU DIN TORÁ?

BS’D

“… E SE NÃO COMETESTE ADULTÉRIO…”

(Bamidbar 5:19)

Na época do Rav Ohev Yisrael” de Apta, dois indivíduos eram sócios em um negócio. Suas esposas também trabalhavam na empresa. Uma delas era mais talentosa em termos de comércio, e disse para seu marido:

– De nada nos adianta essa sociedade. Sou muito mais habilidosa nos negócios do que a esposa de nosso sócio. Ela é uma incapaz que em nada nos ajuda.

O marido escutou a esposa e desmanchou a sociedade. Cada um passou a ter seu próprio negócio.

Após algum tempo, o sócio cuja esposa era laboriosa e tinha dito que o mérito do sucesso tinha sido todo seu (kochi veotsem yadi assá li et hachayil hazé) viu que seus lucros tinham caído em queda livre. E o outro sócio subiu na vida e enriqueceu.

A esposa do primeiro sócio ficou com muita inveja da outra mulher e resolveu prejudicá-la. Contratou testemunhas falsas para atestar que a “amiga” tinha traído o marido, para que ele precisasse se divorciar dela.

Portanto, as falsas testemunhas depuseram no Beit Din, e o veredicto foi que o marido precisava se divorciar da esposa.

A mulher, que sabia que tudo não passava de mentira, pediu a seu marido que antes do divórcio viajasse com ela até o Rav de Apta. O marido aceitou a sugestão e os dois foram ter com o tsadik de Apta, a quem contaram tudo o que tinha acontecido.

O Rav de Apta viu, por Ruach Hakôdesh que a mulher estava dizendo a verdade. Porém não se pode modificar por Ruach Hakôdesh um veredicto de um Beit Din decidido de acordo com depoimentos legais de acordo com um Din Torá.

O Rav de Apta disse para seu filho, o Rav Yitschak Meir:

– Vá e anuncie que que parem de me dar dinheiro para “Pidion”, pois meu Ruach Hakôdesh é contrário ao Din Torá, portanto não é Ruach Hakôdesh.

Quando o Rav de Apta acabou de pronunciar aquelas palavras, a mulher que tinha contratado as falsas testemunhas, bem como as testemunhas, foram tomadas por uma tremedeira, como se seus ossos estivessem possuídos pela doença da kadachat. E não sossegaram enquanto não foram também a Apta e admitiram diante dele que tinham acusado falsamente a mulher por inveja e ódio.

O Rav de Apta, então, disse a seu filho:

– Agora anuncie que já podem voltar a me dar dinheiro, pois meu Ruach Hakôdesh está de acordo com o Din Torá.

Traduzido e adaptado do livro:

“Sipurei Chassidim – Torá”

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Págs. 351-352

(Hebraico)

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