Archive for Chinuch

O Ano de Hakhel

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A singularidade da mitsvá de Hakhel é que é a única mitsvá em que as crianças abaixo da idade de bar-mitsvá e bat-mitsvá precisam participar; até mesmo as crianças bem pequenas. O motivo para se levar as crianças é que a participação no kinus deixa em seu coração uma ligação e uma relação novas com a Torá e o judaísmo, e isso tem uma influência que perdura por toda a vida.

O ensinamento especial da mitsvá de Hakhel:

A missão e o papel de toda akeret bayit, bem como de toda menininha é fazer com que as crianças estejam impregnadas, desde a mais tenra idade, do conceito de “Hakhel”, e que isso influencie toda a sua vida, de modo que o lar que construirão seja como um Beit Mikdash até que seja reconstruído o Beit Hamikdash para todo o povo judeu.

Sichot Kôdesh 5737, Vol II, pág. 627

Hitvaaduiot 5747, Vol. IV, pág. 368

Agradecimentos especiais a Libi Bloch

Leilui Nishmat:

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

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A Criança Deseja Santidade

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É possível requerer da criança amor a D-us e kabalat ol (submissão a D-us) sem recompensas?

Sim. A criança tem uma tendência natural a kabalat ol, disciplina, bem como uma atração para os assuntos de santidade. E por meio de uma educação correta podemos habituar uma criança judia a desejar espiritualidade, e até mesmo desejar que Hashem se revele para ela! (Como a conhecida história do Rebe Rashab)

(Likutê Sichot, XV, 133)

Agradecimentos especiais a Libi Bloch.

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Como Incentivar a Criança

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  1. O objetivo da educação judaica é “atrair”a criança para Torá e mitsvot e não apenas levá-la a uma situação em que estudará e cumprirá... Portanto, dando-lhe guloseimas, etc. fazemos com que goste de Torá e mitsvot.
  2. Deve-se “cativar” o pimpolho por meio de coisas que lhe interessam no presente, e não de coisas que vão interessá-lo no futuro.
  3. Por exemplo: nos primeiros anos o que atrai a criança são balas e guloseimas. Quando crescem um pouco, prêmios, chidonim, competições. Quando ficam mais velhos, recompensas espirituais, como livros sagrados e coisas semelhantes.
  4. É preciso levar em conta e época, em cada geração e época há coisas diversas que atraem o infante.

(Igeret Hachinuch, pág. 44)

Agradecimentos especiais a Libi Bloch.

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Passo a Passo II

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Quando uma criança nasce, ainda não pode andar, muito menos correr e pular. Com o passar do tempo, porém, começa a dar uns passinhos e andar, depois correr e só depois, pular.

O mesmo ocorre em termos espirituais. A educação de uma criança tem de ir passo a passo:

  • No estudo – do alef-bet pra Mikrá, para Mishná, etc.
  • No cumprimento das mitsvot – progride do caminhar para só posteriormente chegar a “correr para fazer uma mitsvá
  • Na prevenção ou negação do que é negativo – deve-se andar na linha de “expulsá-lo pouco a pouco”.

(Likutê Sichot XXXII, pág. 199. Igrot Mêlech II, 143, Igrot Kôdesh XVII, 25)

Agradecimentos especiais a Libi Bloch.

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Passo a Passo I

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Em educação é necessário progredir passo a passo.

Quando se anda pela rua e se encontra alguém que acaba de sair do médico e está apoiado sobre muletas, pode-se pensar: “Esta pessoa foi ao médico e lhe pagou um dinheirão, e ainda está de muletas…”

Pode-se explicar que esse indivíduo chegara ao médico totalmente paralítico e está melhorando. E se seguir as orientações do médico pode chegar a curar-se por completo.

É o que acontece com o ser humano. Ele nasce com diversas características: algumas melhores e outras piores. E por meio de uma boa educação as más características se enfraquecem muito. Como chinuch é um trabalho para a vida toda, se o vemos durante o processo, encontramos nele, também, algo não bom, mas isso não é por ele obedecer ao médico. Sua situação atual é que seus defeitos diminuíram, justamente, graças ao médico.

Igrot Kôdesh XIII, 174.

Agradecimentos especiais a Libi Bloch

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Chinuch sem Concessões

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Estão equivocados os que temem que uma educação judaica completa amedronte os jovens por ser mais do que podem captar. Pelo contrário: cada concessão nos princípios da linha que se segue (e em seus assuntos) causa nos educandos e nas educandas uma falta de fé, não apenas no educador, mas em todo o sistema que ele defende e representa.

Todo e qualquer desvio, por menor que seja, do verdadeiro caminho assemelha-se a um arranhão numa semente plantada, em que a menor arranhadura acaba por causar um grande defeito na árvore que cresce dela.

Uma educação sem concessões é, essencialmente, deixar bem claro para o educando que a escuridão é escuridão e a luz é luz, e que a Torá é a Torá da verdade e a Torá da vida (inclusive no sentido literal).

Igrot Kôdesh XIII, 345-6)

Agradecimentos especiais a Libi Bloch.

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Chinuch em Nossa Geração

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O que há de especial em nossa geração em matéria de chinuch?

Nossa geração nasceu e cresceu sobre os escombros do Holocausto, e também com os sobreviventes do Holocausto tentam acabar por meio de uma educação que chama o mau de bom e o bom de mau, que diz que a escuridão é luz e a luz, escuridão…

Hashem nos salvará de suas mãos, e esta geração terá o mérito, rapidamente em nossos dias, através do nosso justo Mashiach, de ser também a geração da Geulá (Redenção). E quando cuidarmos a ponto de messirut nêfesh (auto-sacrifício) dos pequenos e das pequenas, para que tenham uma educação kasher, mereceremos a presença da Shechiná no mundo.

(Igrot Kôdesh V,278; IV,205)

(Agradecimentos especiais a Libi Bloch)

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A Responsabilidade dos Professores

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O trabalho de mais responsabilidade que existe é o trabalho em chinuch!

O Alter Rebe falou para o melamed de seu filho, o Miteler Rebe:

Do mesmo modo que o alimento físico fortalece o corpo e o mantém ligado às forças da alma, o alimento espiritual fortalece a alma e a conecta ao D-us vivo.

Antes de tudo, fixe no coração de meu filho temor e amor a D-us por meio de histórias de tsadikim, que você deve contar com entusiasmo de santidade – com uma fé em D-us que está acima da compreensão.

E fique sabendo que o trabalho em educação é um trabalho sagrado, e que você está lidando com questões de vida ou morte. Se você se dedicar a seu trabalho Hashem o ajudará: seus alunos serão decentes, e sua porção será com os iluminados (bein zoharei harakia).

(Igrot Kôdesh do Rebe Rayats, Vol. 3, 309)

(Agradecimentos especiais a Libi Bloch)

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Qual é a base da educação judaica?

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Qual a base do chinuch? E como adquiri-la tanto para as crianças quanto para nós mesmos?

Uma pessoa não consegue se elevar puxando-se pelos cabelos. É indispensável alguém de fora. É nossa obrigação, como pais e educadores, incutir no coração das crianças uma disciplina adequada e efetiva. Como? Enraizando em seu coração, desde a mais tenra infância, uma fé intensa no Criador do Universo, que é o Dirigente do mundo, agora, de fato, e que há um “olho que vê e um ouvido que ouve, e todos os seus atos são escritos num livro” – e esse livro é impossível de falsificar, e o olho e o ouvido não podem ser subornados.

Igrot Kôdesh do Rebe, Vol. 22, 8.664 (Hebraico)

(Agradecimentos especiais a Libi Bloch)

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As Jóias das Mulheres Judias

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Discurso pronunciado pelo Rebe Rayats ( Rebe Yossef Yitschak Schneerson, o Rebe anterior) para as mulheres judias, em sua visita a Riga – 12-20 de Adar 5694.

 

Em dois lugares em nossa sagrada Torá, em relação a dois assuntos pertinentes à coletividade judaica, a Outorga da Torá e as doações para a construção do Mishkan (Santuário), vocês, mulheres, são mencionadas antes dos homens.

Na Outorga da Torá consta (Shemot 19,3): “Assim dirás à casa de Yaakov – são as mulheres – e anunciarás aos filhos de Yisrael”, e nas doações para o Mishkan consta (Idem 35,22): “E vieram os homens com as mulheres” – as mulheres levaram suas doações antes dos homens – Ramban.

A bênção sobre a sagrada Torá é – que nos deu a Torá da verdade e plantou vida eterna dentro de nós.

O conteúdo dessa berachá é que a verdade de nossa sagrada Torá  expressa-se no fato de ela indicar o comportamento verdadeiro e bonito na vida neste mundo, como o Homem deve se comportar em todas as coisas entre o Homem e D-us, entre o Homem e seu semelhante, e na vida familiar.

Cada palavra na sagrada Torá, e até mesmo a ordem de uma história relatada na Torá, permite-nos entender como um lar judaico deve ser conduzido.

A ordem de D-us, abençoado seja, para Moshê Rebênu, com as palavras – assim dirás – foi dita duas vezes, a primeira vez antes da Outorga da Torá (Idem 19,3), e a segunda vez após a Outorga da Torá (Idem 20,19). Na primeira vez são mencionados os homens e as mulheres, e na segunda vez somente os homens são mencionados.

A Outorga da Torá não é um acontecimento que ocorreu uma vez, no passado, apenas. É algo eterno. O texto da berachá é “noten haTorá – que dá a Torá”, algo constante.

Na vida de uma família judia, a Outorga da Torá é dar aos filhos uma educação de acordo com a Torá, os filhos estudam no Cheder conduzido por melamdim (professores) tementes a D-us, com orientação e supervisão firmes, as meninas são educadas sob a orientação e supervisão de boas educadoras religiosas.

Antes da Outorga da Torá D-us disse a Moshê Rabênu: ): “Assim dirás à casa de Yaakov e anunciarás aos filhos de Yisrael” – aqui as mulheres são mencionadas antes dos homens.

Antes da Outorga da Torá, ou seja, antes que precisassem dar às crianças uma educação de Torá, o filho no Cheder e a menina com a educadora – deve-se falar primeiro com as mães das crianças.

Nas suas mãos, mulheres judias, está o destino de seus filhos, que vivam, todo o futuro de seus filhos, para o bem ou – que D-us nos livre – para o mal, depende da educação vocês lhes derem, e é de vocês toda a enorme e difícil responsabilidade da educação.

Vocês precisam lembrar-se de que a felicidade ou – que D-us nos livre – o infortúnio de seus filhos está em suas mãos, o destino de seus filhos, bem como o destino de vocês mesmas, depende de para que cheder mandarão seus filhos e de que chinuch (educação) darão a suas filhas.

Mulheres, mães, lembrem-se de como D-us as convocou na sagrada Torá “assim dirás à casa de Yaakov” e cumpram sua missão educacional atentamente e com a maior seriedade.

Após a Outorga da Torá foi dito: “assim dirás aos filhos de Yisrael”, quando o filho chega do cheder e a filha de seu local de estudo, deve-se testá-los, ver o que aprenderam. Esse dever é dos homens, dos pais das crianças, que vivam.

É isso que a história da Outorga da Torá nos ensina sobre a vida familiar judaica.

A segunda vez em que as mulheres são mencionadas antes dos homens é quando estavam juntando doações para a construção do Mishkan – Bet Hamikdash – e seus utensílios.

O Bet Hamikdash não é um edifício provisório, descartável. Cada lar judeu constrói um Bet Hamikdash, conforme está escrito (Idem 25,8): “E farão para Mim um Mikdash e habitarei dentro deles”.

Quando Hakadosh Baruch Hu, o grande D-us, quis dar a nós, os judeus, o mérito, a grande dádiva, de fazer o Bet Hamikdash para o Nome de D-us, embora “Minha é a prata e Meu é o ouro” – pediu doações dos judeus para a construção do Mishkan – Bet Hamikdash – e seus utensílios, e as mulheres judias foram as primeiras a levar doações.

Diz a sagrada Torá (Idem 35,22): “E vieram os homens com as mulheres, todos os doadores de coração e trouxeram brincos e argolas de nariz e anéis e braceletes e todo objeto de ouro, e todo homem que separou oferta de ouro para D-us.”

Esses quatro tipos de jóias foram levados pelas mulheres judias como doação para a construção do Mishkan, a casa de D-us no povo judeu.

Essas quatro jóias são: chach (brincos nas orelhas); nezem (no nariz); tabáat (no dedo) e kumaz (sobre o braço) – é assim que Eben Ezra explica as jóias mencionadas.

Na construção do Bet Hamikdash na vida familiar, é necessária a participação conjunta dos maridos com as esposas. Mas as primeiras doações para o Bet Hamikdash na vida familiar são os presentes da mulher, quando ela doa suas jóias para a construção da educação, o lar do casal se torna um Santuário para Torá e mitsvot, e no seu lar habitará o Nome de D-us com muita felicidade.

A primeira jóia que as mulheres doaram foi o brinco – a jóia da orelha. Seu significado é ouvir bem as palavras da sagrada Torá e as palavras dos grandes Sábios judeus, sobre como educar os filhos, que vivam, e como se deve conduzir um lar judaico, bem como ouvir bem o que as crianças falam entre si e com os amigos e amigas.

Em geral, as conversas das crianças entre si e com seus amigos e amigas são de acordo com o que ouvem dos pais em casa, por isso os pais devem comportar-se com educação e boas maneiras. Como nos ensina a sagrada Torá – para que as crianças tenham um bom exemplo verdadeiro.

A segunda doação foi: a argola do nariz, que significa – o sentido do olfato.

Deve-se supervisionar bem quais são os amigos que se apegam a seus filhos, a que amigos se apegam seus filhos, e investigar bem se a amizade lhes é adequada.

A terceira jóia é: o anel – a jóia do dedo. E seu significado é que as duas jóias anteriores não bastam para se erigir o edifício sagrado, é preciso apontar com o dedo o jeito certo de se comportar. Dar às crianças, que vivam, explicações apropriadas, do bem que terão se andarem no bom caminho, e o mal – se D-us nos livre não obedecerem e forem pelo mau caminho.

A quarta jóia é: o kumaz – bracelete, jóia do braço (ou ombro). É preciso conduta forte com as crianças, mesmo quando são disciplinadas. É preciso controlar com firmeza as crianças, que vivam, e assim desperta-se neles ânimo nos estudos, para que estudem com diligência e aplicação.

Estou certo de que todas aqui presentes querem que seus filhos, que vivam, sejam crianças saudáveis fisicamente e saudáveis espiritualmente, cumpridores de Torá mitsvot.

Mas toda mãe e todo pai precisam saber que querer não basta, é preciso ação, para que a boa vontade se realize na vida.

Dêem a seus filhos, que vivam, a educação correta, de acordo com a velha, boa e saudável educação antiga, mandem os meninos para chadarim bons, religiosos, e para yeshivot onde se estuda Torá e temor a D-us, e proporcionem às meninas a educação boa e religiosa, deste modo seus filhos, que vivam, serão cumpridores de Torá e mitsvá, dêem suas jóias e construam o Bet Hamikdash – e terão nachat (satisfação) em abundância, serão abençoadas com uma geração de justos, física e espiritualmente.

Rashi interpreta a jóia kumaz – como sendo uma mitsvá pertinente às mulheres, taharat hamishpachá (pureza familiar). Estou certo de que não há necessidade de falar sobre isso para as que aqui se encontram, mas gostaria de mencionar que as mulheres que cumprem taharat hamishpachá meticulosamente, de acordo com a Lei da Torá, não precisam se dar por satisfeitas com seu próprio bom comportamento, mas devem esforçar-se ao máximo para explicar com delicadeza a suas conhecidas a importância de cumprir as leis da pureza, e com a bondade de coração que caracteriza os judeus e com a maior amizade, influenciar suas conhecidas para que cumpram taharat hamishpachá, pois assim trarão felicidade para seus lares.

Que D-us ajude para que vocês e seus maridos sejam saudáveis, e felizes, saúde e parnassá (sustento) em abundância, criem seus filhos, que vivam, para Torá, chupá e maassim tovim (boas ações), e tenham muita nachas deles. E quanto àquelas que ainda não tiveram filhos, que D-us alegre seu coração e o coração de seus maridos com filhos saudáveis e prolongue seus dias e anos.

(Likutê Diburim, do Rebe Rayats, Vol.5, págs. 1183-1186)

Reimpresso com permissão de “Likrat Shabat on line”

da Yeshivá Tomchei Tmimim.

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