Archive for Depoimento

CONVIVER = VIVER COM – LITERALMENTE

BS’D

Arte by Baruch Nachshon

Em Shemini Atseret 5738 (1977) o Rebe teve um ataque cardíaco gravíssimo no meio das Hakafot diante de milhares de pessoas que estavam no “770”.

Rebe não quis ser levado ao hospital. Portanto, trouxeram o hospital até ele. Em pouco tempo transformaram o local numa UTI, com todos os aparelhos necessários.

Procuraram os melhores cardiologistas dos Estados Unidos. O médico que mais se dedicou ao Rebe foi Dr. Ira Weiss de Chicago, cardiologista mundialmente famoso. Ficou em Nova York durante algumas semanas e, quando a situação melhorou, veio diversas vezes de Chicago para examinar o Rebe.

Esse médico relatou o seguinte:

Certa noite, em que estava com o Rebe, que ainda estava se recuperando, Dr. Ira Weiss falou que gostaria de fazer um desabafo e pedir um conselho ao Rebe. Na verdade, o que o preocupava era algo que aflige quase todos nós. O médico falou o seguinte:

– “Rebe, profissionalmente cheguei ao auge de minha carreira. Todos os meus sonhos foram realizados. Sou um cardiologista famoso nos Estados Unidos e no mundo. Mas não estou satisfeito com minha vida pessoal. Quase não vejo minha esposa e meus filhos. Todos estão satisfeitos, menos minha esposa e eu. Meu trabalho é indispensável, pois salva vidas. Mas não consigo conciliar minhas duas shelichuiot (missões). D-us me deu uma missão em casa e uma missão fora de casa. Como conciliar as duas?”

Rebe lhe respondeu:

– “Vou lhe dizer o que faço. Diariamente vou para casa tomar um copo de chá com a Rabanit. E esse tempo que dedico a minha esposa” – disse o Rebe – “é tão importante e tão sagrado para mim quanto colocar Tefilin.

Portanto, é bom refletir sobre nossas prioridades e criar “cidades de refúgio” no tempo, sem celular, sem Whatsapp, sem facebook. “Cidades de refúgio” em que nos dediquemos a pessoas que importam e a assuntos que também são muito importantes, sem interferências.

Shaná Tová!

Baseado num shiur do R. Shneior Ashkenazi (hebraico)

http://www.col.org.il/show_news.rtx?fromAdmin=yes&artID=106120

Leilui Nishmat:

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Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

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Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

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Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

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SE CUIDE!

BS’D

Meus pais eram chassidim Ger da Polônia, que imigraram para Williamsburg, Brooklyn. Foi onde meu pai, Rabino Chanoch Henech Rosenfeld, fez amizade com um vizinho nosso, Rabino Mordechai Groner, que era Lubavitch. E isso acabou fazendo com que todos da nossa família se tornassem chassidim Lubavitch.

No final da década de 40, eu estava trabalhando para o Comitê para o Avanço da Educação Judaica, liderado pelo Rabino J.J. Hecht, rabino Chabad importante. E ele resolveu que eu seria uma boa esposa para seu irmão, Perets.

Casamos em 1949, e pouco antes do casamento viemos receber uma bênção do Rebeera o Rebe Anterior, Rabi Yossef Yitschak Schneersohn, que estava em cadeira de rodas, devido aos ferimentos que sofrera numa prisão soviética. Lembro-me que ele me disse em yidish: “Uma noiva pode pedir todas as coisas boas debaixo da Chupá. Que D-us lhe conceda sabedoria para saber o que pedir, e que tudo o que você pedir se realize.”

Aquele foi meu encontro com o Rebe Anterior, que faleceu um ano depois. E em 1951, Rabi Menachem Mendel Schneerson, seu genro, assumiu a liderança de Chabad, como Rebe.

Quatro anos depois de nosso casamento, ainda não tínhamos filhos, e fui pedir a bênção do Rebe. Ele me disse: “Meu sogro sabia dessa situação?” Eu disse que sim. “Então faça o que ele lhe aconselhou.”

O Rebe anterior tinha me dito para ir a um hospital e fazer vários exames para descobrir por que eu não estava conseguindo engravidar. Eu ainda não tinha feito isso, mas depois disso, fui. E quando engravidei, meu marido deu a boa notícia ao Rebe.

“Como ela está?” O Rebe queria saber. “Ela está ótima”, meu marido respondeu. “Faz compras, anda de ônibus, lava o chão da cozinha, faz tudo o que uma boa esposa deve fazer.”

O Rebe escutou atentamente e depois fez seu secretário me ligar para dizer: “O Rebe não quer que você ande de ônibus agora. Nem quer que você continue a lavar o chão.” Estava tão preocupado comigo, com minha saúde, agora que, finalmente, eu estava grávida. De fato, fez seu secretário me ligar várias vezes para, se certificar de que eu estava me cuidando.

Em outra gravidez minha, os médicos tinham me dito que a data prevista já tinha passado e teriam de induzir. Eu não sabia se aquele seria o procedimento correto, e perguntei ao Rebe. “Ele disse: “Qual é o problema? D-us ainda está esperando!”

O bebê nasceu de parto normal um mês depois da data prevista, e entendi que às vezes é melhor escutar o Rebe do que escutar os médicos. E daí, se o bebê tem seu próprio ritmo? Se D-us está esperando, a gente também pode esperar.

Quando eu já tinha vários filhos pequenos, lembro-me de que o Rebe me perguntou: “Você reza todo dia?” Respondi que dizia o Shemá diariamente e também as bênçãos matinais, mas não falava toda a reza porque estava ocupada cuidando de meus filhos. “Preciso estar em sintonia com eles, por isso não tenho nenhuma hora em que possa me concentrar direito na reza.”

“Se você me perguntasse,” disse, “eu lhe diria que sim, você deve rezar todo dia, do princípio ao fim. E a melhor maneira de fazê-lo é aos poucos. Acrescentando a cada dia, até que consiga concluir todas as preces. Faça isso diariamente. Não se preocupe com as crianças quando estive rezando – ache alguém para cuidar delas durante esse tempo.”

Ao ouvir suas palavras, eu disse para mim mesma: “Esta será minha nova vida e minha nova perspectiva.” E desde então, fiz questão de rezar diariamente. E isso teve um forte impacto em minha vida.

Meu marido era um chassid dedicado – era próximo ao Rebe espiritualmente – mas não queria importuná-lo com questões mundanas. Dizia: “O Rebe é muito ocupado; tem grande questões em que pensar. Não posso procurá-lo com pormenores sobre isso ou aquilo.”

Trabalhava meio período como professor na Yeshivá Tomchei Tmimim, mas precisávamos de mais renda. Portanto, finalmente, perguntou ao Rebe se tudo bem que ele aprendesse a ser impressor.

O Rebe aprovou, e meu marido foi estudar tudo sobre impressão. Tornou-se competente nisso, e lhe ofereceram sociedade numa gráfica. Mais uma vez, o Rebe aprovou. Mas a sociedade se desmanchou. Meu marido perguntou ao Rebe: “E agora? O que devo fazer?” O Rebe disse: “Compre a parte do outro sócio. Aí você vai ser o proprietário do negócio.”

Isso foi uma grande coisa para meu marido – ser o dono e cuidar de tudo – mas se deu bem. E durante todos os anos em que trabalhou dizia: “Sinto o Rebe comigo todo santo dia, no meu trabalho.”

Mesmo após se aposentar, nunca parou de se admirar. “De onde surgiu a ideia de me tornar impressor? O que eu sabia do assunto? Mas tive sucesso e adorava o que fazia. Consegui um contrato com uma das maiores organizações, e as pessoas de lá ficavam impressionadas com meu trabalho. Mas sinto que era a bênção do Rebe que me conduzia durante todos os anos em que trabalhei.”

Posso dizer o mesmo. Eu sentia que o Rebe sempre estava pensando em mim. Cuidou para que eu me cuidasse física e, depois, espiritualmente também, quando insistiu para que eu rezasse diariamente e me conectasse com D-us. E foi isso o que me incentivou durante todos os anos de minha vida. Jamais esquecerei as vezes em que tive o privilégio de falar com ele. Tudo isso continua comigo até hoje.

(A Senhora Chaya Hecht trabalhou durante mais de cinquenta anos como professora de pré-escola. Foi entrevistada em sua residência no Brooklyn, Nova York, em Fevereiro de 2015.)

Traduzido e adaptado do livro:

One by One” – Histórias do Rebe de Lubavitch

Págs. 292-295.

De: “Here is my Story Series”

jem@jemedia.org

(ingles)

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COMO EVITAR ESGOTAMENTO

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Pearl Lebovic, que junto com seu marido foi shluchá do Rebe em Springfield, Massachusetts, relatou o seguinte:

Depois de trabalhar durante algum tempo em Springfield, eu estava me sentindo muito sobrecarregada. Fazia atividades em universidades três vezes por semana, seminários para casais uma vez por semana, além de ensinar diariamente. Tudo isso enquanto criava meus filhos.

Quando contei ao Rebe sobre minhas dificuldades, ele me disse para dar uma pausa. Aconselhou-me a escolher um dos meus projetos e suspender os demais durante alguns meses. Também me disse para me concentrar totalmente na tarefa que estivesse fazendo naquele momento – quer dizer, não devia fazer uma coisa pensando sobre as outras coisas que eu precisava fazer depois. Se viver o momento, não vou me sentir tão sobrecarregada, salientou. Além disso, me disse para estudar ensinamentos Chassídicos sobre o papel da Providência Divina na vida do indivíduo, bem como Chovot HaLevavot (Obrigações do Coração) o clássico do século XI, escrito por Rabeinu Bahya, especialmente o capítulo chamado “Portal da Confiança”.

Levei seu conselho muito a sério, tal como sempre fiz com tudo o que o Rebe me disse. Organizei um grupo para estudar Chovot HaLevavot com outras mulheres, e aprendi a viver o momento, como o Rebe tinha sugerido, e isso me ajudou a não me sentir tão assoberbada. E esse conselho seu realmente me tem motivado desde então.

Todos os conselhos e orientações do Rebe  guiam meu marido e eu a vida inteira. Tudo o que fizemos, foi com as bênçãos do Rebe, e acho que foi por isso que tivemos sucesso.

Adaptado de:

https://www.chabad.org/therebbe/article_cdo/aid/4069575/jewish/How-to-Avoid-Burnout.htm

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

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CONFISSÕES DA QUARENTENA

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Vou contar a vocês um segredinho: sobre a melhor festa de Shemini Atséret e Simchat Torá que já tive.

Vocês bem sabem que, com essa pandemia de corona, mal saímos de casa. Pois bem. Recebemos do Rabino Yossi Alpern, do Beit Chabad Central, as instruções detalhadas para comemorar em casa esses dias de alegria. Todas as rezas, com os devidos números das páginas no nosso querido Sidur Tehilat Hashem. (Muito útil!!!!). Também nos forneceu instruções detalhadas para as Hakafot (as voltas que se dá com a Torá), inclusive nos sugeria que fizéssemos as Hakafot segurando um Chumash (Os Cinco Livros de Moshé). E foi o que fizemos. E como meus netos tinham ganhado do Beit Chabad Torazinhas infláveis, elas entraram na dança também. Confesso que foi a mechaye (uma maravilha)!

Pois bem: fizemos todas as Hakafot dançando e cantando em volta da mesa da sala, na maior animação e alegria!

O Rebe fala numa carta que, desde o pecado da “árvore do conhecimento bom e mau” tudo neste mundo é uma combinação de bom e mau. Em tudo há vantagens e desvantagens.

Pois bem, embora a corona tenha causado muito estrago e muito sofrimento, dá para ver nela aspectos positivos.

Um deles foi nossa festa de Shemini Atséret  e Simchat Torá.

Acho que foi a melhor que tive até agora. Será, porém superada na grande festa que teremos muito em breve com a chegada de Mashiach.

Nossos agradecimentos ao Beit Chabad do Brasil.

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A HISTÓRIA POR TRÁS DO TOFUTTI

BS’D

O Sr. David Mintz relata o seguinte:

Quando pedi ao Rebe uma bênção para abrir um restaurante kasher no Upper East Side de Manhattan, o bairro não tinha nada kasher. Só tinha “estilo kasher”. O único lugar kasher de verdade era o Meal Mart no West Side, e além dele, não havia nenhum outro lugar em que um judeu religioso pudesse comer.

O Rebe me deu uma linda bênção. Disse que eu teria sucesso se tivesse muito cuidado com os produtos kasher que usasse.

Mas quando abri o restaurante, Mintz’s Buffet, no final da década de 70, as pessoas viam o certificado de glatt kasher, e que eu estava de kipá, e diziam: “Jovem, está perdendo tempo e dinheiro aqui. Seu lugar é no East Side.” Mas eu dizia: “Obrigado por sua preocupação e conselho, mas o sucesso do negócio depende de D-us.”

O restaurante teve enorme sucesso. Fazia bastante refeições para levar, e comida para eventos. Muitas vezes as pessoas pediam sorvete, e eu tinha de responder: “Nossos pratos contêm carne portanto, não podemos comer sorvete na mesma refeição.” E respondiam: “Tá bom, então vamos comprar sorvete em outro lugar.”

Isso plantou uma semente na minha cabeça. Comecei a pesquisar e, finalmente, resolvi fazer um sorvete parve. Que não contivesse leite, que eu pudesse vender com uma refeição de carne. Quando li um artigo sobre tufu, fui a Chinatown comprar, embora, na época, eu nem soubesse o que era tofu.

Comecei a fazer experimentos, mas no início, não tive muito sucesso e tudo o que eu fazia acabava no lixo. Naquela época, sempre que eu visitava o Rebe, contava prá ele o que estava fazendo e ele me dizia: “Tem de ter fé. Se tiver fé em D-us, pode fazer maravilhas.” Portanto, continuei tentando.

Enquanto isso, meu negócio de restaurante ampliou-se. Eu tinha um Mintz’s Buffet na Third Avenue, em Manhattan e outro em Flatbush, Brooklyn. Foi quando surgiu uma oportunidade de abrir um na Madison Avenue. Perguntei ao Rebe se devia fazê-lo e sua resposta foi: “Tenha cuidado.” Não entendi o que ele queria dizer; Madison Avenue parecia uma ótima oportunidade. Abri lá, mas a clientela local não era compatível com o tipo de negócio que eu tinha e não tive sucesso. E nessa época, meu restaurante da Third Avenue teve de ser fechado porque Donald Trump comprou todo o quarteirão e demoliu todos os prédios.

Foi quando o Rabino Shlomo Riskin, fundador da Lincoln Square Synagogue, no Upper West Side, procurou-me. Disse: “Sei que teve de sair de onde estava por causa de Donald Trump. Queremos você aqui no West Side. Abra um Mintz’s Buffet e vamos lhe dar todo o apoio. Minha comunidade inteira vai frequentar seu restaurante.

Fiquei muito empolgado, principalmente quando um amigo do Rabino Riskin encontrou o ponto ideal na 72 com a Broadway. Uma verdadeira oportunidade!

Como sempre, pedi o conselho do Rebe, e poucas horas depois que mandei a pergunta, o secretário do Rebe, Rabino Leibel Groner me telefonou. “Escute atentamente”, disse. “Pegue um lápis e papel. Isto é muito importante.”

Fiquei muito emocionado. Era a resposta que eu estava esperando. Aí ele me ditou: “O Rebe está dizendo: ‘B’Shum oifen nisht. De jeito nenhum. B’Shum oifen nisht. De jeito nenhum.” Disse duas vezes.

Fui pego de surpresa. “Por que o Rebe  está dizendo de jeito nenhum?” 

O Rabino Groner explicou: “O Rebe está dizendo que você deve continuar suas experiências com o sorvete parve e D-us vai lhe ajudar a ter muito sucesso. Seus produtos vão se tornar tão populares e vão ser tão procurados que vão ser vendidos no mundo todo.”

Aquilo me pareceu mera fantasia. Enquanto isso, eu estava sentindo como se estivesse perdendo uma oportunidade de ouro na 72 com a Broadway. Mas é óbvio que obedeci ao Rebe; para mim não havia a menor dúvida sobre isso.

Outra pessoa aproveitou aquela oportunidade no Upper West Side e só teve problemas – problemas com a Secretaria da Construção Civil, problemas com a Secretaria da Saúde – o homem jamais conseguiu chegar a abrir o negócio, apesar do enorme investimento feito.

Resolvi me dedicar em tempo integral à experimentação. Vendi o restaurante do Brooklyn, porque a população do bairro tinha mudado e me dediquei a fazer o sorvete parve de tofu. Primeiro chamei-o de Tofu Time e depois de Tofutti.

Em 1981 estava distribuindo amostras. Foi quando tive minha primeira oportunidade. Havia uma loja de alimentos saudáveis em Manhattan chamada Health Nuts, e o dono me ligou dizendo: “Ouvi falar do produto que você está fabricando – sorvete de tofu. Queria provar.”

Levei prá ele um pote de cinco galões (quase 19 litros). Quando cheguei de volta no Brooklyn, vindo de Manhattan, aquele cara da Health Nuts me telefonou: “Senhor Mintz, Senhor Mintz, precisa trazer mais. Por favor, traga mais.”

Ele foi meu primeiro grande freguês e depois veio Zabar’s, epítome das lojas gourmet de Nova York. Depois Bloomingdale ligou. Acabaram distribuindo para as pessoas que entravam na loja e vendendo na lanchonete.

Foi quando vi que não poderia fabricar a quantidade necessária no lugarzinho onde estava trabalhando. Tinha que ampliar meu negócio e torná-lo profissional.

Mais uma vez, fui ter com o Rebe e disse: “Achei uma fábrica que está disposta a fabricá-lo. Por favor, dê-me sua bênção.” O Rebe respondeu: “Vai ser difícil, no começo, mas tem de ter fé em D-us.”

Foi difícil. No meu laboratório, no Brooklyn, fazíamos o produto em chaleirinhas. Na fábrica, os caldeirões eram de 400 ou 800 litros. Tive de reformular. Mas consegui, e Tofutti deslanchou. Acabamos produzindo quase quarenta mil litros de Tofutty por semana, em cooperação com a Wells Farms.

Nessa época, o Rebe me disse: “Vai ter gente que vai oferecer muito dinheiro para comprar seu negócio. Não se deixe levar por suas ofertas e tenha muito cuidado. Continue fazendo o que já está fazendo.”

Foi isso, exatamente o que aconteceu, e quando aconteceu, segui o conselho do Rebe. Mas algum tempo depois, perguntei-lhe se deveria começar a vender ações na bolsa de valores. Era uma firma particular, e achei que isso seria lucrativo. A resposta do Rebe foi: “Ótima idéia.”

E foi o que fiz. Dei esse passo. Pus Tofutti no mapa e começamos a trabalhar com as maiores companhias como a Haagen-Dazs e outras. E tudo isso foi porque o Rebe me deu uma bênção para eu ter sucesso, e porque sua orientação me salvou todas as vezes.

O Senhor David Mintz é o fundador e presidente da Tofutti, que produz uma grande variedade de alimentos à base de soja, sem leite e derivados.

Do livro:

One by One – Stories of the Lubavitcher Rebbe.

Págs. 164-168

(Inglês)

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CONVERSAR COMIGO MESMO

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O Rabino Tsvi Hersh Weinreb relata o seguinte:

Embora tenha morado em Crown Hights durante um tempo depois que casei, eu não era Chabad. De vez em quando ia aos farbrenguens do Rebe, mas minha relação sempre fora mantendo certa distância.

Estou contando isso por causa de algo que aconteceu algum tempo depois.

Três anos depois de nosso casamento, minha esposa e eu nos mudamos para Silver Spring, onde estudei na Universidade de Maryland. Obtive um doutorado em psicologia e comecei a trabalhar como psicólogo no sistema escolar de lá. Além disso, eu dava aulas de Talmud – uma no Shabat de tarde, para o público geral, e uma terça-feira à noite, para um grupo menor de pessoas que queriam se aprofundar mais.

Estava com trinta e poucos anos, e imagino que estava meio cedo para ter a crise da meia idade – ou talvez eu tenha chegado a essa crise mais cedo que a maioria das pessoas – mas nessa época eu me debatia com uma série de questões urgentes:

Deveria ficar no estudo da Torá ou prosseguir com a psicologia? E se fosse esse o caso, como avançar na carreira – passar para psicoterapia particular ou aceitar uma oferta de uma das organizações de serviço social do município? Também estava em dúvida sobre qual seria a melhor escolha, para meus filhos, em termos de opções educacionais em Silver Spring.

Além de todos esses dilemas eu tinha minhas próprias dúvidas nas áreas de fé e confiança em D-us, bem como algumas questões filosóficas. Encontrava-me numa situação de incerteza.

Tudo isso me deixava muito deprimido, e eu não sabia o que fazer nem prá onde ir. Conversei com vários amigos íntimos, e um deles, um Chassid Chabad – sugeriu que eu visitasse o Rebe.

Portanto, em fevereiro de 1971 telefonei para o Rebe.

O secretário do Rebe atendeu o telefone em inglês, e me perguntou o que eu estava precisando.

Enquanto eu conversava com o secretário, ouvi uma voz, no fundo – voz essa que reconheci dos farbrenguens. O Rebe estava perguntando em yídish: “Quem está falando?”

Respondi: “Um judeu de Maryland.”

Eu disse ao secretário que estava com muitas questões que gostaria de discutir com o Rebe – questões sobre a direção que minha vida deveria tomar, minha carreira, fé. Expliquei que estava numa fase muito incerta e não sabia prá que lado ir.

Eu ia falando em inglês e, à medida que eu falava, o secretário do Rebe ia repetindo e parafraseando minhas palavras em yídish – imagino que ele estava fazendo isso para o Rebe, que devia estar lá perto.

E foi quando ouvi o Rebe falar, no fundo, em yídish: “Diga a ele que há um judeu que mora em Maryland com quem ele pode conversar. Seu nome é Weinreb.”

O secretário me perguntou: “Você ouviu o que o Rebe disse?”

Eu não podia acreditar nos meus ouvidos. Tinha certeza de que não tinha dado meu nome, mas o Rebe acabara de falar meu nome! Fui pego de surpresa e quis ouvir novamente. Portanto, quando o secretário me perguntou se eu tinha escutado, falei que não.

O secretário repetiu as palavras do Rebe para mim: “Há um judeu em Maryland com quem ele deve falar. Seu nome é Weinreb.”

“Mas meu nome é Weinreb!” Protestei.

Foi quando ouvi o Rebe dizer: “Se é assim, então ele deve saber que às vezes é preciso conversar consigo mesmo.”

O secretário também parecia atordoado com o que estava acontecendo. Parou, e eu só ouvia sua respiração. Então ele me disse: “O Rebe disse que às vezes é melhor conversar consigo mesmo. Seu nome não é Weinreb?”

“Sim, meu nome é Weinreb, mas talvez o Rebe esteja se referindo a outro Weinreb.”

“Não, o Rebe está dizendo ‘converse com Weinreb’, e explicou que você precisa conversar consigo mesmo.”

Agradeci muito, e a conversa acabou ali.

Acho que entendi o que o Rebe estava querendo me dizer. Se eu pudesse pôr palavras em sua boca, ele estava dizendo: “Você está procurando as respostas fora de si mesmo. Não é mais criança, é um homem. Tem trinta anos, é pai, é professor de Torá. Precisa ter mais autoconfiança. Está na hora de crescer e escutar a si mesmo. Não seja tão dependente dos outros. Confie em si mesmo.”

E dali por diante, tornei-me mais determinado. Acho que até então eu tinha a tendência de ser muito ambivalente. Não me arriscava. Quando precisava tomar uma decisão, era um procrastinador. Mas a partir de então, mudei.

O Rebe poderia ter pegado o telefone e me dito o que fazer, mas não sei se eu seguiria seu conselho do jeito que aceitei este. Tal qual muita gente, acho que eu tinha uma resistência natural a fazer o que os outros mandavam, e acho que o Rebe teve o discernimento de saber que para mim, seria melhor descobrir sozinho a resposta, do que ouvi-la dele.

Acho que o Rebe ter entendido isso foi parte de sua grande sabedoria.

Poucos meses depois daquele telefonema que transformou minha vida, tive a oportunidade de agradecer pessoalmente ao Rebe. Fui visitar meus sogros em Brooklyn e meu sogro me incentivou a ir agradecer ao Rebe. Ele estava recebendo as pessoas numa pequena audiência pública, e fui até ele e disse: “Meu nome é Weinreb e sou de Maryland.” E ele me deu um grande sorriso de reconhecimento.

Vi o Rebe muitas vezes, e também muitas fotos suas, mas aquele sorriso especial significou muito para mim.

Mudei-me de Silver Spring e acabei mudando de carreira: de psicólogo em tempo integral passei a rabino de uma sinagoga. Fui o rabino de Shomrei Emunah, uma congregação maravilhosa em Baltimore. Numa fase posterior, aceitei o cargo de Vice Presidente Executivo da Orthodox Union, embora tenha sido difícil a decisão de deixar meu cargo em Baltimore.

Desde 1971, houve épocas em que estive diante de questões difíceis na vida e, antes de buscar conselho de outra pessoa, escutava minha voz interior. Primeiro, dedicava algum tempo para estudar alguns dos ensinamentos do Rebe – como Likutei Sichot – para me conectar de novo, e depois seguia o conselho que ele tinha me dado: de conversar comigo mesmo. E incentivo outras pessoas a fazer o mesmo.

Antes de sair por aí perguntando isso e aquilo a outra pessoa, converse consigo mesmo e escute o que você tem a dizer sobre o assunto – às vezes seu próprio conselho é o melhor.

O Rabino Dr. Tsvi Hersh Weinreb é o vice-presidente executivo emérito da Orthodox Union desde 2002.

Do livro:

One by One – Stories of the Lubavitcher Rebbe.

Págs. 25-29

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QUEM DERA TER VIDA FÁCIL…

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O Rabino Zev Segal relatou o seguinte:

A primeira vez em que encontrei o Rebe foi no início da década de 50, pouco depois de ele ter assumido a liderança do movimento Chabad-Lubavitch e pouco depois de eu ter sido nomeado presidente da Israel Commission do Rabinical Council of America. Nessa posição eu lidava com assuntos que diziam respeito à vida religiosa no Estado de Israel, que eram de grande interesse para o Rebe. De modo que nos encontrávamos com freqüência para discutir assuntos muito polêmicos da atualidade, como mulheres religiosas servindo no Exército da Defesa de Israel, a posição de não-judeus no Estado Judaico, como o Estado deveria definir quem é judeu, etc.

Muitas vezes eu chegava para encontrá-lo cerca de meia noite e ia embora às quatro da manhã. Nessas reuniões, percebi que o Rebe tinha um conhecimento profundo do que estava acontecendo em Israel, até mesmo nos mínimos detalhes. Sabia quem estava no Knesset e em cada uma de suas subcomissões. Estava por dentro de todas as reuniões do governo sobre todos os assuntos, e de quem era a favor ou contra determinada posição. Era impressionante escutá-lo falar sobre as reuniões do governo como se estivesse estado presente.  

Ele também sabia o que estava acontecendo com os judeus em todo o mundo – fosse em países árabes, no Leste Europeu, na África do Sul, ou na América do Norte ou do Sul. Tinha de saber, para mandar seus emissários para fortalecer as comunidades judaicas em todo o mundo. Na minha opinião, ele é o indivíduo mais responsável pela reconstrução da vida judaica após o Holocausto.

Seus esforços são admirados pelas pessoas mais inesperadas. Sou testemunha de que David Ben Gurion admirava o Rebe. Em minhas conversas com Ben Gurion, ele expressou a maior admiração pelo conhecimento do Rebe, pelo fato de o Rebe haver estudado na Sorbonne e ser bem versado tanto nas ciências quanto na Torá.

À medida que meu trabalho com o Rabbinical Council of America foi se ampliando – e tive de viajar, não apenas para Israel, mas pela Diáspora – fui tomando mais conhecimento das atividades do Rebe no mundo inteiro. Um dos lugares que visitei foi a União Soviética, onde o trabalho secreto do Rebe, que ele conseguiu manter apesar de todas as dificuldades, manteve acesa a chama do judaísmo sob o jugo comunista.

Minhas viagens me levaram a um contato maior ainda com o Rebe porque após minhas visitas ao Marrocos, à Tunísia, Algéria e outros países do norte da África, onde viviam emissários de Chabad, o Rebe queria escutar minha avaliação do trabalho deles. De vez em quando também me pedia para realizar uma missão para ele. Lembro-me de uma vez em que me pediu para pôr minha segurança pessoal em risco para fazer algo extremamente difícil – que não posso revelar o que era. Consegui e, na volta, dei-lhe um relatório. E disse: “Quero que o Rebe saiba que não foi uma tarefa nada fácil.” Ao que ele respondeu: “Rabino Segal, quando foi que você fez um contrato com D-us para uma vida fácil?”

Essa frase teve um impacto duradouro sobre mim. Posteriormente, quando aconteceram coisas em minha vida – como doença na família e outros problemas – eu me lembrava do que o Rebe dissera e isso me ajudou profundamente.

Adaptado do livro: “One by One”

Págs. 211-213)

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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QUEM É UM CHASSID?

BS’D

Dr. David Weiss foi um dos principais cientistas na área de imunologia do câncer e imunoterapia. Foi professor em Berkeley até 1966, quando se mudou com a família para Israel.

Relatou o seguinte:

Após obter um Ph.D. em Ciências Biológicas e estudar medicina em Oxford, fui nomeado professor assistente no Departamento de Imunologia e Bacteriologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. Quando assumi esse posto, em 1957, mudei-me com minha família para a região de São Francisco. Lá, fiz amizade com o Rabino Shlomo Cunin, emissário do Rebe na Califórnia, e acho que foi o Rabino Cunin quem falou ao Rebe sobre mim.

A primeira e única vez em que encontrei o Rebe foi após uma viagem que fiz à União Soviética em 1965, quando o Rebe pediu para me ver.

Naquele ano, os soviéticos tinham organizado seu primeiro simpósio de ciência moderna e convidaram vinte e cinco cientistas do exterior, bem como vinte e cinco cientistas de lá mesmo. Foi um simpósio muito seleto, e fui um dos que tiveram a honra de ser convidados.

Eu, porém, não estava me sentindo muito honrado. Sabia muito bem da opressão aos judeus na União Soviética, de modo que recusei o convite. Mas Avraham Harman, embaixador de Israel nos Estados Unidos, apareceu na minha porta e me convenceu a ir. Contou-me sobre a terrível situação em que os judeus da URSS se encontravam – muitos tinham sido presos por ofensas menores, tais quais acumular farinha às escondidas para poder assar matsot para Pessach. Falou que o pessoal da Embaixada de Israel em Moscou estava sendo vigiado dia e noite, e não podia entrar em contato com a comunidade judaica para ajudá-la, mas eu teria uma oportunidade que eles não tinham. Estava indo para a Rússia como um VIP, com imunidade especial, com um carro e motorista à disposição, com liberdade de locomoção. Assim convencido, aceitei o convite e fui.

Os israelenses me disseram o que eu deveria fazer quando estivesse na URSS: deveria solicitar uma visita a Babi Yar; deveria ir até o cemitério em Moscou e perguntar por que não havia mais espaço para túmulos judaicos (uma vez que havia lugar); eu deveria sempre parecer um judeu religioso e pedir comida kasher, para que os judeus “ocultos”, por assim dizer, confiassem em mim e aparecessem. Foram coisas assim que me pediram para fazer, não espionagem.

Essas táticas funcionaram. Certa vez, quando eu estava fora da sala, um dos cientistas soviéticos que participavam da conferência, rabiscou no meu caderno: “sou judeu” em pequenas letras hebraicas. Fizemos amizade e, acabei conseguindo tirá-lo da União Soviética.

Também encontrei muitos judeus que praticavam o judaísmo escondido. Viviam em tal desespero, que me cortou o coração. Encontrei um minyan de 25 a 30 pessoas por trás de portas fechadas. Achei uma comunidade de judeus da Geórgia que se encontravam num prédio abandonado; essas pessoas saíram da toca para me mostrar que ainda estavam lá e viviam de acordo com a Torá, e foi uma experiência tão emocionante que me marcou para toda a vida.

Quando voltei de viagem, o Rebe me convidou a vê-lo. Levei meu filho mais velho, Hillel, que na época tinha sete anos. A audiência foi tarde da noite, e ele não conseguiu ficar acordado. Entrei no escritório do Rebe e me sentei, com meu filho cochilando no meu colo.

Quando o Rebe viu isso, deu a volta na sua mesa e o pegou. E durante todo o tempo em que conversei com o Rebe, Hillel dormiu no colo do Rebe.

A audiência deveria ter durado vinte minutos – é isso o que o secretário me dissera. E depois de vinte e cinco minutos, a porta se abriu um pouquinho, e um par de olhos me fitou, nada satisfeito. Mas o Rebe levantou a mão e a porta se fechou. A audiência durou cerca de duas horas e meia ou três horas. Não sei ao certo, mas o fato é que cheguei lá cerca de 10 da noite, e saí após 1 da manhã. O Rebe queria saber de todos os detalhes de minha viagem à Rússia.

Quando acabamos de conversar sobre a Rússia, o Rebe falou: “Gostaria de conversar sobre o que você faz em ciência.” E começou a me perguntar sobre uma teoria chamada “imunologia de trauma”, que na época era muito nova, e que desde então se tornou muito famosa. Esta teoria afirma que uma vez que o sistema imunológico reconhece vírus, bactérias e células cancerosas como estranhos, e trabalha para rejeitá-las, talvez as pessoas fiquem com câncer pelo fato de o sistema imunológico deixar de funcionar adequadamente devido a algum trauma. É uma teoria bem complicada, e achei impressionante a compreensão profunda do Rebe sobre ela.

No final da audiência, eu estava tão impressionado que disse ao Rebe: “Não sou tão rigoroso no cumprimento da Torá como algumas outras pessoas. Rezo três vezes ao dia, mas nem sempre com um minyan. Nem sempre sou tão cuidadoso no cumprimento dos mandamentos como seus emissários. Mas gostaria de saber quem pode se considerar um de seus chassidim.”

Ele respondeu: “É muito simples… Quem no fim do dia pode dizer que está um pequeno degrau mais alto que no início do dia, eu consideraria meu chassid.

Essa afirmação tinha uma mensagem muito forte. E desde então, eu tento – embora nem sempre com sucesso – ser o tipo de pessoa que pode olhar prá trás, no fim do dia, e dizer: “Hoje subi um pequeno degrau.”

Baseado no livro:

“One by One” – Stories of the Lubavitcher Rebbe

(da série: Here is my Story)

(Págs. 133- 136)

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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O PODER DO CHITAS

BS’D

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Aharon Denderowitz relata o seguinte:

Quando eu era bem pequeno e vivia em Londres, meu pai esteve muito doente e ficava a maior parte do tempo no hospital, de modo que minha mãe tinha de trabalhar e meus avós cuidavam de mim. Lembro-me que costumava perguntar a minha mãe: “Onde está Papai?” e ela respondia: “Em breve estará em casa”. E eu insistia: “Quando?” E ela respondia: “Não sei.”

Mas aproximadamente na época em que completei cinco anos, algo mudou. No início de 1958, meu pai teve alta e nos mudamos para Gateshead. Foi quando a vida voltou ao normal, fui para a escola e tudo estava bem.

Anos passaram, e quando meu pai estava com quase setenta anos, teve câncer e começou a definhar; entrou numa clínica e acabou falecendo. Na semana de shivá – os sete dias de luto – meu irmão mais novo, Simcha, alav hashalom, contou para mim e para meus outros irmãos uma história. Ele disse, “preciso contar para vocês o que aconteceu quando Papai estava na clínica. Não pude contar antes porque a pessoa que me contou pediu segredo.”

Simcha prosseguiu dizendo que em seus últimos dias, meu pai teve uma visita, Reb Yisrael Rudzinski, que estivera com ele nos campos durante a Segunda Guerra Mundial. Reb Yisrael era um chassid Bobov, alfaiate de profissão, e era um dos melhores amigos de meu pai, os sobreviventes que participavam de todas as comemorações de família conosco. Quando ele foi visitar meu pai pela última vez, meu irmão deixou que os dois conversassem em particular.

Reb Yisrael era especial, sincero e dedicado e, ao sair do quarto de meu pai, viu que meu irmão estava deprimido. De modo que, na tentativa de lhe dar coragem para o que viria pela frente, contou-lhe esta história.

“Você sabe que seu pai esteve muito doente quando jovem?” Reb Yisrael perguntou a meu irmão. Meu irmão disse que sabia, mas que isso fora antes de ele ter nascido.

Reb Yisrael continuou: “Quando seu pai estava muito doente, visitei sua mãe e seus avós. E eles me mostraram uma carta que tinham acabado de receber do hospital após uma junta médica sobre seu pai. Essa carta dizia que os médicos achavam que ele precisava ser operado mas havia um risco de essa intervenção fazer com que seu pai ficasse em estado vegetativo.”

Meus avós perguntaram a opinião de Reb Yisrael. “Quem sou eu para responder um pergunta dessas?” – Disse. E sugeriu que aquela era uma questão para um grande líder do mundo judaico. E se ofereceu para mandar uma carta, por eles, para todas as maiores autoridades rabínicas da época.

Acabou mandando vinte e três cartas, explicando a situação e perguntando se deviam permitir a operação ou não. Mandou tantas cartas porque não sabia quem iria responder. Após a guerra, havia muita tristeza e muitas questões de perda e mágoa com que os rabinos tinham que lidar.

Mas ele recebeu uma resposta.

O único que respondeu foi o Rebe de Lubavitch.

O Rebe respondeu que lhe doía o coração ouvir sobre tamanho sofrimento, mas ele sentia que não podia responder essa pergunta. Porém, gostaria de dar uma sugestão, que escutara de seu sogro, o Rebe Anterior, que uma pessoa que estuda Chitas diariamente verá salvação.

O que é Chitas (Chitat) ? É um acrônimo para Chumash (os Cinco Livros de Moisés), Tehilim (o Livro dos Salmos) e Tanya (o livro básico do Alter Rebe, fundador do movimento Chabad). O Rebe estava recomendando que meu pai começasse a estudar porções diárias desses livros sagrados de acordo com um cronograma prescrito.

Como o Rebe tinha sido o único que respondera, Reb Yisrael resolveu telefonar para ele. Após muito esforço – pois naquela época as ligações internacionais não eram tão fáceis – conseguiu ligar para o escritório do Rebe e pediu ao secretário para fazer o favor de dizer ao Rebe que seu conselho não poderia ser seguido, pois meu pai estava tão doente que não tinha condições de estudar Chitas. “Neste caso”, veio a resposta, “que alguém da família o faça por ele.”

“Mas ele perdeu toda a família na guerra”, disse Reb Yisrael. “Ele não tem ninguém.”

“Neste caso, o Rebe recomenda que um amigo o faça”, disseram-lhe.

Embora ele não fosse um chassid Lubavitch, Reb Yisrael seguiu a orientação do Rebe de Lubavitch e tornou-se o amigo que estudava Chitas por meu pai. Foi isso o que ele disse a meu irmão.

Após seis semanas, meu pai começou a mostrar sinais de melhora, e os médicos começaram a falar em lhe dar alta do hospital. E após mais seis semanas lhe deram alta.

Quando isso aconteceu, meu pai seguiu o conselho do Rabino Moshê Schwab do Gateshead Talmudical College, que lhe disse para se mudar, de acordo com a máxima: “Meshanê makom meshanê mazal – uma mudança de lugar pode mudar a sorte da pessoa.” Foi por isso que nos mudamos para Gateshead quando eu tinha cinco anos de idade.

Desde aquela época, até a velhice, meu pai esteve bem – tinha um emprego, sustentava nossa família e era muito ativo na comunidade judaica local.

Naquela conversa marcante, Reb Yisrael disse a meu irmão algo impressionante – “Desde então, há quarenta anos, falo Chitas. E pretendo continuar.”

E Aharon Denderowitz concluiu:

Acho muito forte esta história porque ela mostra que não sabemos qual é o canal espiritual que nos sustenta. E ela me faz pensar em tudo o que o Rebe fez por todos nós e continua fazendo. Espero que esta história inspire todos os que a lerem.

https://www.chabad.org/therebbe/article_cdo/aid/4309327/jewish/The-Power-of-Chitas.htm

Leilui Nishmat:

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Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

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QUASE INACREDITÁVEL

BS’D

igrot

O Dr. Yaakov Reich é professor universitário de matemática. Publicou vários artigos em revisitas acadêmicas importantes, e não parece ser uma pessoa do tipo das que falam de milagres. Mas ele também é um chassid, e dá muito valor a sua ligação contínua com o Rebe, que influencia sua vida espiritual, bem como suas decisões diárias.

Seu depoimento:

Durante uma breve estadia em Jerusalém, no verão passado, minha filha e eu fomos acordados, de repente, por uma explosão amedrontadora, seguida de ruídos de ambulâncias e helicópteros. Um terrorista suicida acabara de explodir dois ônibus a poucos metros de onde estávamos hospedados. Houve mortos e feridos. Depois que nos recuperamos do choque inicial, falei para minha filha, que planejava ficar estudando um ano em Israel: “Você vai voltar comigo para casa, e está acabado.”

Aba”, disse ela, “antes de vir para cá, recebi uma orientação muito clara do Rebe para vir. Por que não perguntamos ao Rebe novamente?”

Concordei. E ela escreveu uma carta, e a colocou, aleatoriamente no volume 18 das cartas do Rebe, conhecidas como Igrot Kôdesh. Abriu o livro, na página onde estava seu bilhete, e leu:

“Não tema. Os olhos de D-us estão sobre a Terra de Israel, desde o começo do ano até o final do ano.”

É óbvio que ela ficou em Israel. Fiquei feliz com a clareza da orientação e agradeci a D-us por isso. Mas aquela resposta representou muito mais, para mim. Era uma garantia absoluta que o Rebe estava me dando de que eu nada tinha a temer. Portanto, apesar dos eventos trágicos do ano passado, não me preocupei com a segurança de minha filha.

Um acontecimento anterior tinha a ver com um negócio que eu estava indeciso se deveria fechar. Escrevi para o Rebe. A carta onde “por acaso” abri era para um indivíduo que tinha o mesmo primeiro nome e o mesmo último nome da pessoa sobre quem eu estava escrevendo! Imediatamente segui em frente com a transação.

Recentemente, uma amiga nossa ligou de Paris, pedindo conselho. Será que ela deveria vir a Nova York para se encontrar com um jovem que lhe tinha sido sugerido como noivo em potencial? Eu lhe disse para perguntar ao Rebe, e lhe expliquei que se pode receber respostas do Rebe através das Igrot Kôdesh. Ela me pediu para escrever por ela, pois não tinha nenhuma das cartas do Rebe nem sabia hebraico.

Redigimos, juntos, uma carta, e a coloquei num volume de cartas do Rebe. A carta que escrevemos foi parar numa página que tinha uma resposta do Rebe para uma mulher em Paris. O Rebe iniciava a carta dando sua bênção para que ela se encontrasse com “o jovem”. E em seguida, o Rebe dava instruções precisas para a mãe, que estava com problemas no casamento. (Nossa amiga admitiu que seus pais estavam tendo problemas em seu relacionamento e o conselho do Rebe era muito pertinente.) No final da carta, o Rebe acrescentou um P.S.: “Faz tempo que não tenho notícias suas. Saiba que sei francês, embora meus secretários não saibam esse idioma.”

A esposa do Dr. Reich, Doutora Esther Reich, é dentista, e também professora numa universidade em Nova York. Ela conta outra história da família:

No verão passado, uma de nossas crianças não sabia se voltasse para Denver para trabalhar como madrichá-chefe na colônia de férias (day camp) de Chabad, ou se fosse trabalhar numa colônia de férias de Chabad na Rússia. Sua escola e nós queríamos que ela fosse para a Rússia. Mas ela, na verdade queria voltar para Denver, onde já tinha trabalhado e sentia que tinha se dado bem com algumas das crianças russas. Ela precisava dar uma resposta. Sugerimos que escrevesse para o Rebe.

Só por obediência, ela escreveu. Na carta onde ela abriu, o Rebe dizia: “Em qualquer lugar do mundo você pode ajudar um judeu.”

Ela achou que o Rebe queria que ela fosse para Denver. Nós achamos que o Rebe queria que ela fosse para a Rússia. Ainda estávamos num impasse. Falei que ela escrevesse outra carta, de todo o coração e pedisse ao Rebe para lhe dar uma resposta clara. Ela escreveu e, em seguida, abriu aleatoriamente um dos volumes de cartas do Rebe. Naquela página havia uma lista de nomes de cidades da Rússia! E o mais pertinente era que todas as cidades mencionadas eram, justamente, as que me tinham sido recomendadas como boas cidades para ela ir.”

Muitos podem achar que esses fatos não passam de meras coincidências.

Yaakov Reich é professor de matemática, especialista em probabilidade, sendo, portanto, bem qualificado para discutir a probabilidade estatística de milhares de pessoas receberem respostas desta maneira:

Basicamente, o que acontece aqui é que temos milhares de pessoas que estão fazendo esta “experiência” independentemente. Isso é conhecido, em matemática como experimentos independentes.

Em experiências deste tipo, quanto maior o número de experimentos, menor a chance todos obterem o resultado esperado.

Por exemplo: se a probabilidade de meu experimento ter o resultado desejado for de 50% e a probabilidade de seu experimento ter o resultado desejado for de 50%, a probabilidade de nós dois termos o resultado desejado é de 25%, explica o Dr. Reich.

Portanto, se todas as cartas que qualquer indivíduo pudesse ter recebido, que tenham a ver com sua questão pessoal forem comparadas ao número total de cartas, esse tipo de probabilidade seria menor que 5%, menor ainda que 1%. Mas vamos fazer o cálculo, bem por baixo, e dizer que uma em cada 10 cartas poderia ter algo a ver com sua pergunta. Se há milhares de pessoas escrevendo para o Rebe pedindo orientação e conselho e apenas 50% recebessem respostas, a probabilidade de tamanha percentagem, neste caso, já seria extremamente remota. E, obviamente, muito mais do que 50% das pessoas que escrevem para o Rebe recebem respostas desta maneira. Não dá para dizer que é, apenas, uma questão de interpretação. Inclusive, muitas vezes acontece que na resposta aparecem detalhes específicos, como uma data, um lugar ou um nome. Isto reduziria em muitas vezes a probabilidade de um acaso.

É muito freqüente respostas para perguntas específicas, como aconteceu em nossa família, de modo incrível. Essas respostas não podem ser atribuídas ao acaso. Só podemos chegar à conclusão de que o Rebe está, de fato, conosco.

Eu gostaria de enfatizar que a explicação matemática acima está longe de ser uma prova do caráter miraculoso das respostas do Rebe. Não passa de um esboço – pois a matemática, embora seja o campo mais abstrato da ciência, é finita e limitada e, em essência, não pode provar D-us, que é ilimitado e infinito.

Numa observação não estatística, Dr. Reich comenta:

Através da história judaica, houve épocas em que alguns poucos indivíduos justos conseguiam receber orientação abrindo a Bíblia ou outro livro sagrado. Agora um fenômeno impressionante está acontecendo. O Rebe está acessível para todos, em qualquer lugar, a qualquer hora. E ele responde imediatamente.

Nos dias de gratificação imediata, como os de hoje, uma resposta imediata é muito valorizada.

E o Dr. Reich conclui:

Como o Rambam explica, a ocorrência de milhares de milagres ‘enquanto o mundo continua a funcionar de modo habitual’ é uma inovação fundamental da Era Messiânica, quando os milagres estarão ao alcance de todos, não apenas de um poucos privilegiados. Como disse o Rebe em 1992:

“Especialmente nestes dias de Mashiach, em que nos encontramos, tudo o que é necessário é abrir os olhos.”

Adaptado de: http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5756/422.htm#caption8

Leilui Nishmat:

Chaya Mushka bat harav Avraham Meir sheyichye

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Lea bat Hersh

Efraim ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Eyal, Gil-Ad e Naftali HY’D

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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