A CABALÁ DA IMPERFEIÇÃO

BS’D

Parasht Tazria contém a mitsvá de circuncisão, Brit Milá, “E no oitavo dia a carne de seu prepúcio será circuncidada.”

Conta o Midrash que nossos Sábios fizeram a seguinte pergunta: Se D-us quer que os judeus sejam circuncidados, porque não os cria assim? É óbvio que o Criador Onipotente poderia fazê-lo.

O motivo, explicam, é o princípio do tikun, ou correção. D-us, deliberadamente, cria muitas coisas no mundo em estado incompleto ou parcial, com o objetivo de que o judeu as aperfeiçoe. De fato, esta é a missão Divino do judeu: levar a criação de D-us à perfeição por meio de Torá e mitsvot.

É óbvio que D-us não precisa de nossa ajuda. Ele podia muito bem ter criado tudo no auge da perfeição. Porém, ao nos nomear seus “sócios”, nos permite ganhar mérito e, de fato, “trabalhar” pelas bênçãos que recebemos na vida.

Quando o judeu cumpre sua missão ordenada por D-us, e preenche o mundo com santidade, toda a bondade que D-us lhe concede – vida, filhos e sustento – transforma-se de “doação de caridade” para seu devido direito.

D-us não está lhe dando um presente. Ele merece todas essas bênçãos porque trabalhou por elas.

Ao mesmo tempo, ter consciência dessa relação estimula o judeu a querer fazer mais ainda para cumprir sua parte do acordo, pois a natureza humana é tal que a pessoa detesta ser sustentada pelo “pão da vergonha”. Circuncisão é apenas um exemplo de como adquirimos esse mérito.

Pode-se fazer uma pergunta semelhante sobre a distribuição aparentemente desigual de riqueza no mundo. Por que D-us dá tanto dinheiro para alguns e tão pouco para outros? Por que o pobre não pode receber seu sustento diretamente de D-us, em vez de depender da generosidade dos outros? A resposta é que D-us quer que o rico adquira um mérito adicional dando tsedaká para o pobre. Na verdade, nem todo o dinheiro que está em sua posse lhe pertence. D-us simplesmente o coloca em suas mãos para que possa ser redistribuído de modo mais igualitário.

Sim, a pessoa mais abastada enfrenta um teste mais difícil, pois sua Má Inclinação se eleva em protesto. Mas o fato é que quando ele vence sua Inclinação e dá para o necessitado, além de não perder sua riqueza, D-us lhe dá mais ainda, como pagamento por sua boa ação.

Adaptado de “Likutei Sichot” do Rebe, Vol. 27

http://lchaimweekly.org/lchaim/5756/414.htm#caption2

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Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

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SERPENTINAS DE ABOBRINHA

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Ingredientes:

2 abobrinhas médias

4 dentes de alho

¼ de colherinha de sal

1 colher de sopa de óleo

Modo de Fazer:

Lave as abobrinhas e retire as duas pontas.

Com um descascador, vá cortando tirinhas ao comprido.

Frite os dentes de alho no óleo até dourar.

Acrescente as tirinhas de abobrinha e refogue durante cerca de 10 minutos.

Está pronto!

Lebriut!

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SEMPRE PRESENTE

SEMPRE PRESENTE

BS’D

R. Leibl Groner, A’H, relatou o seguinte:

Uma conhecida de minha esposa estava se mudando para outro apartamento. Procurou minha esposa e lhe pediu ajuda para escrever uma carta para o Rebe, pedindo-lhe uma berachá para a mudança. Como ela não sabia nem yidish nem hebraico, pediu a minha esposa para escrever a carta.

“Escreva a carta em inglês”, disse-lhe minha esposa. “O Rebe entende inglês.”

A mulher escreveu a carta e, em seguida a colocou num volume de Igrot Kôdesh que ela tinha retirado de nossa estante.

Minha esposa abriu o livro na página onde a carta havia sido colocada aleatoriamente, e traduziu a carta que havia naquela página.

Era uma carta para um casal que estava se mudando para um novo apartamento, abençoando-os para que tudo o que fosse relacionado com a mudança tivesse sucesso.

A mulher ficou satisfeita com a bênção, mas minha esposa notou que o livro que ela tinha retirado da estante era uma coletânea de cartas do Rebe Anterior, sogro do Rebe.

“É óbvio que o Rebe Anterior era um tsadik e um Rebe, mas eu ficaria mais segura tendo uma bênção do nosso Rebe, também”, disse a mulher.

Minha esposa lhe mostrou onde estavam os volumes de Igrot Kôdesh do Rebe, em outra prateleira.

A mulher escolheu um volume daquela prateleira e pôs sua carta aleatoriamente naquele livro. Entregou-o a minha esposa, e lhe pediu para traduzir a carta que estava naquela página.

Minha esposa leu:

“Estou surpreso que você está me consultando sobre um assunto que meu sogro já respondeu…”

Baseado em:

http://lchaimweekly.org/lchaim/5769/1056.htm#caption3

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(Inglês)

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INSENSATEZ DA SANTIDADE

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A história abaixo foi relatada pelo Rabino Zalman Notik, da Yeshivá Torat Emet, em Yerushaláyim:

Um grupo de alunos da Yeshivá cumpria seu programa rotineiro das tardes de sexta-feira: incentivar meninos e homens judeus a pôr tefilin. Os estudantes encontraram um grupo de novos imigrantes, provenientes da União Soviética. Quando os alunos estavam ensinando os rapazes e homens a colocar tefilin, um velho judeu nascido na Rússia aproximou-se, emocionado, e perguntou: “Vocês são de Lubavitch? Tenho uma história para lhes contar!”.

“Quando eu era jovem, lá na Rússia, costumava frequentar as reuniões secretas (farbrenguens) dos Lubavitchers. Também costumava rezar com eles e ir a suas aulas. Em um farbrenguen que jamais esquecerei, o assunto principal era o desejo de se reunir com o Rebe (Rabino Yossef Yitschak, o Rebe anterior, sexto Rebe da dinastia Chabad). Cantamos: ‘Que D-us nos dê boa saúde e vida, e que possamos nos reunir a nosso Rebe.’ Nosso desejo intenso de estar com o Rebe era quase palpável, e crescia de minuto a minuto.

“No meio do farbrenguen, alguns chassidim levantaram-se, de repente, e resolveram ‘agir’. Pegaram algumas cadeiras, viraram-nas de cabeça para baixo e as arrumaram em fila, formando um trenzinho. Imaginem só, um bando de marmanjos comportando-se como criancinhas do jardim da infância, sentados em cadeiras viradas e fazendo de conta que estavam indo para o Rebe!

“Quase todos os outros, inclusive eu, ficaram de lado, olhando. Ríamos deles dizendo que tinham pirado. Que ridículo… besteira de criança!

“Mas, sabem, dentro de pouco tempo, todos os chassidim que viajaram no ‘trem’ receberam permissão para deixar a Rússia, e realmente foram ao Rebe; ao passo que o restante de nós, os ‘normais’, ficamos para trás. Como vocês podem ver, a maioria de nós não teve forças para manter a observância da Torá e das mitsivot, e só agora estamos começando a recuperar…”

Da revista “Beis Moshiach”, traduzido de:

http://www.lechaimweekly.org

Reimpresso com permissão do: “Liktat Shabat”

da Yeshivá Tomchei Tmimim

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OS ALIMENTOS ESPIRITUAIS DE UMA CRIANÇA

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Pêssach Matsá e Maror

e seu Simbolismo na Educação Judaica

Falando de uma maneira geral, há três tipos de alimentos:

  1. O alimento que é necessário para o desenvolvimento normal ou cuja necessidade é vital para preservar a vida.
  2. Alimento que é prejudicial e deve ser evitado, ou até mesmo destruído.
  3. Alimento que, embora não seja indispensável, é fonte de nutrição e prazer adicionais.

Há alusão a essas três categorias nas três comidas especiais de Pêssach:

  1. Matsá é, obviamente, o pão não fermentado e “o pão sustenta a vida do Homem” (Salmos 104:15). Em termos mais amplos, a palavra “pão” refere-se a uma refeição completa, e a toda a nutrição diária (Vide Daniel 5:1; Rashi sobre Bereshit 31:54).
  2. Maror – em nosso contexto – significa coisas indesejáveis que precisam ser consideradas amargas e, portanto, rejeitadas.
  3. O sacrifício de Pêssach tinha de ser comido “al hassova”, quando a pessoa já estava satisfeita (Rambam, Leis do Sacrifício Pascal 8:3. Era como um “sobremesa”, fonte de prazer e nutrição adicionais. Por isto, o Pêssach tinha de ser comido luxuosamente, “como um festejo real” (Rashbam sobre Pessachim 119b).

Com base nisso, podemos perceber três tipos de “alimentos” espirituais que devem ser dados a uma criança no processo educacional:

  1. A primeira necessidade vital de uma criança é receber uma dose diária de nutrição básica, ou seja, Torá mitsvot, que são chamadas de “pão”. Além disso, deve-se cuidar para que o estudo da Torá e o cumprimento das mitsvot sejam humildes e achatados, como a matsá, sem nenhum traço de chamets (fermento) que faz com que a massa suba, cresça e inche arrogantemente (Likutê Torá, Tsav 13c).
  2. Ao mesmo tempo, é preciso proteger a criança das influências indesejáveis (amargas) de fora – insinuadas pelo maror – por meio de disciplina e repreensão. Atualmente, a obrigação de comer maror não é tão forte quanto na época do Templo (atualmente é uma obrigação rabínica, não bíblica). Do mesmo modo, a abordagem à disciplina deve ser mais branda, hoje em dia, do que era no passado. Matsá, porém, permanece uma exigência bíblica total até hoje, exatamente como na época do Templo, o que nos ensina que devemos continuar a dar reforço positivo integral a nossas crianças em sua “dieta básica” de Torá e mitsvot.
  3. Se seguirmos essas diretrizes na educação de nossos filhos (e de nós mesmos) passo a passo, ficaremos “saciados” com Torá mitsvot de tal modo que a santidade que existe no coração de cada judeu virá à tona, causando um compromisso total com D-us. Deste modo estudaremos Torá com uma dedicação maior ainda e cumpriremos as mitsvot com o maior capricho, fazendo tudo com alegria verdadeira (“como num festejo real”) como está expresso no sacrifício de Pêssach.

(de uma carta do Rebe de 11 de Nissan de 5737)

(Adaptado de “The Kol Menachem Haggadah” págs.133-134

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A DÍVIDA E SUA RETRIBUIÇÃO

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Bernard Hillstein (o nome foi mudado) finalmente admitira que já não podia viver sozinho e teria de ir para uma casa geriátrica.

Sempre gostara de clima ameno.

De modo que, quando Bernie encontrou um “lar de velhos” no sul da Flórida, que tinha uma sinagoga e era totalmente Shomer Shabat, logo assinou o contrato.

Percebeu as letras miúdas só após ter pago o sinal e ter “desalugado” seu apartamento em New Jersey.

Ethel, com quem fora casado durante 56 anos, falecera há seis anos. Foi quando os médicos de Bernie o aconselharam a receber Oakley em sua casa.

Bernie adquiriu Oakley, um pastor alemão, cão-guia de serviço, para ajudá-lo a se virar sizinho.

Há seis anos Oakley era o companheiro constante de Bernie.

Sem Oakley, Bernie não sabe como teria sobrevivido à Covid.

Ele e Ethel não tiveram filhos e sua visão estava falhando. Sem Oakley no apartamento Bernie teria sofrido a maior das tristezas: solidão completa.

Como dá para imaginar, Bernie ficou preocupado quando viu, nas letras miúdas, que aquela residência para idosos não permitia animais de estimação, nem mesmo os de serviço.

Imediatamente Bernie veio ao meu escritório e me pediu para conseguir alguma exceção ou dispensa na proibição dos “pets”.

Bernie não conseguia se imaginar vivendo sem seu querido Oakley.

Escutei Bernie e telefonei para o “lar”.

O diretor me ouviu calma e educadamente, porém foi firme, explicando que a cláusula da proibição dos “pets” significava: nada de “pets”. Ponto final. Não havia dispensa nem exceções.

Telefonei para o rabino, capelão do lugar, e ele também, explicou que estava de mãos atadas. Não tinha influência nem autoridade para permitir que Bernie levasse Oakley para lá. Bernie estava à beira do desespero. Já tinha se desligado do apartamento de New Jersey e já pagara o sinal para a Flórida.

O pensamento de abandonar Oakley, o que significava viver só, lhe parecia uma sentença de morte.

Dei mais telefonemas e, finalmente, o diretor da casa geriátrica, já irritado, disse: “Essas são as regras. Se quiser, ligue para o Sr. Hertzler. Ele é o dono, e só ele pode lhe dar permissão. Porém, ele e um chassidishe yid bem idoso. Duvido muito que esteja interessado em ter um cão em sua propriedade.”

As coisas foram arranjadas como só Hashem pode fazer. O Sr. Hertzler, que raramente saía da Flórida, estaria em Nova York para uma festa de família. E consegui marcar um encontro com ele para a noite daquele domingo.

Quando cheguei na casa onde ele estava hospedado, em Boro Park, não tinha grandes esperanças de sucesso.

O Sr. Hertzler, que se sentia melhor falando em Yidish do que em inglês, era um judeu chassídico. Quando lhe apertei a mão, não pude deixar de perceber os números azuis em seu antebraço.

Percebi que seria uma missão inútil, pois que sobrevivente do Holocausto de 95 anos permitiria que um pastor alemão fosse hóspede em sua propriedade?

Com tudo isso, depois de ter dado tantos telefonemas para marcar esse encontro e ter viajado de Passaic até Brooklyn, eu tinha de fazer meu apelo. E se (ou mais provavelmente, quando) ele dissesse não, eu saberia que tinha feito tudo o que estava ao meu alcance.

O Sr. Hertzler foi extremamente hospitaleiro, ofereceu-me um delicioso kokush (rocambole) e chá forte e doce.

Depois de conversar um pouco sobre meu shul, fui direto ao ponto, e expliquei a situação e por que Bernie precisava de Oakley. Enfatizei que Oakley era tudo o que Bernie tinha na vida e a grande mitsvá que seria permitir que Oakley morasse com ele.

O Sr. Hertzler escutou pacientemente e em seguida respondeu citando um passuk, “Lo Yecherats Kelev Leshonô” (“Mas para todos os filhos de Israel, nenhum cão aguçará sua língua.” – Shemot 11:7).

Pensei que, talvez, o Sr. Hertzler não estivesse prestando atenção ao que eu dissera.

Repeti meu pedido, e ele repetiu o passuk.

Em seguida, ele olhou para mim e disse, com um sorriso.

“Esperei você durante setenta e oito anos. É óbvio que seu amigo pode levar o cachorro. De fato, eu mesmo pagarei por tudo de que o cachorro precisar.”

O Sr. Hertzler deve ter percebido minha confusão, e explicou:

“Em 1945, lá pro final da guerra, os nazistas estavam evacuando o lager (campo de concentração). Como eu sabia que os Russos deveriam chegar em poucos dias, resolvi me esconder debaixo das barracas, agachado. Os nazistas pegaram seus pastores alemães para encontrar todo e qualquer judeu, pelo faro. Sempre que um cachorro farejava um judeu, começava a latir. Quando o nazista e seu cão se aproximaram de meu esconderijo, rezei, repetidamente, com todo o coração: “Ulechol Benei Yisrael Lo Yechratz Kêlev Leshono.

Para meu espanto, o cachorro passou bem perto de mim. Dava para sentir seu hálito. Contudo, o cão não fez o menor ruído, e seguiu adiante.

Foi quando fiz uma promessa a Hashem.

Do mesmo modo que Hashem recompensou os cães por não terem latido no Êxodo, eu também retribuiria a um pastor alemão por não ter latido na hora de minha própria Yetsiat Mitsrayim.

Finalmente, chegou o dia que tanto esperei.

“Diga a seu amigo que ele e Oakley serão meus hóspedes de honra.”

Fiquei mudo de espanto.

O Sr. Hertzler colocou mais um pedaço de kokush no meu prato e disse alegremente: “Você pensou que estava vindo me pedir um favor. Mas na verdade, é o oposto: Hashem o mandou aqui para que eu pudesse pagar minha dívida de setenta e oito anos. Por favor, vamos fazer juntos um lechaim para agradecer a Hashem por sua bondade.”

“Se não agora, quando?” – Hilel

(Ron Yitschak Eisenman –

Rav da Congregation Ahavat Israel –

Passaic, NJ)

(Recebi por WhatsApp)

“Vocês deverão ser pessoas santas para Mim. Não comam carne dilacerada no campo; atirem-na aos cães”

(Shemot 22:30)

D-us não fica devendo nada a ninguém.

No relato de Êxodo consta:

“Mas para todos os filhos de Israel, nenhum cão aguçará sua língua.” (Shemot 11:7).

Disse o Santo, Bendito Seja:

“Dêem a ele sua recompensa.” (Mechilta)

Rashi

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“QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?”

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Há uma história sobre um chassid Chabad idoso que passara a vida inteira estudando Torá e servindo a D-us. E não estava lá muito interessado no que acontecia no mundo.

Certa vez, alguém lhe disse que Nicolau acabara de ser coroado como czar da Rússia. O chassid ficou muito surpreso e disse: “Mas ele já foi coroado. Prá que ele precisa de mais uma coroação?”

O chassid se lembrava muito bem de que era ainda criança quando o czar Nicolau tinha sido coroado (na época do Tsêmach Tsêdek, o terceiro Rebe de Chabad). Mas ignorava totalmente o fato de aquele Nicolau ter morrido muitos anos antes, e que houvera vários outros czares nesse meio-tempo. E o czar que estava sendo coroado agora era Nocolau II.

Era assim que os judeus viviam antigamente: vida boa e longa, e tranquila. Não havia psiquiatras nem psicoanalistas, e ninguém tomava tranquilizantes.

Por que estou falando disso?

Há quem pense que já que devemos tirar uma lição para o Serviço Divino de tudo o que acontece (como o Báal Shem Tov ensinou) é preciso saber de tudo o que está acontecendo no mundo, com todos os detalhes. Têm de ler o jornal e ouvir o rádio, para poder mostrar como são bem informados, quando vão à sinagoga no Shabat . Para que as pessoas não pensem que ele é ignorante ou algo pior…

Mas a intenção do Báal Shem Tov não era que o judeu deve se interessar pelos acontecimentos mundiais para poder tirar uma lição. E sim que, se acontecer de ele ouvir sobre algum acontecimento, nesse caso ele deve tentar tirar uma lição dele.

(O Rebe – de um discurso no Shabat Parashat Vayigash 5729, não revisado)

http://lchaimweekly.org/lchaim/5761/663s.htm#caption15

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ESTOU CUMPRINDO MINHA MISSÃO?

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O Rebe Maharash (Rabi Shemuel, o quinto Rebe de Chabad-Lubavitch) examinou cuidadosamente o chassid que acabara de entrar em seu escritório para uma audiência particular. “Diga-me,” perguntou, “você reserva tempo para estudar Torá com outras pessoas?”

O chassid mexeu-se desconfortável. Era um prateiro talentoso e relojoeiro habilidoso. Fizera uma viagem de muitos dias, vindo de sua cidade, Vladimir, para se encontrar com o Rebe, e essa audiência particular era, definitivamente, a culminação da visita.

Não, explicou, não tinha marcado nenhuma aula com outros, mas não tinha culpa. Acabara de se mudar para Vladimir, e a população judaica de lá era composta de pessoas grosseiras, embora não tivessem culpa de ser assim. Eram descendentes dos Cantonistas – os meninos judeus que tinham sido brutalmente raptados de seus infelizes pais para serem obrigados a servir no exército do Czar, acabando por se esquecer das leis e rituais sagrados de sua infância.

Havia apenas dois aldeões que podiam ser chazanim (cantores litúrgicos), o chassid era o único da comunidade que era instruído o bastante para ler na Torá, e era seu dever sagrado preparar a porção semanal. Isso, além de seu próprio horário de estudo e negócios. De modo que, disse o chassid, não lhe sobrava tempo para ensinar a outras pessoas.

“Não estou entendendo”, disse o Rebe Maharash com desaprovação. “Por que você acha que saiu de onde morava, Polotsk – cidade famosa por sua religiosidade – e se mudou para Vladimir, um deserto vazio de Torá e cumprimento das mitsvot (mandamentos)?”

O chassid concordou. Polotsk fora uma cidade ideal para se viver, habitada por pessoas muito religiosas que lotavam as sinagogas do amanhecer ao anoitecer, e cujas famosas yeshivot eram de altíssimo nível de educação religiosa. Mas o que ele podia fazer? Seus negócios tinham degringolado a tal ponto que ele mal conseguia sobreviver lá em Polotsk.  Além disso, tinha pedido e recebido o consentimento e a berachá do Rebe para se mudar para Vladimir. A bênção tinha se realizado por completo, com seu negócio tendo um sucesso muito maior que os seus sonhos mais desvairados.

“Você está enganado”, disse o Rebe Maharash, “pensando que foi enviado para lá por motivos econômicos. Quem acredita em D-us e na Providência Divina pode, e deve, entender que D-us não tira uma família temente a D-us de um lugar de Torá para um ambiente não religioso por motivos materiais. Essa noção vem de sua incompreensão de seu objetivo. Na verdade, seu objetivo não é trabalhar com prata e relógios, e sim, divulgar a Torá de D-us e seus mandamentos onde for possível. Sua mudança para Vladimir foi Divinamente planejada para que você possa ensinar e inspirar as massas, tanto o soldado culto quanto os filhos ignorantes dos Cantonistas.

O Rebe Maharash continuou: “Você se esqueceu do ensinamento do Báal Shem Tov de que uma alma desce para esse mundo físico durante setenta ou oitenta anos para fazer um favor material, e principalmente espiritual, a outro judeu? Quem acha que seus passos são predestinados de acordo com suas necessidades materiais não tem fé suficiente. Será que a mesma bênção Divina não pode estar tanto em Polotsk quanto em Vladimir? Minha bênção para seu sucesso material visava acompanhar seus próprios esforços em divulgar o judaísmo. Sem isso, de nada adiantará minha bênção.”

O Rebe anterior, que registrou essa história numa carta a um de seus seguidores, escreveu: “não leia esta história como se não passasse de mais uma historinha, que entra por um ouvido e sai pelo outro. E sim, deixe que as palavras do Rebe Maharash penetrem no âmago de seu coração, e que cada pessoa se pergunte: o que estou fazendo para cumprir a missão Divina que me foi confiada, no lugar que me foi destinado por D-us?!”

Da revista “Beis Moshiach”

Adaptado de:

http://lchaimweekly.org/lchaim/5768/1009.htm#caption9

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OZNEI HAMAN DE MASSA DE PÃO

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(Parve)

Ingredientes:

1 kg de farinha de trigo

1 envelope (10g) de fermento para pão

½ colher de sobremesa de sal

1 copo de açúcar

1 copo de água morna

1 copo de suco de laranja

2 ovos

½ copo de óleo

Modo de Fazer:

Numa tigela grande, misture a farinha, o sal, o  fermento e o açúcar.

Faça um buraquinho na misture e lá verta a água morna. Cubra com a mistura seca.

À parte, misture os ovos com o óleo, com um  garfo.

Com uma colher, vá misturando a farinha com a água.

Acrescente o suco e continue a misturar.

Acrescente a mistura de ovos e óleo e misture.

Sove a massa até obter uma mistura bem homogênea.

Deixe a massa descansar durante umas 2 horas.

Divida- a em bolinhas.

Abra as bolinhas com um rolo, preencha com um pouquinho do recheio de sua preferência. Feche os Oznei Haman em triângulos.

Asse em forno médio durante cerca de 40 minutos.

Purim Sameach!

Lebriut!

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MITSVÁ FUNDAMENTAL

BS’D

Arte by Alex Levin

“Quando entra Adar aumentamos a alegria”. Para o judeu, alegria autêntica é a alegria de mitsvá. A mitsvá genuína é a mitsvá da tsedaká. Fazer bondade para com o próximo. Sendo assim, “aumentar a alegria” significa aumentar a tsadaká.

Segundo o Rambam, a halachá (Lei Judaica) é que a mitsvá mais importante de Purim, e onde devemos investir mais recursos é matanot laevionim (presentes para os pobres), pois não há alegria maior nem mais luxuosa que alegrar o coração dos pobres, órfãos, viúvas e guerim. (Hilchot Meguilá 2:17)

“D-us quis dar méritos para o povo judeu, e por isso lhe deu muita Torá e mitsvot” – muitas mitsvot são muitas alegrias. Portanto, no mês de Adar devemos fazer muitas mitsvot, em geral, e especialmente a mitsvá da tsedaká.

Do livro:

“Marbin BeSimchá Kol Hashaná”

Do Rav Yitschak Ginsburg

pág. 95

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Arie Leib ben Yaakov

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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