TRÊS RUBLOS POR UMA INCOMPATIBILIDADE

BS’D

Já era quinta-feira, e Yakel ainda não tinha um tostão para as despesas do Shabat. Estava disposto a aceitar qualquer trabalho para conseguir pelo menos dinheiro para vinho e chalot. Quando veio a sexta-feira e ele ainda estava sem trabalho, apesar de muito tentar, sua esposa teve uma ideia.

“Sabe, Yankel, há um grande rabino em nossa cidade que está precisando de um shiduch para um de seus filhos. Ouvi dizer que ele dá três rublos para qualquer pessoa que tenha uma proposta decente. Tenho certeza de que podemos pensar em alguém adequado. Aí você dá a sugestão para o rabino e, pelo menos, teremos três rublos com que honrar o Shabat.

Por não ver alternativa, Yankel deu tratos à bola e acabou tendo uma ideia interessante. Correu à casa do rabino e sugeriu o casamento.

Os olhos do rabino se iluminaram. “Este shiduch é digno de consideração”, disse. “Venha após o Shabat e lhe direi se quero ir atrás.”

O coitado do Yankel ficou arrasado. Apesar de envergonhado, não conseguiu conter a decepção. “Mas… não vou ganhar os três rublos como pagamento pela sugestão?” Gaguejou.

“Meu bom homem”, respondeu o rabino. “Minha resposta depende da solução de dois textos contraditórios no Talmud. Em um deles, nossos Sábios dizem (Talmud Sotá 2 a) que quarenta dias antes da concepção de uma criança, a Corte Celestial anuncia: ‘A filha de Fulano se casará com o filho de Sicrano.’ Por outro lado, mais adiante na mesma página também afirmam: ‘Encontrar a alma gêmea é tão difícil quanto a abertura do Mar Vermelho.’ Essa afirmação é problemática. Se o casamento já tinha sido anunciado, qual é a grande dificuldade?

“A dificuldade vem das más interpretações feitas pelos anjos que têm a função de juntar o casal. Infelizmente, há muitos anjos defeituosos. Foram criados a partir de mitsvot  cumpridas indevidamente, bênçãos pronunciadas sem o devido cuidado e preces desprovidas de pensamento concentrado. Esses anjos imperfeitos saem surdos, mudos ou mancos. Por isso não podem transmitir direito o nome do verdadeiro par de uma pessoa.

“Consequentemente, casamenteiros aparecem com muitas sugestões. As diversas ideias que eles têm são os nomes mal interpretados pelos anjos aleijados. Quando essas sugestões me são apresentadas, sinto que não são a alma gêmea. Contudo, sinto-me obrigado a pagar esses rublos pelo esforço e a boa vontade.

“Sua sugestão, porém, parece ser a correta, anunciada no Céu. Depois do Shabat, discutiremos como proceder com esse shiduch e você ganhará bons honorários pelo seu esforço – muito mais do que três rublos.”

[Lightly edited by Yrachmiel Tilles from “From My Father’s Shabbos Table” (pp. 110-111), Eliyahu Touger’s excellent selection and translation from the first two volumes of Rabbi Yehuda Chitrik’s 4-volume series, Reshimat Devorim.]

Adaptado de:

Ascent of Safed

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=394-37

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Arie Leib ben Yaakov

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

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SOPA DE LENTILHAS VERMELHAS

BS’D

SOPA DE LENTILHAS VERMELHAS

(Parve)

Ingredientes:

½ copo de lentilhas vermelhas

1 batata doce

2 dentes de alho

2 colheres de sopa de óleo

1 colher de chá de sal

1 colher de chá de cominho

4  copos de água

Modo de Fazer:

Frite o alho no óleo até dourar.

Acrescente a lentilha vermelha, o sal e o cominho e refogue um pouco.

Acrescente a água e, por fim, a batata doce descascada e cortada em cubos.

Cozinhe em fogo brando até que as lentilhas se desmanchem e a batata doce fique molinha.

Lebriut!

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A PARADA DO BESH’T

BS’D

Duas semanas antes de Rosh Hashaná de 1734, em seu trigésimo sexto aniversário, Rabi Yisrael Báal Shem Tov foi revelado como o mais sagrado homem do planeta e líder do movimento Chassídico,que ainda estava em seus primórdios.

Antes disso, fazia de tudo para esconder suas qualidades especiais. Vestia-se, falava e se comportava como qualquer judeu ignorante e pobre da Ucrânia.

Para sustentar-se, labutava como simples trabalhador. Suas preces intensas, sua meditação, seu profundo estudo da Torá eram feitos em segredo. Ao conversar com outros judeus, costumava inspirá-los com ensinamentos e histórias do Midrash e Talmud que acentuavam o valor de servir a D-us com simplicidade, mas com sinceridade. Empenhava-se para neles estimular um amor por D-us, pela Torá e por todo o povo judeu. Mas o fazia numa linguagem de gente simples. Ninguém suspeitava de que fosse mais do que aparentava. Apenas sua esposa sabia quem ele realmente era.

Por vezes acontecia de ter de utilizar seus poderes extraordinários para salvar judeus, e até mesmo comunidades inteiras, de perigo. Quando assim fazia, tão logo se esgotasse a necessidade, mudava-se para um lugar distante, onde ninguém o conhecia. Uma dessas ocasiões aconteceu em Lag BaOmer.

Naquela época, as comunidades do Leste Europeu sofriam ataques frequentes de bandos de cossacos violentos e outros antissemitas grosseiros. Eles espancavam e até matavam os homens judeus, estupravam as mulheres e saqueavam e destruíam todos os bens dos judeus que viessem a cair em suas mãos.

Certa vez, os  habitantes da cidade onde o Báal Shem Tov estava morando ficaram sabendo que um bando desses cruéis saqueadores estava se aproximando. Toda a comunidade judaica resolveu abandonar seus lares e se esconder nas montanhas durante alguns dias, até que os cossacos invasores se acalmassem e partissem. O Báal Shem Tov os acompanhou. As pessoas se abrigaram em cavernas.

Lá de seu esconderijo, viram o bando de cossacos chegando. Não encontrando judeus para atacar, lançaram toda sua ira e frustração nos bens dos judeus. Invadiram o depósito de vinho, embebedaram-se, arrebentaram o restante dos barris e atearam fogo ao prédio. Os judeus, que viam tudo à distância, tremiam de medo que os cruéis cossacos resolvessem procura-los nas colinas e os descobrissem.

Passaram-se alguns dias. Os invasores empilharam tudo o que saquearam das casas e lojas dos judeus. Os judeus ainda estavam com medo de ser descobertos quando, assustados, viram aquele discreto ‘Yisroelik’ juntando grupos de crianças fora das cavernas, em plena luz do dia!

Protestaram, ao que o Báal Shem Tov explicou que aquele era o dia sagrado de Lag BaOmer, um dia de ir para os campos e comemorar, com alegria, o dia de Rabi Shimon bar Yochai.

Assegurou-lhes de que não havia perigo e que o mérito de celebrar Lag BaOmer ajudaria a proteger e salvar toda a comunidade.

Seu entusiasmo e convicção influenciaram os pais, de modo que lhes deram permissão. O Báal Shem Tov foi de caverna em caverna e reuniu quase todas as crianças.

Muitos adultos ainda estavam ponderando sobre o espantoso acontecimento quando o Báal Shem Tov deu início a sua mini parada. As crianças marchavam, cantando alegremente, seguindo seu novo líder carismático.

A princípio, estavam um pouco receosas e cantavam aos cochichos, mas em pouco tempo, seu medo dissipou-se, fazendo com que aumentassem o volume, cantando as melodias contagiantes do dia, honrando Rabi Shimon Bar Yochai.

Os pais observavam os filhos com um misto de carinho e ansiedade. Mas sua atenção logo se voltou para o Báal Shem Tov. Era como se ele fosse uma pessoa que jamais tinham visto, seu rosto iluminado em Divino êxtase, dançando na roda das crianças. O simples Yisroelik que eles tinham conhecido transformara-se, diante de seus olhos, no mais sagrado dos homens. Sua voz, junto com a das crianças puras e inocentes, cantava como os anjos do Céu.

A parada e os cantos prolongaram-se durante bastante tempo. Depois, o Báal Shem Tov levou as crianças até um pequeno planalto, fez com que sentassem na grama e distribuiu para todas guloseimas que levara. Fez com que cada criança falasse alto e corretamente a bênção para o alimento que recebera. Em seguida, depois que acabaram de comer, contou-lhes histórias fascinantes do Talmud e do Midrash sobre Rabi Shimon bar Yochai e Rabi Akiva. As crianças ouviam, encantadas. Sentiam o grande amor que o Báal Shem Tov tinha por cada uma delas e retribuíam com grande afeto.

Os pais e demais adultos da vila ainda estavam muito preocupados. Como podia Yisroelik ficar tanto tempo ao ar livre com seus filhos? Olhavam alternadamente da vila abaixo para as fileiras de crianças sentadas diante do Báal Shem Tov. Sussurravam preces para que tudo acabasse bem e todos ficassem sãos e salvos.

De repente, viram que o bando de cossacos saiu correndo em todas as direções. Fugiram tão de repente que nem levaram nada do que tinham juntado.

Inicialmente, os judeus ficaram com medo de que os invasores enlouquecidos estivessem a sua procura, mas a velocidade com que desapareceram logo acalmou seus temores. O perigo passara!

Acabaram entendendo o que acontecera. Os bandidos souberam – ou pensaram – que um batalhão de soldados estava vindo em sua direção. Apavorados, fugiram abandonando tudo o que poderia atrapalhar sua fuga.

Os judeus voltaram rapidamente para casa, espantados com o milagre que acontecera. Tinham certeza de que o milagre ocorrera em mérito da alegre comemoração das crianças com o tsadik, anteriormente oculto, o Báal Shem Tov  (que já tinha se mudado para outro lugar!) em honra ao grande sábio Rabi Shimon bar Yochai, em seu dia de júbilo, Lag BaOmer.

[Traduzido para o inglês e adaptado por Yrachmiel Tilles, de Sichat Hashavua 176.]

Traduzido e adaptado de:

http://ascentofsafed.com/

http://ascentofsafed.com/cgi-bin/ascent.cgi?Name=186-33

(Inglês)

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

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POMME DE TERRE

BS’D

Ingredientes:

3 batatas inglesas cortadas em cubinhos

3 folhas de couve cortadas fininho

¼ de reponho cortado fininho

3 dentes de alho

½ colherinha de sal

2 colheres de sopa de óleo

Modo de Fazer:

Numa panela de pressão, frite o alho no óleo até dourar.

Acrescente os demais ingredientes e refogue um pouco.

Acrescente um pouquinho de água e cozinhe na pressão durante cerca de 10 minutos.

Lebriut!

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NÃO FOFOCARÁS

BS’D

“Não ande por aí fofocando por entre teu povo…”

(Vayikrá 19:16)

Não há nada mais revelador do que quando um indivíduo abre a boca. Isso mostra a todos quem ele realmente é.

(Zohar)

http://lchaimweekly.org/

http://lchaimweekly.org/lchaim/5761/667.htm#caption8

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

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CAUSA E EFEITO

BS’D

Arte by Michoel Muchnik

No dia 2 de Iyar  (tiferet shebetiferet) de 5694, nasceu em Lubavitch, o filho temporão do Rebe Tsemach Tsêdek, chamado Shmuel, o Rebe Maharash.

Certa vez, o Rebe Maharash (Rabi Shmuel, o quarto Rebe de Chabad) viajou a Paris. E com ele viajaram os gabaim R. Levik e R. Pinchas Leib. E os chassidim Rabi M. Monezson e Reb Yeshaya Berlin também foram. Quando lá chegaram, Reb Y. Berlin perguntou a seu tio, o Rebe Maharash para onde deviam ir. E o Rebe respondeu que deveriam ir para o Hotel Alexander, um dos mais luxuosos de Paris, frequentado pela nobreza. E acrescentou:

“Como você não sabe falar francês, deixe que eu falo.”

Quando chegaram ao hotel, o Rebe pediu vários quartos, e lhe disseram que havia quartos disponíveis por 200 francos a diária. O Rebe perguntou se havia quartos melhores, e se estavam no mesmo andar dos salões de jogos.

Responderam que havia tais quartos disponíveis, mas o preço era altíssimo. O Rebe pegou três quartos, apesar do preço: um para si, um para R. Levik e outro para R. Pinchas Leib. R. Yeshaya Berlin e R. Monezson ficaram em outro hotel, menos dispendioso.

Após algumas horas no hotel, o Rebe foi ao salão de jogos, onde jogavam dados. Sentou-se perto de um jovem que estava jogando e que, de vez em quando sorvia vinho. O Rebe pôs a mão sobre o ombro do rapaz e disse:

“Jovem, yáyin nessech (vinho não-kasher) é proibido beber.”

E repetiu:

Yáyin nessech embota a mente e o coração – seja um bom judeu. Boa noite.”

Em seguida o Rebe voltou para seu quarto muito emocionado. R. Y. Berlin disse que jamais vira seu tio tão impactado.

Naquele hotel, quando alguém queria ir de um andar a outro (ainda não existiam elevadores) havia cadeiras especiais em que os hospedes sentavam e eram carregados. Devido a seu estado emocional, o Rebe sentou-se em uma daquelas cadeiras e, quando pegaram a cadeira para levá-lo pelas escadas, lembrou-se de que seu quarto era naquele andar mesmo. Desculpou-se e voltou para seu quarto.

Algumas horas depois, o jovem perguntou onde estava o homem que tinha falado com ele, entrou no quarto do Rebe e lá ficou durante bastante tempo. No dia seguinte o Rebe deixou Paris.

Rebe explicou, depois, que há várias gerações não houvera uma alma tão pura, só que estava nas profundezas das klipot (do mal).

O jovem tornou-se báal teshuvá e o patriarca da família K. da França – uma família religiosa e temente a D-us.

Adaptado de:

“Sipurei Chabad”, R. Avraham Chanoch Glitsenstein,

Vol. VIII, págs. 44-45

(Hebraico)

Em homenagem ao Yom Huledet de Yisrael Arieh Leib ben Chaia

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

David ben Avraham (Curico)

Neche bat Shlomo

Miriam bat Yaakov

Chava bat Libi

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Isaac ben Luzer

Libe bat Tzipora

Avraham Duvid ben Eliezer

Tzipora bat Zalman

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FRAPÊ DE ABÓBORA

BS’D

Chalavi (de leite)

Ingredientes:

½ abóbora japonesa

2 copos de leite

Canela em pó a gosto

 3 colheres de chá de maple syrup

2 colheres de chá de café instantâneo.

Modo de Fazer:

Com uma colher, retire as sementes da metade de abóbora, salpique sobre ela canela em pó e a embrulhe em papel alumínio.

Asse em uma assadeira em forno médio até que fique macia (teste com uma faca ou garfo). Cerca de 1 hora. Quando esfriar um pouco, retire a polpa da casca, com uma colher, e amasse com um garfo.

Numa panela, esquente o leite até quase ferver. Verta-o sobre o maple e o café. Misture. Acrescente o purê de abóbora e misture bem. (Se preferir use o liquidificador).

Salpique mais um pouco de canela e sirva frio, quente ou natural.

Lebriut!

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JUSTIÇA SEJA FEITA

BS’D

Arte by Yoram Raanan

Devar Malchut – Palavras do Rebe

Há um livro chamado: “Devar Yom Beyomô”, onde estão compilados, dos Midrashim e do Tanach, todos os acontecimentos que ocorreram cada dia.

Consta nesse livro – sobre o dia 25 de Sivan – o que está relatado em Meguilat Taanit (Cap. 3) que fizeram Yom Tov (um feriado) nesse dia. E é o seguinte:

Apresentaram-se diante de Alexandre o Grande três povos violentos, com queixas contra os judeus. Os sábios judeus confabularam entre si, e resolveram enviar Gueviha ben Pessissa para responder a seus argumentos. Gueviha ben Pessissa apresentou-se dizendo que era um homem simples (um homem simples de Meguilat Taanit, não um homem simples da atualidade), portanto, se conseguisse responder, ótimo. Se não conseguisse responder – diriam que ele não passava de um simplório.

Os descendentes de Yishmael apresentaram-se diante de Alexandre o Grande e argumentaram que a Terra de Israel lhes pertence, uma vez que Avraham teve dois filhos – Yitschak e Yishmael. E por isso Êrets Yisrael lhes pertence. Respondeu-lhes Gueviha: Toda a argumentação de vocês se baseia no que está escrito na Torá, que Yishmael era filho de Avraham. E na mesma Torá está escrito que Avraham deu presentes aos filhos da concubina e os mandou para a terra dos filhos de Kedem. Mas sobre Yitschak consta (Chayê Sara, 25,5): “E deu para Yitschak tudo o que possuía.”

Ao ouvirem isso, não tiveram o que responder e fugiram.

Depois vieram os filhos de Canaan, e argumentaram aos judeus: Vocês são ladrões. A terra onde vocês estão morando pertence aos descendentes de Canaan – e os judeus chegaram de outros lugares e a conquistaram. Respondeu-lhes Gueviha: Na Torá está escrito (Noach 9,25) sobre Canaan: “Escravo de escravos será”. E por isso, tudo o que vocês possuem pertence ao povo judeu, uma vez que vocês são eternamente escravos – “escravos de escravos”.

Como não encontraram resposta, deixaram suas tendas cheias de coisas boas e fugiram.

Depois disso, chegaram os egípcios e argumentaram que na própria Torá está escrito (Shemot 3,22): “E pediram objetos de prata e de ouro e despojaram o Egito” – e por isso agora eles queriam o dinheiro de volta. Respondeu-lhes Gueviha: Pelo contrário: o Egito escravizou e maltratou os judeus durante quatrocentos anos. Vamos fazer as contas e ver quem está devendo a quem, e antes que chegassem ao cálculo de cem anos, os egípcios fugiram.

Da sichá doShabat Parashat Shelach, Mevarechim o mês de Tamuz, 5734.

(Do livro: “Karati Veein Onê”, Vol. 1, págs. 89-90)

(Reimpresso com permissão do “Likrat Shabat on line”

Da Yeshivá Tomchei Tmimim)

Leilui Nishmat:

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Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

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Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

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BRIGADEIRO FIT

BS’D

Parve – Pessach

Ingredientes:

1 xícara de batata doce cozida amassada

2 colheres de sopa de cacau em pó

2 colheres de sopa de açúcar

1 colher de sopa de óleo

Modo de fazer:

Misture tudo até obter uma massa uniforme.

Faça bolinhas e pronto!

Lebriut!

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O SEDER DO BÊBADO

BS’D

O SEDER DO BÊBADO

Quando Rabi Levi Yitschak de Berditchev concluiu seu Seder, ouviu uma voz celestial dizendo-lhe que, naquele ano, “Moishele, o carregador de água de Berditchev, cumpriu a mitsvá de contar a seus filhos sobre o Êxodo melhor ainda do que você, e D-us curtiu a narrativa de Moishele mais que a de qualquer outra pessoa.”

No dia seguinte, depois da reza, o Rebe pediu a alguns de seus alunos que pedissem a Moishele que fosse ver o Rebe. Quando Moishele chegou, começou a chorar, dizendo: “Rebe, nunca mais vou fazer isso. Sinto muito. Não sei o que deu em mim.” O pobre homem estava arrasado.

O Rebe respondeu mansamente: “Ouça, não se preocupe. Só me conte o que você fez ontem à noite.”

Ora, Moishele era, no íntimo, um homem bom e inocente, temente a D-us e de coração puro. Mas tivera uma vida difícil. Ficou órfão muito cedo, e sempre fora paupérrimo. Infelizmente, caíra na tentação do álcool para poder suportar seus sofrimentos.

O “problema” é que em Pessach não se pode beber vodka. De modo que Moishele teve uma grande ideia: viraria a noite anterior a Pessach e beberia uma quantidade de vodka que o deixaria “numa boa” durante oito dias seguidos, toda a festa de Pessach.

E foi o que Moishe fez: quando chegou a noite antes de Pessach, bebeu e bebeu, até o último minuto em que se tem de parar de comer chamets na manhã anterior a Pessach. Quando deu 9:20, bebeu um último “Le chaim” e pronto. Encerrou a bebedeira.

Chegou a noite do Seder. Sua esposa foi acordá-lo e disse: “Moishele, não é justo. Toda casa judaica tem um Seder. Temos filhos pequenos, e somos os únicos que não temos Seder.

Moishele olhou para o Rebe de Berditchev e continuou sua história: “Naquela hora me arrependi de ter bebido tanto na noite anterior! Como me arrependi! Teria feito qualquer coisa para não estar bêbado. Mas o que eu podia fazer? Pedi para minha esposa me acordar uma hora depois. Ela me acordou de hora em hora, e depois a cada meia hora. Depois, ele me disse: “Moishe, daqui a vinte minutos a noite do Seder acaba. E as crianças já estão dormindo. Que vergonha. Você é um péssimo pai e um péssimo marido!

“Fiquei arrasado!” Moishele disse ao Rebe. “Não tenho palavras para expressar o amor que sinto por meus filhos, e nem mesmo lhes dei um Seder. Percebi quão baixo tinha caído, que sou um péssimo pai alcoólatra . Com minhas últimas forças, levantei-me da cama e me sentei na mesa do Seder. Disse para minha esposa: “Por favor chame nossos queridos filhos.”

“Ela chamou as crianças e eu lhes disse: ‘Por favor, sentem aqui pertinho de mim, preciso conversar com vocês.

‘Quero que vocês saibam que sinto muito por ter bebido e por ser alcoólatra. Mas agora ainda é a noite do Seder e vou lhes contar, em poucas palavras, a história de Pessach.’”

Moishele disse para o Rebe: “Mal sei ler hebraico, e ainda estava bêbado, mas fiz o melhor que pude. Eu disse: ‘Crianças, quero que vocês saibam que D-us criou o Céu e a Terra em sete dias. Depois, Adam e Chava comeram da Árvore e foram expulsos do Paraíso. Desde então, tudo foi por água abaixo: houve um dilúvio, uma Torre de Babel’ – isso era tudo o que eu sabia. Então continuei. ‘Depois vieram Avraham e Sara, Yitschak e Rivka, Yaakov e Rachel e Léa e seus doze filhos sagrados. Depois o Faraó nos escravizou, e hoje de noite, D-us nos tirou do Egito.

“‘Agora também estamos no exílio. E quero que vocês saibam, queridos filhos, que o mesmo D-us que nos tirou do Egito ainda está vivo e presente e, muito em breve vai nos libertar deste exílio também..’”

“Aí olhei para cima e disse: ‘Pai do Céu, muito obrigado por nos ter tirado do Egito. E lhe imploro, querido Pai, por favor, nos tire deste exílio atual muito, muito em breve!’

Rebe, sinto muito. Não pude dizer mais nada pois eu ainda estava bêbado. Peguei a Matsá, o Maror e o Charosset que estavam sobre a mesa e os comi. Depois, enchi quatro copos de vinho e os bebi, um após o outro, me virei e adormeci novamente.”

O tsadik, Rebe Levi Yitschak de Berditchev estava chorando amargamente. Disse a seus alunos: “Vocês escutaram isso? Eu queria uma vez na vida conseguir comunicar o espírito do judaísmo a meus filhos do jeito que Moishele fez. Queria uma vez na vida conversar com D-us do jeito que Moishele conversou ontem à noite.”

Source: Adapted by Yerachmiel Tilles from an emailing of Rabbi Y. Y. Jacobson (//The Yeshiva.net), who is an internationally acclaimed educator and lecturer in great demand, and an annual summer guest teacher at Ascent here in Tsfat.

Traduzido e adaptado de:

http://ascentofsafed.com/Stories/Stories/5774/855-33.html

http://ascentofsafed.com/

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