COMO TEVE UMA IDÉIA TÃO BOA?

BS’D

COMO TEVE UMA IDÉIA TÃO BOA?

Gershon Ber Jacobson era um jornalista famoso, alguns até o consideravam o jornalista dos jornalistas. Escrevia para vários jornais importantes do mundo, e era fluente em muitas línguas, inclusive francês, inglês, yidish, russo, georgiano e hebraico. Tinha um estilo polêmico e enxergava detalhes, muitas vezes, delicados, e tinha uma energia inesgotável para furos perigosos.

Mas além de tudo isso, ou talvez devamos dizer principalmente, era um judeu totalmente observante e um chassid dedicado do Rebe.

E foi o que salvou sua vida, no mínimo uma vez.

Aconteceu logo depois da Guerra dos Seis Dias. Israel tinha destruído os exércitos combinados do Egito, da Síria e dos demais países árabes a sua volta. E Gershon Ber, que na época era o principal correspondente em Nova York para o jornal israelense “Yediot Acharonot” o maior jornal diário de Israel, teve a ideia de conseguir uma reportagem realmente quente.

Resolveu que o maior furo de jornalismo seria ir até o Egito e conseguir uma entrevista com nada mais nada menos que o próprio primeiro ministro, Gamal Abdel Nasser!

Gershon Ber começou a obter os papéis necessários, quando recebeu uma ligação telefônica de outro personagem importante do “outro lado” da moeda – Isser Harel, o chefe do Mossad (o “serviço secreto” israelense).

“Jacobson, você está maluco?” Gritou. “Escute aqui, temos informação de que se você fizer isso, não vai voltar nunca. Vão prender você como espião e você não vai sair mais! E não vamos ter condições de ajudar você! Não está entendendo? Não vá! E se você for, não vamos nos responsabilizar! ”

Gershon Ber agradeceu a Harel, desligou o telefone e telefonou para o quartel general do Rebe de Lubavitch. Explicou toda a situação e perguntou ao Rebe o que fazer. Não demorou muito, e obteve resposta.

O Rebe disse que você deve ir, sim mas deve fazer o seguinte:

  1. Leve vários pares de Tefilin.
  2. Leve uma faca de shechitá nova para abate de aves.
  3. Hospede-se no melhor quarto do hotel mais caro.
  4. Antes de sair dos Estados Unidos escreva cartas curtas para todos os seus amigos e conhecidos importantes dizendo que está no Egito e as coloque no correio assim que chegar no Egito.
  5. Assim que chegar no hotel, telefone para todos os embaixadores estrangeiros que moram no Egito.
  6. Na primeira oportunidade visite a comunidade judaica de lá.

Gershon Ber fez exatamente o que o Rebe lhe disse e uma ou duas semanas depois aterrissou no Cairo. Disse ao motorista que o levasse ao melhor hotel e no caminho parou nos Correios e enviou as cartas que tinha escrito.

Depois, fez o check-in no seu quarto e imediatamente começou a telefonar para todos os representantes estrangeiros no Egito, como o Rebe tinha orientado.

E a reação foi fantástica! De fato, um dos embaixadores ficou tão impressionado (disse que nos 15 anos que estava no Egito ninguém jamais tinha ligado para ele) que fez questão em ir visita-lo e quando chegou, fez questão de ser o motorista pessoal de Jacobson.

“Ótimo!” Respondeu. “Então vamos visitar a comunidade judaica daqui.” Com o embaixador de motorista, foram até a casa do líder da comunidade judaica. Jacobson lhe transmitiu lembranças do Rebe e começou a perguntar perguntas jornalísticas. Como era a vida no Egito? Havia antissemitismo? Alguma coisa foi abalada pela Guerra dos Seis Dias? Etc.

O líder da comunidade respondeu que embora não houvesse antissemitismo abertamente, era difícil se virar e impossível contatar o mundo lá fora. Por exemplo, estavam realmente precisando de alguns pares de Tefilin porque vários tinham ficado inadequados para o uso, e uma faca de shechitá para abater galinhas, porque a única que tinham tinha se quebrado e não dava para consertar. Mas não podiam sair do Egito para conseguir substitutos.

Dá para imaginar a alegria e o espanto do líder da comunidade quando Gershon Ber lhe deu exatamente aqueles itens, dizendo que o Rebe de Lubavitch tinha lhe dito para leva-los.

Gershon Ber conseguiu a entrevista com o Primeiro Ministro Nasser. Quando chegou em Nova York são e salvo, recebeu outra ligação de Isser Harel. “Escute Jacobson. Sabemos COM CERTEZA que estavam planejando prendê-lo por espionagem. Mas quando você fez todo esse auê com aquelas cartas e telefonemas, eles não quiseram causar opinião pública adversa. Me diga uma coisa: de onde você teve essa ideia das cartas e telefonemas?

Adaptado de: Rabino Tuvia Bolton

De: ohrtmimim.org


http://www.lchaimweekly.org/lchaim/5770/1114.htm#caption9

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Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Efraim Kopl ben Eliyáhu

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SUCESSO COM O TEMPO

BS’D

Num discurso que o Rebe proferiu em 1970, ele explicou:

“Há um conceito chamado ‘sucesso com o tempo’. Não podemos tornar mais longos nossos dias, tampouco podemos adicionar horas em nossas noites. Mas podemos otimizar nosso uso do tempo considerando cada segmento de tempo como se fosse um mundo, por si.

“Quando dedicamos uma porção de tempo – seja uma hora, um dia, ou um minuto – a determinada tarefa, devemos nos dedicar totalmente ao que estamos fazendo, como se não existisse nada mais no mundo.

“É óbvio que temos de ter consciência das diferenças entre coisas de maior e menor importância, entre meios e fins, entre jornadas e destinos. Mas seja lá o que esteja fazendo, concentre-se totalmente.”

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BOLO DE BATATA DOCE

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BOLO DE BATATA DOCE

Parve – Pessach

Ingredientes:

2 batatas doces médias

(descascadas e cortadas em pedacinhos)

¾ de copo de azeite

1 copo de açúcar

3 ovos

(Obs.: Usei copos descartáveis de 180 ml)

Modo de Fazer:

Aqueça o forno.

Bata no liquidificador os ovos com o azeite.

Acrescente, aos poucos, os pedacinhos de batata doce, batendo sempre. No final, acrescente o açúcar, e bata mais um pouco.

Asse em assadeira untada com azeite e polvilhada com açúcar.

Lebriut!

Pessach Kasher VeSameach!

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SER SHELIACH

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Shelichut não é uma carreira.

Shelichut não se refere ao que você está fazendo, mas ao que você é.

É um estado de ser abrangente, 24 horas por dia de prontidão para servir. Qualquer hora e por qualquer coisa.

Quando, por vezes, sinto-me sobrecarregado simplesmente pelas tarefas sem fim que precisam ser feitas ontem, costumo lembrar uma frase genial de minha mãe, de abençoada memória.

Ela era uma imigrante da Rússia que teve 15 filhos em circunstâncias difíceis.

As pessoas lhe perguntavam como ela dividia o tempo entre todos os filhos e ainda encontrava tempo para atividades comunitárias.

No seu jeito modesto, respondia:

“Não sei. Na Rússia não me ensinaram divisão. Só me ensinaram multiplicação!”

Rabino Mordechai Avtzon, Chabad de Hong Kong

http://www.lchaimweekly.org/lchaim/5759/562b.htm

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FRANGO COM PALMITO E BATATA DOCE

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Ingredientes:

Frango prono desfiado

Batata doce fervida em pedaços

Palmito

Cebola

Óleo para fritar a cebola

Modo de Fazer:

Coorte a cebola ao comprido, bem fininho.

Frite até dourar.

Acrescente o frango, a batata doce, o palmito e um pouco de sal.

Refogue tudo e…

Lebriut!

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O PÔRETS DO BEM

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Numa cidadezinha na região de Vilna, um rapaz e uma moça casaram-se. Pouco tempo depois do casamento, a esposa notou que o marido tinha uns costumes estranhos, a que ela não estava acostumada: Acordava meia-noite para fazer “Tikun Chatsot”, quando amanhecia, ia, diariamente, imergir no mikve, e lia um livro que guardava escondido debaixo do cobertor. A mulher contou tudo a seu pai, que retirou o livro de debaixo do cobertor para ver de que se tratava. Abriu o livro e sua vista escureceu: o livro era… “Toldot Yaakov Yossef”, cujo autor era um dos líderes do movimento chassidico. Seu genro tinha sido fisgado pelo “kat”.

É óbvio que ao ver o genro, o sogro despejou sobre ele toda sua ira, e o cobriu de insultos e calunias. Quando viu que desse jeito não conseguiu nada, resolveu falar manso com ele, para que abandonasse aquele “mau caminho”. Isso também de nada adiantou. Aí começou a exigir que se divorciasse de sua filha e lhe desse guet. O genro também não concordou com isso: estava ligado ao kat dos chassidim com toda sua alma, e também não queria se divorciar da mulher. O sogro percebeu que o negócio estava muito complicado, e desabafou com seus amigos da cidade, pedindo-lhes que o ajudassem a se livrar do genro. A cidade ficou “um D-us nos acuda”, o maior tumulto. Uns dizendo que era preciso pressionar o perverso para que se divorciasse da mulher, e outros dizendo que seria um “guet forçado” e a mulher ainda cairia numa complicação de “perguntas e respostas” de rabinos sobre se o guet foi kasher. Portanto, era necessário dar um monte de presentes e muito dinheiro para subornar o marido para que desse guet para a esposa de livre e espontânea vontade. E a cidade estava no maior rebuliço, até que a história chegou aos ouvidos do Pôrets da cidadezinha, que era um general idoso. Quando o Pôrets soube que toda aquela confusão era por causa de um livro, perguntou quem era o autor do tal livro. Disseram-lhe que o autor estava incitando e instigando os judeus a se afastarem da Torá de Israel, e seu nome era Yaakov Yossef Hakohen, da cidade de Polna’ah. Quando o Pôrets ouviu isso, pediu que lhe trouxessem o livro. Quando lhe levaram o livro, viu que na folha de rosto, embaixo, estava escrito, em russo, o nome do livro e do autor. O Pôrets, então, deu ordens para que se apresentassem diante dele o sogro, o rapaz e sua esposa, e todos seus conhecidos. Quando chegaram diante dele, o Pôrets falou:

– Chegou a hora de lhes contar um fato que me aconteceu na juventude. Prestem bem atenção.

Há muitos anos, fui coronel do exército. Certa vez, no final do inverno, meu batalhão estava estacionado perto da cidade de Polna’ah. Depois de algum tempo, precisamos transferir nosso acampamento para outro lugar. Em casos assim, acorda-se ao raiar do dia e se faz uma inspeção de todos os soldados e se lhes dá ordens para se preparar para a viagem. Na inspeção, estavam faltando três soldados. Mandei uns soldados irem até a cidade próxima, Polna’ah, procurá-los e trazê-los. Foram, e algum tempo depois, voltaram contando algo estranho: encontraram os três soldados numa casa, onde havia velas acesas, e ao lado da mesa estava sentado um senhor idoso de aspecto muito respeitável, e os soldados estavam lá, de pé, paralisados, sem conseguir mexer as mãos nem os pés, nem falar podiam. Não acreditei naquela história esquisita, e mandei outros soldados irem ver o que estava acontecendo. Eles foram, e contaram a mesma história. Fiquei muito admirado e resolvi ir lá pessoalmente ver o que estava acontecendo. Fui com alguns soldados e, quando entrei na casa, e vi o ancião, que parecia um anjo de D-us, sentado em concentração profunda ao lado da mesa, estremeci de temor. E vi os soldados. Estavam lá de pé, como surdos mudos grudados ao chão como por pregos. Tomei coragem para atrapalhar os pensamentos sagrados daquele ancião, e lhe pedi:

– Percebo que o senhor é um homem santo, e meus soldados precisam ir embora junto com todo o batalhão. Portanto, o senhor poderia fazer a gentiliza de fazer com que os soldados possam sair andando daqui?

E o ancião respondeu:

– Com certeza roubaram alguma coisa daqui. Tirem dos bolsos deles os objetos roubados que eles poderão andar.

Procuraram nos bolsos deles e estavam cheios de objetos de prata. Tiraram os objetos roubados dos bolsos deles e dois deles andaram como qualquer ser humano. Mas o terceiro ainda estava preso no lugar, sem conseguir se mexer. Os outros dois disseram: deve ter alguma coisa nas botas dele. E assim foi.  Encontraram um copo de prata enfiado em suas botas. Retiramos o copo e ele também andou.

Como foi que aquilo tinha acontecido? Era a primeira noite de Pêssach, a noite do Sêder. Quando acabaram o Sêder, a família foi dormir. Só o dono da casa, Rav Yaakov Yossef Hakohen, ficou sentado ao lado da mesa a noite toda, concentrado em seus pensamentos sagrados. Não tinham fechado a porta da casa, pois essa noite é “Leil Shimurim”, noite protegida de tudo o que é prejudicial ou nocivo. Quando os três soldados passaram pela casa, viram pelas janelas que a família estava dormindo, a porta da casa estava aberta, e o senhor idoso estava sentado meditando, como se estivesse dormindo. Entraram na casa, encheram os bolsos de matsot e restos da comida que estava sobre a mesa, e em seguida, puseram nos bolsos todos os objetos de prata que a família pusera sobre a mesa, como é costume judaico na noite do Sêder. E imediatamente ficaram grudados ao chão, sem poder se mexer, até que o comandante do batalhão foi lá libertá-los.

O Pôrets continuou contando:

– Quando vi aquele milagre enorme, pedi que o santo rabino me abençoasse em duas coisas: filhos, pois ainda não tinha filhos, e vida longa. O rabino atendeu meu pedido e me abençoou. Em seguida, pedi ao rabino para me dizer quando minha vida terminaria:

– O final da vida do ser humano é algo oculto, não pode ser revelado, mas fique sabendo que no fim de sua vida, vai ter a oportunidade de divulgar meu nome entre judeus que não me conhecem.

A bênção do rabino realizou-se. D-us me abençoou com filhos, e também ainda estou vivo, embora eu seja muito velho. E agora – concluiu o Pôrets – algum de vocês ainda vai ter a ousadia de falar mal desse homem tão elevado e sagrado? Alguém ainda vai condenar o moço que estuda o livro desse homem sagrado de D-us? Ordeno que façam as pazes entre vocês, e que ninguém ouse fazer mal ao rapaz.

Os judeus muito se emocionaram ao escutar a história do general idoso, aceitaram seu veredicto, de não implicar mais com o rapaz e viver em paz.

Em seguida o Pôrets lhes disse:

– Agora sei que cheguei ao fim de minha vida, pois as palavras do santo rabino aconteceram tintim por tintim. E aconteceu algo para que eu divulgasse o nome dele entre vocês. Mas estou muito satisfeito, que tive a oportunidade de fazer paz entre vocês, por meio do nome desse santo rabino, que está no Paraíso.

Poucos meses depois disso, o velho Pôrets faleceu.

Adaptado do livro: Sipurei Chassidim – Moadim.

Págs. 293-295

(Hebraico)

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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Hershel ben Moishe

Moishe ben Aba

Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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BOLO MEIO-AMARGO DE CHOCOLATE

BS’D

Ingredientes:

2 ovos

½ copo de açúcar

1 copo de farinha

3 gotas de baunilha

¼ de copo de óleo

½ copo de água

½ copo de cacau 50%

1 colher de chá de fermento

Um punhado de sementes de girassol

Modo de Fazer:

Aqueça o forno

Numa tigela, misture: os ovos, o açúcar, a baunilha, o óleo e o cacau.

Acrescente, alternando a farinha e a água, mexendo sempre.

Acrescente o fermento e misture.

Acrescente as sementes e misture.

Asse em forma untada com óleo e polvilhada com uma misturinha de farinha e cacau. (Assim ele não fica com aquela camadinha branca)

Está pronto quando um palito sair sequinho.

Lebriut!

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TUDO COMEÇOU COM BEDIKAT CHAMETS

BS’D

O tsadik, Rav David Moshê de Chortkov contou que o grande magnata, patriarca da família Rothschild, Reb Meir Anshel, enriqueceu em virtude da noite de bedikat chamets.

E a história foi assim:

Quando Reb Meir Anshel era jovem, foi ajudante do gaon hakadosh Rav Tsvi Hirsh, o Rav de Chortkov, pai do gaon hakadosh Rav Shmelke de Nikolsburg. Depois de algum tempo, casou-se com uma moça da cidade de Ciniatin, abriu uma loja e teve certo sucesso.

O Rav Tsvi Hirsh tinha uma soma de 500 rublos (ducados), que tinha guardado para o dote de sua filha. O dinheiro estava guardado numa gaveta de sua mesa. Durante o ano todo, quase nunca abria aquela gaveta. Só na noite anterior ao dia 14 de Nissan, todos os anos, na hora de bedikat chamets, abria aquela gaveta para inspecioná-la.

No ano em que Reb Meir Anshel casou, quando chegou a noite de 14 de Nissan, e o Rav foi fazer a inspeção de chamets, descobriu que a carteira com os rublos não estava lá. O Rav tomou um susto, bem como se assustaram os membros de sua família.

A família do Rav chegou à conclusão de que só podia ser que o shamash, Meir Anshel, tinha roubado o dinheiro. Afinal de contas, tinha aberto uma loja. E ouviram dizer que estava enriquecendo a olhos vistos. Com certeza tinha feito fortuna com aqueles rublos. O Rav calou a boca de todos repetidas vezes, dizendo que estavam desconfiando de uma pessoa honesta, pois o conhecia como uma pessoa direita e temente a D-us, durante todo o tempo que trabalhou para ele em sua casa. Sendo uma pessoa de inteira confiança. Mas a família do Rav não lhe deu sossego, dizendo que só podia ter sido ele que tinha roubado o dinheiro e investido na loja. Tanto falaram, que acabaram convencendo o Rav a viajar a Ciniatin, contra sua própria vontade.

Quando se encontrou com Reb Meir Anshel, este muito se alegrou e o tratou com o maior respeito, pois tinha muito apreço e amor por seu rabino.

Com o coração partido, o rav contou, com muita diplomacia, a seu antigo assistente, o que tinha acontecido, e sobre a suspeita que caíra sobre ele.

Reb Meir Anshel, ao ouvir aquilo, falou imediatamente:

– É verdade. Peguei o dinheiro. Embora no momento eu só tenha uns 200 rublos, que vou lhe entregar agora, dentro de determinado prazo devolverei o restante.

O Rav voltou para casa duplamente alegre: por não terem suspeitado de inocentes e pela devolução do dinheiro. E Reb Meir Anshel foi enviando para o Rav mais rublos, até que completou toda a soma.

Mas, na verdade, Reb Anshel não tinha roubado dinheiro nenhum. O que tinha acontecido foi o seguinte:

Quando começaram a limpar a casa do Rav para Pessach, como é costume judaico, contrataram uma empregada goyá da aldeia próxima, para pintar a casa com cal. Quando a empregada notou que havia, no escritório do rabino, uma mesa que tinha uma gaveta trancada, ficou de olho nela. Conseguiu a chave, abriu a gaveta, pegou a carteira com os rublos e a entregou a seu marido.

O marido escondeu a carteira com os rublos durante bastante tempo. Quando achou que o assunto já tinha caído no esquecimento, e quis começar a aproveitar o roubo, pegou um rublo, e foi ao bar da aldeia. Pediu muita vodca para beber e se alegrar com um grupo de camaradas. Na hora de pagar, entregou o rublo ao dono do bar, dizendo:

– Encontrei isto. Vá até a cidade para trocá-lo. Pegue o que lhe devo pela bebida e me devolva o troco.

E foi o que fez o dono do bar. Na semana seguinte, o camponês apareceu novamente, bebeu até embriagar-se, e deu mais um rublo de ouro para o dono do bar, dizendo que o tinha encontrado. E fez o mesmo uma terceira vez.

Quando o dono do bar viu o que tinha feito o camponês várias vezes seguidas, entendeu que os rublos não são como pedras, que são encontradas jogadas por aí para quem quiser pegar. Chegou à conclusão de que o camponês devia tê-los roubado de algum lugar. Foi ter com o ministro do lugar e lhe contou o que acontecera.

O ministro lhe disse:

– Quando ele aparecer novamente, sirva-lhe muita vodca, e o cerce de amigos e conhecidos dele. Quando entrar o vinho, sairá o segredo, e ele confessará.

Assim fez o dono do bar. E quando o cara estava prá lá de bêbado, e seus amigos começaram a lhe perguntar de onde ele tinha aqueles rublos, contou-lhes, em segredo tudinho: que sua esposa roubara a carteira do rabino, e que em tal e tal lugar de sua casa estavam enterrados todos os outros rublos.

O dono do bar levou as testemunhas até o ministro. Este mandou imediatamente seus funcionários até a casa do camponês, na aldeia. Lá, cavaram no local que ele tinha dito, e encontraram a carteira com os rublos. Nela havia pouco menos de 500 rublos. Prenderam o camponês e o levaram até o ministro, diante de quem ele confessou.

O ministro mandou chamar o Rav. O Rav se assustou, pensando: quem sabe que acusação falsa inventaram contra ele ou contra sua comunidade. Mas não tinha jeito, tinha de ir. E o ministro começou a lhe fazer perguntas: quantos filhos e filhas ele tinha, qual era seu salário semanal, etc. E o Rav foi respondendo a todas as perguntas. E o ministro perguntou:

– E de onde tem dinheiro para casar sua filha?

Foi quando o Rav contou que ele tinha 500 rublos para o dote e para os gastos do casamento, mas o dinheiro tinha sido roubado, etc. O ministro pediu para ele dar sinais de identificação da carteira, o que ele fez. O ministro pegou a carteira com os rublos e a entregou ao rabino. E lhe contou toda a história do camponês bêbado. O Rav voltou para casa alegre e triste ao mesmo tempo: alegre por ter sido descoberto que seu antigo assistente era um homem direito, e triste por ter desconfiado de pessoas honestas.

O Rav logo viajou para Ciniatin para perguntar a seu assistente o que deu nele, para ter confessado um pecado que não cometera; e para devolver dinheiro que ele não tinha roubado. Reb Meir Anshel lhe disse que vira como seu rabino estava tão aflito e percebeu que se ele voltasse para casa decepcionado, sua angústia, e a de sua família só aumentaria. Por isso, resolveu dizer que tinha roubado o dinheiro. Pegou tudo o que tinha naquele momento, e lhe deu, para acalmar o tsadik, e depois, vendeu e empenhou tudo o que tinha, e foi mandando aos poucos mais rublos, até que completou toda a soma.

Quando o Rav ouviu aquilo, apaziguou seu assistente por terem suspeitado dele, e lhe devolveu o dinheiro. E o abençoou, dizendo que, por esse mérito ele teria sucesso, e enriqueceria muito, ele e seus descendentes por muitas gerações.

E foi a partir daí que ele começou a ter cada vez mais sucesso, e dele saiu a famosa família dos Rothschild.

Traduzido e adaptado de:

Sipurei Chassidim – Moadim

Do Rabino Shlomô Yossef Zevin

Págs. 280-283

(Hebraico)

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Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

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Moishe ben Aba

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Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

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Pinchas ben Moshê

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Efraim Shlomo ben Motl Halevi

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FANTASIA E MÁSCARA

BS’D

Na Meguilat Ester a presença de D-us está oculta e disfarçada no desenrolar aparentemente natural da história.

E em nossa vida pessoal, o que é máscara e fantasia e qual é nosso verdadeiro eu? É preciso introspecção profunda e, principalmente, sincera e honesta para descobrir a resposta a essa pergunta. E saber que hoje precisamos ser melhores do que ontem. E amanhã devemos ser melhores do que hoje.

Purim Sameach!

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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

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Moishe ben Aba

Miriam bat Yaakov

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Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

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BOLO DA RAINHA ESTER

BS’D

Ingredientes:

2 ovos

½ copo de açúcar

1 ½ colherinha de fermento para bolo

½ copo de óleo

½ copo de techina

1 ½ copo de farinha

½ copo de água

Nozes, castanhas, castanhas do Pará, castanhas de caju, chocolate picado, passas – a gosto

Modo de Fazer:

Pique ou triture as nozes, castanhas de caju, castanhas do Pará e o chocolate.

Coloque as passas de molho em água.

Aqueça o forno.

Misture os ovos, o açúcar, o óleo e a techina.

Acrescente, alternadamente a farinha e a água, misturando sempre.

Acrescente o fermento e misture.

Acrescente as castanhas e nozes.

Misture.

Drene as passas e as acrescente (sem a água).

Misture.

Asse em assadeira untada e polvilhada durante aproximadamente 30/40 minutos.

Lebriut!

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