A MUTRETA

BS’D

“E o colocou na prisão…”

Bereshit  39,20

Em Skole, cidade da Galícia, vivia um homem chamado Guedália Heilprin. Era muito respeitado, e líder da comunidade. Tinha um contrato com o governo, de fornecer folhas de tabaco para uma fábrica de fumo que estava localizada numa aldeia chamada Winiki. O homem costumava subornar o funcionário da fábrica encarregado de receber sua mercadoria, e dentro dos muitos sacos de tabaco que levava para a fábrica, colocava um pouco de terra, pedras e coisas semelhantes, e por cima, punha muito tabaco, para que não percebessem a falsificação, e deste modo “ganhava” muito dinheiro, obviamente.

Certo dia, o funcionário mandou um mensageiro avisar ao fornecedor que da capital, tinha sido enviado um fiscal, a fim de fazer uma vistoria na fábrica, e com certeza descobriria que estava faltando muito tabaco da quantia que estava registrada na contabilidade. Haveria, portanto um processo criminal. Guedália assustou-se, sem saber o que fazer. Viajou a seu rabino, Rabi Meir de Premishlan za’l. Isso aconteceu numa sexta-feira, véspera de Shabat, e ele só conseguiu chegar lá muito próximo da entrada do Shabat. Na noite do Shabat, depois da reza, Rabi Meir’le costumava dar Shalom aos que não tinham conseguido receber Shalom durante o dia. Portanto, Reb Guedália também entrou para receber Shalom do tsadik após a reza da noite, sem nada falar sobre o assunto que o preocupava.

Na manhã seguinte, na reza de Shacharit de Shabat, na hora da leitura da Torá, o tsadik chamou Reb Guedália para subir para a Torá. Era o Shabat da Parashá Vayeshev. O costume do tsadik era que ele próprio era o chazan e ele também lia a Torá. Reb Guedália foi chamado para a sexta aliá, que é considerada muito importante. Reb Guedália ficou contente pensado que o rabi estava lhe dando uma honra… Mas pouco durou sua alegria. Quando o tsadik leu o passuk: “E o patrão de Yossef o pegou e o colocou na prisão, lugar onde ficavam os prisioneiros do rei e ele ficou lá na prisão”, acabou a leitura, embora ainda faltassem três psukim até o final da leitura, e fez sinal para que Reb Guedália falasse a berachá que se fala após a leitura da Torá. Reb Guedália percebeu que o tsadik estava lhe dando o veredicto de que ele seria preso. Portanto, não quis fazer a berachá. Afinal de contas, o final da leitura não era ali. Quando o tsadik viu que Reb Guedália ficou calado e não estava fazendo a berachá, disse-lhe:

Nu!…

Quer dizer: por que você não está falando a berachá?

Reb Guedália respondeu:

Nu, nu!…

Quer dizer: Desculpe-me Rabi, mas poderia, por favor, continuar a leitura?

O tsadik teve de continuar a leitura até o sétimo, no passuk final da sexta leitura que termina: “D-us lhe dava sucesso em tudo o que ele fazia.”

Em motsaei Shabat, Reb Guedália foi ter com o tsadik, e este lhe disse:

– Guedália é mais esperto que Meir-le… mas diga-me, Guedália, você não merece tal castigo? Como pode se permitir, alguém como você, homem afluente e abastado, fazer tal mutreta? Mas como, com certeza, seu coração já se quebrou dentro de você, e está arrependido do que fez, lhe dou uma berachá para saia de sua aflição, desde que de agora por diante não faça mais coisas dessas.

Quando Reb Guedália chegou em casa, soube que aquele fiscal enviado da capital adoeceu, de repente na fábrica, e estava em perigo de vida. Reb Guedália chamou imediatamente um médico especialista, de uma cidade grande, algo que lhe custou muito dinheiro, e ele próprio cuidou do doente sem descanso, até que ficou curado. O fiscal, vendo toda a dedicação do judeu para com ele, apagou o assunto todo e mandou um relatório para a capital dizendo que estava tudo na mais perfeita ordem na fábrica.

Adaptado do livro:

Sipurei Chassidim, Torá

Rav Shlomo Yossef Zevin

Págs.117-118

(Hebraico)

& & &

Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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SALADA MONTE HERMON

BS’D

Chalavi = de leite

Ingredientes:

Repolho branco cortado BEM FININHO

Sementes de girassol descascadas

Gergelim

Sal e azeite

Iogurte natural sem açúcar

Modo de Fazer:

É só misturar tudo

Lebriut!

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ESCUTE SEU ZEIDE

BS’D

O Rabino Dr. Abraham Twerski relata o seguinte:

Venho de dinastias chassídicas, tanto do lado de meu pai, quanto do lado de minha mãe. O lado de meu pai era de Chernobyl e o lado de minha mãe era de Sanz, e também éramos descendentes do Mitteler Rebe de Lubavitch.

Eu me formei em rabino e trabalhei como tal durante alguns anos em Milwaukee, antes de me tornar psiquiatra e me mudar para Pittsburgh.

Depois de ter trabalhado durante vários anos como rabino, senti que não estava realizado em meu trabalho, e após me aconselhar com o Steipler Gaon – fui para a faculdade de medicina para me tornar psiquiatra. Em 1960, quando tinha começado meu treinamento em psiquiatria, tive meu primeiro contato pessoal com o Rebe de Lubavitch.

Quando me encontrei com o Rebe, ele me perguntou o que eu estava fazendo. Contei-lhe e ele disse: “Quando acabar seu treinamento em psiquiatria, mude-se para Nova York. Há muitas pessoas que eu gostaria de enviar a um psiquiatra porque precisam de tratamento psiquiátrico, mas não posso manda-las para alguém que vai dizer que religião é uma neurose, e que eles têm de abandonar a religião.”

Naquela época não era como hoje em dia – não havia psiquiatras religiosos em Nova York. E eu, sendo um jovem que acabara de se formar em psiquiatria, não queria ficar sobrecarregado. Portanto, eu disse ao Rebe: “Se eu fizer isso, se eu me tornar o único psiquiatra religioso de Nova York, que tem tantos judeus religiosos, não vou conseguir dar conta. Vou ter de trabalhar noite e dia, sete dias por semana. E não vou conseguir estudar nem um pouquinho de Torá. Nunca mais vou poder abrir um livro judaico.”

Mas o Rebe disse: “Quando há uma mitsvá que ninguém mais pode fazer, e você é o único que pode, essa mitsvá tem prioridade sobre o estudo da Torá.”

Eu disse: “Isso quer dizer que eu teria de abdicar do estudo. E isso eu não poderia fazer, a não ser que o Próprio D-us me disse para fazê-lo.” Ao que o Rebe respondeu: “O que você quer? Que um anjo com duas asas venha lhe dizer?”

Eu disse: “Um rabino que se pareça com um anjo seria suficiente.” Sei que foi chutspá (atrevimento) de minha parte falar assim, mas o Rebe não se ofendeu – apenas sorriu.

Depois ele me perguntou se eu tinha lido as obras de Victor Frankl, o psiquiatra que sobrevivera aos campos de concentração e fundou a escola de psicologia conhecida como logoterapia, que é compatível com o judaísmo.

Eu ainda não tinha lido Frankl, na época, e o Rebe sugeriu que eu o fizesse. Também sugeriu que meditação pode ser muito terapêutica, mas que precisávamos desenvolver uma meditação de acordo com o judaísmo, e não baseada em religiões orientais.

Falei para o Rebe que ainda estava no início de meu treinamento em psiquiatria, e não tinha conhecimento de meditação, mas que pesquisaria o assunto quando tivesse oportunidade. Depois recebi do Rebe uma carta de três páginas sobre meditação.

Aquela foi minha primeira audiência com o Rebe e fiquei muito impressionado. Quando ele me ouvia, eu sentia que ele estava, realmente, escutando cada palavra que eu dizia, e ele pensava, antes de responder.

Depois daquele primeiro encontro, meus encontros com o Rebe foram muito curtos – eu ficava na fila junto com as multidões, para receber um dólar e uma berachá  dele – mas mesmo assim, eu sentia que tinha uma ligação especial com ele.

Esse sentimento foi reforçado pelo que aconteceu certo Hoshana Rabá. Na época, eu tinha amizade com um chassid Chabad de Pittsburgh, Rabino Shalom Posner, que costumava ir visitar o Rebe. Pedi-lhe, quando ele foi, para conseguir para mim um pedaço de lekach, o bolo de mel que o Rebe distribuía durante o mês judaico de Tishrei. E foi o que ele fez – ele disse ao Rebe que queria um pedaço de bolo parao Doutor Twerski e o Rebe lhe deu. Mas em seguida, o Rebe o chamou de volta e lhe deu mais um pedaço, dizendo: “Este pedaço é para o Rabino Twerski.”

Para mim, aquilo era uma indicação de como o Rebe me considerava.

O Rebe também me mandava pacientes. Quer dizer, costumava dizer às pessoas para irem a um rofê yedid  – um médico que é amigo do paciente – e eu era considerado o rofê yedid, ou um deles.

Eu também mandava pacientes para o Rebe, porque eu via a influência psicológica que ele tinha sobre as pessoas. Não sei se ele tinha estudado especificamente psicologia, mas o Chazon Ish jamais estudara medicina e podia orientar os cirurgiões sobre como operar –tinha obtido todo o seu conhecimento da Torá. O mesmo acontecia com o Rebe. Tinha conhecimento neste campo, e talvez o houvesse adquirido da Torá, que é a fonte definitiva.

Minha intuição era que ele tinha um jeito de fazer as pessoas se sentirem especiais porque ele realmente acreditava que eram especiais.

Isso me faz lembrar de uma história sobre minha neta, que escreveu para o Rebe quando ela tinha uns nove anos de idade. Todas as meninas da classe dela acendiam velas de Shabat, mas na nossa família, a tradição era que uma menina só começava a acender velas partir do Bat Mitsva, aos doze anos.

Então ela teve a iniciativa de escrever para o Rebe: “Querido Rebe, todas as meninas da minha classe acendem uma vela antes do Shabat mas meu zeide (avô) diz que na nossa família nós só o fazemos a partir do Bat Mitsvá. O que devo fazer?”

Ora, você bem sabe com quantas perguntas o Rebe era bombardeado dia e noite. Mas mesmo assim, dois dias depois chegou uma carta dele: “Faça o que seu zeide diz para fazer.”

Ela veio me ver, e eu vi como ela queria tanto fazê-lo portanto, concordei. Mas fiquei tão impressionado pelo Rebe ter utilizado seu tempo para responder à pergunta de uma criança de nove anos, quando ele tinha o mundo inteiro lhe perguntando sobre assuntos da maior importância.

Isso mostra como cada um era especial para ele, e também mostra que ele entendia o que significaria para uma criança receber uma reposta pessoal do Rebe.

Rabino Dr. Abraham J. Twerski (1930-2021) foi um psiquiatra e autor, fundador do Gateway Rehabilitation Center, com base em Pittsburgh, Pennsylvania. Foi entrevistado em Teaneck, New Jersey, em janeiro de 2012.

Do livro: One by One – Stories of the Lubavitcher Rebbe

Págs. 169 -172

(Inglês)

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Eliyahu ben Aba

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Miriam bat Yaakov

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GUACAMOLE COLORIDO

BS’D

Ingredientes:

Abacate amassado

Cenoura picada ou ralada

Pepino picado

Talos de salsão picados

Gergelim

Chia

Sal, azeite, limão

Modo de Fazer:

Misture tudo e…

Lebriut!

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UM GESTO

BS’D

Estava a dirigindo, rumo a meu trabalho sagrado de balanit. Fim de ano, trânsito impossível! Um calor!

No aperto do movimento, uma moto, em sua pressa, me cortou e bateu em meu espelho retrovisor do lado do passageiro. E o virou. Eu, só no carro, no assento do motorista, no meio do movimento, não tinha como reposicionar o espelho.

Vindo do nada, outro motoqueiro passou pela mesma trilha. Delicadamente, recolocou o meu espelho na posição e seguiu seu caminho. Ainda consegui gritar para ele: “obrigada!” E ele desapareceu no meio do tráfego.

Sabe o que senti, naquele momento? Fiquei tão feliz com aquele gesto tão pequeno, mas que mostrou cuidado, empatia, consideração por outro ser humano. Senti que Hashem estava comigo. Estava cuidando de mim, através daquele mensageiro.

Será que sempre aproveitamos as oportunidades que nos aparecem para ajudar outra criatura de D-us? Há gestos pequenos que podem ser muito preciosos.

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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

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Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

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BOLO DE CENOURA, MAÇÃ E CACAU

BS’D

BS’D

Ingredientes:

3 ovos

1 ½ copos de açúcar

3 copos de farinha

3 colherinhas de fermento

4 colheres de sopa de cacau 50%

2 cenouras

1 maçã

1 copo de óleo menos 1 dedo

1 pitada de sal

Um pouco de canela

Modo de Fazer:

Aqueça o forno.

Unte e polvilhe 3 assadeiras de bolo inglês.

Numa tigela, misture os ingredientes secos.

No liquidificador, bata: os ovos, o óleo, as cenouras e a maçã.

Verta a mistura do liquidificador sobre os ingredientes secos e misture com uma colher.

Verta nas assadeiras e asse, em forno moderado até que um palito saia sequinho.

Lebriut!

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OS POÇOS DE YITSCHAK

BS’D

Um judeu procurou o Rav Yitschak Eizik de Zidichov e lhe contou que um nobre tinha uma estalagem para alugar. E a localização era boa, pois por lá passavam negociantes de gado. Só que tinha uma desvantagem: lá não havia água que os rebanhos pudessem beber. Por isso os mercadores de gado eram obrigados a fazer um desvio, e ir por um caminho mais longo, onde havia um poço. Se houvesse água perto da estalagem, os negociantes poderiam ir por aquele caminho, que era muito mais curto e a estalagem teria muito lucro.

– Alugue a estalagem e cave um poço. Depois que cavar alguns metros, venha passar um Shabat aqui comigo.

O judeu assim fez e, quando chegou para passar o Shabat com o tsadik, este lhe disse para cavar mais um pouco e pegar um papelzinho e escrever nele:

“Os servos de Yitschak cavaram um poço e foram lhe dizer: ‘encontramos água’”.

E que jogasse o bilhetinho dentro do poço.

O homem fez o que o tsadik mandou e no poço começou  a subir água, até que encheu-se por completo. Os não-judeus da aldeia ficaram muito felizes, pois havia água para eles e para seus animais. Os negociantes começarem a passar por aquela aldeia com seus rebanhos. E o homem enriqueceu daquela estalagem que alugara. Pois o nobre a alugara barato, já que ninguém quisera alugá-la antes.

Outro judeu procurou o nobre da aldeia, e lhe disse que o aluguel da estalagem estava muito baixo, e o arrendatário estava enriquecendo. Portanto, ofereceu-lhe um aluguel bem mais alto, até que o nobre alugou a estalagem para ele, ficando o primeiro inquilino sem parnassá (sustento). Ele logo correu para Zidichov e contou ao tsadik seu problema. O tsadik lhe disse para escrever num papelzinho as seguintes palavras:

“E todos os poços que os servos de Avraham, seu pai, cavaram os plishtim tamparam e encheram de terra.”

E que jogasse o bilhetinho no poço.

O judeu fez o que o tsadik mandou, e o poço secou. Quando os não-judeus da aldeia viram que a água secara, foram se queixar ao nobre: eles tiveram água durante todo o tempo de permanência do primeiro inquilino, e agora, desde que alugara o negócio a outro, a água tinha secado. O nobre, então, chamou o primeiro arrendatário e lhe ofereceu a estalagem de volta. O judeu respondeu que primeiro precisava se aconselhar com seu rabino, o tsadik. Foi a Zidichov e o tsadik lhe disse que se o nobre lhe cobrasse o mesmíssimo aluguel, sem nenhum acréscimo: alugasse. E novamente jogasse um bilhetinho no poço, e escrevesse no bilhete:

“E cavou outro poço e por ele não brigaram, e o chamou Rechovot (espaços largos), querendo dizer que agora Hashem nos fez espaço e podemos ser frutíferos na terra.”

O nobre concordou em lhe alugar pelo preço anterior. O judeu jogou o bilhetinho no poço e a água voltou a subir, como antes. Naquela estalagem moraram o judeu, seus descendentes e os descendentes de seus descendentes. E não houve concorrentes, e se sustentaram com fartura e de modo honroso.

Baseado no livro: Sipurei Chassidim

Do Rabino Shlomo Yossef Zevin

Torá. Págs. 79-80

(Hebraico)

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Em mérito dos soldados do Exército da Defesa de Israel, que tenham sucesso total e voltem para casa sãos e salvos, para uma vida boa e longa.

Pela proteção de todos os habitantes da Terra Santa, de todo nosso povo e de todas as pessoas boas.

Pela cura dos feridos.

Pela libertação dos reféns, sãos e salvos.

Que as famílias atingidas tenham consolo.

“Hashem oz leamô yiten, Hashem yevarech et amô bashalom.”

Pela vinda do nosso Justo Mashiach.

Leilui Nishmat:

Eliyahu ben Aba

Chaim Avraham ben Sara e Yossef Fogel

Moshe Haim ben Kaila z’l

Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

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Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

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U

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SALADA SUMMER DREAM

BS’D

Ingredientes:

Alface, talos de salsão, laranja picada, sementes de girassol, chia, azeite de oliva, sal, limão.

Modo de Fazer:

Misture tudo e…

Lebriut!

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O NASCIMENTO DO REBE RASHAB

BS’D

Lubavitch

Conta sua mãe, a Rebetsin Rivka, esposa do Rebe Maharash (Rebe Shemuel, quinto rebe da dinastia Chabad):

No dia 10 de Kislev de 5620 sonhei que vi minha mãe (Rebetsin Sara, filha do Miteler Rebe) e meu avô, o Miteler Rebe, e ambos estavam com o rosto iluminado.

Minha mãe me disse:

– Rivka, você e seu marido escrevam um Sêfer Torá.

E meu avô, o Miteler Rebe, disse:

– E vocês terão um filho bom, e não se esqueçam de lhe dar meu nome.

E minha mãe acrescentou:

– Rivka, você está ouvindo o que meu pai está lhe dizendo.

E eu acordei.

O dia inteiro fiquei preocupada com o sonho, mas com meu marido, o Rebe Maharash, não falei nada nem lhe contei sobre o sonho.

Dois ou três dias depois, minha sogra ficou com febre, e eu cuidei dela. De noite a febre passou e de manhã ela melhorou.

Depois da reza meu sogro, o Rebe Tsêmach Tsêdek, entrou no quarto de minha sogra para visitá-la, e ela lhe contou que tinha sonhado um sonho, de noite. Meu sogro disse: “Consta na Guemará (Berachot 55,2) que sonhar é bom para os doentes. E sobre sonhos há duas opiniões, uma delas acredita em sonhos e a outra não acredita neles.” E voltou-se para mim e disse:

“Um bom sonho, é óbvio que é preciso realizá-lo…”

Quando meu sogro saiu e refleti no que havia dito sobre os sonhos, e suas últimas palavras sagradas, de que um bom sonho é óbvio que é preciso realizá-lo, refleti sobre a visão do sonho que tive em 10 de Kislev, e resolvi contar o sonho a meu marido.

Porém, quando cheguei em casa encontrei nossa filha Devora Léa com dor de garganta e febre alta, e durante alguns dias estive tão ocupada que me esqueci do assunto. Depois de uns três dias a febre passou e Devora Léa ficou boa.

Na noite de Yud Tet Kislev sonhei novamente que vieram ter comigo minha mãe, a rabanit, meu avô, o Miteler Rebe e mais um homem idoso.

Minha mãe me disse:

– Rivka, você e sue marido devem escrever um Sêfer Torá.

Meu avô, o Miteler Rebe, disse:

– E vocês terão um filho bom.

O homem idoso falou:

– Amen, assim fale Hashem.

E minha mãe concluiu:

– Vovô (o Alter Rebe), dê-lhe uma berachá. E ele me abençoou.

Meu avô, o Miteler Rebe, e minha mãe responderam amen e eu também falei amen em voz alta, e acordei.

Meu marido, o Rebe Maharash, já tinha acordado, mas ainda estava no quarto, e me perguntou o que foi aquilo, que ele me ouviu falar amen. Fiz netilat yadayim e lhe falei que tive um sonho e que iria a seu escritório uma hora depois para contar-lhe.

Contei para meu marido sobre o sonho de 10 de Kislev palavra por palavra, bem como o sonho da noite anterior. Disse-me meu marido: “É um sonho bom, por que você não me contou logo que sonhou em 10 de Kislev?Sonhos assim são sobre coisas muito elevadas.

E expressou seu desejo de que o Sêfer Torá fosse escrito em pergaminho de couro de animais em que foi feita shechitá kesherim.

Um pergaminho assim não é fácil de encontrar, e umas cinco semanas se passaram até que foram conseguidas algumas folhas de pergaminho.

Meu sogro, o Tsêmach Tsêdek, disse a meu marido que o Sêfer Torá deveria começar a ser escrito secretamente, apenas com a presença de seu irmão, e que o começo da escrita seria em seu escritório. E no dia 15 de Shevat teve início a escrita do Sêfer Torá discretamente no escritório de meu sogro.

Meu marido apressou o sofer, e no mês de Elul, o Sêfer estava quase pronto. Meu marido pensou que um dia depois de Yom Kipur, que caiu numa quinta-feira, seria a conclusão, para mazal tov, e meu sogro concordou.

Eu estava grávida e não pude participar dos preparativos para a refeição de mitsvá da conclusão, pois meu marido queria fazer uma grande refeição, e meu sogro concordou, e contrataram um homem especial para organizar tudo.

Em Rosh Hashaná e nos Dez Dias de Arrependimento foi divulgado que um dia depois de Yom Kipur seria o siyum (conclusão) do Sêfer Torá, e vários dos hóspedes que tinham vindo para Yom Kipur ficaram para o siyum.

No dia seguinte a Yom Kipur, de manhã bem cedo, meu sogro chamou meu marido e lhe disse: “Hoje haverá uma grande refeição, eu também estarei presente na seudá e falarei chassidut, mas o siyum não será hoje.” Não explicou o motivo.

Na segunda-feira, 13 de Cheshvan, meu sogro chamou meu marido e lhe disse:

“Hoje à noite, chame o sofer para meu escritório e chame sua mãe e vamos fazer o siyum do Sefer Torá discretamente.

Eu costurei a capa do Sêfer Torá, e quando levei a capa para o escritório de meu sogro, ele me disse: “Mazal Tov, que Hashem realize a berachá que lhe deram meu sogro (o Miteler Rebe) e meu avô (o Alter Rebe).”

Na segunda-feira, 20 de Cheshvan de 5621 às 9:00 da manhã, dei à luz meu filho, para mazal tov  e para longos dias e anos.

(“Otsar Sipurei Chabad”, Vol IX, págs.3-6)

(Hebraico)

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PERFEITO AUTOCONTROLE

BS’D

Quando o Rebe Anterior, Rebe Yosef Yitschak Schneersohn, o Rebe Rayats, chegou aos Estados Unidos, no início dos anos 40, ele tinha um médico que costumava ir a sua residência e lhe aplicar injeções para tratar sua paralisia. Ficaram amigos, e o médico costumava visitar o Rebe só para conversar.

Em uma dessas visitas, o médico percebeu um cinzeiro cheio de bitucas de cigarro. Naquela época, o Rebe anterior fumava muito. O médico, então, mencionou que uma pesquisa recente parecia indicar que fumar fazia mal à saúde. Isso aconteceu muito antes disso tornar-se conhecimento público.

Mas tarde, enquanto conversava, o médico, que era fumante, pegou um maço de cigarros e ofereceu um ao Rebe. O Rebe recusou, dizendo. “Não fumo.” O médico ficou surpreso, e o Rebe explicou. “Você me disse, há menos de meia hora, que não é saudável fumar. Portanto, não fumo.”

Teshuvá é isso. Ao perceber que era errado, acabou. Tornou-se de imediato, fora de questão. A partir daquele momento ele não fumava mais. Não houve “É mesmo? Tenho de parar? Não posso fumar nem mais um cigarrinho?” Ou “Talvez eu possa ir reduzindo aos poucos?”

Quando o Rebe falou: “Não fumo”, ele quis dizer: “Estou livre.”

Este é o verdadeiro significado de livre arbítrio: Posso me libertar. Sou livre para assumir qualquer identidade que eu quiser. Posso optar por me ver tendo o caráter e a capacidade que me façam bem.

Teshuvá não é ficar deprimido, achando-se um lixo.

Teshuvá é recalcular a rota, modificar nossa autoimagem – e com alegria!

Baseado no livro:

Creating a Life that Matters:

How to live and love with meaning and purpose

Do Rabino Manis Friedman e Rivka Goldstein

Pág. 192

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Moshe Haim ben Kaila z’l

Miriam bat Yaakov

Efraim Kopl ben Eliyáhu

Chaim Shemuel ben Aba

Moshê Baruch ben Yaakov Tsvi haLevi

Miriam bat Yaakov Kopl Halevi

Beile (Berta) bat Refael

Aba (Abel) ben (Eliyáhu) Eliash Leibas

Pinchas ben Moshê

Mordechai ben Yaakov Kopl HaLevi

Lea bat Hersh

Efraim Shlomo ben Motl Halevi

Eliyáhu ben Yaakov

Yaakov ben Eliyáhu

Miriam bat David

Chana Liba bat Tuvia

Todos os soldados que caíram defendendo nosso povo HY’D

Todas as vítimas do terror HY’D

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