BS’D

Em 1961, o Rebe deu início à Campanha de Purim, para que todos os judeus, de todas as idades, onde quer que estivessem, pudessem cumprir duas das mais fáceis, porém negligenciadas, mitsvot (mandamentos) de Purim: Mishloach Manot – presentes de alimentos para amigos, e Matanot L’Evionim – presentes de dinheiro para os pobres.
Dez anos depois, em 1971, o Rebe fez uma convocação especial para se chegar aos soldados do Exército da Defesa de Israel durante o dia de Purim e ajudá-los com as mitsvot do dia. O Rebe também pediu que fossem dados Mishloach Manot em seu nome para as viúvas e órfãos dos soldados de Israel. O Rebe pagou de seu próprio bolso as despesas desses Mishloach Manot. O Rebe também acrescentou uma mensagem pessoal aos Mishloach Manot que os Chassidim estariam distribuindo:
“Para cada um de vocês: feliz Purim. Que o versículo (da Meguilá) se realize para nós: ‘Para os judeus houve luz e alegria, júbilo e glória.’”
Em 1976, o Rabino Yossef Yitschak Gurevitz, na época um aluno de yeshivá, foi enviado pelo Rebe como shaliach (emissário) para Israel, juntamente com outros estudantes e jovens casais. Alguns foram enviados a Jerusalém, enquanto outros, para Tsfat. R. Gurevitz, que atualmente mora em Migdal Haemek, no norte de Israel, foi um dos que foram enviados para Jerusalém.
Ele relata o seguinte:
“Poucas semanas antes de nossa partida, o Rebe falou num farbrenguen sobre os shluchim que iriam, dentro de pouco tempo, para a Terra de Israel. O Rebe disse: ‘Assumo a responsabilidade pela viagem deles.’
“Quando chegou Purim, Tseirei Agudat Chabad (a Organização da Juventude Lubavitch) de Israel coordenou uma campanha massiva de Purim para os soldados, com os chassidim se dividindo para chegar às bases do exército em toda a Terra de Israel.
“Fui enviado a uma base próxima a Shechem. Entramos num caminhão do exército: um grupo de Lubavitchers, um motorista do Exército de Israel e mais um soldado. E começamos nosso percurso através das estradas tortuosas rumo a nosso destino. De repente, o caminhão brecou com um barulho estridente. Após um instante de silêncio mortal, ouviu-se lá de fora uma cacofonia de vozes ameaçadoras. O cheiro de fogo encheu o ar, e uma fumaça preta começou a penetrar no caminhão. Estávamos sentados atrás, e não sabíamos o que estava acontecendo do lado de fora.
“Uma barreira estava bloqueando a passagem e multidões de jovens árabes com pedras nas mãos estavam nas proximidades. ‘Não temos escolha, temos que voltar’, disse o motorista, pálido como giz. Voltei-me para o motorista e disse: ‘Não vamos voltar, temos de continuar!’ O motorista olhou para minha cara, como se eu tivesse caído da lua. ‘Vamos voltar’, repetiu. ‘Sou responsável pela segurança de vocês!’ Mas eu não me submeti. ‘Se você der meia-volta, vou descer aqui mesmo!’ O soldado não estava entendendo. Por que eu queria continuar diante de um perigo óbvio?
“‘Sou shaliach do Rebe’, eu disse. ‘O Rebe disse que a responsabilidade pelos shluchim está sobre seus ombros. Não temos motivo para temer.’
“‘Você acredita mesmo tanto no seu Rebe?’- perguntou-me o motorista.
“‘Sim’, respondi. ‘Não temos por que ter medo.’ Finalmente, ele cedeu, ao ouvir minha resposta firme. O motorista deu marcha a ré e, em seguida, acelerou a toda velocidade, direto na barreira de pedras, madeira e objetos queimando. O caminhão balançou prá lá e prá cá e quase virou. Passamos direto pela multidão de árabes, que atiravam rochas pesadas no caminhão. O soldado deu um tiro de advertência no ar, mas os árabes não se dispersaram. Finalmente, saímos para o descampado, o perigo passara.
“Quando chegamos à base militar, o comandante já sabia da história e da coragem que tínhamos demonstrado. Disse que havia 300 soldados na base e ele queria que eu lhes contasse minha história. ‘Quero que eles ouçam sobre a garantia do Rebe. E de como ela lhe deu coragem para continuar e não dar meia-volta.’
“Lembro-me de como os soldados ficaram empolgados quando contei a história. Demos-lhes Mishloach Manot e dançamos com eles. Eles vibraram. Muitos levantaram a manga para colocar tefilin.
“Naquela noite, quando voltamos para Jerusalém, alguém me disse que eu tinha de contar ao Rebe sobre o que acontecera. Telefonei imediatamente para um dos secretários do Rebe, R. Binyomin Klein, e lhe contei os detalhes da história, e ele as transmitiu para o Rebe.
“Às 4:30 da manhã, hora de Israel, o farbrenguen de Purim do Rebe começou no Brooklyn. Durante o farbrenguen o Rebe contou: ‘Eu gostaria de compartilhar algo que aconteceu há pouco. Chegou uma mensagem de Israel sobre um episódio que demonstra que quando um judeu fica firme pelo judaísmo, e não vacila sobre ele – e faz o que tem de fazer – tem sucesso, sem se machucar nem machucar outras pessoas. Havia um pedido de levar Mishloach Manot e levantar os ânimos dos judeus que têm o privilégio de guardar a Terra de Israel. Eu fui avisado de que um grupo de emissários foi visitar os soldados perto da cidade de Shechem. Quando se aproximaram de Shechem, encontraram a estrada bloqueada. Mas não foram dissuadidos. ‘Fomos incumbidos com a missão de animar outros judeus para que se alegrassem nas comemorações de Purim’, explicaram… Embora os árabes tenham atirado pedras, ninguém se machucou, nem judeus nem árabes. Isso aconteceu agora, em Purim de 1976.’
“O Rebe concluiu com uma importante lição de que não é preciso ficar intimidado pelos não-judeus à sua volta e sim, erguer-se com orgulho de seu judaísmo.”
Adaptado de: Der Chassidishe Derher Derher.org
Baseado em:
http://lchaimweekly.org/ (inglês)
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